Reino Unido multa Facebook em R$ 2,3 milhões por violação de privacidade

Escândalo com a empresa de marketing digital Cambridge Analytica ganhou visibilidade por envolver a disputa presidencial dos EUA em 2016

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Facebook HQ London

O órgão regulador de informação do Reino Unidos (Information Comissioner’s Office) multou o Facebook em R$ 2,3 milhões pela violação da privacidade de usuários no escândalo do vazamento de dados para a empresa de marketing digital britânica Cambridge Analytica, informou nesta quinta-feira, 25, a Agência Brasil. O episódio ganhou visibilidade depois que veículos de mídia do Reino Unido revelaram o uso indevido das informações, inclusive em processos eleitorais, como a disputa presidencial dos Estados Unidos em 2016.

O órgão abriu a investigação em julho e ao longo do processo, foram analisadas evidências e a empresa apresentou suas explicações. Ao final, o ICO decidiu manter a multa no nível possível no momento do fato.

A apuração confirmou as denúncias feitas. Entre 2007 e 2014, o Facebook permitiu o acesso a informações pessoais por desenvolvedores de aplicativos sem consentimento dos usuários. Entre esses, estavam testes comuns. O app adotado para coletar as informações repassadas à Cambridge Analytica foi um teste de personalidade, de autoria de um cientista chamado Aleksandr Kogan.

Na avaliação do órgão, o Facebook violou o direito à proteção de dados de seus usuários e falhou também por não ter garantias suficientes de como tais informações seriam usados por esses desenvolvedores.

Em nota à Agência Brasil, o Facebook disse que estava “revisando a decisão do ICO”, mas discordava de algumas de suas descobertas e agradeceu ao órgão britânico por ter reconhecido sua “total cooperação durante a investigação”.

Google pagou US$ 90 mi a Andy Rubin, ‘pai do Android’, após acusações de assédio sexual

Apesar de saber do caso envolvendo Andy Rubin, criador do sistema de smartphones, gigante da internet fez pagamento milionário em rescisão

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Andy Rubin, criador do Android, desenvolveu um smartphone por meio de sua empresa, a Essential Products

Quando deixou o Google em outubro de 2014, Andy Rubin recebeu honras em sua carta de despedida. Nesta quinta-feira, 25, o jornal The New York Timestambém disse que o criador do sistema Android recebeu US$ 90 milhões na rescisão, mesmo tendo saído da empresa após ser acusado de assédio sexual por uma funcionária do Google.

Ainda que o Google não tenha tornado públicas as acusações contra Rubin, a empresa investigou e concluiu que as acusações de que o desenvolvedor coagiu uma mulher a fazer sexo oral em um quarto de hotel eram verdadeiras.

Pessoas que assinaram acordos de confidencialidade revelaram que Andy Rubin foi notificado e que Larry Page, ex-diretor-executivo da empresa, pediu sua demissão. Segundo o jornal, o valor do acordo foi dividido em parcelas mensais de quase US$ 2 milhões a serem pagos por mês durante quatro anos.

Rubin foi um dos três executivos que o Google protegeu durante a década passada de acusações de assédio sexual. Nos outros dois casos, a empresa realizou demissões, mas também pagou milhões de dólares sem nenhuma obrigação legal. Em todas às vezes, o Google se manteve em silêncio sobre as acusações.

Resposta. Após a reportagem do The New York Times, Sundar Pichai, atual presidente-executivo da empresa, declarou que o Google demitiu 48 pessoas por assédio sexual nos últimos dois anos.

“Nós queremos assegurar a todos que nós revisamos cada caso de assédio sexual ou conduta inapropriada. Investigamos e agimos. Nos últimos anos, nós fizemos muitas mudanças, incluindo uma conduta mais dura sobre esses tipos de casos: nos dois últimos anos, 48 pessoas foram demitidas por assédio sexual, incluindo 13 de executivos-sênior ou cargos mais altos. Nenhum deles recebeu nada na rescisão”, declarou Pichai, em nota.

Apesar disso, Liz Fong-Jones, engenheira do Google por mais de uma década, crê que a empresa não modificou sua forma de agir.

