Charly Calderon for Sicky Magazine with Dasha Daraganova

Photography: Charly Calderon. Styling: Andrea Hierro. Hair & Makeup: Laura Del Peral. Model: Dasha Daraganova.

Top Barbara Fialho lança música em parceria com neto de Bob Marley

A modelo Barbara Fialho lançou nesta sexta-feira, 30, a canção Um Beijo em parceria com um dos netos de Bob Marley, Jo Mersa Marley.

Com uma voz suave e um misto entre a língua portuguesa e o inglês, o som surgiu da vontade que Barbara nutria em entrar para o mundo da música. Em entrevista dada ao E+recentemente, ela afirmou que a ideia parte de um longo projeto.

“Eu trabalho nesse desenvolvimento há cinco anos, mas, profissionalmente, estou começando essa jornada”, disse a top, que pretende criar credibilidade na carreira musical.

Sheryl Sandberg teria ordenado pesquisas sobre George Soros, diz The New York Times

A revelação complica os esclarecimentos de Sandberg sobre o seu papel na decisão do Facebook de contratar a Definers
Por Nicholas Confessore e Matthew Rosenberg – The New York Times

Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, é a segunda executiva mais importante da empresa

A chefe de operações do Facebook Sheryl Sandberg pediu a funcionários da empresa para pesquisar sobre os interesses financeiros de George Soros, um bilionário crítico de empresas de tecnologia, de acordo com três pessoas que tiveram conhecimento do pedido feito por ela. A informação indica que Sandberg, segunda executiva mais importante da rede social, esteve diretamente envolvida na resposta da rede social às alegações de Soros.

Sheryl Sandberg fez a solicitação em janeiro por meio de um e-mail para um alto executivo da companhia que foi encaminhado para outros diretores da área de comunicações e de política da rede social. O e-mail foi enviado poucos dias depois de um violento discurso proferido por Soros no Fórum Econômico Mundial atacando o Facebook e Google como “ameaças” para a sociedade e pedindo para que as companhias fossem objeto de regulamentação.

Sandberg, que participou do Fórum, mas não estava presente durante o discurso de Soros, pediu que fosse feito uma pesquisa para avaliar por que Soros havia criticado as empresas e se ele ganharia algum retorno financeiro com aqueles ataques. Na ocasião o Facebook estava sendo investigado sobre o papel da rede social na disseminação de propaganda russa e fomentando campanhas de ódio em Mianmar e outros países.

Para essa pesquisa, a empresa contratou a consultoria Definers Public Affairsl,  ligada aos republicanos, que reuniu e distribuiu para jornalistas informações sobre financiamentos de Soros a vários grupos de defesa críticos do Facebook.

Essas medidas, reveladas este mês numa investigação do The New York Times, foi um desastre em termos de relações públicas para Sandberg e o Facebook,  acusado de disseminar ataques antissemitas contra o bilionário. Rapidamente, depois da reportagem, o Facebook rompeu com a consultoria Definers.

Em comunicado, o Facebook afirmou que a companhia já havia começado a pesquisar Soros quando Sandberg fez seu pedido.

“Soros é um investidor influente e procuramos examinar os seus investimentos e atividades comerciais relacionados com o Facebook. A pesquisa já estava em curso quando Sheryl enviou o e-mail perguntando se Soros vendera ações do Facebook”,  informou a companhia, acrescentando que “embora Sandberg tenha assumido plena responsabilidade por qualquer atividade ocorrida sob seu comando”, ela não realizou pessoalmente nenhuma pesquisa visando o grupo Freedom From Facebook, movimento contra a rede social ou quaisquer organizações membros do grupo”.

A revelação complica os esclarecimentos de Sandberg  sobre o seu papel na decisão do Facebook de contratar a Definers –  nas últimas semanas, ela partiu para a ofensiva contra uma legião cada vez maior de críticos da rede social. Ela inicialmente negou saber que sua empresa contratara a Definers, mas em uma postagem na semana passada admitiu que passou pela sua mesa o trabalho feito pela empresa para o Facebook.

