Imaan Hammam – WSJ. Magazine March 2019 By Ethan James Green

Goddess Rising   —   WSJ. Magazine March 2019   —   magazine.wsj.com
Photography: Ethan James Green Model: Imaan Hammam Styling: Anastasia Barbieri Hair: Laurent Philippon Make-Up: Karim Rahman

Spotify vai proibir oficialmente uso de bloqueadores de anúncios

Aplicativo de streaming de música não precisará mais notificar usuários gratuitos que burlam a publicidade; novos termos começam a valer 1º de março

Spotify disse que já tem ferramentas para identificar quando um bloqueador de anúncios é usado

O Spotify agora vai proibir oficialmente o uso de bloqueadores de anúncios, conforme o publicado em sua versão atualizada dos Termos de Serviços disponível nesta sexta-feira, 8. A divulgação de peças de propaganda durante as músicas é a única opção possível para usuários de contas gratuitas.

No documento, as novas regras dizem que contornar ou bloquear anúncios no Spotify Service, criar ou distribuir ferramentas destinadas a bloquear anúncios no Spotify Service pode resultar na rescisão ou suspensão imediata da conta.

O streaming de vídeo já adota medidas significativas para limitar os bloqueadores de anúncios. No ano passado, um porta-voz do Spotify revelou que a empresa tem várias ferramentas para detectar, investigar e lidar com bloqueadores de anúncios.

A empresa, no entanto, começou a atacar essas ferramentas depois que foi noticiado, em março do ano passado, que 2 milhões de usuários gratuitos do Spotify estavam burlando os anúncios. À época, o serviço de streaming desativou as contas e enviou e-mail para os usuários notificando que eles poderiam voltar a usar o serviço depois de desinstalar a ferramenta de bloqueio de anúncios.

Com as novas regras, que entram em vigor em março, o Spotify ganha o direito de encerrar as contas imediatamente, sem avisar o usuário.

BAFTA 2019 | Letitia Wright, a Shuri de Pantera Negra, ganha prêmio de revelação

Cerimônia revelou seus vencedores neste domingo (10)

Letitia Wright by Stella McCartney on the red carpet – BAFTA 2019

O público escolheu a atriz Letitia Wright, a Shuri de Pantera Negra, como a Estrela em Ascensão do BAFTA 2019. Ela concorria com Lakeith Stanfield (Atlanta), Jessie Buckley (Taboo), Cynthia Erivo (Viúvas) e Barry Keoghan (O Sacrifício do Cervo Sagrado).

Além de Pantera Negra, a atriz esteve em Vingadores: Guerra Infinita e se destacou na série Black Mirror. [Mariana Canhisares]

BAFTA 2019 | Os vencedores do “Oscar britânico”

Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão escolheu seus favoritos

Atriz Letitia Wright vence o Bafta 2019 na categoria de Estrela em ascensão — Foto: Joel C Ryan/Invision/AP

A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão revelou os vencedores do BAFTA 2019A Favorita foi o grande vencedor da noite, levando sete prêmios. No entanto, Roma venceu nas principais categorias, isto é, Melhor Filme e Melhor Diretor.

Confira a lista de vencedores:

MELHOR FILME
Infiltrado na Klan
A Favorita
Green Book: O Guia
Roma
Nasce Uma Estrela

MELHOR FILME BRITÂNICO
Beast
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Mcqueen
Stan & Ollie
Você Nunca Esteve Realmente Aqui

ESTREIA NOTÁVEL DE UM CINEASTA BRITÂNICO
Apostasy – Daniel Kokotajlo (Roteirista/Diretor)
Beast – Michael Pearce (Writer/Director), Lauren Dark (Produtor)
A Cambodian Spring – Chris Kelly (Roteirista/Diretor/Produtor)
Pili – Leanne Welham (Roteirista/Diretor), Sophie Harman (Produtor)
Ray & Liz – Richard Billingham (Roteirista/Diretor), Jacqui Davies (Produtor)

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA
Cafarnaum
Guerra Fria
Dogman
Roma
Shoplifters

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Free Solo
Mcqueen
Rbg
They Shall Not Grow Old
Three Identical Strangers

MELHOR LONGA ANIMADO
Os Incríveis 2
Ilha de Cachorros
Homem-Aranha no Aranhaverso

