Grife francesa ‘antissunga’ Vilebrequin mira areia nacional para cobrir corpo com estilo francês

Nascida na Riviera Francesa, Vilebrequin quer abrir mais lojas pelo país e oferecer ‘novo ponto de vista’ para moda praia

Da esq. para a dir., os modelos Jou Bellini, Renata Sozzi e Jorge Alano vestem looks Vilebrequin. Foto: Hudson Rennan; Assistente de fotografia: Alisson Toledo; Edição de moda: Dinho Batista; Produção de moda: Felipe Rodrigues; Beleza: Lucas Lisboa ( Capa MGT); Agradecimentos: Sofitel Guarujá Jequitimar .Av. Marjory da Silva Prado, 1.100 – Balneário Praia do Pernambuco, Guarujá, São Paulo. Fone: (13) 2104-2000 /Hudson Rennan/Folhapress

Brasileiros usam sunga, americanos, “speedo”, mas são os franceses que dominam o look masculino de praia nos balneários ensolarados. De todas as etiquetas da riviera, a Vilebrequin, nascida em Saint-Tropez, convenceu banhistas de que elegância praiana é vestir shorts de lycra escovada com estampas elétricas e desenhos fofos.

Seu diretor, o francês Roland Herlory, é o responsável por levar ao mundo o toque francês da areia, um misto de “estilo, qualidade e conforto” que ele mesmo pratica desde que fez da ilha de Saint Barth, no Caribe, seu escritório e lar.

Após uma crise de gestão que tirou do país a Vile —como endinheirados dispostos a pagar centenas de reais num short chamam a etiqueta—, ela voltou ao Brasil no ano passado por meio do grupo Iretail, que administra Diane Von Furstenberg e Goyard.

Até 2020, uma segunda loja, no shopping Iguatemi, em São Paulo, será inaugurada. Antes, no próximo ano, a marca será um dos destaques da plataforma de ecommerce do grupo, o I 365, que abrigará as marcas mais quentes do JK Iguatemi.

É nesse contexto de retorno às areias brasileiras que  Herlory quer colocar a estética antissunga nas praias, porque, para ele, ela não afronta a importância da moda praia brasileira para o país.

“Somos apenas convidados”, diz. “É surpreendente como a praia faz parte do dia dia do país, principalmente no Rio, onde ela é parte fundamental da cultura. O que ofereço é um ponto de vista diferente, muito francês, admito, mas que muitos brasileiros preferem usar do que vestir sunga.”

Existe uma mágica embutida na Vilebrequin que a tornou um ícone nas areias e nos cascalhos do Mediterrâneo. 

A marca nasceu no pós-revolução cultural de 1968, uma época em que a sociedade europeia, quebrada, procurava um novo estilo de vida, mais relaxado e conectado ao sol, bem diferente da sobriedade parisiense ou londrina.

Os surfistas californianos e australianos vestiam macacões e shorts longos quando um jornalista esportivo, Fred Prysquel, apaixonado por uma mulher da Riviera Francesa e sem roupas adequadas ao clima do lugar, decidiu mandar fazer um modelo mais curto com tecidos africanos que tinha na mala. 

O romance virou casamento, e o short, sucesso acachapante dos anos 1970 em diante e base para colaborações com artistas e celebridades. A última foi com a ONG Red, de Bono Vox, vocalista do U2, lançada para arrecadar fundos para o combate ao HIV, a malária e a tuberculose na África.

Por mais recatados que esses modelos pareçam hoje, Herlory acredita que eles ainda mantêm a aura de sedução que Prysquel queria criar para conquistar a garota. Ainda mais que a sunga? “É, eu sei, ela é sexy. Eu até tenho uma”, ri o executivo. [Pedro Diniz]

a dia do país, principalmente no Rio, onde ela é parte fundamental da cultura. O que ofereço é um ponto de vista diferente, muito francês, admito, mas que muitos brasileiros preferem usar do que vestir sunga.”3

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