Facebook pode usar o novo dispositivo Portal para coletar dados para anúncios

Dados sobre quais aplicativos o usuário usa e para quem ele liga podem ser usados para anúncios nos outros produtos do Facebook, como a sua rede social

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O Portal, do Facebook, foi lançado no começo deste mês

O Facebook pode usar o seu novo dispositivo de chamadas de vídeo, o Portal, para coletar dados de usuários e direcionar anúncios. De acordo com uma reportagem do site Recode, a empresa admitiu que, por mais que o Portal em si não tenha publicidade em sua tela, dados sobre quais aplicativos o usuário usa e para quem ele liga podem ser usados para anúncios nos outros produtos do Facebook, como a sua rede social.

“A chamada de voz do Portal se baseia na infraestrutura do aplicativo de mensagens Messenger, então, quando você faz uma chamada de vídeo no Portal nós coletamos os mesmos tipos de informação (como, por exemplo, dados de uso como duração e frequência de chamadas) que coletamos em outros dispositivos habilitados para o Messenger”, explicou um porta voz do Facebook em um e-mail ao Recode.

Inicialmente, à época do lançamento do dispositivo, no começo deste mês, o Facebook afirmou que o Portal não coletaria dados para segmentação de anúncios. Em meio a essa confusão de comunicação, empresa disse que não planeja usar esses dados, por mais que potencialmente eles possam ser coletados.

A ideia do Facebook é que o Portal conecte amigos e família, como se estivessem conversando no mesmo ambiente. Equipado com câmera e microfone, o Portal pode ser usado para conversar com outros usuários do aparelho, ou então qualquer pessoa que possua Facebook ou Facebook Messenger.

Resposta. O lançamento do Portal levantou imediatamente a discussão sobre segurança. Afinal, o Facebook, que convive há dois anos com escândalos sobre privacidade, está oferecendo para seu público cético um gadget que é uma tela com câmera que segue o usuário.

Para defender o produto, o Facebook disse que o Portal tem um interruptor eletrônico para a câmera frontal, bem como uma cobertura para a lente – tentando afastar dúvidas de que a empresa monitoraria os usuários mesmo quando o dispositivo não estivesse sendo usado. Além disso, diz a empresa, as videochamadas são criptografadas e a tecnologia de inteligência artificial da câmera é executada no próprio dispositivo, não nos servidores do Facebook.

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