O diretor mexicano Alfonso Cuaron posa com os prémios Bafta de Melhor Filme e Melhor Diretor, por “Roma” — Foto: Joel C Ryan/Invision/AP

MELHOR DIRETOR
Spike Lee – Infiltrado na Klan
Paweł Pawlikowski – Guerra Fria
Yorgos Lanthimos – A Favorita
Alfonso Cuarón – Roma
Bradley Cooper – Nasce Uma Estrela

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Guerra Fria
A Favorita
Green Book: O Guia
Roma
Vice

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Infiltrado na Klan
Poderia me Perdoar?
O Primeiro Homem
Se a Rua Beale Falasse
Nasce Uma Estrela

MELHOR ATRIZ
Glenn Close – A Esposa
Lady Gaga – Nasce Uma Estrela
Melissa Mccarthy – Poderia me Perdoar?
Olivia Colman – A Favorita
Viola Davis – As Viúvas

MELHOR ATOR
Bradley Cooper – Nasce Uma Estrela
Christian Bale – Vice
Rami Malek – Bohemian Rhapsody
Steve Coogan – Stan & Ollie
Viggo Mortensen – Green Book: O Guia

Rachel Weisz vence o Bafta 2019 de melhor atriz coadjuvante por ‘A Favorita’ — Foto: Joel C Ryan/Invision/AP

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams – Vice
Claire Foy – O Primeiro Homem
Emma Stone – A Favorita
Margot Robbie – Duas Rainhas
Rachel Weisz – A Favorita

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Adam Driver – Infiltrado na Klan
Mahershala Ali – Green Book: O Guia
Richard E. Grant – Poderia me Perdoar?
Sam Rockwell – Vice
Timothée Chalamet – Querido Menino

Mahershala Ali vence Bafta 2019 de Melhor Ator Coadjuvante por ‘Green Book: O Guia’ — Foto: Joel C Ryan/Invision/AP

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Terence Blanchard – Infiltrado na Klan
Nicholas Britell – Se a Rua Beale Falasse
Alexandre Desplat – Ilha de Cachorros
Marc Shaiman – O Retorno de Mary Poppins
Bradley Cooper, Lady Gaga, Lukas Nelson – Nasce Uma Estrela

Bradley Cooper com prêmio de Melhor trilha sonora original por ‘Nasce uma Estrela’ no Bafta 2019 — Foto: Joel C Ryan/Invision/AP

MELHOR FOTOGRAFIA
Bohemian Rhapsody
Guerra Fria
A Favorita
O Primeiro Homem
Roma

MELHOR EDIÇÃO
Bohemian Rhapsody
A Favorita
O Primeiro Homem
Roma
Vice

MELHOR FIGURINO
A Balada de Buster Scruggs
Bohemian Rhapsody
A Favorita
O Retorno de Mary Poppins
Duas Rainhas

MELHOR PENTEADO E MAQUIAGEM
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Duas Rainhas
Stan & Ollie
Vice

MELHOR SOM
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Missão: Impossível – Efeito Fallout
Um Lugar Silencioso
Nasce Uma Estrela

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
A Favorita
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Roma

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Vingadores: Guerra Infinita
Pantera Negra
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
O Primeiro Homem

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO BRITÂNICO
I’m Ok
Marfa
Roughhouse

MELHOR CURTA BRITÂNICO
73 Cows
Bachelor
The Blue Door
The Field
Wale Barnaby Blackburn

EE RISING STAR AWARD – ESTRELA EM ASCENSÃO
Barry Keoghan
Cynthia Erivo
Jessie Buckley
Lakeith Stanfield
Letitia Wright

Katy Perry – Paper ‘The Transformation Issue’ 2019

Paper ‘The Transformation Issue’ 2019
Model: Katy Perry
Photographer: Juno Calypso

Lucy Boynton aparece no red carpet do BAFTA com mais um make que é pura inspiração

A atriz de Bohemian Rhapsody não tem medo de ousar e surpreender quando o assunto e maquiagem

Lucy Boynton (Foto: Getty Images )

Lucy Boynton, a Mary Austin de Bohemian Rhapsody, apareceu no tapete vermelho do BAFTA, premiação de cinema inglês, neste domingo (10.02) com mais uma maquiagem surpreendente. A atriz que não tem medo de ousar, desta vez apostou em uma combinação de sombras vermelha, laranja e dourada. Ótima inspiração para quem está querendo inovar na próxima maquiagem!

