Michelle Obama usa palavrão para criticar executiva Sheryl Sandberg do Facebook

Ex-primeira-dama disse discordar de técnica para mulheres criada por Sheryl Sandberg

A ex-primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, durante o evento em Nova York no Sábado (1º) – Mary Altaffer/Associated Press

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, usou um palavrão neste sábado (1º) para criticar Sheryl Sandbergvice-presidente de operações do Facebook. A executiva é conhecida por defender que as mulheres devem se impor no mundo corporativo —uma técnica que ela chamou de “lean in”.

“Isso é uma mentira”, disse Michelle sobre a ideia defendida por Sandberg. “Nem sempre ‘lean in’ [se impor] é o suficiente, porque essa merda não funciona sempre”, afirmou a primeira-dama a uma plateia de 19 mil pessoas em Nova York.  

“Essa coisa toda de ‘você pode ter tudo’. Não pode, não ao mesmo tempo”, completou ela, para riso do público. O evento fez parte da turnê de lançamento de seu novo livro, “Becoming“. 

Na sequência, a ex-primeira-dama se desculpou pelo palavrão. “Eu esqueci onde eu estava por um momento”, afirmou.

Sandberg publicou em 2013 o livro  “Lean In: women, work, and the will to lead” —traduzido em português para “Faça Acontecer: trabalho e a vontade de liderar” (ed. Companhia das Letras, 2013, 288 págs, R$ 44,90) .

Na obra, ela defende que as mulheres devem lutar para conquistarem o comando de grandes empresas e que não devem se satisfazer com posições subalternas. 

A executiva, número 2 do Facebook, está atualmente envolvida em uma polêmica campanha de lobby feita pela empresa desviar a ira do público aos críticos da rede.

Laura Kampman x So It Goes

Depois de morar em Nova York e em uma montanha em Ibiza, encontrei um lugar que me encontra (quase) no meio: Los Angeles. Passei seis meses na Partridge Avenue, desenvolvendo minha música. O senhorio que mora na frente da casa. é poeta e músico, seu filho faz móveis e esculturas. Minha colega de quarto Odessa é uma musicista e eu também brinco com essas coisas diferentes. Eu não estava pensando em tirar fotos por um longo tempo até que o So It Goes me pedisse.

Como passei a maior parte do meu tempo aqui escrevendo músicas e me apaixonando pelas pessoas que me cercavam nessa cidade estranha, eu queria incluir algumas delas, selecionadas aleatoriamente. Aqui estou eu e eles em casa, na Partridge Avenue. Filmamos no fim de semana, todos os dias, com outro amigo. Fizemos chá, conversamos por um tempo, ouvimos música e tiramos fotos entre esses momentos. Fotografia: Laura Kampman. Todas as roupas Dior AW18.

Fiamma Zarife, big boss do Twitter, fala sobre autossabotagem, angústia e sentir-se intimidada

Sim, altíssimas executivas são tão humanas quanto eu e você. Elas falham, sentem-se inseguras, intimidadas. Mas altíssimas executivas dignas da nomenclatura falam a respeito. E sabem que isso só as torna mais interessantes. Por isso, uma salva de palmas a Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter. Num papo franco com Mônica Salgado, ela humaniza o sucesso como você nunca viu

Fiamma Zarife e Mônica Salgado (Foto: Arquivo pessoal)

“Melhor pedir perdão que permissão.” Uau, frase de efeito para levar para a vida. Cautelosa, Fiamma me explica que, quando a colocou em prática, numa das empresas pelas quais passou, tinha a bênção do então presidente. “Fiz muita coisa inovadora pensando assim. Ousar é preciso, mas tem que ser um risco controlado”, explica, acrescentando que, nos casos de multinacionais, quando se está longe da matriz “é necessário fugir um pouquinho dos guidelines para se adaptar ao mercado local”.

