MacBook Pro de 16″, monitor 6K, Mac Pro modular… Ming-Chi Kuo faz previsões para toda a linha 2019 da Apple!

Alguém a fim de uma enorme leva de rumores fresquinhos nessa manhã de segunda-feira? Pois você veio ao lugar certo. E a procedência das informações é quentinha, já que estamos falando do nosso amigo de sempre, Ming-Chi Kuo — analista com bons contatos dentro da Apple e um índice de acertos muito saudável.

Kuo emitiu uma série de notas expondo suas previsões para todas as linhas da Apple em 2019, e algumas das novidades especuladas por ele podem fazer muitos fãs e interessados levantarem as orelhinhas. Vamos dar uma olhada em tudo.

MacBook Pro

Começamos com a previsão mais, digamos, surpreendente: segundo Kuo, a Apple lançará ainda este ano um novo MacBook Pro com tela entre 16 e 16,5 polegadas e design renovado.

Não está claro se o lançamento do novo modelo seria acompanhado de atualizações no visual também para as versões menores do portátil, mas uma mudança do tipo seria precoce — o design atual do MacBook Pro tem apenas dois anos e meio, e a Apple costuma levar mais tempo com um visual nas suas linhas de computadores. Há de se ver o que acontecerá, entretanto.

Kuo aposta ainda, para este ano, no lançamento de uma versão do MacBook Pro de 13″ com 32GB de RAM — atualmente, só o modelo maior chega a essa capacidade de memória.

Monitor

Depois de anos sem um monitor próprio e dependendo de uma parceria com a LG, a Apple pode voltar com força total ao segmento em 2019: segundo Kuo, a empresa lançará neste ano um display 6K de 31,6 polegadas!

O analista não compartilhou muitos detalhes sobre o novo monitor, mas afirmou que ele trará uma tecnologia “semelhante ao Mini-LED”, que proporcionará ao painel uma qualidade de imagem impressionante. Bom… menos que isso nenhum de nós espera, certo?

Mac Pro

A mítica renovação do Mac Pro já foi prometida e adiada algumas vezes pela Apple, mas, de acordo com Kuo, deverá chegar mesmo em 2019.

O analista não traz mais detalhes sobre o novo computador, reafirmando apenas que veremos uma máquina com foco na modularidade e componentes facilmente atualizáveis. Um lançamento junto ao suposto novo monitor profissional seria uma bela tacada da Maçã, mas para isso teremos de aguardar — possivelmente — mais uns bons meses.

iPhones

Segundo Kuo, a linha de iPhones em 2019 será bastante parecida com a atual: teremos três aparelhos com os mesmos tamanhos e visuais dos atuais XS, XS Max e XR (que continuará com uma tela LCD1). O recorte — que já teve sua redução especulada — permanecerá intocado. A porta Lightning deve ficar, também (nada de USB-C).

Conceito da linha de iPhones para 2019

As mudanças nos aparelhos, aparentemente, serão no sistema do Face ID (que ficará mais rápido) e no acabamento (é possível que os modelos recebam um novo tipo de vidro jateado, menos brilhoso que o atual). A bateria deve receber um aumento de capacidade.

Teremos também, segundo o analista, um rádio de banda ultra-larga para navegação em ambientes internos e um sistema de carregamento sem fio bilateral — para que você possa carregar outros dispositivos, como os futuros AirPods, colocando-os em cima do iPhone. Não se sabe se esses recursos virão para toda a linha ou somente para determinados modelos.

Resta saber, também, se a Apple manterá as faixas de preços atuais dos iPhones ou admitirá a derrota da sua estratégia e anunciará uma nova linha um pouquinho mais acessível.

Apple Watch

Quanto ao reloginho da Maçã, Kuo tem apenas duas previsões — até agora — para 2019: a chegada do recurso de ECG a mais países e “um novo design com carcaça de cerâmica”.

Enquanto o primeiro ponto é esperado, o segundo levanta suspeitas. O último Apple Watch de cerâmica (modelo Edition), foi descontinuado no último ano. Estaria a Apple planejando a volta do modelo mais caro?

AirPower/AirPods

Seria uma miragem? Esperamos que não, porque, segundo Kuo, o mítico carregador sem fio da Apple realmente será lançado no primeiro semestre deste ano. O analista não compartilha mais novidades sobre o acessório ou se ele sofreu mudanças em seu projeto desde o seu anúncio, num longínquo 2017.

Junto ao AirPower, como já especulado anteriormente, a Apple lançará uma atualização dos AirPods com suporte a carregamento sem fio e conectividade Bluetooth aprimorada, segundo Kuo.

Ainda em relação ao AirPower e aos AirPods, mas saindo da seara de Kuo, é interessante notar este outro rumor, vindo da publicação taiwanesa Economic Daily News. Segundo o jornal, a fornecedora Inventec já está produzindo em massa os novos acessórios e irá despachá-los na primavera do hemisfério norte.

