Coral: 5 maneiras de usar a cor de 2019 na beleza já

Anunciado na semana passada, o tom de laranja pastel promete nortear a moda e a beleza no ano que se aproxima
Marie Claire

O ano está quase chegando ao fim e, como sempre, a Pantone anunciou, na semana passada, a sua aposta de cor para o próximo ano. Depois da febre do rosa millennial (um tom pastel quase nude) e do amarelo primrose (também na linha açucarada), o tom da vez ganhou nome de living coral, que, nada mais é que a versão pastel do laranja.
Mas, para que esperar até o próximo ano se já podemos começar a incorporar a cor no dia a dia? Quente, o coral vai muito bem na maquiagem de verão e ainda mostra que você está antenada. Para te ajudar na empreitada, selecionamos 5 maneiras de aderir. Confira!

Corada
O blush cor-re-rosa que você usava para fazer aquele make “dei uma corridinha ali e voltei” agora é (claro!) coral. A técnica continua a mesma, mas o visual ganha ares modernetes.

(Foto: cortesia Pinterest)

Balada cool
Quer atualizar o olho marrom esfumado? Faça uma base com a sombra coral e esfume o marrom apenas rente à linha d’água. Finalize com muita máscara de cílios e arrase na pista!

(Foto: cortesia Pinterest)

Discretinha 
Ainda não se entendeu com o tom? Comece aos poucos. Uma boa dica é apostar em esmaltes.

(Foto: cortesia Pinterest)

Quase nada
Outra maneira de entrar aos poucos na tendência é apostando em um gloss transparente de fundo coral. Em alta, a textura é a cara das estações mais quentes e dão um ar de saúde ao visual.

(Foto: cortesia Pinterest)

Moderna
Uma das maquiagens mais atuais do momento é a sombra colorida usada com pouca máscara de cílios. Mate duas tendências ao mesmo tempo criando o efeito com uma coral. Se quiser ainda apostar na textura metalizada, ela pode ir até à festa.

(Foto: cortesia Pinterest)

Sylve Colless for Marie Claire Australia with Christina Van Nuis

Photographer: Sylve Colless. Fashion Director: Jana Pokorny. Hair: Michele Mcquillan. Makeup: Sarah Tammer. Model: Christina Van Nuis at Chadwicks.

Protagonistas femininas mais diversas roubaram a cena em séries de TV

A ascensão das protagonistas femininas, embalada em 2017 pelo movimento de denúncias sexuais no showbiz, amadureceu em 2018 com heroínas mais diversas, mas inegavelmente ambiciosas.

Julia Roberts na série ‘Homecoming’ 2018

O tom distópico deu algum espaço à fantasia, aceno ao escapismo que busca no passado ou num futuro onírico o que nos falta no presente.

Em termos de negócios, o ano também trouxe a consolidação da Amazon, que já somara pontos com produções de temática ousadas, como produtora ambiciosa impecável em revisitar estéticas e temas clássicos.

Sua “A Maravilhosa Sra. Maisel” levou o Emmy e o Globo de Ouro de melhor série cômica e firmou Rachel Brosnahan como estrela ao reviver um esquecido estilo Frank Capra de contar histórias.

Sua hitchcockiana“Homecoming” trouxe Julia Roberts à tela pequena diante da câmera sublime de Sam Esmail (“Mr. Robot”), um diretor genial. Na sessão testosterona, teve a irregular mas divertida adaptação de “Jack Ryan” e a contundente “The Looming Towers”, sobre o pré-11 de Setembro.

Grandes dramas também voltaram com vigor: “Handmaid’s Tale”, na segunda temporada, virou fenômeno de massa, com as vestes vermelhas das personagens de Margaret Atwood onipresentes em protestos feministas. “Ozark” o ano de estreia, graças à ascensão da personagem de Laura Linney, um reverso feminino do Walter White de “Breaking Bad”.

E houve, também, decepções -mais do que nos anos recentes, resultado da hiperprodução. “Casa de Papel”, sucesso do ano, não passou de um pastiche; a esperada “Confederated”, fantasia dos criadores de “Game of Thrones” sobre os EUA se o Sul tivesse ganho a Guerra de Secessão, não saiu do papel; “House of Cards” chegou ao fim cheirando a defunto passado, e a aguardada ficção científica “Altered Carbon” se perdeu no maneirismo histérico.