Hum, fugir dos guidelines talvez seja uma marca registrada da executiva? Pode bem ser. Aos 47 anos, a paulistana de origens árabe e italiana é formada em publicidade e propaganda, com pós em marketing, Fiamma já foi vice-presidente de conteúdo e serviços da Samsung na América Latina e passou por Claro, Oi e Petrobras Distribuidora, entre outras companhias. Bem-sucedida? Dã, obviamente! Mas a fim de compartilhar as vezes em que não se sentiu tão digna assim deste sucesso? Opa, isso é para poucas. Fugir dos guidelines, neste relato, significa fugir dos clichês de perfeição do que se convencionou chamar de sucesso. Com vocês, Fiamma Zarife.

“Me sabotei assim que descobri estar grávida”

Impressionante como a autossabotagem acomete muito mais as mulheres. Não apenas vejo isso acontecer ao meu redor. Vivi isso. Quando engravidei da minha filha, hoje com 15 anos, tive a maior cautela para contar a todos. Isso porque dez semanas antes havia perdido um bebê. E tinha contado pra Deus e o mundo. No fim, foi mais difícil gerenciar a frustração alheia do que a minha própria. Então, decidi esperar pelos três meses… mas o plano não saiu como desejado. Estava respeitando esse prazo quando, sem aviso prévio, meu chefe reuniu a equipe e anunciou minha promoção.

Atônita, fui à sala dele e disse: “Estou grávida. Fique à vontade para rever sua decisão”. Ele olhou bem pra mim: “Volte para o seu lugar porque ainda temos oito meses…”. E foi um dos períodos mais produtivos da minha carreira. Saí de licença numa sexta, e ela nasceu domingo. As pessoas me falavam: “Sabe que você terá que diminuir o ritmo, né?”. Isso me angustiava. Por quê? Amo meu trabalho. Não quero abrir mão de nada. Quero TUDO. E escolhi ser uma mãe workaholic. Até agora, está dando tudo certo.

“Ninguém me contou que a licença maternidade seria tão angustiante. E que eu sentiria falta do trabalho”

Vou resumir o sentimento: é como se você estivesse num ônibus em alta velocidade e de repente ele freia bruscamente e você é atirada para fora – sendo o ônibus uma metáfora da vida. Olhava para as pessoas na rua e pensava se algum dia andaria livremente de novo. É um mix de sentimentos. Você quer viver a maternidade, mas não se desconectar da vida lá fora. Na época, grandes mudanças aconteciam na empresa, um novo chefe havia chegado. Eu mandei até email para ele me apresentando, explicando porque estava fora. Como se precisasse… pode?

A verdade é que comecei a curtir de verdade no terceiro mês da licença. Tirei quatro e optei por usufruir dos 30 dias de férias mais tarde. Não aguentava mais ficar em casa.

Mas… quando você volta, percebe que está tudo lá, nada mudou de fato. Foi tudo tão intenso para mim que demorei sete anos para ter meu segundo filho, hoje com oito. A experiência é tão diferente! Tem uma previsibilidade, você sabe o que te espera. Fora que eu estava muito mais estabilizada emocional e profissionalmente.

“Tive muito medo de fracassar quando fui chamada para o cargo de diretora geral aqui do Twitter. E tentei me sabotar de novo”

Simplesmente não me sentia preparada. Inclusive, existem pesquisas que mostram que as mulheres precisam se sentir 100% preparadas para assumir cargos, enquanto os homens os aceitam sentindo-se 60% prontos. Hoje, percebo que, uma vez no cargo, você vai compondo, perseguindo os 100%.

Atenção: fazia apenas um ano e meio que estava na empresa. Entrei em 2015, como head de agência, responsável pelo relacionamento com  as agências de publicidade. Meu chefe, Guilherme Ribenboin, um dia me chamou na sala para dizer que estava indo para o Twitter de Nova York. Falei: “Puxa, que demais, parabéns! E quem é a pessoa que assumirá seu cargo aqui?”. Ele respondeu: “Você!”. No ato, aleguei que a pessoa não era eu, que havia ali gente muito mais merecedora, com mais tempo de casa. Cheguei a levantar uma lista de nomes para ele.

