Grace Bol – Harper’s Bazaar US March 2019 By Txema Yeste

Future Of Fashion Starts Here   —   Harper’s Bazaar US March 2019   —   www.harpersbazaar.com
Photography: Txema Yeste Model: Grace Bol Styling: Patrick Mackie Hair: Ali Pirzadeh Make-Up: Frankie Boyd

Facebook negocia multa bilionária com governo dos EUA

Acordo pode pôr fim na investigação feita pela Comissão Federal do Comércio sobre casos de privacidade da rede social, como escândalo do Cambridge Analytica

Empresa de Mark Zuckerberg pode receber a maior multa da história para companhias de tecnologia

O Facebook e a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) estão estudando um acordo para finalizar a investigação sobre as práticas de privacidade da rede social no caso Cambrige Analytica. As informações foram confirmadas nesta quinta-feira, 14, por duas pessoas familiarizadas com a investigação ao jornal The Washington Post.

De acordo com as fontes, a multa seria a maior já imposta a uma empresa de tecnologia. Até agora, a maior foi aplicada ao Google em 2012, quando a gigante teve de pagar US$ 22,5 milhões após a conclusão de uma investigação sobre as práticas de privacidades da companhia.

No caso do Facebook, os dois lados ainda não concordaram com um valor exato, disseram as fontes. Apesar disso, a empresa está preocupada com as demandas da FTC, porque se as negociações fracassarem, o órgão americano pode levar a questão aos tribunais. O Facebook confirmou que está em discussões com a agência regulatória, mas se recusou em comentar o teor das negociações. Já o FTC se recusou a comentar.

Entenda o caso. A FTC começou a investigar o Facebook em março, depois que veio à tona o envolvimento da rede social com a consultoria política Cambridge Analytica, acusada de usar indevidamente dados de 87 milhões de usuários da plataforma.

O inquérito é focado em avaliar se o Facebook violou o acordo fechado em 2011 com a FTC, que a obrigava melhorar as práticas de privacidade da empresa. O órgão exigia que a rede social fosse mais transparente e notificasse os usuários de maneira mais clara antes de compartilhar dados pessoais com terceiros.

O acordo também proibia o Facebook de enganar seus usuários sobre práticas de privacidade, além de obrigar a empresa a fazer verificações regulares sobre a maneira como os dados pessoais eram usados.

Conforme as regras da FTC, o valor da multa aumenta de acordo com o número de vezes que a empresa viola o acordo e, por conta disso, a estimativa que o valor aplicado à rede social seja uma pequena fortuna.

Processo. Caso o órgão e a empresa entrem em um novo acordo e a investigação seja encerrada será necessária ainda a aprovação de um juiz. A expectativa é que o acordo também seja acompanhado de novas regras, como a necessidade do Facebook se submeter a verificações ainda mais rigorosas.

Membros de defesa do consumidor pediram à FTC no mês passado que penalizem o Facebook agressivamente com “multas substanciais”, talvez superiores a US $ 2 bilhões.

“As práticas de negócios da empresa impuseram enormes custos à privacidade e segurança de americanos, crianças e à saúde de instituições democráticas nos Estados Unidos e em todo o mundo”, escreveram grupos liderados pelo Electronic Privacy Information Center. O EPIC apresentou a queixa original que levou ao acordo de 2011 da FTC.

Os legisladores também pressionaram a FTC para acelerar seu trabalho e penalizar o Facebook quase um ano depois de ter anunciado sua investigação pela primeira vez. “Quando a privacidade dos americanos é violada, eles merecem uma resposta rápida e eficaz”, escreveram os democratas Edward Markey, de Massachusetts, e Richard Blumenthal, de Connecticut, em janeiro.

‘Parem de achar que todas as profissões vão acabar’, diz executiva de TI Nina Silva na Campus Party

Para Nina Silva, momento de robôs roubarem emprego das pessoas ficou para trás e tecnologia nunca dependeu tanto de habilidades humanas.

A executiva de TI Nina Silva fala a campuseiros em palestra nesta quinta-feira (14) na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1

“Parem de achar que todas as profissões vão acabar amanhã, que existem ‘minionzinhos’ chamados algoritmos que vão acabar com as profissões”.

Foi assim que Nina Silva, executiva de TI há mais de 15 anos, tranquilizou (ou provocou) a jovem plateia que a ouvia na manhã desta quinta-feira (14) na Campus Party, o maior evento de tecnologia da América Latina, em São Paulo.

Nina garante que o momento de os robôs roubarem empregos ficou para trás. “Já passamos da era [da revolução] 3.0, da vaporização, em que tivemos mesmo perda de trabalhos operacionais”, disse.

Para ela, o talento humano nunca foi tão demandado quanto está sendo na atual era 4.0, em que inteligência artificial, internet das coisas a análise de dados estão sendo aplicados à indústria.

“A tecnologia é cada vez mais um meio e menos uma finalidade. As profissões serão transformadas, recicladas, e cada vez mais humanas.”

A lógica é: os produtos tecnológicos e digitais não são mais criados simplesmente para serem objeto de consumo, mas para resolver problemas e facilitar a vida das pessoas.

