MoMA anuncia reformulação de sua coleção e promete mais inclusão

Museu vai fechar para expansão por quatro meses

MoMA, em Nova York (Foto: MoMA/ Reprodução)

Um dos museus mais importantes do mundo, o MoMA anunciou esta semana que vai fechar suas portas. Mas não se desespere: é por tempo limitado. O museu de arte moderna e contemporânea, em Nova York, vai passar por uma reforma por quatro meses, entre 15 de junho e 21 de outubro, quando vai ganhar uma expansão de 3 mil metros quadrados, ocupando o espaço em que até então funcionava o American Folk Art Museum. As obras, segundo o museu, serão possíveis graças às doações generosas de US$ 100 milhões de David Geffen e US$ 200 milhões de David Rockefeller

Entre os planos de expansão do MoMA estão uma nova plataforma educativa, um estúdio para performances ao vivo e programação, além de galerias de acesso gratuito ao público no térreo do museu e mais 1000 obras que passam a integrar a coleção do MoMA.

A curadora-chefe do MoMA, Ann Temkin, explicou que o período de reforma no MoMA servirá também para reformular como as obras do museu são apresentadas ao público: “Conforme a coleção foi crescendo ao longo das décadas, ela começou a virar o oposto de experimental. Ela começou a soar icônica, autoritária, e talvez até doutrinativa”, explicou, completando que algumas obras histórias, como a “Noite Estrelada” de Van Gogh, continuarão expostas ao público, mas dentro de um novo contexto. 

Uma das medidas mais importantes do MoMA para toda esta reformulação de seu espaço e coleção, porém, tem a ver com um assunto cada vez mais importante: a inclusão. Anunciando planos de fazer rodízios das obras de arte em exposição a cada seis meses, desafiando assim o olhar do visitante sobre o contexto de cada uma delas e deixando de limitar-se apenas à geografia. O museu promete ainda fazer justiça a artistas que até então foram renegados a uma menor exposição, apresentando mais trabalhos de artistas mulheres, afro-americanos, asiáticos e latinos

O presidente do MoMA, Leon Black, em uma entrevista ao The Times, chegou a declarar que o museu não “enfatizava artistas mulheres, não enfatizava o que minorias artísticas estavam fazendo, estando limitado demais à geografia”: “Eles eram sempre a exceção, e agora eles devem ser parte da realidade da sociedade multicultural em que todos nós vivemos.”

Entre as exposições agendadas para a reabertura do MoMA está um estudo sobre a arte latino-americana e uma exibicção da artista afro-americana Betye Saar, que incorpora em seus trabalhos “o misticismo tribal, história, memória e nostalgia africanos”.

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