Como é o trabalho de uma assessoria de imprensa de moda?

Como Taciana Veloso, Silvia Vidigal Ramos e Leticia Veloso Pernet transformaram a Index, uma assessoria de imprensa tradicional em uma das maiores e mais prestigiadas agências de comunicação do País
Por PAULA MERLO

Taciana usa blusa DVF, calça Prada, trench coat Tommy Hilfiger e sandálias Alexandre Birman; Sussu usa top Black Kabana, saia Coven e botas Alexandre Birman; e Letícia usa vestido DVF e mules Fendi. Todas as joias são Silvia Furmanovich (Foto: Marcel Valvassori)

Não seria exagero dizer que o trio acima é onipresente quando o assunto envolve acontecimentos que param a cidade de São Paulo. O festão black-tie em comemoração aos 30 anos da Le Lis Blanc no Jockey Club; o prestigiado Iguatemi Talks, que trouxe ao Brasil a poderosa do Instagram Eva Chen, o designer de sapatos Christian Louboutin e Joërg Zuber, criador da influencer-avatar Noonoouri, para um ciclo de palestras no Shopping JK Iguatemi; o leilão beneficente do Instituto Neymar Jr.; as ativações no lounge da Audi durante o último Salão do Automóvel… A lista de cases e marcas é extensa e variada, mas tem um denominador comum: o trabalho de estratégia, produção de conteúdo e assessoria de imprensa de Taciana Veloso, Silvia Vidigal Ramos e Leticia Veloso Pernet, os nomes à frente da Index.

Ainda se adaptando ao novíssimo escritório de 1.400m² no bairro dos Jardins, em São Paulo, Taci, Sussu e Lelê, 44, 43 e 37 anos, respectivamente, não esquecem como tudo começou (de maneira bem mais modesta) há 22 anos: num escritório na casa da mãe de Sussu, no Morumbi. “Éramos amigas de faculdade que, diferente da grande maioria dos estudantes de jornalismo, não queriam trabalhar em jornal ou revista: nosso negócio era assessoria de imprensa”, lembra Sussu. O primeiro cliente foi a academia Fórmula, onde Taci trabalhava no marketing antes de resolver empreender. Aí, veio a Mixed (lá até hoje) e as baladas icônicas do fim dos 90’s e início dos anos 2000, como Disco e Sirena. Lelê, irmã mais nova de Taci, entrou como estagiária justamente para dar conta de tanto agito.

“Quando começamos, quem tinha assessoria era político, celebridade ou grandes empresas. O escritório da mãe da Sussu ficou pequeno para a quantidade de novas marcas e nos mudamos para uma casa em Pinheiros”, conta Taci. E foi lá, em 2006, que tiveram a primeira epifania: fariam com que seus serviços fossem percebidos como investimento, e não gasto. Ou seja, em vez de ficarem esperando a novidade, criariam estratégias, histórias e ações com as marcas que atendiam.

Ainda no mesmo ano, receberam um insight valioso de um novo cliente. “Numa visita, Alexandre Birman disse que tínhamos que ir para um lugar maior e melhor se quiséssemos crescer. Em 2008, nos mudamos para a Rua Oscar Freire, o centro do luxo paulistano da época. Decoração e lifestyle eram nosso expertise, faltava apenas conquistar de vez o business da moda, que é uma vitrine para todo o resto”, diz Taci. Dito e feito. Cartier, Diane von Furstenberg, Versace, Fendi, Roberto Cavalli, Ermenegildo Zegna, Prada, Miu Miu e o Shopping JK Iguatemi chegaram com o novo endereço.

E com esse upgrade, mais responsabilidade e quase nenhum tempo para olhar para dentro da empresa, que, àquela altura, já não era mais uma simples assessoria de imprensa: a Index tinha virado uma agência de estratégia de comunicação. “Só pensamos nisso em 2015, quando fomos escolhidas para participar do programa de mentoria Winning Women, da EY, com a orientação da Gabriela Baumgart, diretora do grupo Center Norte, e Mônica Sousa, CEO da Maurício de Sousa Produções”, recorda Lelê. Depois de um ano aprendendo e se autoanalisando, chegaram a uma conclusão. “Somos boas em fazer conexões, engajar pessoas e marcas. Por que não usar esse talento para coisas maiores, como, por exemplo, iniciativas de sustentabilidade?”, questiona Lelê, que coordena encontros com temas como diversidade e economia circular.

Conectar ideias, gente e labels é o maior asset da Index Conectada, a nova presença digital da agência. A prova de que a união faz a força: somam quase 250 clientes e são uma comunidade com 140 pessoas. Sim, comunidade. Porque Taci, Sussu e Lelê sabem que é em grupo que se cresce. “Estamos abertas às transformações. A Index está sempre conectada ao zeitegeist. Não vamos ficar para trás”, finaliza Taci. Quem viver verá.

CONECTADAS
Cuidar de gente, grandes marcas e do planeta é a missão da Index

(Foto: Divulgação)

À MODA DELAS
O ano de 2010 marcou a chegada da Cartier, a primeira marca de luxo a entrar para o portfólio da Index, e da DVF, a primeira label de moda internacional. “Ainda amamentava meu filho mais velho quando fui a Nova York receber a imprensa brasileira no desfile dela”, lembra Taci.

(Foto: Divulgação)

NOVO ENDEREÇO
E se elas começaram num escritório na casa da mãe de Sussu, há 22 anos, desde o mês passado ocupam 1.400 m² de um prédio sustentável e inteligente na Rua Augusta, nos Jardins, em SP. Mesmo com tanto espaço, o trio divide uma sala para facilitar o brainstorming.

(Foto: Divulgação)

ABRAÇANDO CAUSAS
Sustentabilidade é um assunto recorrente na Index, que tem comitê para discutir o tema e partir para a ação. “Em 2016, quando completamos 20 anos, adotamos três praças nos Jardins”, conta Lelê. “A ideia é devolver ao bairro algo de bom.”

Styling: Juliana Beukers Ruiz
Beleza: Laura La Laina
Assistente De Fotografia: Raphael Jacomini

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