Marcas com propósito: grifes apostam na sustentabilidade e na produção justa

Uma safra de novas marcas vem procurando ressignificar a moda, criando roupas que apostam em princípios como sustentabilidade e produção justa. Vogue reúne aqui ótimas grifes que já nasceram em sintonia com esta ideia
Por Vívian Sotocórno

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Daiane Conterato usa top Aluf (R$ 12 mil), calça Augustana (R$ 378), brincos Olsen K (R$ 15.600) e bolsa Na Praia (R$ 378) (Foto: Mariana Marão)

Nascida a partir de meados dos anos 90, em pleno bombardeio de informações da era digital, a geração Z (ou pós-millenial) procura mais transparência em suas relações e busca comprar de forma mais criteriosa – apelidados de True Gen, os zês querem se ligar às marcas de maneira profunda, se identificar com seus valores e não consumir apenas por consumir. Da mesma forma, uma nova safra de grifes não quer criar apenas por criar: buscam ressignificar a moda, a partir de princípios como a sustentabilidade, a produção justa, o desenvolvimento social, o empoderamento feminino e a economia colaborativa. Em resumo, impactar de forma positiva a sociedade e o planeta ao seu redor.

São marcas que já nascem com essa mentalidade atrelada às suas bases e ao seu business plan. “A geração mais jovem carrega esse pensamento intrínseco: é minha obrigação com o mundo ter propósito – não existe outra opção”, conta Fabiana Pereira Leite, coordenadora de moda do Sebrae do Rio de Janeiro, que encabeça o projeto Sebrae Moda Sustentável. Lançada no ano passado, a iniciativa acompanhou 40 grifes durante 15 meses (uma nova edição acontecerá em 2019). “Ajudamos as marcas a desenvolver os cinco pilares da sustentabilidade: social, ambiental, econômico, territorial e cultural.”

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Camisa Mudha (R$ 280), saia Karibu (R$ 320), anel (R$ 728) e pulseira (R$ 1.610), ambos Instituto Ybi, e espadrilles Dotz (R$ 250). Cesto Akra Collection para Westwing (R$ 480) (Foto: Mariana Marão)

Foi com essa consciência, por exemplo, que surgiu a label de acessórios de palha Na Praia: em 2017, após passar pelo marketing de uma grande rede de varejo, a baiana radicada em São Paulo Mariana Imbassahy percorreu durante um mês o Nordeste para conhecer de perto comunidades da região. Hoje, a Na Praia trabalha com mais de 160 artesãs espalhadas por cinco estados (Maranhão, Alagoas, Ceará e Bahia, além do Mato Grosso), que levam até uma semana para produzir uma bolsa. O Instituto Ybi é outro que fez do desenvolvimento social seu propósito: sob o comando de Renata di Paula, a marca desenvolve joias com quartzos encontrados pela região semiárida da Paraíba e lapidados por artesãos locais capacitados por ela. A economia colaborativa também permeia esta nova geração: na Dotz, do argentino Rodrigo Doxandabarat e do paulista Anderson Presoto, os desenhos que estampam as espadrilles são eleitos entre as sugestões enviadas por designers gráficos e artistas de todo o Brasil através do site da marca. Ao ter sua ilustração ou pintura escolhida, o autor passa a receber uma porcentagem sobre os pares vendidos (que são desenvolvidos com algodão orgânico).

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Macacão Cru Ateliê (R$ 1.150), brincos Aluf (R$ 330), bolsa quadrada (R$ 920) e bolsa redonda (R$ 512), ambas Akra Collection, e espadrilles Joya da Terra (R$ 235) (Foto: Mariana Marão)

Uma das ideias recorrentes entre as marcas que já nascem com esse pensamento é ter uma tag que discrimina todos os custos de produção de cada peça, dos aviamentos aos impostos e valores operacionais. “O objetivo é despertar no cliente o interesse e a preocupação com o que ele consome. Queremos incentivar práticas mais éticas”, conta Natalia Paes, da grife carioca Augustana, que inclui ainda nas etiquetas das roupas a procedência das matérias-primas (se são 100% brasileiras, biodegradáveis, veganas). Por serem pequenas, essas marcas conseguem emplacar métodos que as cadeias maiores e que não nasceram com a sustentabilidade em suas bases ainda não têm condições de viabilizar.