“Quando o Google encobre o assédio, contribui para um ambiente em que as pessoas não se sentem seguras em denunciar nada. Eles suspeitam que nada vai acontecer ou, pior, que os homens serão pagos e as mulheres serão ignoradas”, disse Liz ao New York Times.

Mesmo casado, Andy Rubin – que conheceu sua esposa no Google – teve um relacionamento extraconjugal com outra mulher da companhia, em 2011. A área de recursos humanos da empresa não foi informada, apesar das regras exigirem divulgação desses casos. Rubin e sua ex-mulher Rie se separaram em agosto.

Olhos fechados. Apesar de todos os indícios de má conduta profissional, Rubin sempre foi muito benquisto pelo Google. O executivo chegou a ser vice-presidente da empresa, ganhando cerca de US$ 20 milhões por ano. Ele recebeu empréstimos da companhia para comprar um terreno no Japão, além de bônus por promoções.

Poucas semanas antes de ser demitido, Rubin ganhou uma concessão de ações no valor de US$ 150 milhões, a serem pagos durante anos, algo incomum na empresa de acordo com outros funcionários. Não se sabe ao certo se a alta cúpula da empresa já estava ciente da acusação de assédio sexual.

Segundo o jornal, as ações foram usadas como barganha na negociação de rescisão. No distrato, o Google exigiu que Rubin não trabalhasse para rivais ou fizesse comentários depreciativos sobre a empresa publicamente. Em troca, soltou nota oficial de rescisão em tom amigável.

Após deixar o Google, Rubin criou a Playground Global junto com outros empresários. Seis meses depois, a empresa recebeu aporte de US$ 800 milhões justamente do Google. A fortuna de Andy Rubin cresceu em 35 vezes em menos de uma década: de US$ 10 milhões em 2009 para US$ 350 milhões atualmente.

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APARTAMENTO 03 | DESFILE #SPFW 46

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Dona do Google cresce, mas tem receita abaixo do esperado para o terceiro tri

Alphabet, holding do Google, registrou receita de US$ 33,74 bilhões no último trimestre, quase US$ 6 bilhões a mais que o registrado nos três meses anteriores
Por Agências – Reuters

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Receitas da Alphabet, dona do Google, cresceram baseadas principalmente em publicidade

A Alphabet, dona do Google, divulgou nesta quinta-feira, 25, que faturou US$ 33,74 bilhões no terceiro trimestre deste ano, quase US$ 6 bilhões a mais que o registrado no ano passado. A maior parte desse montante é proveniente de receitas de publicidade, que cresceu 20% em relação a 2017. Apesar dos bons resultados, as ações da empresa operavam em queda no pós-mercado porque os ganhos apresentados foram menores que o estimado por especialistas.

Segundo o relatório trimestral, que foi finalizado no dia 30 de setembro, as receitas da Alphabet passaram de US$ 27,7 bilhões para US$ 33,74 bilhões no último trimestre. O crescimento, no entanto, ficou abaixo do esperado pelo mercado, que apontava uma receita de US$ 34,05 bilhões para o período.

A frustração  fez com que as ações da empresa operassem em queda no pós-mercado. Às 18h15 (horário de Brasília), as ações eram negociadas a US$ 1,043, uma desvalorização de 4,80%.

Já o lucro surpreendeu os especialistas. A dona do Google fechou o trimestre ganhando US$ 9,19 bilhões ante os US$ 6,73 bilhões dos três meses anteriores. O valor é equivale a US$ 13,06 por ação, acima dos US$ 10,45 estimados pelo mercado.

A principal fonte de receita da empresa continua sendo publicidade. Neste período, a Alphabet faturou US$ 29 bilhões com propagandas, 20,3% a mais que nos três mesmos meses do ano passado e acima do estimado por especialistas, que era US$ 28,762 bilhões.

Os resultados do terceiro trimestre alentaram a preocupação dos investidores sobre as perspectivas de curto prazo da empresa. Nos últimos meses, os investimentos em novos negócios, o aumento do escrutínio regulatório e a concorrência emergente assustaram os investidores.

