Exposição com curadoria de Wes Anderson e Juman Malouf é sucesso em Viena

Cineasta e sua companheira reuniram mais de 400 objetos no Kunsthistorisches Museum

Cineasta Wes Anderson ao lado da companheira, a ilustradora e escritora Juman Malouf

Foi vestindo um terno de veludo cor de berinjela que o cineasta Wes Anderson se apresentou diante de centenas de austríacos, assim como amigos famosos do quilate de Tilda Swinton e Jason Schwartzman, na abertura da exposição Spitzmaus Mummy in a Coffin and other Treasures (Múmia de Spitzmaus num caixão e outros tesouros), em 5 de novembro. O evento marcou a estreia do diretor como curador ao lado da companheira, a ilustradora e escritora Juman Malouf.

A convite do Kunsthistorisches Museum Vienna o casal reuniu mais de 400 objetos retirados de todas as 14 coleções históricas do museu especialmente para a mostra, que pode ser visitada até 28 de abril 2019. Entre elas estão antiguidades egípcias, gregas e romanas, pinturas de antigos mestres, itens do Tesouro e do Arsenal Imperial, moedas e instrumentos musicais históricos. “Achamos que seria fácil, mas estávamos errados”, brincou o diretor de filmes como O Grande Hotel Budapeste (2014).

O resultado é a maior exposição que a instituição já realizou. Segundo o museu, mais da metade das peças nunca havia sido vista antes – a maioria estava escondida nos cantos mais escuros do prédio do século XIX na capital austríaca.

Como uma apresentação peculiar de personagens desajustados que se descortina na tela a cada trabalho de Anderson, a propensão da dupla para os itens excêntricos da coleção fica clara em um passeio pela mostra. Uma fileira de 22 bustos em miniatura, por exemplo, abrange estilos e séculos, organizados não por cronologia ou contexto, mas por tamanho.

Membros quebrados de esculturas desconhecidas merecem lugar de destaque ao lado de uma antiga estátua da era romana também desconhecida. “São coisas que normalmente não seriam mostradas”, diz o curador britânico Jasper Sharp, que prestou assistência ao casal ao lado de Mario Mainetti, da Fondazione Prada. Milão, aliás, será a próxima parada da exposição, a partir de outubro de 2019.

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