Não vai melhorar, mas tampouco será difícil encontrar o que agrade. A multiplicação de plataformas de streaming deve alimentar, em 2019, a produção de séries para nichos específicos do público. [Juliana Coelho]

SURPREENDEU EM 2018

“Homecoming”
(Amazon Video)
Saiu de um podcast, evocou Hitchcock e pôs Julia Roberts para ser regida pelo gênio Sam Esmail em um drama policial de dar nó na cabeça

“Wild Wild Country”
(Netflix)
Por (re)apresentar o guru Osho e seu estranho séquito ao mundo em um momento em que respostas fáceis de pseudosalvadores rendem cliques, dinheiro e votos

“My Brilliant Friend”
(HBO)
Deu vida às personagens da tetralogia de Elena Ferrante de forma tão amorosa, humana e comprometida que o que era sublime em papel continuou sublime nas telas

“Dietland”
(Amazon Video)
Por tratar de feminismo com uma protagonista gorda, sarcástica, sem um emprego de sonhos –enfim, como uma mulher real– sem perder a graça

“Ozark”
(Netflix)
Deu um chega pra lá no protagonista correto de Jason Bateman e alçou a espetacular Laura Linney a anti-heroína calculista e engenhosa

O QUE ESPERAR EM 2019

“Game of Thrones”
(HBO)
A melhor saga política (travestida de fantasia) já produzida chega ao fim, com um esperado desfecho cataclísmico em seis episódios no ar a partir de abril. Depois de oito anos, saberemos, afinal, o que é o tenebroso inverno-zumbi imaginado por George RR Martin

“Good Omens”
(Amazon Video)
A plataforma que vem se superando entre fãs de sci-fi vai adaptar mais essa obra de Neil Gaiman com um elenco divino: Jon Hamm, Michael Sheen, Miranda Richardson, Nick Offerman e Frances McDormand como Deus

“City on a Hill”
(Showtime)
Poucas coisas são uma lembrança afetiva melhor dos anos 90 do que Kevin Bacon. Aqui ele é o veterano em uma unidade policial que investiga a corrupção em Boston, na clássica trama de detetive. A produção é de Ben Affleck e Matt Damon

“Pico da Neblina”
(HBO)
Principal lançamento brasileiro no ano, a série de Fernando e Quico Meirelles trata de um Brasil onde a maconha foi legalizada e de um traficante de baixo escalão que tenta se dar bem, resultando em um drama cômico com tons de crítica social

“Big Little Lies”
(HBO)
Aqui é mais apreensão do que qualquer coisa, mesmo com Meryl Streep no elenco. A série sobre os laços de solidariedade e recalque que juntam cinco mulheres em um balneário rico parecia perfeita onde acabou. Como continuar?

Cinema produzido e protagonizado por negros foi o principal destaque em 2018

Lupita Nyong’o, Chadwick Boseman e Letitia Wright compõem o elenco do longa ‘Pantera Negra’

O ano de 2018 viu o Harlem, o mitológico bairro negro de Nova York, ser tomado por turbantes, correntes, camisas de basquete e batas com estampas afro. As mesmas calçadas por onde pisaram Malcolm X, Angela Davis e James Baldwin agora eram ocupadas por uma multidão que não estava ali para protestar, mas para uma reunião que também tinha seu significado político: a chegada de “Pantera Negra” aos cinemas.


Maior bilheteria americana do ano, o filme foi o cume de uma luta por representatividade étnica nas telas que, nos últimos anos, passou pelo Oscar de “Moonlight” e pelo burburinho de “Corra!”. A saga do super-herói africano, que ecoa as turbulências raciais americanas, foi o acontecimento que mais marcou o mundo cinematográfico no período.

A história acompanha a ascensão do príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) ao trono de Wakanda, país fictício que não sofreu os males da colonização e se tornou uma potência tecnológica. Dono de superpoderes, o protagonista tem no encalço um adversário local, Killmonger (Michael B. Jordan), que cobiça seu posto.

A primeira sacada da Marvel foi deixar o roteiro nas mãos de dois autores negros, um deles o diretor Ryan Coogler. A saída evitou que o longa ganhasse o tom condescendente de “Estrelas Além do Tempo” ou “Histórias Cruzadas” –escritas e dirigidas por brancos, e que botam nas mãos de personagens brancos o heroísmo que salva os negros.