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Vestido BEA Atelier (R$ 1.860), casaco Natural Cotton Color (R$ 3.000) e sandálias Bléque (R$ 1.081) (Foto: Mariana Marão)

Mas a preocupação não cabe hoje apenas às novas grifes, e chegou também aos grandes players do mercado. Atualmente presente em dez países, o Instituto C&A oferece estratégia de desenvolvimento e financiamento para iniciativas que transformam a moda em uma força para o bem. No Brasil, por exemplo, mantém há um ano e meio uma parceria com a Malha (espaço no Rio de Janeiro que conecta designers, empreendedores, produtores, fornecedores e consumidores em prol de criações colaborativas, locais e sustentáveis), materializada em ações como a incubação de jovens marcas e cursos para reverberar inovações. “O sistema fashion está cada vez mais rápido e descartando produtos com igual velocidade”, diz Leslie Johnston, diretora executiva global do Instituto. “É preciso mudar a maneira de olhar a moda, com peças que são, desde a perspectiva do design, criadas para fluir, não morrer.”

Styling: Giovanna Grassi
Beleza: Jo Portalupe (Thinkers)
Assistente de foto: Mariana Valente
Assistente de moda: Gabriela Birolini
Assistente de beleza: Ian Ribeiro
Modelo: Daiane Conterato (Joy)

Uber está testando serviço para contratação de funcionários, diz Financial Times

Com o serviço, seria possível empresas contratarem trabalhadores temporários para funções como garçons e seguranças; o Uber planeja fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo semestre de 2019

Uber-Ofis-Tasarım-6Precisa de um garçom? Um segurança? Alguém para te ajudar a realizar um trabalho temporário? O Uber está pensando nisso: segundo reportagem publicada nesta quinta-feira, 18, pelo jornal inglês Financial Times, a empresa está testando um novo negócio em Chicago, que permite a contratação de funcionários sob demanda. Chamado de Uber Works, o serviço está em estágio inicial de desenvolvimento e pode ser mais uma forma de usuários da empresa, que trabalham como motoristas, ganharem dinheiro por meio do aplicativo.

Segundo a publicação inglesa, a ideia do Uber não é competir diretamente com aplicativos voltados ao consumidor, como o americano TaskRabbit ou o brasileiro GetNinjas, no qual é possível encontrar eletricistas, encanadores ou técnicos de computador, por exemplo, mas sim oferecer a mão de obra para empresas.

O Uber Works faz parte de uma série de iniciativas da empresa que visam levar o Uber para além dos carros, explorando bicicletas elétricas, carros autônomosveículos voadores e patinetes elétricos. O serviço é um resultado da diversificação dos negócios da empresa, em uma forma de demonstrar fôlego ao mercado – o plano do presidente executivo da companhia, Dara Khosrowshahi, é fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo semestre de 2019.

Mike Ramsey, analista de transportes da consultoria Gartner, disse no Twitter essa semana que a ampliação de serviços pode contribuir para o crescimento do valor da empresa, hoje avaliada em US$ 70 bilhões, mas cujo valor pode subir para US$ 120 bilhões durante a abertura de capital. “A Amazon começou com livros. Não acho que o Uber pode ser a Amazon, mas a noção se aplica”, afirmou ele.

Vestido com tênis é o look perfeito para o verão

A combinação tem se mostrado poderosa para enfrentar os dias quentes. Inspire-se!

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Usar vestido com tênis é a tendência para o verão (Foto: Instagram / Julie Sariñana)

Se você busca o look perfeito para o verão, pode cancelar a procura: o vestido com tênis é o visual da estação. Seja nas redes sociais ou na moda de rua das semanas de moda internacionais, o look se mostrou um coringa para os mais diversos estilos e uma escolha certeza para um visual confortável e fashionista.

Por mais que esse tenha sido um estigma no passado, combinar vestido com tênis, hoje em dia, é mais do que comum – como os calçados se tornaram super populares no cenário fashion e ganharam status para aparecerem até mesmo nas passarelas, era de se esperar que eles se transformassem em um item indispensável no guarda-roupa feminino.

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A blogger Julie Sariñana é fã do combo vestido com tênis (Foto: Instagram / Julie Sariñana)

O que mais vimos por aí foi diversidade na hora de usar: seja combinado com vestidos mais longos e soltos no corpo, com versões coladinhas e até as ultra femininas, com gola Peter Pan e saia rodada, o tênis coube em todas essas ideias perfeitamente.

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Aimee Song também adora combinar um vestido com tênis no dia a dia (Foto: Instagram / Aimee Song)

Se você virou fã dos ugly sneakers, então deve imaginar que eles também ganharam espaço nessa combinação, e foram muito usados com vestidos mais curtos e que deixam o calçado bem em evidência.