Nessa postagem, ela não negou explicitamente ter solicitado a pesquisa sobre Soros. Por outro lado, o responsável pelas comunicações e políticas da empresa, Elliott Schrage, que já saiu da empresa, assumiu a responsabilidade pela contratação da Definers para pesquisar Soros.

“Fomos tão criticados por ele que quisemos determinar se havia alguma motivação financeira”, disse Schrage. “A Definers fez a pesquisa utilizando informações públicas”.

O Facebook defendeu a pesquisa como uma medida prudente e necessária no caso de qualquer empresa sob ataque por uma figura proeminente, particularmente uma pessoa como Soros.

Mas as revelações devem intensificar a pressão sobre Sheryl Sandberg, uma estrela do Vale do Silício e líder feminista.

A investigação do The New York Times concluiu que Sandberg e Mark Zuckerberg ignoraram a advertência sobre abusos da plataforma e procuraram ocultar evidências de que a Rússia utilizou a rede social para influenciar a eleição presidencial de 2016 e ajudar a eleger o presidente Donald Trump. Ainda de acordo com o jornal, os executivos procuraram minimizar o problema e se isentar de culpa quando o Facebook se defrontou com revelações de que a privacidade de milhões de usuários foi comprometida pela Cambridge Analytica, empresa de dados ligada a Trump. 

Sandberg supervisiona as unidades de comunicações e política da empresa que, desde o ano passado, lançaram uma campanha com o objetivo de desacreditar os críticos do Facebook e reprimir o aumento de pessoas que vêm pedindo para que a rede social e outras grandes companhias de tecnologia sejam desmanteladas ou rigorosamente regulamentadas.

Alguns pediram a demissão de Sheryl Sandberg. A confissão de Elliot Schrage foi considerada dentro e fora da companhia como um esforço para proteger a executiva.

A empresa contratou a Definers no ano passado para monitorar a cobertura da mídia. Mas, em um segundo momento, o Facebook ampliou seu papel para incluir pesquisas de campanha e outros trabalhos de relações públicas.

Em reunião privada nesta quinta-feira, 29, Sheryl Sandberg novamente mostrou distância da Definers com pesquisa sobre Soros, disse Rashad Robinson, diretor do grupo Color  of Change, citado em um memorando da Definers sobre Soros.

“Ela insistiu em colocar o caso nos ombros no diretor de comunicações de saída da companhia” (Schrage). “E ela se empenhou em nos garantir que Joel Kaplan (vice-presidente da área de políticas públicas globais da empresa) também não teve nada a ver com o episódio”, disse Robinson.

O diretor afirmou ter ficado satisfeito com o fato de Sandberg citar um relatório sobre uma auditoria interna, que já havia sido anunciada, sobre como as políticas adotadas pelo Facebook afetaram usuários minoritários e funcionários. Mas quando ele insistiu no envolvimento do Facebook com a Definers, ela voltou a enfatizar que a empresa já fora afastada. “Não ficamos satisfeitos com a resposta”, disse Robinson.

Tradução de Terezinha Martino

Netflix cancela série ‘Demolidor’ após três temporadas

Essa é a terceira série da Marvel a ser descontinuada pelo serviço de streaming

Três temporadas de ‘Demolidor’ permanecem no catálogo da Netflix. Foto: Netflix/Divulgação

Após Luke Cage e Punho de Ferro, mais uma série original da Netflix em parceria com a Marvel foi cancelada. Desta vez, os fãs de Demolidor dão adeus à série após três temporadas na plataforma de streaming.

Segundo comunicado oficial divulgado ao site DeadlineDemolidor não voltará para uma quarta temporada na Netflix: “Nós estamos muito orgulhosos da último temporada da série e, apesar de ser doloroso aos fãs, nós achamos melhor encerrar esse capítulo no auge”, declarou o porta-voz.

