Burberry critica nacionalismo na semana de moda de Londres

No segundo desfile à frente da marca, diretor criativo Riccardo Tisci eleva o tom em temporada que parecia insossa
Pedro Diniz


LONDRES –De que serve um desfile se não para despertar ideias? Para a Burberry, que tomou de volta a coroa da moda inglesa em setembro passado, com a estreia de Riccardo Tisci na direção criativa, a apresentação no domingo (17) foi um dedo apontado na cara do nacionalismo britânico.

Se o primeiro desfile do italiano massageou o ego dos tradicionalistas que amam o xadrez tricolor sobre o fundo bege da grife, a performance numa sala da Tate Modern propôs desencapar os ingleses de seu trenchcoats para vesti-los com coletes, blazers e vestidos tipo doudoune, feitos daquele náilon com enchimento usado em roupas de frio, combinados a peças urbanas.

Diversas bandeiras foram costuradas no peito em um dos primeiros looks, antecedendo a marcha de linhas e cores da bandeira do Reino Unido. Em um deles, a bandeira em doudoune foi usada como capa de super-herói sobre o traje preto, coberto por uma espécie de colete à prova de balas.

O estilista parecia lembrar o público da escalada xenófoba que acontece porta afora. Ou nas diversas fronteiras pelo mundo, inclusive as do microcosmo da performance.

A sala foi toda cercada por estruturas metálicas, como muros em construção, onde jovens de diferentes etnias tentavam escalar, pendurando-se uns nos outros para cruzar a linha que os separava do público chique, uma metáfora da crise migratória para a qual o Reino Unido fecha os olhos.

Na fachada da Tate, estava escrito “entrada livre” em letras garrafais, o que elevou o tom de ironia pretendido por Tisci, que parece ter adotado o estilo de humor inglês.

Ele colou nas roupas de estética street a pergunta “não é suficiente para você?”, provocando os críticos de sua última coleção, tachada por parte dos fashionistas de clássica demais para seus padrões, e, ao mesmo tempo, pedindo uma reflexão sobre o estado de agonia global.

Mas de nada serviria a embalagem do discurso se a execução na passarela não correspondesse à altura. E, de forma quase perfeita, a Burberry provou seguir o caminho da renovação.

Dos escarpins de salto alto com bico colorido até os conjuntos de saia envelope e blusa cavada, tudo cheira a novidade no portfólio da etiqueta. O desfile transita entre a alfaiataria desconstruída, com peças unidas por alfinetes, até a roupa esportiva combinada a casacos pesados de oncinha.

A grife consegue seduzir, em um mesmo bloco de looks, a turista afeita ao xadrez, que desta vez recebe o novo logo da marca estampado por todos os lados, e o garoto grunge de butique atrás de um jeans com camisa de flanela redesenhada.

Protegido sob o mote da integração desses universos díspares, o estilista ainda escava as origens do estilo em voga quando o Exército britânico usou pela primeira vez o casaco impermeável de Thomas Burberry. Assim, mistura militarismo e romantismo em laços, saias-lápis e casacos rígidos.

O estilista emula tempos de extremos ao conjurar diversos estilos vinculados tanto às tribos urbanas quanto às das rodas da elite europeia. Do universo equestre, tema caro à grife, ele tira detalhes da selaria para aplicá-los em vestidos envelopados e contornos sinuosos. O couro, claro, é uma das matérias-primas exploradas nesse bloco temático.

Ao reunir diferentes visões sobre o legado da Burberry, Tisci consegue atingir bolsos endinheirados em escala global, dos “millennials” que ostentam marcas, mas não querem soar datados, até a geração que de fato banca os caprichos dos filhos.

Pode soar excessivamente plural, mas, sabiamente, Tisci embalou em xadrez a ideia de miscigenação estética para dar a última palavra nesta confusa primeira metade de temporada de moda.

Aquaman entra para o top 20 de maiores bilheterias da história

Longa é a maior bilheteria da história da DC Comics

 Jason Momoa no papel principal e Amber Heard como Mera

Aquaman quebrou mais um recorde histórico. A arrecadação mundial do filme alcançou a marca de US$ 1,13 bilhão e, com isso, o longa chegou ao 20º lugar no ranking de maiores bilheterias de todos os tempos.