Segundo a reportagem, os novos AirPods custarão o mesmo que o modelo atual e estarão disponíveis no tradicional branco e em uma nova versão preta. Conforme rumores passados, eles devem vir com um novo acabamento fosco, de pegada melhor.

iPod touch

Kuo não tem grandes previsões sobre o suposto novo iPod touch, mas — dado o estado de quase morte da linha — o simples rumor da sua atualização já é uma ótima notícia por si só.

Segundo o analista, a Maçã lançará uma atualização do reprodutor de mídias com processador mais rápido ainda em 2019. É só isso que ele tem a dizer… mas já é o bastante, não é verdade?

iPads

Tá bom de rumor? Pois não acabou ainda: para finalizar, Kuo compartilhou suas previsões sobre os iPads. Segundo o analista, a Apple lançará em 2019 uma nova versão do iPad “padrão”, que saltará das atuais 9,7 para 10,2 polegadas por conta de uma diminuição das suas bordas.

Junto a ele, receberemos uma atualização do iPad mini; ambos os modelos terão um upgrade em seus processadores. O iPad Pro também deve receber novidades em 2019 — embora apenas pontuais, considerando que eles ainda são novidade dentro da linha da Maçã: possivelmente só um pequeno salto no processamento e um ou outro recurso menor. [MacMagazine]

VIA MACRUMORS1234APPLEINSIDERICLARIFIED

Luke Dubbelde Exclusively for Fashion Editorials with Sailor Brinkley Cook

Photography: Luke Dubbelde. Stylist: Aubree Smith. Hair: Max Pinnell. Makeup: Brooke Low. Model: Sailor Brinkley Cook.

Décor do dia: móveis escuros na sala branca

Composição ganha toques de madeira e verde claro
POR PAULA JACOB | FOTO LOTTA AGATON/DIVULGAÇÃO

Uma base neutra permite várias possibilidades de decoração. Esse apartamento na Suécia, decorado pela Lotta Agaton, teve sua estrutura antiga revitalizada com o branco, nas paredes e no teto. O piso de madeira cinza complementa esse mood neutro que recebe móveis escuros. O couro das poltronas contrapõe o tecido cinza escuro do sofá, decorado com almofadas azul marinho. A mesa lateral de madeira, o pequeno espelho vintage na parede e os objetos decorativos na mesa de centro dão um toque interessante para o resultado final. Elegante e acolhedor.

Roqueiros abordam lado tóxico da masculinidade

Com sua música, garotos dizem que não há problema em chorar
Jim Farber, The New York Times

A banda Idles aborda a “masculinidade tóxica” em seu mais recente álbum, “Joy as an Act of Resistance”. Foto: Ania Shrimpton

Há quase cinco meses, quando o cantor e compositor britânico Sam Fender, 22 anos, lançou “Dead Boys”, uma canção a respeito do suicídio de um amigo próximo, ele não imaginava que um tema tão sombrio ecoaria tão profundamente com o público. A canção, exorcizando o pesar dele numa torrente de cordas, batidas frenéticas e vocais assombrados, foi ouvida mais de 3,5 milhões de vezes no Spotify. Em dezembro, ele foi premiado com o Critics’ Choice 2019 Brit Award (o equivalente britânico ao Grammy).

Enquanto compunha a canção, Fender descobriu que 84 britânicos cometem suicídio toda semana; outro amigo se matou depois que ele gravou a música. Fender atribui a responsabilidade por essas mortes, em parte, a “um mundo no qual os homens têm a sensação de não poderem falar a respeito dos seus problemas, independentemente do quanto possam ser difíceis”, disse ele. “Comecei a questionar todas as concepções arcaicas a respeito de como um homem deve ser.” Nos meses mais recentes, um número de roqueiros e rappers lançaram músicas que contrariam as concepções mais sufocantes do significado da masculinidade.

O novo álbum da banda brutalista britânica Idles, “Joy as an Act of Resistance”, usa a masculinidade tóxica como tema recorrente. A obra ficou entre os 5 maiores sucessos na Grã-Bretanha. O Guardian o classificou na 6ª posição da sua lista de 50 melhores álbuns de 2018. A banda As It Is, de Brighton, Inglaterra, faz o estilo neo-emo e lançou um single em junho do ano passado, “The Stigma (Boys Don’t Cry)”, atacando as restrições da masculinidade.

Esses homens, que se identificam todos como heterossexuais, dizem que suas composições são resultado do movimento #MeToo e dos debates em torno da identidade de gênero. “Todas as normas que vemos ao nosso redor nada têm de normais”, disse Joe Talbot, 33 anos, vocalista dos Idles. “É tudo uma grande mentira.”

Em 2017, a mulher dele deu à luz uma bebê natimorta. “Foi a experiência mais traumática da minha vida”, disse ele. “Mas eu me mantive afastado das minhas emoções. Pensei que fosse estoicismo, mas não passava de ignorância.” Foram necessários meses de terapia e a leitura do livro de Grayson Perry, “The Descent of Man”, lançado em 2016, antes que Talbot se dissesse capaz de “estabelecer um elo com os outros e se sentir menos solitário”.