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Na moda de rua, a combinação também é uma tendência do verão (Foto: Imaxtree)

Vale optar tanto por uma combinação com modelos lisos, quanto estampados, além de investir numa terceira peça (como um cardigã levinho), para o caso de esfriar à noite. Aliás, a boa notícia é que o look se encaixa bem em situações mais casuais (tanto passeios de final de semana, quanto um ambiente de trabalho mais relaxado) e ganha muitos pontos o quesito conforto!

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Os tênis caem bem tanto com vestidos mais longos, quanto curtinhos (Foto: Imaxtree)

O que a série ‘Anne with an E’ diz sobre direitos de crianças e adolescentes

unnamedBaseada no livro Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery, publicado em 1908, a série canadense Anne with an E (Anne com E, em português) conta a história de Anne Shirley, uma garota adotada por engano por um casal de irmãos, que na verdade queria um garoto para trabalhar na fazenda.

Além da fotografia ser um espetáculo (as filmagens foram realizadas nas lindas paisagens canadenses, na Ilha do Príncipe Eduardo e no sul de Ontário), a série aborda questões humanas muito profundas e sensíveis. Confira cinco reflexões a respeito dos direitos de crianças e adolescentes (e da vida!) que a montagem proporciona:

Abandono e adoção tardia

Outro dia li sobre um projeto chamado Adote um Boa Noite, que incentiva a adoção de crianças mais velhas. No geral, as famílias se interessam por bebês ainda pequenos. Por isso a adoção fica cada vez mais difícil, com o passar dos anos.

Anne é uma adolescente que já passou por diversas experiências na vida, até que realiza o sonho de ter uma família, transformando totalmente a vida de seus cuidadores.

Os impactos do trabalho infantil

Antes de ser adotada, Anne trabalhou em casas de famílias. A violência sofrida naquele período e o amadurecimento precoce aparecem em flashbacks durante toda a série. Mas a chegada de Anne à sua nova – e primeira família – não foi por um motivo diferente.

Na verdade, os irmãos de Green Gables, como é chamada a fazenda, queriam um garoto para ajudar nas atividades rurais. Mas ficaram sem coragem de desfazer a troca. Em contrapartida, contrataram um menino, que sofria por não saber ler e não ter a oportunidade de ir à escola.

A dificuldade de estudar, inclusive, aparece em diversos momentos, principalmente devido ao contexto histórico da época, quando deixar os estudos para trabalhar era ainda mais naturalizado.

Questões de gênero

Cheia de imaginação, sem amarras sociais e com uma diferente visão de mundo para o final do século 19, Anne questiona a posição da mulher na sociedade. Diz que sonha em ser noiva, mas não esposa, uma vez que quer estudar e descobrir sua própria vocação.

Em uma das cenas, se impressiona ao descobrir que não poderia incluir livros em seu enxoval, destinado apenas a utensílios domésticos. A chegada de uma professora à frente de seu tempo também movimenta a comunidade. Ela não usa espartilho, anda de moto e veste calça comprida.

A homossexualidade também aparece como um grande tabu e quase uma ameaça à felicidade de quem não se encaixa na heteronormatividade.

Racismo

Gilbert, um dos adolescentes que estudam na escola do campo, causa estranhamento quando volta de viagem acompanhado por um amigo negro. Algumas pessoas da comunidade nunca haviam visto um negro na vida e as questões raciais eram extremamente marcadas pela escravidão.

A vez e a voz da criança

Anne era diferente das crianças da época – e os seus cuidadores também eram, de certa forma. Criança não tinha vez e voz. Castigos e punições eram comuns em sala de aula e o bullying aparece em nível severo. Para driblar o autoritarismo da escola, Anne cria um ambiente alternativo de aprendizagem – uma cabana onde fica com seus amigos após a aula. [Bruna Ribeiro]

Twitter vai avisar quando tuíte for excluído por usuário ou por rede social

Agora, empresa facilita o encontro de postagens denunciadas, uma demanda antiga dos usuários que precisavam das publicações para apresentar em processos judiciais

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Twitter está entre as redes sociais mais usadas no mundo

O Twitter anunciou nesta quinta-feira, 18, que está mudando o procedimento de denúncia de tuítes. A rede social promete deixar mais transparente o processo de quando postagens são excluídas por violar as políticas da empresa e diz que tornará mais simples para os usuários encontrarem essas publicações.

Até então, o Twitter permitia os usuários ocultarem tuítes denunciados, mas isso tornava difícil a procura pela publicação depois. A demanda era uma exigência dos usuários que sofriam para encontrar as postagens quando era necessário apresentar o tuíte para denunciar o abuso às autoridades.

