Andreas Ortner for Gala Magazine with Adel

Sem título.jpgPhotography: Andreas Ortner at SCHIERKE Artists. Styling: Birgit Schlotterbeck. Hair: Salon Petra Měchurová. Makeup: Adriana Bartosova. Model: Adel at System Agency.

Subversiva e divertida, Cacete Company é a nova aposta da SPFW

Marca mineira participou do Projeto Estufa antes de estrear no calendário oficial da semana de moda paulista

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A cacetecompany faz roupas de baixo divertidas e para serem vistas

Cacete Company, uma marca divertida e subversiva voltada ao público LGBT se prepara para alcançar o público mainstream: na próxima sexta, 26, eles irão estrear no calendário oficial da São Paulo Fashion Week, apresentando suas roupas provocativas ao grande público da maior semana de moda da América Latina.

“Continuamos com o foco no streete no underwear, mas agora fazendo uma coisa inédita: usar cores”, adianta Raphael Ribeiro, sócio da marca ao lado de Tiago Carvalho. “A marca deu mais um passo, temos agora peças de alfaiataria, que são sexy e chique. Mas continuamos com a pegada de gozação, com estampas e acessórios divertidos.”

Para esta temporada de moda, a grife apresenta a coleção de verão 2019, inspirada no mood pós-pornô e fetichista dos anos 1990. “Nos adaptamos a sazonalidade da SPFW e vai ser no formato ‘see now/buy daqui a pouquinho’. O lançamento está programado para o dia 10 de novembro”, conta.

 

Mas a grife não é total desconhecida do grande público. Em 2017, desfilou na semana de moda paulista como parte do Projeto Estufa, incubadora de novos talentos do evento. No mesmo ano, a cantora Pabllo Vittar estrelou o clipe de K.O. usando um top da grife. “Pabllo Vittar é para a Cacete Company o que a Madonna é para o Jean-Paul Gaultier”, brinca Ribeiro. “Ela era uma artista do nicho LGBT e o clipe foi o ponto de virada da carreira dela, pegamos uma carona.”

O top usado pela cantora foi justamente por onde a marca começou: pela underwear. Roupas íntimas (principalmente masculinas) foram a aposta inicial de Raphael e Tiago, que fundaram a grife em 2015. “Sentimos que era um setor pouco explorado, não tinha marca que fazia underwear diferenciado para homens. “A primeira coleção tinha dez peças, super enxuta.”

Hoje, a Cacete Company faz também roupas e acessórios, que misturam o sexy (com transparências e micro comprimentos) com o divertido, e possuem preços mais acessíveis do que o da média das marcas da SPFW. Uma parka de poliéster, por exemplo, custa R$ 1,6  mil (na promoção está por R$ 800) e um top R$125. As vendas são feitas apenas pelo site da marca e no showroom, localizado no centro de Belo Horizonte, com hora marcada. “Sabemos que o desfile é um ponto positivo, mas não muda a vida de ninguém. Queremos que as nossas roupas ganhem a rua”, finaliza o estilista. Anna Rombino – O Estado De S.Paulo

Entre o industrial e o artesanato

A fundadora da Santa & Cole, Nina Masso, comenta os últimos lançamentos da tradicional editora de luminárias catalã

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Nina Masso, designer e fundadora da Santa&Cole apresenta uma das criações da marca Foto: Santa&Cole

Santa & Cole é uma editora de design catalã, pequena e global, interessada em oferecer ao mercado produtos bem projetados, sejam eles móveis domésticos, mobiliário urbano ou luminárias. Operando em 70 países, ela chega agora ao Brasil para compor a linha da FAS Iluminação. “Embora nossa gama de produtos seja vasta, todos eles partilham uma filosofia comum: não acumular, mas, sim, selecionar. Não se deliciar com a quantidade, mas, sim, com a qualidade”, como afirmou a fundadora da marca, Nina Masso, nesta entrevista ao Casa. [Marcelo Lima]