Coogler, que despontou contando a história de violência policial em “Fruitvale Station”, fez reverberar em “Pantera” um tanto da crueza das ruas de Oakland, na Califórnia, de onde ele veio. Killmonger é um “gangsta” à sua maneira, um sujeito que tem na violência a grande resposta contra o racismo. E não faltou quem visse em T’Challa, o líder pacificador, um tanto de Barack Obama. Essa dualidade, longe de cair num maniqueísmo fajuto, ajudou a dar ao filme a sua ressonância cultural.

Spike Lee, expoente do cinema negro, deu a letra. Antes de “Pantera Negra”, disse, nenhum grande estúdio bancaria um diretor afro-americano se ele não viesse atrelado a astros como Will Smith, Denzel Washington e Samuel L. Jackson. “Foi o filme que mudou o jogo.”

O próprio Spike veio nessa esteira e lançou “Infiltrado na Klan”, sua obra mais relevante e mais carregada de voltagem racial em anos. História real sobre um policial negro que nos anos 1970 desbaratou os planos de seguidores da Ku Klux Klan, chegou aos cinemas com o dedo em riste apontado para Donald Trump.

O filme de Coogler não deixa de ser uma obra Disney, que pasteurizou a emancipação racial sob a fantasia de um super-herói.

Ainda assim, é um feito. Membros da Academia de Hollywood, que concede o Oscar, chegaram a cogitar a criação de uma categoria de produção pop para contemplar o sucesso. Voltaram atrás. Pop ou não, “Pantera Negra” tem méritos para concorrer a melhor filme. [Guilherme Genestreti]

Decotes nas costas e nas laterais do corpo devem encher as vitrines nas próximas estações

Desfile da Prada para a coleção primavera-verão 2019, apresentada em 20 de setembro de 2018 na Semana de Moda de Milão Por: Alberto Lingria 

O ano na moda pode ser lido como um grande bota-fora. As passarelas rasgaram decotes, abriram fendas e jogaram no lixo os excessos de roupa em prol de uma visão mais ensolarada, liberta de referências do passado e sexy.

Não o sexy destilado apenas em vestidinhos curtos e barriga de fora, mas um tipo de sensualidade que, como a Prada fez em Milão, reimagine os limites da exposição do corpo em decotes nas costas e nas laterais do tronco.

Os estilistas abriram frestas na imaginação para não só encurtar as saias como também aderir ao look ciclista com suas curvas sinuosas e shorts na altura dos joelhos, novo comprimento que deve encher as vitrines nas próximas duas estações.

Ao expurgar o comprimento mídi adocicado, padrão de feminilidade já ultrapassado que pode entrar no limbo das liquidações no próximo semestre, a moda revelou as coxas delineadas por saltos altos, cujas agulhas parecem querer furar a hegemonia dos tênis grifados de outras estações.

O perfume animalesco, porém, não se esvazia nas modelagens, porque também se mostra nas estampas de bicho, na matéria-prima de píton (cobra malaia) e em diversas gramaturas de couro, como nos tratados de elegância atemporal da Tod’s e da Hermès.

Nenhuma nudez será execrada na nova cartilha dessa indústria novidadeira, porque ela é embalada com espessa camada de ativismo, no qual a palavra “liberdade” assume roupagem transgressora.

Só olhar a marcha de seios descobertos na Saint Laurent, as transparências da Courrèges, a confusão de gêneros da Maison Margiela, os troncos plastificados na alta-costura de Jean Paul Gaultier, o “nude” travestido de preto na Dior e os tons de pele ditando a nova era da inglesa Burberry que as segundas intenções da moda se revelam.

É hora de se despir de códigos, assumir novas silhuetas e, assim como se quis nos anos 1980, responder à caretice de um mundo colapsado pelas regras. [Pedr0 Diniz]

NOVOS RUMOS PARA 2019

‘Living Coral’
A empresa de colorismo Pantone elegeu como ‘cor do ano’ o laranja coral, um meio termo entre o terracota e o iluminado do crepúsculo. A tonalidade continua a série de cores quentes e acolhedoras.

Natural
Menos poliéster, mais linho, seda e algodão. A economia sustentável e a urgência de práticas responsáveis chegarão às vitrines, que devem ser tomadas de matéria-prima natural e cores abertas.

Textura manual
O efeito tridimensional da renda e do tricô é o que há de mais quente. Culpa da vida maquiada das redes sociais, que faz as pessoas valorizarem cada vez mais o que traga um sentido de realidade tátil.

