Móveis para os dias de hoje

Dupla de arquitetos e designers comentam a coleção Monica, que acabam de lançar pela Etel Design

Os arquitetos e designers Sarkis Semerdjian e Domingos Pascali

À dupla de arquitetos Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian sempre agradou a possibilidade de desenhar móveis. Mas a atividade só começou a tomar contornos mais definidos há cerca de cinco anos, quando desenharam um sofá para um de seus clientes. “Ele gostou tanto do resultado que contatou diretamente a Etel Design afim de obter um orçamento para a execução da peça. Poucos dias depois, recebemos uma ligação da dona da marca nos propondo não apenas colocar o móvel em linha, mas tudo o mais que já tivéssemos projetado”, conta Semerdjian que acaba de lançar Monica, a primeira coleção completa da dupla para a tradicional movelaria paulistana. “A leveza das peças, em contraste com seus materiais e acabamentos sofisticados, foi o que mais me chamou a atenção no trabalho deles. Eles trazem um móvel gostoso de olhar, que propõe uma nova relação com seus usuários, afirma Lissa Carmona, sócia e curadora da Etel, que vislumbra um futuro longo e promissor para a parceria. “A marca tem nos ajudado a viabilizar muitas de nossas ideias, especialmente ao torná-las mais simples”, comenta Pascali, que, ao lado do sócio, apresenta a nova coleção aos leitores do Casa. [Marcelo Lima]

A coleção Mônica, tendo no primeiro plano a poltrona Aldo, que pode ser vestida e, ao lado, o pufe Neco Foto: Rui Teixeira

Vocês já haviam desenhado móveis antes?
Sarkis Semerdjian: Sim, já havíamos lançado algumas peças esporadicamente, como a luminária Ani, que acabou sendo premiada no mundo todo. Em geral, a maior parte das peças de design são criadas por mim. Normalmente, as boas ideias vêm nos momentos de tédio. Porém, do primeiro esboço ao produto final existe um longo processo de lapidação. É a partir deste momento que a colaboração do Domingos se torna mais efetiva, pois aprimoramos juntos as ideias iniciais, o que acaba, por vezes, até dando origem a novas peças.

A atual coleção mescla rigor construtivo a uma carga extra de jovialidade e cor. Isso veio de uma determinação inicial ou surgiu naturalmente?
Domingos Pascali: Esse desenho leve e com maior frescor é algo que sempre buscamos, inclusive nos nossos projetos de arquitetura. Mas, em se tratando de móveis e objetos, em geral somos muito ‘insatisfeitos’ com tudo, por isso sempre buscamos algum tipo de inovação. Podemos dizer que essa permanente busca pelo novo faz parte do DNA do nosso trabalho. No caso desta coleção, porém, procuramos atingir uma nova estética. Explorar uma linguagem que pudesse ser, a um só tempo, clássica e contemporânea.

Vocês já afirmaram pretender criar móveis menos estáticos, mais capazes de dialogar com o mundo de hoje. O que isso significa na prática?
SS: As formas de morar, receber amigos e de interagir com os objetos vem mudando. As nossas relações, sejam com as pessoas ou com os objetos, podem ser muito efêmeras. Por isso, não sei se conscientemente, ou não, nossas peças são mutáveis e interativas, quer dizer, você pode usá-las das mais diferentes formas. Em suma, você pode usar as peças como quiser e alterar sua relação espacial ou funcional com elas. Isso para nós é ser atual.


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