No entanto, apesar de a série ser descontinuada, as três temporadas permanecerão disponíveis na plataforma.

“Mulheres gostam do sexo tão ousado quanto homens”, diz diretora de pornôs Erika Lust

Insatisfeita com a produção do mercado pornográfico, a cientista política sueca Erika Lust decidiu produzir filmes voltados para mulheres
Por Luisa Bustamante

A diretora sueca Erika Lust

Formada em Ciência Política pela Universidade de Lund, na Suécia, a feminista Erika Lust decidiu largar tudo para entrar na indústria pornográfica aos 23 anos. Ao contrário da maior parte das mulheres nesse ramo, Erika foi trabalhar por trás das câmeras, como diretora. Lançou seu primeiro filme em 2004 na internet e, em alguns dias, atingiu milhões de downloads. Hoje, aos 41 e vivendo em Barcelona, Erika é referência feminista no mundo dos filmes adultos. Seus filmes, premiados no mundo inteiro, colocam as personagens mulheres num papel central e ativo, algo que, ela diz, a pornografia convencional não faz. Um de seus projetos, o XConfessions, que consiste em pequenos curtas produzidos a partir de fantasias sexuais compartilhadas por internautas, já levou à produção de mais de cem curta-metragens. Os filmes da diretora, que vem revolucionando o pornô, estão inseridos em um contexto feminista que, entre outros pontos, pretende transformar as bases da indústria do cinema adulto, quase totalmente dominada por homens. Confira os principais trechos de entrevista que Erika concedeu a VEJA.

A senhora sempre fala em suas palestras que está na hora da pornografia mudar. Por quê? A pornografia deveria mostrar as mulheres do ponto de vista do seu próprio desejo e não exclusivamente como objeto sexual do prazer dos homens. Eu gostaria de retornar à Era de Ouro da pornografia, nos anos 1970, quando, nos Estados Unidos, os filmes adultos eram grandes produções. O pornô era parte de uma expressão artística e sexual que desafiava a censura e as percepções tradicionais de amor e sexo. Infelizmente isso se perdeu na transição entre o VHS e a internet.

O que aconteceu? Os canais de vídeos pornô gratuitos só se importam com tráfego, não ligam para a mensagem que transmitem sobre o sexo. Por isso vemos muita pornografia que não inspira e é enfadonha. Falta valor cinematográfico, uma boa trama, desenvolvimento dos personagens, cenários bonitos, paixão de verdade, intimidade, diversão, criatividade, realismo, diversidade…

Por não gostar do que via que a senhora decidiu virar uma diretora de filmes adultos? Sim. Estudei ciência política e de gênero na Lund University, na Suécia, e estava lendo o livro “Hard core”, de Linda Williams, quando tive um insight.Percebi que a pornografia é, na verdade, um discurso sobre a sexualidade. É uma afirmação que expressa ideologia, valor e opinião sobre sexo e gênero. Naquele momento eu percebi que estávamos assistindo a todas estas representações de sexo, sexualidade e gênero sob o olhar de um grupo muito específico de homens brancos. Eu quis criar uma alternativa a esse olhar e fazer uma pornografia mais sensual e ética.

Por que a senhora critica a pornografia convencional? O problema é que tem muito conteúdo repetitivo e estereotipado que insiste em objetivar o corpo feminino. A cena tipicamente se desdobra através do olhar do homem, e a sua ejaculação parece ser obrigatória para acabar com a cena. A personagem feminina está sendo usada para satisfazer os outros, mas não a si mesma. A pornografia feminista é tão importante porque mostra que o prazer feminino é imenso. Não é que o prazer masculino não importe, mas estamos assistindo há muito tempo um tipo de pornografia que ignora completamente a sexualidade das mulheres. O olhar delas na indústria pornô dá uma perspectiva mais saudável e positiva sobre o sexo.

