Jeff Bezos acusa tabloide ‘National Enquirer’ de chantagem e extorsão

Fundador da Amazon diz que ‘National Enquirer’ fez ameaças caso ele não interrompesse investigação sobre o vazamento de suas fotos e mensagens

Fundador da Amazon, Jeff Bezos

Na noite desta quinta-feira, 8, o fundador da Amazon Jeff Bezosrevelou que está sendo vítima de “extorsão e chantagem” pela companhia dona do jornal National Enquirer. Esta história é praticamente de filme: envolve Donald Trump, Arábia Saudita, a morte de um jornalista, nudes e mensagens amorosas. Jeff Bezos publicou um texto bastante pessoal no Medium.com em que explicou como tudo isso se relaciona. 

No mês passado, o homem mais rico do mundo, segundo a lista da revista Forbes, e sua então mulher, MacKenzie Bezos, anunciaram que iriam se divorciar após 25 anos de casados. Logo após o anúncio da separação, o jornal National Enquirer publicou um artigo expondo que Bezos estaria tendo um caso com a ex-apresentadora Lauren Sánchez – a publicação tinha, inclusive, mensagens de texto trocadas entre os dois. Quando viu o artigo, Bezos decidiu iniciar uma investigação contra a editora do National Enquirer, que se chama American Media Inc (AMI), para descobrir como as mensagens em questão vazaram. 

O clímax é a parte seguinte da história, contada no texto publicado por Bezos nesta quinta-feira, 7, chamado “Não, obrigada, Mr. Pecker”, uma referência a David J. Pecker, chefe da editora AMI. O fundador da Amazon, que também é dono do jornal The Washington Post, disse que representantes da AMI o abordaram para impedir a investigação. Bezos afirmou que os representantes disseram que, se ele se recusasse, o veículo tornaria públicas fotos íntimas dele e de sua amante.

De acordo com o jornal Financial Times, um porta-voz da Amazon confirmou que o texto escrito por Bezos é verdadeiro. A AMI não comentou o assunto. 

Segundo Bezos, a AMI queria que ele parasse a investigação por razões políticas. Ele citou a colaboração da AMI com o presidente dos EUA, Donald Trump, e suas conexões com o governo da Arábia Saudita. Além de o jornal ser alvo constante de críticas pelo presidente norte-americano, o The Washington Post publicou implacavelmente, no ano passado, o assassinato de seu colunista Jamal Khashoggi, um dissidente saudita.

“Obviamente não quero fotos pessoais publicadas, mas também não participarei de sua conhecida prática de chantagem, favores políticos, ataques políticos e corrupção”, escreveu Bezos sobre a AMI. “Se na minha posição não posso resistir a esse tipo de extorsão, quantas pessoas podem.”

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