Taís Araujo é a cover-girl da Vogue de novembro especial Rio de Janeiro

Prestes a completar 40 anos, atriz e carioca do Méier estrela capa e recheio da publicação
Por Silvia Rogar
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Taís Araujo usa camisa Iorane, piercing Monte Carlo e batom Nude Balé da coleção “Cores da minha vida” por Taís Araujo, da Quem Disse, Berenice? (Foto: Zee Nunes; edição de moda: Pedro Sales; Beleza: Rodrigo Costa; Direção executiva: David Jensen/WBORN Produções; Tratamento de imagem: Bruno Rezende)

Desde 1979, Vogue publica edições dedicadas ao Rio de Janeiro – mesmo nos períodos mais difíceis, sempre seguimos em frente. Esta homenagem tradicionalmente ocupa as páginas da revista de novembro, quando a cidade começa a ferver comas novidades do verão. Já passaram por suas capas mulheres da sociedade, a übermodel Gisele Bündchen, tops internacionais, como Karolina Kurkova. Desta vez, este espaço foi ocupado por Taís Araujo, atriz que completa 40 anos este mês.

Carioca do Méier e hoje moradora do Humaitá, Taís é apaixonada pelos diferentes Rios que formam a cidade, onde cria os dois filhos – João Vicente, de 7 anos, e Maria Antônia, de 3, frutos de seu casamento como ator Lázaro Ramos. Porta-voz das mais ativas de sua geração, ela representa muito bem a potência criativa carioca – seja na TV, no teatro ou no cinema, no qual seu novo projeto é estrelar e produzir um filme sobre a cantora Elza Soares.

Além de Taís, esta Vogue reúne figuras que estão movimentando o Rio, da cultura à moda, na reportagem Novas Vozes. São cariocas na certidão ou por adoção que fogem aos clichês e não querem viver em uma “cidade partida”. Como as modelos Vitória CribbAna Paula Patrocínio e Raquel Félix, da agência Jacaré Moda, projeto que nasceu na comunidade do Jacarezinho e hoje atende marcas cariocas como Redley e Ahlma. Ou a cantora Malía, criada na Cidade de Deus e já com contrato coma Universal Music, aos 19 anos. No cinema, são nossas apostas Gustavo Pizzi (diretor de Benzinho, visto em mais de 22 países este ano) e Júlia Rezende (que exibiu em Cannes no ano passado Como É Cruel Viver Assim, além de ter assinado a franquia blockbuster Meu Passado Me Condena).

É também com esta edição do Rio que me despeço da Vogue, depois de nove anos – dois deles como diretora de redação. Parto para um novo desafio no mercado da moda, com muito orgulho de ter ajudado a escrever a história da marca no Brasil. À Daniela Falcão, obrigada pela oportunidade, pela longeva parceria e pela sólida (e linda) trajetória que construímos juntas no jornalismo nacional. Como carioca, é um privilégio assinar pela última vez esta carta tendo Taís na capa, uma figura que personifica tão bem o Rio em que acredito – Zee Nunes e Pedro Sales, dupla responsável pelo editorial, obrigada por mais um trabalho inesquecível neste último capítulo. À Paula Merlo, que assume a revista em 2019, boa sorte, sucesso e muito carinho ao lado desta equipe maravilhosa que faz a Vogue com tanto amor, talento e dedicação.

A revista chega às bancas a partir do dia 31 de outubro.

Receita da Microsoft sobe 18% graças a bom desempenho em nuvem

Empresa é vista por analistas como candidata a passar US$ 1 trilhão em valor de mercado nos próximos meses

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Satya Nadella é o presidente executivo da Microsoft

A Microsoft apresentou mais um bom resultado no período entre julho e setembro de 2018. Nesta quarta-feira, 24, a empresa divulgou crescimento de 18% na receita no 3º trimestre deste ano, chegando a US$ 29,08 bilhões — no mesmo período do ano passado, a empresa faturou US$ 24,54 bilhões. Já o lucro cresceu para US$ 8,8 bilhões no período, em crescimento de 33% contra 2017.