O que pensa sobre a ideia, muito comum, de que pornografia para mulher é mais light? É uma completa besteira. Não há como agrupar um gênero inteiro em um tipo específico de pornografia, as preferências sexuais são tão variadas quanto as personalidades. Pornografia para mulheres pode ser muitas coisas, áspera, múltipla, vulgar, romântica ou tudo isso ao mesmo tempo. Não é só lençol de cetim branco, pétala de rosa e música romântica. As mulheres gostam do sexo tão ousado quanto os homens, sacana mesmo.

No Brasil, um dos termos mais procurados em sites de pornografia é a palavra “novinha”, em referência à meninas menores de idade. O que acha disso? A fascinação com mulheres muito novas vem de muito tempo. Uma das explicações gira em torno da ansiedade masculina com o envelhecimento – talvez intimidados pelas demandas emocionais e eróticas de mulheres da mesma idade eles encontrem algum conforto na ingenuidade das mais jovens. Independente disso, a indústria pornográfica não está sozinha quando o assunto é a erotização das adolescentes. A sociedade e a mídia têm obsessão em ao mesmo tempo sexualizar e infantilizar as mulheres.

A senhora acredita que a pornografia exerce influência na autoestima de homens e mulheres e na sua relação com o próprio corpo? Sim, mas não é apenas a pornografia. Isso acontece com todo tipo de mídia. Se as pessoas só veem um tipo de corpo, magro, branco, jovem, isso pode ter um efeito negativo em todos que não se encaixam nesse perfil. É importante que as pessoas se vejam representadas. Nos meus filmes, procuro atores e atrizes de diferentes raças, etnias e identidades de gênero, bem como diferentes tipos de corpo. Os padrões de beleza tradicionais são muito limitados e não reconhecem que existem beleza em cada um de nós.

A pornografia pode ser usada para educação sexual? Não deveria, pois não é seu papel. A pornografia deve ser consumida por maiores de 18 anos como uma forma de entretenimento, não como educação sexual. O fato, porém, é que muitos adolescentes são expostos ao pornô antes dessa idade e isso se torna um problema ainda maior quando eles não têm acesso a recursos de educação sexual. Então, na prática, a pornografia já é usada como educação sexual.

E por que isso é ruim? Porque eles copiam o comportamento, linguagem e atos sexuais retratados nos filmes acreditando que aquilo é sexo de verdade. A maioria desses adolescentes está assistindo a pornografia mainstream disponível gratuitamente na internet, e grande parte deste conteúdo é extremamente problemática e misógina. São filmes que normalizam o comportamento violento e perpetuam a ideia de que as mulheres estão prontamente disponíveis para o sexo sem questionamento ou consentimento.

Isso também afeta as meninas? Elas podem aprender a priorizar o prazer dos homens e a depender deles para seu próprio prazer.

E como alertar os jovens para isso? Pais e escolas precisam conversar com seus filhos e alunos sobre pornografia, explicando que ela não representa a vida real, mas uma fantasia, que pode levar a extremos. É por isso que eu comecei um site sem fins lucrativos, The Porn Conversation, que oferece ferramentas para os pais conversarem com seus filhos em casa.

A senhora costuma ser criticada por ser mulher nessa indústria? Sim. Mas muitas vezes as pessoas ficam mais ofendidas por eu ser feminista do que por fazer pornografia. Na verdade, as pessoas ficaram incomodadas com a minha perspectiva feminista, não queriam reconhecer que muito do pornô convencional criado hoje é sexista.

O que as diretoras feministas têm feito para mudar a lógica dessa indústria?Elas injetam diretamente seus valores feministas nos filmes, com papéis de liderança por trás das câmeras. Elas participam de todo o processo: produção, direção, direção de arte, de fotografia, etc. Isso cria um espaço sexual positivo para as mulheres reivindicarem sua sexualidade, prazer e desejos. Os filmes promovem igualdade de papéis e não há estereótipos de gênero, o que é prejudicial tanto para homens quanto para mulheres.

