Maria Flor fala dos projetos no teatro e de vídeos no YouTube

Maria Flor – Reprodução/Instagram

Sem trabalhos à vista em novelas desde o fim de “A lei do amor”, em 2017, Maria Flor se dedica ao teatro. Além da turnê da peça “A ponte”, que estreia em São Paulo em fevereiro, a atriz se prepara para levar ao Rio o espetáculo “Tudo o que você sempre quis dizer sobre o casamento”, estrelado por ela e pelo marido, Emanuel Aragão:

– Vamos estrear em setembro no Shopping da Gávea. É um stand-up sobre relacionamento, com texto nosso. Trata-se de uma extensão do projeto que temos no YouTube. A ideia é manter tudo combinado. As pessoas que vão ao teatro podem se interessar pelo conteúdo na internet e começar a seguir. E quem já assiste ao canal tem a chance de nos ver na peça.

No canal do YouTube “Flor e Manu”, o casal debate diversos temas relacionados à vida a dois:

– Tivemos a ideia de fazer porque percebemos que várias pessoas precisavam falar sobre isso. Muita gente me manda mensagem privada no Instagram e conta detalhes íntimos, aborda questões existenciais. Já teve quem perguntasse como terminar um namoro ou questionasse se eu mexo no telefone do Emanuel, por exemplo. O público pede e a repercussão é muito legal.

Nos vídeos, é comum ver Maria e Emanuel conversando sobre relações sexuais. O mais visto, sobre sexo anal, já teve mais de 87 mil visualizações:

– Não acho que sexo seja uma questão. Sem ele, a gente nem existiria. É uma grande hipocrisia. Todo mundo transa, gente! Desejo e sexo existem. Para mim, é tudo muito natural. E acho que isso vem também da criação, do fato de os pais conversarem abertamente.

Maria conta que o retorno do público emociona em certos momentos, como no caso de uma mulher que, estuprada pelo padrasto, acabou engravidando:

– A mãe a expulsou de casa e ficou com a criança. Ela só foi reaver a filha quando a menina já tinha 13 anos. Ela me contou tudo isso e disse que ficou mexida ao assistir ao meu vídeo sobre maternidade. E percebeu como valia a pena ser mãe, apesar de tudo. Às vezes não temos noção do alcance daquilo que postamos nas redes.

Maternidade, aliás, é um dos assuntos sobre os quais Maria tem refletido atualmente:

– A maioria das mulheres no Brasil não se questiona, acha que ser mãe é uma regra social que tem que ser cumprida. É o mesmo ciclo: namorar, sair de casa, casar e, daí a um tempo, ter um filho. Não precisa ser assim. Você pode adotar; ter filho com 50 anos; congelar os óvulos; decidir que não vai ter filhos ou que vai ter três. É preciso pensar sobre maternidade como uma das possibilidades, não a única.

Aos 35 anos, ela afirma que, por ora, não pensa em ser mãe:

– Não sei se quero. Preciso fazer tanta coisa ainda. Quero dirigir produções, ver peças, ler livros… Não sei se tenho tempo, se isso caberia na minha vida hoje. Não me vejo sendo mãe. [ANNA LUIZA SANTIAGO]

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