O bom desempenho da empresa foi puxado pelo crescimento de dois setores importantes para a Microsoft: o serviço de computação em nuvem Azure e as assinaturas do pacote de produtividade Office 365. As duas plataformas tem sido cada vez mais utilizadas por empresas em sua transformação digital, livrando-se de servidores e levando seus arquivos para sistemas hospedados na nuvem.

O desempenho animou os investidores: as ações da Microsoft subiram 2,5% após o fechamento do mercado, cotadas em US$ 105. Ao longo dos últimos 12 meses, as ações da empresa subiram 21%. Com valor de mercado de US$ 805 bilhões, a Microsoft é considerada por analistas como uma das candidatas para pertencer ao clube do US$ 1 trilhão, hoje frequentado apenas por Apple e Amazon.

Em nota a investidores, a consultoria Wedbush Securities, por exemplo, prevê que as ações da empresa podem alcançar US$ 140 nos próximos 12 meses — um crescimento de 33% para o valor dos papeis hoje, o que seria mais que suficiente para alcançar o valor de mercado de US$ 1 trilhão.

Nuvem. Ao longo do trimestre, o serviço corporativo de computação em nuvem Azure teve crescimento na receita de 76% na comparação com o mesmo período do ano passado. Hoje, o serviço tem 18% do mercado global de infraestrutura na nuvem, perdendo apenas para o Amazon Web Services — os dados são da consultoria Canalys.

O foco em Azure, área que já foi liderada pelo atual presidente executivo da Microsoft, o indiano Satya Nadella, ajuda  empresa a superar a queda nas vendas de seu produto mais conhecido, o sistema operacional Windows, cuja demanda tem caído junto com a redução nas vendas de computadores pessoais.

A área de computação pessoal da empresa, que também inclui a divisão de games Xbox, o serviço de busca Bing e a linha de computadores Surface, no entanto, segue sendo a maior da empresa em faturamento: neste trimestre, registrou crescimento de 14,6%, faturando US$ 10,75 bilhões. Já a área de produtividade corporativa, que inclui o Office 365, teve alta nas receitas de 18,6%, subindo para US$ 9,77 bilhões. [Bruno Capelas]

Coleção de Gloria Coelho aposta em um futurismo fluido e feminino

Roupas minimalistas foram o destaque do desfile da estilista na São Paulo Fashion Week
Maria Rita Alonso – O Estado de S.Paulo

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Modelos apresentam criações de Gloria Coelho durante a São Paulo Fashion Week Foto: Agencia Fotosite/Divulgação

É difícil pensar em uma roupa que fique tão chique usada com tênis quanto à de Gloria Coelho. Ainda mais quando a coleção é baseada em tons neutros, com uma cartela enxuta de branco, preto, craft, verde militar e gelo, como esta última que a estilista acaba de apresentar nesta quarta,  24, na São Paulo Fashion Week. Investindo em casacos esportivos, com golas poderosas e tecidos tecnológicos, Gloria explorou o universo dos trench-coats, das parkas, dos pelerines e dos casacões compridos.

Sua inspiração vem do futuro, da estética de Blade Runner, da arquitetura de Copenhagen, dos círculos e efeitos tridimensionais da obra da artista Yayoi Kusama. O frescor está no jogo de formas rígidas e fluidas de suas modelagens combinadas de maneira equilibrada. “As saias longas com fendas abertas usadas com casacos estruturados são sexy e são modernas, equação nem sempre fácil de alcançar”, diz a consultora de moda Bia Paes de Barros. Para completar, a maior parte dos looks veio com tênis de solado baixo. Foi mesmo um encontro feliz entre modernidade, feminilidade e elegância.

Segundo dia do Estufa trata de inovação, experimentação e realidade

Helena Pontes mostra coleção madura, enquanto Korshe 01 se revela promissora
Sergio Amaral – O Estado De S.Paulo

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Modelo apresenta criações da grife Helena Pontes Foto: Agência Fotosite/Divulgação

Em seu segundo dia nesta SPFW N46, nesta quarta, 24, as apresentações do projeto Estufa oscilam entre coleções de vocação puramente experimental, como a da marca Ão, e outras mais conectadas à vida real, caso das grifes Helena Pontes e Korshe 01.