Como a Microsoft conseguiu valer mais do que a Apple?

A Microsoft está emparelhada com a Apple na disputa pelo título de empresa mais valiosa do mundo, ambas valendo mais de US$ 850 bilhões, graças ao salto de 30% no valor de suas ações nos últimos 12 meses
Por Steve Lohr – The New York Times

Satya Nadella se tornou presidente executivo da Microsoft em 2014

Há poucos anos a Microsoft era considerada no mundo da tecnologia uma companhia desajeitada e difícil de administrar. Era uma empresa grande e ainda lucrativa, mas havia perdido seu brilho, ficando para trás nos mercados futuros como o de celulares, buscas, publicidade online e computação em nuvem. O valor das suas ações definhou, com um aumento de apenas 3% na década até o final de 2012.

Hoje a história é bem diferente. A Microsoft está emparelhada com a Apple na disputa pelo título de empresa mais valiosa do mundo, ambas valendo mais de US$ 850 bilhões, graças ao salto de 30% no valor de suas ações nos últimos 12 meses. Como isso aconteceu?

Uso de forças.  Existe uma explicação de curto prazo para a ascensão da Microsoft no mercado e também uma de longo prazo. No curto prazo,  a resposta do mercado acionário é de que a companhia se manteve melhor do que outras durante a recente venda de ações das empresas de tecnologia. Os investidores da Apple se mostram preocupados com a desaceleração das vendas dos iPhones. 

Facebook e Google enfrentam ataques persistentes sobre o seu papel na distribuição de fake news e teorias de conspiração e os investidores temem que as políticas de privacidade das companhias afetem usuários e anunciantes. 

Mas a resposta mais importante e consistente é de que a Microsoft se tornou exemplo de como uma empresa que já foi dominante pode fazer uso das suas próprias forças e não ficar prisioneira do seu passado. A companhia adotou plenamente a computação em nuvem, abandonou uma incursão equivocada no segmento dos smartphones e voltou às suas raízes como principal fornecedora de tecnologia para clientes corporativos.

A estratégia foi delineada por Satya Nadella logo depois de ele se tornar presidente executivo da empresa em 2014. Desde então o preço das ações da Microsoft quase triplicou.

Aposta na nuvem.  A trajetória da Microsoft na computação em nuvem  – processamento, armazenamento e software oferecido como um serviço pela Internet a partir de centros de dados remotos – foi lenta e por vezes estagnou.

Seus precursores no campo da computação em nuvem remontam à década de 1990, com o serviço online MSN e depois o motor de busca Bing. Em 2010, quatro anos depois de a Amazon entrar no mercado da nuvem, a Microsoft lançou seu serviço. Mas não ofereceu nada comparável ao serviço da Amazon até 2013, dizem os analistas.

O serviço em nuvem da companhia era um negócio paralelo. O centro de gravidade continuava a ser seu sistema operacional Windows, o elemento chave da riqueza e do poder da companhia durante a era do computador pessoal. Isto mudou depois que Nadella substituiu Steven Ballmer, que foi presidente executivo da Microsoft por 14 anos.

Nadella tornou o serviço em nuvem uma prioridade e hoje a empresa é a segunda maior no segmento, depois da Amazon.  E quase dobrou o valor de suas ações para 13% desde o final de 2015, de acordo com o grupo de pesquisa Synergy. As ações da Amazon mantiveram-se firmes em 33% no mesmo período.

A Microsoft também reformulou seus populares aplicativos do Office, como o Word, Excel e Power Point,  para uma versão em nuvem,  Office 365. Essa oferta agrada as pessoas que preferem usar o software como um serviço de Internet e a Microsoft passou a competir com fornecedores do aplicativo online como o Google. 