Agora, a rede social diz que vai esconder os tuítes por trás de um aviso de que aquele conteúdo foi denunciado, mas que, quando for clicado pelo usuário, a publicação mostrará o tuíte original.

A empresa também vai deixar mais claro quando um tuíte foi excluído pelo usuário ou pela própria rede social. No caso de publicações excluídas pelo Twitter, um aviso informativo aparecerá no lugar da publicação.

Nas próximas semanas, a rede social pretende explicar ainda o porquê o tuíte foi deletado pela empresa e indicará as regras de uso do Twitter para mais detalhes sobre a suspensão. O aviso será exibido por 14 dias após a exclusão no perfil do usuário e também no lugar do tuíte na linha do tempo.

Paris Hilton terá documentário autobiográfico produzido pela Netflix

Além de ser uma das protagonistas, Paris também é produtora executiva da trama

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Paris Hilton fala sobre como foi uma ‘influencer’ antes mesmo do termo existir

A socialite Paris Hilton será uma das personagens do documentário The American Meme, da Netflix, que faz um resgate da ascensão de várias personalidades que tiveram sua carreira alavancada pelas redes sociais.

De acordo com o site Hollywood Reporter, o longa, que também narra a história de outras personalidades como Hailey Baldwin, DJ Khaled e Fat Jew deve estrear ainda este ano, em dezembro. Além de ser uma das protagonistas, Hilton também é produtora executiva da trama.

Paris Hilton também já estrelou outros realities na TV. Além de Simple Life, exibido em 2003 e ocasião que dividia os holofotes com a estilista Nicole Richie, a atriz  também participou de outras produções do gênero, como Universidade do Prazer.

O jeans skinny de Meghan Markle não é apenas cool – é também eco-friendly!

Duquesa de Sussex apresentou ao grande público o trabalho da Outland Denim

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Príncipe Harry e Meghan Markle (Foto: Getty Images)

Meghan Markle, assim como Kate Middleton, tem o toque de midas fashionista: tudo o que a Duquesa de Sussex usa se esgota imediatamente das prateleiras e lojas online. Sendo assim, é normal que as marcas festejem a cada escolha da futura mamãe.

Para compromissos oficiais hoje em Dubbo, na Austrália, onde deu o start de sua turnê real pela Oceania ao lado do Príncipe Harry, Meghan usou sua fama e tanta atenção da mídia para chamar atenção para a sustentabilidade, escolhendo um skinny jeans da marca eco-friendly Outland Denim. Combinando a peça – o black jeans de cintura alta Harriet – com uma clássica camisa branca Maison Kitsune, botas J.Crew e um blazer boyfriend xadrez, Markle não poderia ter dado um exemplo melhor de como a moda sustentável definitivamente entrou para o vocabulário de qualquer closet – do fashionista ao mais básico.

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Meghan Markle usa jeans sustentável na Austrália (Foto: Getty Images)

A Outland Denim australiana é conhecida por suas peças orgânicas que empregam eticamente e qualificam mulheres cambojanas resgatadas do tráfico humano em seu país natal. Segundo James Bartle, fundador da Outland Denim, a ideia da marca surgiu após um encontro com um grupo anti-tráfico humano em um festival de música. Depois de ter contato com o trabalho, Bartle viajou pessoalmente para a Ásia para ver pessoalmente como os traficantes cercam jovens mulheres vulneráveis para empregá-las na prostituição, e decidiu criar o projeto para empregá-las na indústria da moda.

L’Officiel Argentina October 2018 Sienna Peters by Jonathan Zamora

Sem título.jpgPhotographer: Jonathan Zamora. Styling: Romina Meier. Hair & Makeup: Vero Mónaco. Model: Sienna Peters at The Syndical.

Gravações de ‘Guardiões da Galáxia 3’ não devem começar antes de 2021

O novo capítulo da franquia ainda não tem data de lançamento

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Cena do filme ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’, dirigido por James Gunn. Foto: Marvel Studios

Depois do afastamento do diretor James Gunn, o filme Guardiões da Galáxia 3 teve sua estreia adiada pela Disney/Marvel Studios.

Segundo a Production Weekly, o longa, que ainda não teve um substituto designado para o cargo de Gunn, deve ter a produção iniciada apenas em fevereiro de 2021.

Com o título Hot Christmas, o roteiro da produção continua assinado pelo diretor, que foi afastado do cargo após a divulgação de tuítes ofensivos.

Antes previsto para estreia em 2020, o novo capítulo da franquia ainda não tem nova data de lançamento.