Guilherme me lembrou das qualidades que eu tinha. Palavras dele: postura, liderança, musculatura corporativa. Seria, segundo ele, a guardiã da cultura do Twitter no Brasil, uma conectora entre as áreas – características importantes para o esquema matricial em que operamos. Existem 12 áreas aqui que não se reportam a mim, e sim à matriz. Sob minha coordenação, tenho a área de vendas.

Enfim, depois de uma entrevista com o COO global, assumi como diretora geral no início de 2017.

“Fiquei intimidada na entrevista com o COO global do Twitter”

Sem dúvida, a entrevista mais difícil que já tive. Tinha que passar pelo crivo dele para ser de fato efetivada. Anthony Noto, então COO (chief operating officer), é um homem bastante sério. Tenho profundo respeito pela história dele. Ok, admito, ele inspira um pouco de medo. Me preparei muito para o encontro. Estudei balanço, tudo o que você imaginar sobre o Twitter. Mas sabe quando você estuda para uma prova e não sabe o que vai cair? Era assim que me sentia. Não tinha ideia do que ele perguntaria.

Durante o papo, eu estava sentada, e ele em pé, me olhando de cima. Isso não ajudou em nada. Além disso, Anthony é de difícil leitura. Eu não sabia se estava agradando. Foi então que ele me fez uma pergunta curiosa: “Quem ficaria chateado se você assumisse o cargo?”. Eu respondi: “Acho que todo mundo ficaria feliz”. ele gostou. Tenho a sensação de que essa resposta definiu meu futuro. E o resto é história. [Mônica Salgado]

Spotify testa recurso para importar músicas locais do Android

Se os testes realmente se concretizarem em recurso novo para o Spotify, será possível ouvir as músicas do arquivo do celular no próprio Spotify, sem precisar abrir um player separado

O acervo do Spotify tem mais de 30 milhões de músicas

O Spotify pode estar testando uma função que permite que o usuário importe músicas locais do celular Android para o aplicativo de streaming. A ferramenta pode ajudar o usuário a solucionar a frustração quando ele não acha determinada música ou uma versão específica no aplicativo – o que costuma acontecer, apesar de o acervo do Spotify ter mais de 30 milhões de músicas. 

Quem descobriu o teste foi a pesquisadora Jane Manchun Wong, que costuma antecipar novos recursos de redes sociais explorando os códigos dos aplicativos. 

Se os testes realmente se concretizarem em recurso novo para o Spotify, será possível ouvir as músicas do arquivo do celular no próprio Spotify, sem precisar abrir um player separado. 

A função se assemelha ao antigo Grooveshark, serviço de música online que permitia a importação de músicas locais para o aplicativo – a plataforma foi encerrada em 2015 depois de uma batalha judicial sobre violação de direitos autorais de gravadoras. 

A pesquisadora descobriu também testes de um recurso chamado “salvar para depois” para podcasts, que seria útil para os usuários acessarem rapidamente um episódio que não conseguiram terminar. 

Jennae Quisenberry for Interview Germany December 2018 by Angelo Lamparelli

Photographer: Angelo Lamparelli at Simple A.g.. Stylist: Özge Efek at Studio Repossi. Hair: Simone Prusso at Atomo Management. Makeup: Luciano Chiarello at Atomo Management. Model: Jennae Quisenberry at Monster Mgmt.

Macacão jeans usado por Kylie Jenner vira hit apesar do preço: R$ 4.181

Kylie Jenner a bordo de seu macacão IRA Paris || Créditos: Getty Images

O macacão “full denim” que Kylie Jenner usou durante um show que seu namorado Travis Scott fez na última quinta-feira, em Washington, pode até estar entre os looks basiquinhos dos anos 1980 que voltaram com tudo nos últimos tempos. Mas definitivamente não custou barato, já que a peça escolhida pela magnata dos cosméticos – que contém gola forrada com pele de carneiro e é fabricada pela marca hypada francesa IRO Paris – não sai da loja por menos de US$ 1.090 (R$ 4.181).