A recompensa financeira dessa mudança foi gradativa no início, mas vem se acelerando. No último ano, até junho, a receita da empresa subiu 15%, para US$ 110 bilhões, e o lucro operacional cresceu 13%, para US$ 35 bilhões.

“Essencialmente, Satya Nadella promoveu uma mudança drástica para a nuvem”, disse David Yoffie, professor da Harvard Business School. “Ele colocou a Microsoft de volta nos negócios de forte crescimento”.

É a percepção de que a Microsoft está na trilha do forte crescimento que estimulou o aumento do preço de suas ações. 

Abandono de apostas fracassadas. Quando a Microsoft adquiriu a unidade de celulares da Nokia em 2013, Ballmer elogiou a compra como um “salto corajoso para o futuro”. Dois anos depois, Nadella largou esse futuro, assumindo uma despesa de US$ 7,6 bilhões, quase o valor total da compra, e cortou 7.800 funcionários.

A Microsoft não iria competir com líderes da tecnologia de smartphone, como Apple, Google e Samsung. Inversamente, ela se concentrou no desenvolvimento de aplicativos e outros software para clientes empresariais.

A Microsoft tem uma franquia de sucesso que é o Xbox. Mas é uma unidade separada e embora gere uma receita de US$ 10 bilhões, este valor ainda é menos de 10% das vendas totais da empresa.

Sob o comando de Nadella a companhia se soltou. O sistema operacional Windows não é mais seu centro de gravidade, ou sua âncora. Os aplicativos Microsoft rodam não só no Macintosh da Apple, mas também em outros sistemas operacionais. O software livre e de fonte aberta,  antes rejeitado pela Microsoft, foi adotado como ferramenta vital para o moderno desenvolvimento de software.

Segundo Nadella, “precisamos ser insaciáveis em nosso desejo de saber o que ocorre fora e trazer esse conhecimento para a Microsoft”. Foi o que ele escreveu em seu livro “Hit Refresh” publicado no ano passado.

O desempenho financeiro da companhia e o preço de suas ações sugerem que a sua fórmula está funcionando. “A velha visão do mundo centralizada no Windows sufocou a inovação”, disse Michael Cusumano, professor da Sloan School of Management do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “A companhia mudou culturalmente. Hoje a Microsoft é novamente um lugar fascinante para trabalhar”.

Tradução de Terezinha Martino 

Ariana Grande divulga clipe da música ‘Thank U, Next’

Cantora se inspirou em ‘Meninas Malvadas’ e outros filmes para a produção

Ariana Grande no clipe da música ‘Thank U, Next’. Foto: Instagram/@arianagrande

A cantora Ariana Grande divulgou o clipe da música Thank U, Next, seu lançamento mais recente, nesta sexta-feira, 30. O clipe foi inspirado em quatro filmes que passam a mensagem de “girl power” (“poder feminino”, em português): Meninas Malvadas, De Repente 30, As Apimentadas e Legalmente Loira. Alguns atores dos filmes fizeram parte das gravações e aparecem no clipe.

A letra da música traz uma série de aprendizados da cantora ao longo dos seus relacionamentos. “Eu quase me casei, e para Pete eu sou grata”, diz em um trecho, fazendo referência a Pete Davidson, ex-namorado de quem já foi noiva. Ariana também menciona outros de seus ex-namorados: Mac Miller, Big Sean e Ricky Alvarez.

No final da canção, a cantora diz que conheceu alguém e esse relacionamento irá durar. “O nome dela é Ari e estou tão bem com isso”, revelando estar falando de si mesma.