Lucy Boynton (Foto: Getty Images)

Bilheteria EUA: Uma Aventura LEGO 2, What Men Want, Vingança a Sangue Frio, The Upside, Vidro

Uma Aventura LEGO 2 chega ao topo da bilheteria americana com desempenho abaixo do esperado

Uma Aventura LEGO 2 arrecadou pouco mais US$ 34 milhões na estreia

Tudo indicava que Uma Aventura LEGO 2 seria o filme que faria a bilheteria americana engrenar de vez, já que o movimento nos cinemas no país não anda muito bem. A expectativa era que a animação da Warner Bros. fizesse pelo menos US$ 50 milhões no seu final de semana de estreia. No entanto, o filme arrecadou apenas US$ 34,4 milhões. Porém, ainda assim, a sequência assumiu o topo da bilheteria no país.

Na sequência ficaram dois estreantes, What Men Want e Vingança a Sangue Frio. Enquanto a comédia com Taraji P. Henson fez US$ 19 milhões, quase o valor total do orçamento da produção, a ação de Liam Neeson arrecadou pouco mais de US$ 10 milhões.

Já The Upside, na sua quinta semana em cartaz, garantiu mais US$ 7,2 milhões para a sua bilheteria, somando agora US$ 85,8 milhões. E, fechando o Top 5, Vidro fez US$ 6,4 milhões, totalizando US$ 98,4 milhões no país.

Tomo Koizumi – Semana de Moda de NY

Tomo Koizumi – Semana de Moda de NY

Se existe alguma primeira surpresa na Semana de Moda de NY, ela atende por Tomo Koizumi, o estilista que estreou no evento em grande estilo, desfilando seu outono-inverno 2019/20. Tudo começou quando a stylist e diretora da “Love Magazine” Katie Grand viu um post do estilista Giles Deacon do trabalho de Koizumi. Ela gostou e decidiu ajudá-lo: mandou uma mensagem para ele perguntando se ele conseguiria fazer um desfile. E isso faz… quatro semanas!

Ela conseguiu um espaço emprestado de Marc Jacobs no estúdio dele para o iniciante trabalhar, e o estilista americano também emprestou sua loja na Madison Avenue pra apresentação. Katie não economizou esforços: o cabelo é assinado por Guido Palau, a maquiagem é de Pat McGrath, quem abre é a estrelinha Rowan Blanchard, quem fecha é a atriz Gwendoline Christie. E o casting ainda tem Karen ElsonJoan SmallsBella Hadid… 

Mas quem fica sabendo de tudo isso acha que a roupa fica em segundo plano, não é? Nada disso, é só olhar as fotos dos looks de cores fortes em babados construídos com organza japonesa formando volumes – uma imagem de moda superfresca! Koizumi estima que em média cada look leva 50 a 80 metros de tecido, sendo que o maior traz 200 metros! Nas inspirações, o oriente e o ocidente se encontram: Sailor MoonCristóbal Balenciaga, estátuas budistas, John Galliano. Olho nele!  [Lilian Pacce]

‘Quando você pensa que a Terra é plana, tudo é mais simples’, diz diretor de documentário sobre terraplanistas

‘A Terra é plana’ tenta compreender por que teoria conspiratória anda tão popular
Luiza Barros

O terraplanista Mark Sargent no documentário ‘A Terra é plana’ Foto: Divulgação

O mundo dá voltas. Prova disso é que, em 2019, a arcaica crença de que a Terra é plana, em vez de esférica, ressurgiu com uma força surpreendente graças à popularidade de vídeos conspiratórios sobre o assunto. Chamados de terraplanistas, os defensores dessa ideia acabam de ganhar um documentário, “A Terra é plana”(no original, “Behind the curve”), que estreia na Netflix na próxima quinta-feira.

Diretor do filme, o americano Daniel J. Clark — que faz questão de frisar de que tem certeza que a Terra é redonda — conta que chegou a desconfiar que os youtubers que inundam as redes com conteúdos sobre o assunto pudessem ser fakes ou trolls. Mas ao encontrá-los pessoalmente, viu que eles estavam falando muito a sério.