Combinado por Kylie com botas de US$ 535 (R$ 2.052) de couro de cobra da Yeezy, a marca do cunhado dela, Kanye West, o jumpsuit já está praticamente esgotado em todos os pontos de venda da IRO na Europa e nos Estados Unidos onde era vendido. É que todos querem copiar o estilo da caçula do clã Jenner/Kardashian, claro, que por sinal nem olha para a etiqueta das coisas que compra, já que tem estimados US$ 900 milhões (R$ 3,45 bilhões) na conta. [Anderson Antunes]

Francesco Vincenti Latest Editorial for Numéro Russia

Photography: Francesco Vincenti. Styling: Lucio Colapietro. Hair: Lorenzo Barcella. Makeup: Gimmy Arevalo. Models: Victoria Schons, Tatiana Katysheva and Anastasia.

Livro de Michelle Obama é o mais vendido em 2018; foram 2 milhões em 15 dias

Ex-primeira dama do Estados Unidos está com “Becoming” em várias listas de best-sellers
Por Marley Galvão

Michelle Obama, livro Becoming (Foto: Divulgação)

Em apenas 15 dias, a ex-primeira dama Michelle Obama abalou o mercado de livros americano e canadense. O livro Becoming, com suas memórias pessoais, já vendeu mais de 2 milhões de cópias desde o seu lançamento em 13 de novembro de 2018, de acordo com a Penguin Random House. Ou seja, ele é o livro mais vendido neste ano.

A notícia foi divulgada oficialmente pela editora Penguin Random House. A edição de capa dura terá 3,4 milhões de cópias a serem vendidas nos EUA e no Canadá. Após sua sexta impressão, o livro sem mantém em diversas listas de best-sellers nos dois países. 

Michelle também ocupa com sua obra literária o primeiro lugar nas listas de não-ficção do New York Times. No livro, ela conta sobre sua infância e a família, suas experiências profissionais e como ela conheceu e se apaixonou pelo ex-presidente Barack Obama, além do período em que morou na Casa Branca como primeira-dama.

Trans vira sensação na indústria da moda depois de desfile para grife francesa Louis Vuitton

Após uma parada na carreira, Krow volta ao jogo, mas como modelo masculino

Krow fez sua estreia como modelo masculino no último desfile feminino da Louis Vuitton, em outubro Foto: Pascal Le Segretain / Getty Images

No mundinho da moda, só se fala de Krow. De um completo desconhecido, o canadense foi alçado ao posto de sensação depois do último desfile feminino da Louis Vuitton, em outubro, na capital francesa. Após uma parada na carreira, ele estava de volta ao jogo, mas como modelo masculino.

“Acabei desistindo para que eu pudesse fazer a transição e ser eu mesmo”, disse Krow, que despontou na indústria como mulher, à publicação “Dazed Digital”. “Dar esta oportunidade a uma comunidade que não é muito representada aos olhos do público é incrível e mostra o quão longe o mundo chegou”.

Além de frisar sua condição no perfil que mantém no Instagram — fechado e seguido por apenas 574 pessoas até o fechamento desta edição —, o modelo conta na descrição da página que é também cantor, ator ecosplayer.

— Independentemente de qualquer onda conservadora, os transexuais vieram para ficar — diz Anderson Baumgartner, agente da Lea T. e dono da Way Model.

A brasileira Valentina Sampaio, que foi a primeira modelo trans a aparecer na capa da “Vogue” francesa, vem acompanhando o sucesso de Krow:

— Ele veio para fazer o trabalho dele. A moda hoje é um meio de trabalho onde as coisas podem fluir um pouco mais livremente. Desejo um mundo melhor e mais justo para todos nós, que as portas sejam abertas não só na moda, mas em outras áreas também. Espero ver muito mais histórias de sucesso como essa. [Gilberto Júnior]