Presidente do Google vai depor ao Congresso dos EUA em dezembro, diz jornal Washington Post

A sessão focará em acusações de manipulação política dos resultados do buscador e no projeto Dragonfly, um sistema de busca censurado que a empresa está construindo para o mercado chinês

O presidente executivo do Google, Sundar Pichai, participou em setembro de um encontro privado com parlamentares republicanos

O presidente executivo do Google, Sundar Pichai, vai testemunhar perante o Congresso dos Estados Unidos no dia 5 de dezembro, de acordo com o Washington Post e o site CNET. Segundo as reportagens, a sessão focará em acusações de manipulação política dos resultados do buscador e no projeto Dragonfly, um sistema de busca censurado que a empresa está construindo para o mercado chinês. 

Pichai participará de uma audiência com assuntos específicos, que vão além das sessões mais comuns que abordam interferência estrangeira nas eleições americanas e proteção de dados pessoais. 

Apesar de já ter sido convocado a Washington outras vezes, Pichai enfrentará agora uma audiência pública no Comitê da Câmara dos EUA sobre o Judiciário, com muito mais envolvimento da mídia e do público em geral, que pode colocar a gigante de buscas em um foco político semelhante ao que outras empresas de tecnologia, como o Facebook, enfrentaram durante o ano todo. Da última vez que o presidente executivo do Google conversou com o governo americano, em setembro, foi um encontro privado com parlamentares republicanos. Além disso, o Google foi criticado por não comparecer a uma sessão no Senado que aconteceu em setembro, em que executivos do Facebook e do Twitter participaram.

Acusações. Em diversas ocasiões o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump acusou o Google de omitir em seu buscador as notícias positivas sobre o seu governo. Trump também direcionou críticas a mídias sociais em geral, afirmando que elas são preconceituosas com opiniões republicanas.

Sundar Pichai se posicionou em agosto sobre o projeto Dragonfly, dizendo que ele está em fase inicial de desenvolvimento e que a “equipe está explorando muitas opções”. Entretanto, o site The Intercept, que inicialmente noticiou o Dragonfly, afirmou que a o Google está desenvolvendo uma versão do buscador que poderá bloquear certos termos e sites específicos, para conseguir o aval do governo para retornar à China. Até mesmo os funcionários do Google exigiram publicamente nesta terça-feira, 27, o cancelamento do projeto.

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