CINEMA I Estreias da Semana: O Beijo no Asfalto, O Chamado do Mal, Maria Callas, O Ódio que Você Semeia, Rasga Coração

Adaptações do teatro, ‘O Beijo no Asfalto’ e ‘Rasga Coração’ são destaques entre as estreiasS

O Ódio que Você Semeia” acredita que o amor vence o preconceito

O Beijo no Asfalto
Brasil, 2018. Direção: Murilo Benício. Com: Fernanda Montenegro, Lázaro Ramos e Débora Falabella. 98 min. 14 anos.
Misturando linguagem teatral e cinematográfica, o longa é uma adaptação da obra homônima de Nelson Rodrigues (1912-1980) e tem direção de Murilo Benício. A trama é desencadeada por um atropelamento: a vítima, em seus últimos segundos de vida, pede para um desconhecido beijá-lo. A cena é fotografada por um repórter sensacionalista e logo ganha proporções gigantescas, escancarando o preconceito da sociedade. Fernanda Montenegro, Lázaro Ramos, Débora Falabella e Stênio Garcia protagonizam as cenas, que incluem leituras de roteiro e bastidores.

O Chamado do Mal
Malicious. EUA, 2018. Direção: Michael Winnick. Com: Bojana Novakovic, Josh Stewart e Delroy Lindo. 92 min. 14 anos.
Um casal se muda para uma casa nova, isolada da cidade. Certa noite, a esposa, grávida, fica sozinha no local e acaba sofrendo um aborto em circunstâncias misteriosas. Depois disso, entidades sobrenaturais passam a assombrá-los.

Henfil
Brasil, 2017. Direção: Angela Zoé. 75 min. 12 anos.
Um dos principais cartunistas do país, Henfil (1944-1988) tem sua história narrada no documentário de Angela Zoé. Seu ativismo político e até mesmo a morte prematura devido a complicações da Aids são abordados no longa, que também mostra como um grupo de jovens artistas reinterpretam sua obra nos dias atuais. Exibido na 41ª Mostra.

Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras
Maria by Callas. França, 2017. Direção: Tom Volf. 113 min. 14 anos.
O documentário apresenta a vida pessoal e a carreira da cantora de ópera Maria Callas (1923-1977), considerada um dos maiores nomes do canto lírico do século 20.

A Mata Negra
Brasil, 2018. Diretor: Rodrigo Aragão. Com: Carol Aragão, Jackson Antunes e Clarissa Pinheiro. 98 min. 16 anos.
O filme de terror acompanha uma garota que encontra um livro de feitiçaria em uma floresta no interior do Espírito Santo. Mas, além de dar poder a quem o possui, o objeto é portador de uma magia sombria e perigosa.

Meu Tricolor de Aço
Direção: Glauber Filho, Tibico Brasil e Valdo Siqueira. 71 min. Livre.
O documentário conta a história do Fortaleza Esporte Clube, que completa um século em 2018. Por meio de depoimentos, dirigentes, empresários, jogadores e torcedores ajudam a contar a trajetória do time de futebol cearense.

O Ódio que Você Semeia
The Hate U Give. EUA, 2018. Direção: George Tillman Jr. Com: Amandla Stenberg, Regina Hall e Russell Hornsby. 133 min. 14 anos.
Exibido no Festival de Toronto em setembro, o longa dirigido por George Tillman Jr. discute racismo e violência policial a partir da perspectiva de uma adolescente. Baseada no livro homônimo da americana Angie Thomas, a trama acompanha uma jovem negra que testemunha o assassinato de um amigo durante uma abordagem policial. O fato incita os moradores de sua vizinhança a se rebelarem contra a opressão e a desigualdade que sofrem. Exibido no Festival de Toronto.

Rasga Coração
Brasil, 2018. Direção: Jorge Furtado. Com: Marco Ricca, Drica Moraes, Chay Suede, George Sauma, João Pedro Zappa e Luisa Arraes. 115 min. 14 anos.
“O Beijo no Asfalto” não é a única obra teatral que vira filme nesta semana. Escrita por Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) durante a ditadura militar, “Rasga Coração” acompanha um militante que lutou, durante toda a vida, por causas de esquerda. Ao ser confrontado pelo filho, percebe que talvez esteja ficando conservador. Na adaptação, dirigida por Jorge Furtado, a trama é transportada para os dias atuais e o papel principal fica a cargo de Marco Ricca. O filme foi exibido na 42ª Mostra.

Tinta Bruta
Brasil, 2018. Direção: Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Com: Shico Menegat, Bruno Fernandes e Guega Peixoto. 113 min. 18 anos.
A dupla por trás de “Beira-Mar” (2015) se debruça novamente sobre o universo gay para narrar a história de uma rapaz tímido, mas que se liberta durante performances transmitidas pela internet. Coberto de tinta néon, ele faz do erotismo seu ganha-pão. O longa venceu o Teddy Award (um dos principais prêmios do cinema LGBT) no Festival de Berlim e arrematou quatro troféus no Festival do Rio, incluindo o de melhor filme. O filme foi exibido na 42ª Mostra.

A Vida em Si
Life Itself. Estados Unidos, 2018. Direção: Dan Fogelman. Com: Oscar Isaac, Olivia Wilde e Annette Bening. 118 min. 16 anos.
Do criador da série “This Is Us”, o longa é uma coletânea de histórias que refletem sobre amor e perda em diferentes épocas e locais —todas conectadas por um único evento.

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