Pernambucana radicada no Rio, e mais “velha” desse trio (sua marca foi fundada em 2014), Helena tem o trabalho mais consistente do grupo. Batizada de Marias, sua coleção foca numa bela alfaiataria feminina traz interessantes geometrias, construída com uma paleta de cores terrosas em materiais naturais, como algodão e linho. “É uma coleção de mulheres pássaro”, afirma a designer. “Querem cortar nossas asinhas, mas não vamos deixar. Somos resistência”, completa.

Depois dela, veio a marca Ão, da figurinista Marina Dalgalarrondo. Rompendo convenções, ela investe numa apresentação em que trabalha duas de suas obsessões “cor e volume”. Suas roupas em algodão trazem elásticos que criam efeitos repuxados e provocam uma estranheza de shapes. Trabalhando numa cartela de azuis, dos mais lavados ao marinho, seu desfile ganha contornos surreais conforme escurece a gradação, encerrando com uma série de looks que deformam a silhueta.

A Korshi 01, entretando, está entre um dos mais interessantes nomes do Estufa até aqui. O ponto de partida do estilista Pedro Korshi é um tipo de sustentabilidade bem diferente do que estamos habituados a ver, focada no utilitarismo, não apenas nos materiais. Visando aproveitamento máximo de uma roupa, usa botóes de pressão e aplicações de velcro em pontos estratégicos para desmembrar uma roupa em várias. Um trench-coat, por exemplo, vira macacão e avental. Uma calça pode ter parte de suas pernas desconectada, transformando-se num conjunto de bermuda mais bolsa.

É um primeiro desfile da marca, cujas ideias ainda podem evoluir, especialmente nos acabamentos. De qualquer forma, é exatamente esse o tipo de proposta que se espera de um projeto e de marcas dedicadas a inovação: com um pé na disrupção e outro em viabilidade.

GLORIA COELHO | DESFILE #SPFW 46

Assista Ao vídeo completo do desfile da marca no #SPFWN46#SPFW

KORSHI 01 | DESFILE #SPFW 46

Assista Ao vídeo completo do desfile da marca no #SPFWN46#SPFW

Estrela de ‘House of Cards’, Robin Wright diz que viu o lado obscuro da política

Atriz vive a presidente dos EUA no final da série, quase cancelada após demissão de Kevin Spacey

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A atriz Robin Wright, protagonista de ‘House of Cards’ /Divulgação

LOS ANGELES – Em um determinado momento da sexta e última temporada de “House of Cards”, que estreia no dia 2 de novembro, a presidente Claire Underwood (Robin Wright) se vira para a câmera, como fazia seu marido nos anos anteriores, e brada: “Eu preciso enterrar Francis”.

A frase pode ser lida no contexto mais simples. A série retorna com o personagem Francis Underwood já morto em sua cama há alguns meses, deixando Claire lidando com o fantasma do seu inescrupuloso e desesperado ex-companheiro.

Mas é impossível não perceber nas entrelinhas todos os problemas envolvendo o ator e protagonista Kevin Spacey, que foi demitido de “House of Cards” em novembro do ano passado, após as acusações de assédio sexual feitas pelo ator Anthony Rapp.“Foi uma temporada incomum”, admite a este repórter a atriz Robin Wright, que também tem a função de produtora executiva do programa.

As alegações contra Spacey surgiram quando a série estava no meio das filmagens do terceiro episódio da sexta temporada, que teria 13 capítulos. A Netflix não perdeu tempo. Além de anunciar o desligamento de Spacey, a empresa de streaming ressaltou que não manteria nenhum laço profissional com o astro e que próxima temporada estaria “suspensa”.

A decisão caiu como uma bomba no set em Baltimore. Durante duas semanas, “House of Cards” foi para um limbo e ninguém sabia se retornaria, deixando desempregadas mais de 600 pessoas que trabalhavam na produção.

“Nunca passamos por uma situação semelhante, então levamos um bom tempo para processar o choque”, revela Wright. “Precisávamos ter sensibilidade durante aquele período. Qual seria a coisa certa?