O filme ultrapassou Transformers: O Lado Escuro da Lua, que em 2011 somou US$ 1,12 bilhão. A produção já é a maior arrecadação da história da DC Comics, ultrapassando a marca de Cavaleiro das Trevas Ressurgeque fez US$ 1,08 bilhão.

Aquaman segue quebrando recordes e está em cartaz nos cinemas.

Bilheteria EUA: Alita – Anjo de Combate, Uma Aventura Lego 2, Isn’t It Romantic, What Men Want, A Morte te dá Parabéns 2

Alita – Anjo de Combate

Alita – Anjo de Combate abriu em primeiro lugar no fim de semana onde os EUA comemora o feriado do Dia do Presidente. O longa fez US$ 27,8 milhões, mas a arrecadação deve aumentar e os números finais devem ser revelados apenas na segunda-feira (18).

Uma Aventura Lego 2 ficou com a segunda posição com pouco mais de US$ 21 milhões, mas a grande surpresa foi a comédia Isn’t It Romantic, que teve uma estreia acima das expectativas e fez pouco mais de US$ 14 milhões. Com isso, a expectativa é que até o fim do feriado o longa chegue na marca dos US$ 20 milhões.

O quarto lugar ficou com What Men Want, que fez US$ 10,9 milhões e fechando o top 5 aparece outra estreia: A Morte te dá Parabéns 2, longa que somou US$ 9,8 milhões e somente no fim de semana igualou seu custo de produção.

Preenchimento sem injeção: testamos e trazemos o veredito

Tratamento que acaba de chegar ao Brasil – e pode ser comprado na farmácia – promete devolver o volume à face sem agulhas
Por ANITA PORFIRIO (@NITAFP)

Preenchimento sem agulhas? Testamos (Foto: Mar+Vin/Arquivo Vogue)

A ideia da Fillerina é ótima: os efeitos de um preenchimento sem uma picadinha sequer. Isso com uma sequência de cuidados com géis, hidratantes e cremes de uso tópico adequados tanto para pelesjovens quanto maduras.

Recebi para teste o conjunto Nível 1 (existem três) do tratamento de ataque, indicado para peles com linhas de expressão leves. O kit com dois vidrinhos – um com gel de ácido hialurônico e outro com um hidratante, que devem ser aplicados diariamente ao longo de 15 dias por meio de seringas com cânulas – deveria trazer de volta o volume a linhas finas e áreas-problema como olheiras, maçãs do rosto e até mesmo lábios.

Usei conforme indicado, sempre lembrando de tomar dois copos d’água antes do ritual, e senti, sim, uma maior hidratação nos meus “alvos”. Acontece que, para começo de história, não tenho rugas, linhas de expressão e linhas finas que me incomodem ou que sejam muito pronunciadas e sou um tanto obcecada com skincare. Então, nem teria como dizer que foi uma melhora notável ou totalmente vinda desse teste. 

Kit Fillerina (Foto: Divulgação)

Se houve uma mudança perceptível, essa veio nos lábios: embora eu nunca tenha tido interesse em preenchê-los, tenho ressecamento e descamação crônicos – não é raro acordar com machucadinhos, ainda mais no clima seco. Concentrei então as aplicações nessa região e, após passar noites seguidas com o produto no rosto, percebi que estavam mais lisinhos e macios nas manhãs seguintes. Só que isso não se manteve: um dia após interromper as aplicações, minha boca voltou a parecer o solo do Saara. 

Talvez o kit de ataque (R$ 640,99) seguido do tratamento estendido com os cremes da mesma linha recomendado pela Lupin, marca que produz a Fillerina, seja uma ótima manutenção para quem quer espaçar as sessões de preenchimento. Assim, é possível minimizar custos e encontros com agulhas – o que é sempre bem-vindo. 

Alana Zimmer – Harper’s Bazaar UK March 2019 By Erik Madigan Heck

Shape Of Things To Come   —   Harper’s Bazaar UK March 2019   —   www.harpersbazaar.co.uk
Photography: Erik Madigan Heck Model: Alana Zimmer Styling: Leith Clark Hair: Seb Bascle Make-Up: Andrew Gallimore Manicure: Chisato Yamamoto
 Props Stylist: Ida Jacobsson-Wells