Facebook abre portas para reguladores franceses avaliarem combate a discurso de ódio

Funcionários do governo acompanharão de perto, dentro do Facebook, o trabalho da rede social; Macron chamou o projeto de “regulação inteligente”
Por Agências – Reuters

Emmanuel Macron é o presidente da França 

O Facebook vai permitir que reguladores franceses acompanhem, de dentro da rede social, como a empresa combate a dissemina discurso de ódio na plataforma. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira, 12, que essa é a primeira vez que o Facebook abriu suas portas dessa maneira para um regulador e comemorou a iniciativa. 

O governo francês enviará funcionários públicos de alto escalão para uma imersão de seis meses na empresa, a partir de janeiro, com o objetivo de avaliar se as estratégias da companhia para combater o discurso de ódio podem ser melhoradas.

“Faremos testes e depois produziremos um relatório que pretendemos tornar público”, disse um funcionário da presidência do país.

Para Macron, o movimento é um exemplo do que ele chamou de “regulamentação inteligente”. Ele diz que quer expandir esse modelo com outras gigantes de tecnologia como Google, Apple, Facebook e Amazon.

Ainda não está claro se o grupo terá acesso a material altamente sensível da empresa, como os algoritmos do Facebook 

Diálogo. Essa não é a primeira atuação do governo francês em relação ao Facebook. Em maio deste ano, o presidente francês teve um encontro com Zuckerberg para discutir questões como proteção de dados de usuários – a conversa fez parte de uma série de convites que Macron fez aos presidentes executivos das maiores empresas de tecnologia do mundo. 

A França aborda o problema das redes sociais de uma forma diferente da adotada pela Alemanha. Desde janeiro, Berlim exige que sites removam conteúdos inapropriados em até 24 horas – se as empresas não cumprem o prazo, é cobrada uma multa de US$ 56 milhões. A medida foi acusada de censura. 

“As empresas de tecnologia agora têm a escolha entre algo que é inteligente mas invasivo, ou uma regulação que é perversa e estúpida”, disse um oficial francês, referindo-se ao novo projeto do país como Facebook. 

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