Sinceramente, ninguém sabia o que fazer, então essas semanas foram um tempo para tentarmos reagir a um desastre que nunca tivemos de encarar antes.”

O recado da empresa era claro —nem mesmo “House of Cards”, a primeira série totalmente original da Netflix e responsável pelos primeiros Globo de Ouro e Emmy da plataforma de streaming, estava acima do bem e do mal.

A atriz conta que a decisão de jogar fora o material filmado e retomar a sexta temporada do zero com oito episódios foi “uma decisão coletiva”.

“Decidimos voltar não só para os fãs, que teriam a conclusão como sempre vislumbramos. Mas também para os trabalhadores, que, de repente, ficariam sem emprego e com contas para pagar, hipotecas e matrículas de universidades. Não seria justo com eles”, afirma Wright.

A nova temporada é um ponto de reviravolta acelerado para a presidente Claire Underwood. Suas maquinações shakespearianas sempre ao lado do marido morto deram lugar à uma mulher
combativa, quase heroica.

“Vejo Claire como uma pessoa eficiente e que fará seu trabalho não importa como. É uma boa pessoa, ficou ao lado do marido por anos e sempre de boca fechada”, diz ela, pausando para refletir. “Bem, foi a coisa certa para ele ascender. Com a ascensão de Francis, também veio a dela. O acordo mútuo entre os dois sempre foi esse, uma subida ao poder peça por peça.”

Robin Wright confessa que, apesar de todos os obstáculos enfrentados nos últimos meses, o destino da sua personagem foi mantido desde a criação da série, há cinco anos.

“Sempre soubemos que Claire seria a primeira presidente mulher dos Estados Unidos. Mas como ela chegaria à posição era maleável”, afirma a atriz, que, na ausência de Francis, ganha novos inimigos, os irmãos Annette (Diane Lane) e Bill Shepherd (Greg Kinnear), dois representantes de uma oligarquia  americana antiga e poderosa.

Como presidente, Claire Underwood agora lida com crises econômicas, as memórias do sociopata Doug Stamper (Michael Kelly) e atentados à sua vida. “Nunca fui uma pessoa politizada, mas a série me educou. Durante os cinco anos conversando com consultores de Washington, perguntei se os políticos podem ser tão corruptos ao ponto de se esquecerem do povo. A resposta foi ‘claro que podem’. Então, aprendi o lado obscuro da política ao trabalhar em ‘House of Cards’.”

Mas o grande tema é o fato de termos uma mulher sentada na cadeira mais poderosa do mundo. No segundo episódio, Claire encontra um juiz em uma festa e deixa escapar que “o reinado dos homens brancos de meia-idade está no fim”. No mesmo capítulo, ela é confrontada por uma recruta e questiona: “Você falaria isso para mim se eu fosse um homem?”.

Essa sensibilidade é levada para trás das câmeras. Quase todos os episódios da última temporada são dirigidos por mulheres. “A Netflix queria que fossem apenas diretoras, mas elas estavam todas empregadas, o que é ótimo”, exalta Robin Wright. “Precisamos de mais mulheres na indústria. O telhado de vidro está rachado, agora só precisamos quebrá-lo de vez e deixar os talentos surgirem.”


ASCENSÃO E QUEDA

fev.2013
‘House of Cards’ estreia na Netflix e se torna a primeira série de streaming indicada ao Emmy, que logo venceria, no mesmo ano

jan.2014
Robin Wright vence o Emmy como Claire Underwood

jan.2015
Kevin Spacey vence o Emmy como Frank Underwood, que então se torna presidente

mai.2017
Na série, personagem de Wright assume o comando da Casa Branca em meio a atentados terroristas

out.2017
Spacey é acusado de assédio sexual; Netflix demite o ator e anuncia suspensão de última temporada da série

dez.2017
Netflix recua e anuncia sexta e última temporada, com Wright como protagonista

BEIRA I DESFILE #SPFWN46

#SPFWN46 Desfile Beira

PROJETO ESTUFA: ÃO | DESFILE #SPFW 46

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