Outras apostas. Embora a receita publicitária tenha tornado o Google a gigante que é hoje, a empresa tem procurado fornecer serviços de computação em nuvem e venda de equipamentos como o smartphone Pixel e o Google Home.

Preparar seus novos empreendimentos tem sido caro. Os custos também foram afetados pelo aumento do uso do Google em smartphones, onde a empresa divide a receita publicitária com os fabricantes de tecnologia, como a Apple, e os alto-falantes inteligentes, onde os anúncios não aparecem. Isso tem feito a margem operacional cair para 25%, ante 28% há um ano.

A receita gerada por essas empresas, chamadas no relatório de Alphabet de “outras apostas” somaram US$ 4,79 bilhões no terceiro trimestre, 43% acima do mesmo período no ano anterior. O valor, no entanto, é abaixo dos US$ 4,94 bilhões estimados.

O crescimento estável da receita ajudou a Alphabet a superar as dificuldades enfrentadas por grandes empresas de techologia nos últimos meses no mercado de ações. O analista de ações da JPMorgan Technology, Douglas Anmuth, disse aos clientes nesta semana que a Alphabet parece mais forte do que outras empresas de tecnologia notáveis ​​”dado seu crescimento estável e consistente, forte rentabilidade e (fluxo de caixa livre)”.

Na moda, a sustentabilidade é a base do novo luxo

Em mesa do SPFW, representantes de iniciativas socioambientais e a marca Osklen falam sobre novas formas de se fazer moda
Ana Luísa Torres – O Estado De S.Paulo

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A utilização do couro do pirarucu é uma das iniciativas sustentáveis da Osklen Foto: Divulgação/ Instituto-E

Na terça, 23, a organização da São Paulo Fashion Week promoveu uma mesa sobre moda e sustentabilidade no espaço Arca, onde ocorre o evento durante essa semana.

Os participantes eram Oskar Metsavath, fundador e diretor criativo da Osklen, Leonardo Marques, mestre da instituição COPPEAD – UFRJ, que conduziu uma pesquisa de mensuração dos benefícios socioambientais gerados pelas iniciativas sustentáveis da marca, André Ballesteros, da Fundação Amazonas Sustentável, e Cacau Araujo, da iniciativa Believe Earth. Maria Rita Alonso, editora de moda do Estadão, foi convidada para mediar a conversa.

Oskar contou sobre a origem das iniciativas de engajamento da marca, suas primeiras preocupações e alguns desafios enfrentados, há 30 anos e hoje, ao introduzir o conceito de um “novo luxo”. Entre as inovações da marca, estão a utilização do couro do pirarucu, maior peixe de água doce do Brasil, como material exótico. A ideia é dar novo propósito ao material, que normalmente é descartado para a obtenção da carne. Aliada à Fundação Amazonas Sustentavel, a marca garante que a pesca do pirarucu respeita o ciclo reprodutivo da espécie.

“Formas de produção que oferecem menor impacto ao meio ambiente e fortalecem cadeias justas em comunidades regionais custam caro por uma série de motivos. Um deles é a falta de escala, porque ainda são inovações, ou seja, não existe um volume de demanda que reduza os custos por rateio. O outro é que, muitas vezes, essa grande escala não pode existir, porque o próprio volume precisa ser controlado para garantir que a iniciativa permaneça sustentável. É por isso que trabalhamos o conceito de um ‘novo luxo’. Existe exclusividade, existe storytelling por trás para justificar o preço”, explicou Oskar.

Os convidados ainda frisaram a importância de que o consumidor de moda se sensibilize sobre a origem dos produtos que adquire e explicaram as medidas que suas respectivas organizações propõe para promover essa tomada de consciência.

A conversa foi parte da programação de palestras do Projeto Estufa, iniciativa da organização do SPFW para apresentar novas formas de criar, distribuir e produzir moda.

Michelle van Bijnen for Grazia Middle East by Olga Rubio Dalmau

Sem título.jpgPhotographer: Olga Rubio Dalmau. Styled by: Laia Gomez. Hair & Makeup: Gloria Peñaranda. Model: Michelle van Bijnen.