A obra de Niemeyer sob o olhar de diferentes fotógrafos

Perspectivas bidimensionais para a arte da tridimensionalidade
Por Natália Martucci I Fotos Reprodução

O Palácio da Alvorada, casa oficial dos presidentes da república, clicado por Leonardo Finotti.

As curvas de Niemeyer possibilitam múltiplos olhares para o mesmo edifício. O arquiteto projetava pensando no olhar do observador. E como as lentes de diferentes fotógrafos capturam a beleza das obras desse mestre da arquitetura brasileira? Confira a seguir uma seleção de fotos incríveis das maiores obras de Niemeyer, que neste sábado completaria 111 anos. 

A foto de Tuca Vieira retrata o interior do Pavilhão da Bienal, em São Paulo.
O franco-brasileiro Marcel Gautherot tem uma série de registro de Brasília e seus emblemáticos edifícios durante sua construção, iniciada em 1956.
Aqui, um detalhe do Palácio da Alvorada por Rasilibw.
O edifício Mondadori, em Milão, pelas lentes da artista visual Karina Castro.
Texturas e ângulos inusitados aparecem nas fotografias de Patricia Parinejad dos projetos do arquiteto.
O interior do Auditório Ibirapuera, construído em 2005, por Nelson Kon.
Museu de Arte Moderna de Niteroi, projeto de 1996, fotografado por Cristiano Mascaro.

Esporte chique: como adaptar a bermuda ciclista para looks fora da academia

As bermudas ciclistas saíram da academia para se tornarem as novas favoritas do street style. Ensinamos como adaptar a (controversa) tendência

Bermuda ciclista é a nova tendência esporte a dominar o street style (Foto: Imaxtree)

Nós podemos culpar as Kardashians por muitos modismos. Desde os cabelos superlongos (e lisos) até vestidos de látex e contouring para o rosto, o que as irmãs mais seguidas do mundo usam ressurge nas ruas em tempo recorde. E talvez a tendência mais controversa que o clã tenha lançado ultimamente seja uma que ressuscitou direto dos anos 90: a bermuda ciclista.

Enquanto os bike shortsressurgiram nas passarelas da primavera de 2018 em desfiles como Nina Ricci e Off-White, Kim Kardashian realmente trouxe a tendência às massas depois de repetidamente sair por aí usando a peça. Combinando-as com tudo, desde moletons e casacos compridos até sutiãs esportivos numa vibe full athleisure, Kim até inspirou o resto da família a embarcar na tendência.

Bermuda ciclista é a nova tendência esporte a dominar o street style (Foto: Imaxtree)

Indo além das produções da socialite, o street style internacional provou que os shorts são surpreendentemente versáteis e que você pode seguir a tendência desde o verão até meia-estação e outono.

Bermuda ciclista é a nova tendência esporte a dominar o street style (Foto: Imaxtree)

Para introduzir a peça em um contexto estético mais moderno, combine as bermudas ciclistas com camisas mais longas e folgadas e salto. Misture o athleisure com boho e combine vestidos fluidos transparentes com top e shorts justos aparentes por baixo. Há também quem troque a calça de alfaiataria pelo bike shorts, combinando-a com blazer acinturado e escarpin. O céu é o limite!

Bermuda ciclista é a nova tendência esporte a dominar o street style (Foto: Imaxtree)

Bermuda ciclista é a nova tendência esporte a dominar o street style (Foto: Imaxtree)

Décor do dia: coral e azul no banheiro

Elementos geométricos atualizam o espaço
Por Paula Jacob I Foto Pinterest

Já mostramos como usar o Living Coral na sala de estar e porque a Pantone elegeu a tonalidade como a cor do ano de 2019. Porém, uma combinação certeira para apostar na tendência é aplicá-la combinando com o azul. Caso deste banheiro do Hotel des Grands Boulevards, na França, que ainda usou os tons acinzentados para complementar o espaço acolhedor. O coral aparece no ladrilho delicado do piso e nos detalhes das luminárias redondas. Como uma parede bicolor, o outro revestimento preenche parte da parede onde está a pia e os espelhos em arcos, outra forma em alta nos interiores. O quê vintage, que lembra a estética inconfundível de Wes Anderson, faz parte de um dos itens essenciais da casa dos millennials: a nostalgia visual.