— A grande questão que nos perguntamos no filme é “por que eles acreditam nisso”? A resposta varia, mas as pessoas se sentem muito atraídas pela ideia de que estão sendo enganadas e de que a percepção de que elas têm do mundo é mais acurada do que algo que outra pessoa possa dizer a elas. Quando você pensa que a Terra é plana, tudo é mais simples — explica ele, que vê nos terraplanistas um ponto comum: o endosso a outras teorias conspiratórias, desde o clássico boato de que o homem jamais pisou na Lua às fake news de que o 11 de setembro e outras tragédias nos Estados Unidos foram armadas pelo governo.

As grandes estrelas do documentário, Mark Sargent e Patricia Steere, parecem o perfeito estereótipo para americanos obcecados por conspirações: Sargent mora com a mãe idosa, foi jogador de videogame profissional e está convencido de que vivemos num mundo de ilusões semelhante ao do filme “O show de Truman”. Já  Steele é uma radialista vegana fã de gatos e da banda dos anos 1980 The Smiths (ela sonha com o dia em que o vocalista Morrissey entre para o movimento). Mas o documentário evita fazer troça deles. Ao ouvir cientistas e psicólogos, o filme defende que ridicularizar os terraplanistas só vai ajudar a isolá-los ainda mais.

— Mark (Sargent) tem várias histórias engraçadas que não são relacionadas ao terraplanismo, a mãe dele é muito simpática. Me aproximei deles como pessoas, sem mentir sobre o que acreditava. Antes as pessoas podiam ser amigas e ter opiniões diferentes, mas como há muita polarização política hoje, isso ficou mais difícil. Voltar a como era antes seria bacana — defende Clark.

A radialista Patricia Steere fala durante convenção dos terraplanistas no documentário ‘A Terra é plana’ Divulgação

Embora não acredite necessariamente que o número de terraplanistas está aumentando (eles podem apenas estar mais organizados e barulhentos do que antes), o diretor sustenta que há dois grandes motivos que podem explicar como uma ideia tão anticientífica ganhou tanta evidência nos últimos anos: uma é politização de assuntos científicos diante de interesses econômicos, como a negação do aquecimento global apoiada por Donald Trump. A segunda é a falta de ética e responsabilidade de alguns acadêmicos, que desacreditam a comunidade científica como um todo ao publicar pesquisas com pouco rigor. 

— Temos os ovos estragados da ciência, que às vezes querem impor uma agenda e ganhar fama, então publicam seus resultados em algum journal sem reputação. Isso acaba ganhando as notícias, e quando depois prova-se que a pesquisa estava errada, a fé das pessoas na ciência em geral diminui — lamenta.

Endossada nos Estados Unidos pelo jogador da NBA Kyrie Irving e pelo rapper B.o.B., a crença no terraplanismo e em outras teorias conspiratórias têm gerado críticas a gigantes como Google e Facebook, onde conteúdos do tipo abundam sem grandes consequências. No mês passado, o YouTube se comprometeu em reduzir a recomendação automática de vídeos que propaguem informações falsas.

Para Clark, o ideal não é proibir que conspiracionistas tenham voz, e sim garantir que os argumentos contrários a eles tenham o mesmo destaque nas redes sociais antes que um novo público seja “seduzido” pela ideia. Quanto aos já convertidos, ele acredita que seria mais complicado fazê-los mudar de ideia — nem mesmo se fracassar a recentemente anunciada expedição de navio à Antártida, que os terraplanistas crêem ser “a borda da Terra”.

— O problema dos experimentos conduzidos pelos terraplanistas, baseado nos que eu acompanhei, é que eles nunca vão aceitar as evidências de que estão errados. Se os terraplanistas acabarem um dia dando a volta ao mundo, vão dizer que alguém aprontou com eles, que foram drogados ou enganados por algum guia.

Mas talvez o maior inimigo dos terraplanistas sejam eles mesmos: conforme “A Terra é plana” mostra, há brigas acirradas na comunidade acerca da real natureza da Terra (alguns acreditam que vivemos sob um domo, outros que estamos dispostos em um plano infinito). E um dos pioneiros do movimento, Math Powerland, está em guerra com os populares Sargent e Steere: de uns tempos para cá, ele se deu por convencido de que ambos só podem ser agentes infiltrados da CIA. Os dois, é claro, dizem que isso não passa de uma grande invenção.