Mais do que um fabricante de luminárias, a Santa & Cole se coloca como uma editora de design. O que isso significa?
Para nós, o trabalho de edição significa dar a oportunidade a um autor de mostrar seu objeto ao mundo. O editor é humilde, a importância vai para o produto e seu criador. Estamos sempre em busca de objetos capazes de contar histórias, que possam figurar em nosso catálogo por anos. Quando um objeto é escolhido, ele passa de anônimo a conhecido, esse é o nosso trabalho. Muitos de nossos produtos foram desenhados há anos, mas ou não foram para o mercado ou passaram despercebidos. Outros, são fruto da descoberta de novos talentos que nos ajudaram a entender melhor a nossa função no mercado.

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As luminárias Coke Bartrina, com altura regulável Foto: Santa&Cole

Como a luz aparece trabalhada nas luminárias da marca?
Nós gostamos do sol e da sua luz, especialmente ao amanhecer e ao anoitecer, quando essa luz se torna mágica e tudo parece mais bonito, até a pessoa que está na sua frente. Esse é o conceito que nos guia em nossas escolhas. Luz amigável, luz quente, capaz de tornar o nosso ambiente mais confortável. Como acontece, por exemplo, na The Cesta Family, que, hoje, por meio de uma bateria, pode ficar nos acompanhando em casa. Interessante notar que se trata de uma coleção projetada nos anos 60 mas que está passando, provavelmente, por seu momento mais bonito desde a sua criação.

Qual o peso da tecnologia e do artesanato nas criações de vocês?
A tecnologia nos ajuda a melhorar. Ponto. Assim a vemos, sem nenhum fascínio especial. Na verdade, somos um pouco nostálgicos em relação ao fim das lâmpadas incandescentes. Há algo melhor do que a luz de uma vela para tornar um ambiente mais amigável e relaxante? Ocorre que, comumente, fontes de luz são substituídas por novas tecnologias e temos de aprender a lidar com elas. Nos últimos tempos, o mundo da iluminação deu um grande passo com a incorporação do LED. No início, para nós foi um desafio, ficamos assustados com sua frieza. Quanto ao artesanato, a maioria de nossos produtos utiliza processos manuais e, nesse sentido, estamos sempre atentos para dar o reconhecimento que ele merece.

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As luminárias Mina, com cúpula de poergaminho Foto: Santa&Cole

Aposte em estampas florais para arrasar na estação

É primavera! E esporte e alfaiataria desabrocham para decorar a temporada
Por Thiago Ferraz