Assista ao vídeo de Thank U, Next abaixo:

Artista alemão Martin Dammann descobre centenas de imagens de ‘nazistas crossdressers’

Soldados se vestiam de mulher e faziam performances para colegas de guerra

Soldados nazistas fazem performance de dança usando vestidos Foto: Divulgação
Soldier Studies. Crossdressing in der Wehrmacht, da editora Hatje Cantz

BERLIM — Um artista alemão, colecionador de fotos de guerras, encontrou centenas de imagens que mostram soldados nazistas vestidos de mulher e fazendo performances para seus colegas de trincheira. Segundo o jornal “Daily Mail”, Martin Dammann fazia uma pesquisa sobre a vida dos homens que serviam durante o Terceiro Reich quando se deparou com as fotografias. Elas estão compiladas no livro “Soldier Studies Cross-Dressing in der Wehrmacht”.

O sociólogo Harald Welzer afirmou à publicação que essas manifestações não era incomuns e nem mesmo restritas aos soldados do nazismo.

— Mesmo que pareça paradoxal, essas fotografias de soldados da Wehrmacht usando roupas íntimas femininas, que num primeiro momento soam exóticas, na verdade corroboram a normalidade da situação, principalmente em tempos de guerra — revela ele.

Para o artista responsável pelo livro, as fotos mostram a complexidade do ser humano

Nas fotos, os soldados aparecem utilizando desde vestidos e saias improvisadas com toalhas e lençóis até maquiagem e roupas íntimas. Em algumas, eles posam de maneira desinibida.

A maioria das imagens parecem ter sido tiradas durante festas ou celebrações, comumente promovidas para ajudar os combatentes a suavizar os efeitos da guerra.

De acordo com a “Folha de São Paulo”, a coleção de Dammann também traz fotos semelhantes de soldados britânicos e americanos, mas o pesquisador afirma que os casos eram mais frequentes nas linhas de frente do exército do regime de Adolf Hitler.

— É preciso distinguir entre a ideologia nazista, que era homofóbica, e a lógica de líderes militares, que precisavam do maior número possível de soldados na melhor forma física e mental possível — explicou Dammann à “Folha”.


Atriz Margot Robbie ficou envergonhada por cena de sexo em O Lobo de Wall Street na frente de 30

Atriz lembra que foram 17 horas de constrangimento em take com DiCaprio

Margot Robbie e Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street (Foto: Divulgação)

Em entrevista à  Porter Magazine, Margot Robbie revelou que filmar uma cena ousada de sexo para O Lobo de Wall Street, filme que ela fez com Leonardo DiCaprio, foi uma experiência estranha e vergonhosa, que ela teve de gravar em quartinho na frente de uma equipe de 30 homens. 

No longa de 2013, ela é Naomi, a mulher do personagem de DiCaprio, Jordan, e usa sua sexualidade para controlá-lo. Na famosa cena, uma das muitas de sexo no longa,  o casal teve uma briga e ela tenta seduzir o marido no quarto da filha deles, se masturbando e chamando Jordan de “papai”. “Não parece assim quando você está vendo o filme, mas na verdade estávamos em um quartinho com uma equipe de 30 pessoas apertadas ali. Todos homens. Por 17 horas eu fingi estar me tocando. É simplesmente uma coisa muito estranha e você tem que enterrrar a vergonha e o absurdo da situação, bem fundo, e se comprometer totalmente (com o trabalho)“, explicou a atriz à publicação.

A cena, por sinal a mesma que ela teve que fazer no teste para O Lobo de Wall Street, acabou sendo uma das mais famosas do filme, que narra a trajetória de Jordan, um corretor de ações que acaba na ruína após se envolver em corrupção e fraude. Margot também falou sobre o movimento #MeToo, contando que também foi vítima de assédio sexual, mas não em Hollywood.

“É difícil encontrar mulheres que não tenham sido vítimas de assédio sexual em algum grau”, observou a australiana de 28 anos. “Eu passei por isso muitas vezes em vários graus durante toda a minha vida”, assumiu Margot, afirmando que demorou até entender o que era assédio sexual. “Eu não sabia o que constituía assédi sexual até o movimento #MeToo. Eu estou no final dos meus 20 anos, sou educada, conheço o mundo, viajei, tenho meu próprio negócio e não entendia o que era. É insano”, confessou ela.