Sendo assim, Nina defende uma tecnologia que, ao ser desenvolvida, leve em conta o público para o qual causará maiores impactos. E que seja de baixo custo, simples e “reaplicável” – possa ser usada em diferentes ambientes e contextos.

A executiva considera que o “entendimento humano” será extremamente necessário para “calibrar a tecnologia” de forma que ela não reproduza preconceitos e exclusões.

Por exemplo: algoritmos reconhecem padrões. Se eles forem usados sem essa “calibragem humana” durante a seleção de currículos para um trainee, podem acabar sendo contratados apenas candidatos que estudaram em universidades de ponta, que falam várias línguas, de classe alta e que moram em regiões nobres, perfil que habitualmente domina esses programas.

“A tecnologia tem que ser feita para a sociedade, tirando os processos sociais que tanto reforçaram as desigualdades e evitando as exclusões que já mantivemos durante séculos”, disse Nina em entrevista ao G1 na segunda-feira.

Movimento Black Money

A executiva de TI Nina Silva fala a campuseiros em palestra nesta quinta-feira (14) na Campus Party 2019 — Foto: Fábio Tito/G1

Mulher negra em um mercado em que há poucas mulheres e negros, a executiva luta para combater exclusões.

Ela é uma das fundadoras do Movimento Black Money, comunidade que busca “desenvolver um ecossistema afroempreendedor”.

O objetivo da rede é fazer com que ao menos 30% do dinheiro gasto pelas pessoas negras circule dentro da comunidade – ou ao menos vá para as empresas chamadas “aliadas”, aquelas de fato comprometidas com a inclusão racial.

Para isso, o movimento dá cursos sobre empreendedorismo, cria eventos para networking e deve lançar no próximo semestre o D’Black Bank, uma fintech que vai oferecer crédito especificamente para negros.

“O Movimento Black Money surge dessa dor de estar em universos muito brancos e muito masculinos, de olhar para o lado e não ver pessoas como você durante toda a carreira. Como fico 17 anos em um mercado e não vejo mudança? É sinal de que a gente precisa criar nosso próprio espaço”, disse ao G1.

Como parte desse processo, Nina deu sua contribuição para “enegrecer”, como ela diz, e diversificar a própria Campus Party. Ela recebeu 30 ingressos como contrapartida pela palestra e selecionou pessoas que fazem parte da rede para participar do evento. Dessas, segundo ela, 25 são negras, 15 são mulheres e 2 são pessoas com deficiência.

Em 2018, Nina Silva foi reconhecida pela instituição Most Influential People of African Descent (MIPAD) como uma dos 100 afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de 40 anos. [Luísa Melo]

Marie Daverede for Cosmopolitan Mexico with Victoria Vedi

Photographer: Marie Daverede. Stylist: Silvia Sandino at Murasaki Agency. Hair & Makeup: Julia Bosch. Retoucher: Daniel Stave. Model: Victoria Vedi. at Trend Model.

Carol Trentini foi a brasileira sensação da semana de moda de Nova York

A top foi a brasileira da temporada nas passarelas
Por MARIANA INBAR

Carol Trentini no desfile de Michael Kors (Foto: Divulgação/ ImaxTree)

Carol Trentini já está sentindo o que é a liberdade de ter filhos mais crescidos: para a top, o fim da fase de bebê dos filhos Bento e Benoah significa ter mais liberdade para trabalhar. Para nós, com muito prazer, significa ver a top riscando mais passarelas na temporada internacional.

Carol desfilando para Tom Ford (Foto: Divulgação/ ImaxTree)

Nesta semana de moda de Nova York, foram três: Tom Ford, Cong Tri e Michael Kors. “Foi uma semana deliciosa! Com 2 filhos, sempre priorizei fazer apenas 1 desfile e voltar para casa. Como os meninos já estão maiores, consegui ficar mais tempo desta vez. Foi um prazer trabalhar com clientes que gosto tanto”, conta Carol, sobre a temporada.

Na passarela de Cong Tri (Foto: Divulgação/ ImaxTree)

A top, que ainda marcou presença na fila A de alguns desfiles dessa semana de moda de Nova York, como John John, revela também o que notou de tendência da estação: “Senti que o bom acabamento está mais em evidência, assim como roupas que podem sair da passarela e ir direto pra loja. Um exemplo é o vestido do Tom Ford que desfilei: lindo, poderia sair de lá e ir direto pra algum evento com ele.”

Carol Trentini no desfile de Michael Kors (Foto: Divulgação/ ImaxTree)

E a temporada de desfiles tem chances de continuar – sorte a nossa! Carol conta que talvez vá para a Europa fazer mais 1 ou 2 desfiles: “Mais isso ainda está sendo negociado pelas minhas agências.” Estamos torcendo!

Benjamin Kaufmann for Schön! Magazine with Vovk

Photography: Benjamin Kaufmann. Stylist: Chelsea Volpe. Makeup: Robert Greene. Hair: Yoichi Tomizawa. Producer: Sheri Chiu. Model: Vovk at Q Model Management.