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Camisa R$ 3.580, bermuda e bolsa preço sob consulta. Tênis R$ 3.280, tudo Prada (Foto: MALTCHIQUE)
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Da esquerda para a direita: Camisa R$ 389 e short R$ 329 Ellus | Óculos Livo R$ 299 | Escapulário Julio Okubo R$ 1.603 | Blazer Ricardo Almeida R$ 2.107 | Camisa Aramis R$ 269 | Calça Salvatore Ferragamo R$ 2.490 (Foto: MALTCHIQUE)
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Da esquerda para a direita: Camisa R$ 119,90 e camiseta R$ 49,90 Renner | Calça Ellus R$ 549 | Pulseiras Guerreiro entre 3.818 e R$ 8.915 | Camisa Ellus R$ 298 | Camiseta Renner R$ 49,90 | Calça Bottega Veneta R$ 2.350 | Pulseira nó Montecristo + À La Garçonne R$ 1.380 | Pulseira elos Montecristo R$ 300 | Camisa Colcci R$ 290 | Camiseta Acervo | Calça Gucci R$ 2.900 | Relógio Luminor 1950 Panerai R$ 52.500 | Pulseiras Liberty Art Brothers entre R$ 129 e R$ 159 (Foto: MALTCHIQUE)
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De trás para a frente: Blazer Handred R$ 780 | Camiseta Damyller R$ 139 | Calça Richards R$ 579 | Espadrille Ralph Lauren R$ 1.350 | Blazer R$ 897, calça R$ 679 e mule R$ 497 Osklen | Camisa Forum R$ 258 | Camisa Giorgio Armani R$ 3.200 | Regata Fckt R$ 89 | Short Sergio K R$ 249 | Colar R$ 2.050 e pulseiras preço sob consulta Louis Vuitton | Sapatos Gucci R$ 3.700 | Camisa Individual R$ 329 | Calça Docthos R$ 224 | Cinto Tod’s R$ 1.430 | Pulseiras Guerreiro entre 3.818 e R$ 8.915 | Relógio Heuer Heritage TAG Heuer R$ 26.169 | Tênis Democrata R$ 149,90 (Foto: MALTCHIQUE)
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Da esquerda para a direita: Jaqueta Lacoste R$ 1.290 | Camiseta Replay R$ 159 | Bermuda Polo Ralph Lauren R$ 445 | Relógio Reverso Tribute Moon Jaeger-LeCoultre R$ 65.000 | Colar Liberty Art Brothers R$ 169| Meias Acervo | Tênis New Balance R$ 899 | Terno Merino R$ 3.050 | Camisa Colcci R$ 290 | Relógio Heuer Heritage TAG Heuer R$ 26.169 | Pulseiras Guerreiro entre R$ 3.818 e R$ 8.915 | Papete Rider R$ 149,90 | Parca Forum R$ 718 | Jaqueta R$ 349 e short R$ 149 Cotton Project | Camiseta Forever 21 R$ 39,90 | Pulseira Montecristo R$ 300 | Relógio 1858 Montblanc R$ 19.100 | Meias Acervo | Tênis New Balance R$ 999 | Paletó R$ 1.901 e calça R$ 740 Ricardo Almeida | Camisa Renner R$ 119,90 | Papete Melissa + Rider R$ 170 (Foto: MALTCHIQUE)(Foto: MALTCHIQUE)
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Camisa Louis Vuitton R$ 7.950 (Foto: MALTCHIQUE)
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Jaqueta Versace R$ 7.720 | Camiseta Osklen R$ 379 | Calça Ermenegildo Zegna R$ 29.850 | Relógio Day-Date 36 Rolex R$ 110.900 (Foto: MALTCHIQUE)
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Da esquerda para a direita: Parca Renner R$ 219,90 | Camisa Ellus R$ 298 | Camiseta R$ 39,90 e calça R$ 119,90 Forever 21 | Moletom Replay R$ 159 | Calça Giorgio Armani R$ 4.900 | Blazer R$ 7.750 e calça R$ 2.980 Bottega Veneta | Camisa Renner R$ 89,90 Trench Coat Burberry R$ 8.750 | Camiseta Replay R$ 109 | Calça Forum R$ 434 | Colar R$ 2.050 e pulseiras preço sob consulta Louis Vuitton | Relógio Tommy Hilfiger R$ 390 na Vivara (Foto: MALTCHIQUE)
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Casaco Lacoste R$ 2.550 | Camisa Colcci R$ 346 | Calça Salvatore Ferragamo R$ 2.190 | Relógio Tommy Hilfiger R$ 550 na Vivara | Pochete Gucci R$ 4.700 (Foto: MALTCHIQUE)
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Blazer Aramis R$ 789 | Camisa Forum R$ 346 | Camiseta Replay R$ 109 | Calça Fckt R$ 289 | Bolsa Prada RS 4.900 | Pulseira Cartier R$ 93.500 | Tênis Ermenegildo Zegna R$ 4.250(Foto: MALTCHIQUE)
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Camisa R$ 3.200 e calça R$ 3.450 Louis Vuitton | Regata Fckt R$ 89 | Colar Liberty Art Brothers R$ 169 | Relógio Reverso Tribute Moon Jaeger-LeCoultre R$ 65.000 (Foto: MALTCHIQUE)

Coordenação de moda Nine Quentin | Produção de moda Gabriel Fabosa e Luiz Freiberger | Grooming Jo Portalupi com produtos Redken e Nars | Assistente de grooming Ian Ribeiro | Assistentes de foto Magú Marioto, Renato Gonçalves, Naelson e Gisele Sanfelice | Laser effects Bruno Nogueira | Modelos David Martin e Emanuel Piccoli (MEGA), Lucas Evangelista (Oxygen), Igor (Guaraná) e Ricardo Figueiredo (WAY) | Produção executiva Thinkers | Agradecimentos 3T Locadora e Távola 42

As casas e cidades brasileiras são feitas para negros?

Palestrante do Casa Vogue Experience 2018, Stephanie Ribeiro reflete sobre o papel dos negros na arquitetura do país
Texto: Carol Scolforo I Retrato: André Klotz I Produção: Natália Martucci

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Arquiteta Stephanie Ribeiro

Já no primeiro ano da faculdade de arquitetura, Stephanie Ribeiro percebeu: as vagas de trabalho que surgiam davam preferência a determinados perfis de pessoas – nos quais nem sempre ela se encaixava. As inquietações aumentavam e quando ela tocava no assunto, as pessoas ao redor resistiam em conversar sobre ele. Tempos depois, ela passou a enxergar também que o racismo e o sexismo estavam impregnados no desenho arquitetônico praticado no Brasil. “Fiz uma pesquisa sobre o ‘quartinho da empregada’ e vi que as pessoas falavam disso com muita naturalidade. Hoje existe uma legislação sobre o assunto, mas ainda se desenha esse ambiente sob o nome de almoxarifado, para aprovar nos órgãos públicos. Na prática, continua existindo esse espaço pequeno e sem janela para a funcionária morar”, conta.

Stephanie, aos 25 anos, é arquiteta, colunista da Marie Claire e ativista. No talk “As cidades brasileiras são feitas para negros?”, marcado para o dia 7/11 dentro da programação do Casa Vogue Experience 2018 (evento que acontece em São Paulo entre 6 e 11 de novembro), ela pretende refletir e inspirar novas visões do tema. Seus companheiros na empreitada serão Gabriela de Matos e Bárbara Oliveira, fundadoras do movimento Arquitetas Negras, e o curador Hélio Menezes. Segundo ela, é preciso falar sobre elementos que incomodam e merecem ser revistos, como o elevador de serviço, que segrega funcionários, ou a cozinha isolada, que também os esconde. “Tudo isso perpetua nossa cultura escravocrata”, diz.

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Arquiteta Stephanie Ribeiro

Repensar a arquitetura é preciso. “Na faculdade, tive um choque quando as pessoas achavam normal desenhar o quartinho de empregada. Elas diziam que não há outra alternativa quando o cliente pede. Mas acredito que podemos propor uma narrativa que faça as pessoas refletirem”. Outro fato curioso citado pela arquiteta é que as ruas do país raramente recebem nomes de negros. “Fiz uma pesquisa demonstrando que 98% das ruas têm nomes de pessoas brancas. Parece simples, mas estamos apagando muitas histórias importantes protagonizadas por negros. Não há representatividade”.

As cidades podem ser mais inclusivas e empáticas – esse é o olhar que a arquiteta pretende levar ao talk. “Se pensarmos as cidades a partir do ponto de vista de quem não tem acesso a determinados locais, a arquitetura se torna mais humana. Isso pode mudar o nosso modo de viver. A questão vai desde a rampa para uma pessoa com deficiência a uma boa iluminação em uma praça, que se torna menos perigosa para uma mulher passar à noite”.

Kate Bock for Grazia Summer 2018 Fashion Editorial with Steven Chee

nang-mau-ao-tam-kate-bock-dang-nuot-na-chan-dai-me-mai-e8c323Photographer: Steven Chee. Fashion Direction: Charlotte Stokes at Grazia Australia. Hair & Makeup: Di Dusting at Photogenics Army Using Obliphica On Hair And Nars On Skin. Talent: Kate Bock at liz Bell Agency and Chic Management.

Cosmopolitan Sérvia Outubro 2018 Jessica Clements by Cesar Balcazar

Sem título.jpgPhotography: Cesar Balcazar. Styling: Raquel Trejo. Hair: Kiyo Igarashi. Makeup: Cassandra Garcia. Model: Jessica Clements.