UE aprova nova lei para evitar práticas desleais de gigantes de tecnologia

A regulação estabelece que as empresas esclareçam como classificam em plataformas seu próprios produtos e os rivais

A nova regra da União Europeia foca em plataformas que vendem produtos

Empresas de tecnologia como Google e Amazon terão que esclarecer à União Europeia como suas plataformas classificam seu próprios produtos e os rivais. Com a nova regra, a União Europeia pretende acabar com práticas desleais em plataformas online e lojas de aplicativos. 

O projeto dessa lei foi proposto em abril do ano passado pela Comissão Europeia. Negócios como Google Play,  Apple App Store, Microsoft Store, Amazon Marketplace, eBay e Fnac Marketplace serão atingidos pela nova regra – o que eles têm em comum é que são plataformas que vendem produtos. 

Apesar da aprovação de negociadores de países europeus, do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia, a lei só será de fato criada com o respaldo dos países da União Europeia, que avaliarão individualmente a regra. 

“Nossa meta é proibir algumas das práticas mais injustas e criar transparência, ao mesmo tempo em que mantemos as grandes vantagens das plataformas online tanto para consumidores quanto para empresas”, disse o chefe digital da UE, Andrus Ansip.

Entre as novas regras impostas pela União Europeia, há uma lista de práticas comerciais desleais, que exigem que as empresas criem um sistema interno para lidar com reclamações e permitem que as companhias se unam para processar plataformas.

Em 2017, o Google recebeu uma multa de US$ 2,7 bilhões, aplicada pela União Europeia. O órgão alegou que o serviço de busca abusou de sua posição dominante no mercado ao dar destaque, nas pesquisas de usuários europeus, ao seu serviço de comparação de preços, o Google Shopping, no lugar dos rivais. 

Resultados da Avon decepcionam e ações desabam

Número de representantes caiu 6% e demanda por produtos da marca de cosméticos também sofreram queda
Por Reuters

Avon: Receita total da empresa caiu 11%  (Photo: Avon Cosmetics European Headquarters)

A receita trimestral da Avon veio abaixo das estimativas de analistas, refletindo a queda no número de representantes de vendas e uma diminuição na demanda por seus produtos na América Latina, fazendo suas ações caírem até 19 por cento.

Em teleconferência pós divulgação de lucro, o diretor financeiro, Jamie Wilson, disse que a fabricante de cosméticos viu suas maiores quedas de representantes ativos no Reino Unido, no Brasil e na Rússia no trimestre.

Às 15:56, a ação companhia tinha queda de 9,3 por cento.

Em geral, o número de representantes que vendem cosméticos exclusivos da Avon entre amigos, parentes e comunidades locais diminuiu 6 por cento no quarto trimestre.

As saídas vem poucos meses depois de a empresa lançar o plano de reestruturação “Open Up Avon”, para enfrentar a queda dos números de representantes. O plano visa expandir, recrutar e reter mais representantes, além de revitalizar o modelo de venda direta no mundo das compras na web.

Além disso, a fraca demanda por cosméticos no Brasil atingiu as vendas no segmento de beleza, que caíram 2 por cento.

A receita no sul da América Latina, incluindo Brasil e a Argentina, caiu 15 por cento, a 488,3 milhões de dólares.

As ações da empresa, que teve lucro ajustado em linha com as estimativas de analistas, após excluir uma despesa de reestruturação de 126 milhões de dólares, caíram 0,53 dólar, para 2,37 dólares por ação.

A receita total caiu 11 por cento, para 1,4 bilhão de dólares, abaixo da estimativa média de analistas de 1,43 bilhão de dólares, segundo dados do IBES da Refinitiv.

O prejuízo líquido atribuível à empresa foi de 77,6 milhões de dólares, ou 0,19 dólar por ação no trimestre, ante lucro de 91,5 milhões de dólares, ou 0,17 dólar por ação, um ano antes.

Capitã Marvel deve arrecadar mais de US$ 100 milhões na estreia nos EUA

Estreia está marcada para março
Mariana Canhisares

Atriz Brie Larson como Capitã Marvel

Projeções apontam que a bilheteria de estreia de Capitã Marvel deve ultrapassar os US$ 100 milhões, de acordo com The Wrap. Assim, o longa não se equipararia a Pantera Negra (US$ 201 milhões), mas superaria o desempenho de Doutor Estranho (US$ 85 milhões) e Guardiões da Galáxia(US$ 94 milhões).

A estimativa se aproxima bastante com a arrecadação de Mulher-Maravilha que, em 2017, ficou em US$ 103 milhões. Ao final do seu período em cartaz, a produção somou US$ 412,5 milhões nos EUA e US$ 821 milhões no mundo todo.

Capitã Marvel tem Brie Larson no papel principal e apresentará ao público a super-heroína Carol Danvers, a ex-Miss Marvel e atual detentora do título de Capitã nas HQs. Anna Boden e Ryan Fleck, conhecidos por Se Enlouquecer, Não Se Apaixone Billions, são os diretores.

Capitã Marvel estreia em 7 de março no Brasil.