O rapper e ator britânico Jordan Stephens, 26 anos, passou por uma jornada parecida após o término abrupto de um relacionamento. “Nunca tinha experimentado uma perda de controle como aquela”, disse Stephens. “Eu me vi chorando por causa de assuntos que nada tinham a ver com o término, coisas que mantive trancafiadas por anos, como a morte da minha avó.”

A experiência o levou a escrever um ensaio publicado em outubro no Guardian intitulado “A masculinidade tóxica está por toda parte; cabe a nós, homens, mudar isso”. O fato de a música ter se tornado o veículo usado por esses homens para explorar tais temas tem bons antecedentes. Astros transgressivos dos anos 1960, como Mick Jagger, e roqueiros da era glam dos anos 1970, como David Bowie, usaram a androginia para lutar contra as limitações de gênero.

Nos anos 1980, por meio do estilo musical hardcore, apresentações e palestras de confronto e um personagem machão, Henry Rollins, hoje com 57 anos, usou a virilidade para atacar a própria virilidade. Ele enxerga uma mudança significativa entre os músicos de hoje e os daquela época. “A carga de testosterona da cena musical é muito menor”, disse ele.

Ainda assim, os roqueiros temem ser vistos como empreendendo uma tentativa de roubar os holofotes no debate das questões enfrentadas e denunciadas pelas mulheres. “Não quero de maneira nenhuma diminuir a luta dos demais quando falo dos dramas vividos por um homem heterossexual”, disse Patty Walters, 27 anos, vocalista do As It Is. “Dito isso”, completou ele, “a masculinidade tóxica é real”.


Pequenas marcas miram público plus size com lingerie sob medida

Ateliês se aproveitam de lacuna no mercado, mas preço alto e mão de obra escassa são desafios
Fernanda Reis

Ingrid Bento no ateliê de sua marca, Boutique do Sutiã, em Santo André, na Grande São Paulo – Zanone Fraissat/Folhapress

Às vésperas de seu desfile de lingeries em 2018, a Victoria’s Secret disse não ter planos de diversificar seu plantel de modelos com mulheres plus size. Mas, enquanto grandes grifes têm poucas peças acima do número 50, pequenas empresas apostam nesse público e crescem fazendo sutiãs sob medida, em uma gama maior de tamanhos.

Com estoques menores e contato direto com as clientes, essas marcas conseguem adaptar mais rapidamente seu produto para atender as demandas de consumidoras, que cada vez mais querem personalização e conforto.

Criada há cinco anos em Porto Alegre, a Boobtique nasceu de uma necessidade de sua dona, Priscilla Martinez. Quando conheceu o marido, foi a três shoppings na cidade em busca de um sutiã bonito.
“Não ia nem olhar o preço, queria só que servisse”, conta. “Do meu tamanho, não tinha em nenhuma loja. Chorei, chorei, chorei.”

Então, pediu à mãe, costureira, que fizesse um sob medida para ela. Uma cliente ouviu a conversa e resolveu ajudar: comprou o material e mandou fazer dois sutiãs, um para ela e outro para Priscilla. “Usei aquele sutiã um ano inteiro. Tirava do corpo, lavava, secava e colocava de novo.”

Na Boobtique, todos os modelos são feitos sob demanda: a cliente vai ao ateliê, tira as medidas, escolhe um modelo e volta de cinco a sete dias depois para fazer uma prova, sem acabamentos. Se tudo der certo, o sutiã é costurado e entregue em três dias. 

Também é possível tirar as próprias medidas em casa e encomendar pela internet, mas nesse caso não há prova.

O processo é parecido com o de Patricia Galves, que lançou a Pati Galves em 2016, em São Paulo. Sem loja física, ela conversa com as clientes por mensagem para discutir modelos, alterações. Cada sutiã tem um tempo de confecção diferente e, a partir dele, os custos são determinados.

Como marcas pequenas compram matéria-prima em menor quantidade e demoram mais tempo para produzir uma peça, o preço é inevitavelmente mais caro do que o de lojas grandes.

“Você tem que convencer a cliente, porque a lingerie às vezes é o dobro ou triplo do preço de uma fast fashion”, diz Ingrid Bento, dona da Boutique do Sutiã, em Santo André.

Para ela, a competição de preços com a concorrência é a principal dificuldade enfrentada por profissionais na área. “A pessoa tem que entender que é um produto diferenciado, que ela não vai achar em outro lugar, então tem valor.”

A Boutique do Sutiã trabalha com sutiãs prontos, em tamanhos do 40 a acima de 60, com diferentes combinações de tamanho de seio e costas. 

Há também produção personalizada no ateliê. A maioria das clientes chega a ela buscando sutiãs sob medida ou plus size na internet e cerca de metade prefere ir ao local e conversar, por ter dúvidas sobre o processo e o resultado final.

Nos Estados Unidos, as conversas sobre inclusão na moda estão mais avançadas. Enquanto a Victoria’s Secret tem tido uma queda nas vendas desde 2016, outras marcas ganham espaço investindo na diversidade de corpos. 

A Aerie, que teve crescimento de 32% no terceiro trimestre do ano passado, usa em suas propagandas modelos de diferentes tamanhos e afirma não retocar as imagens, investindo no marketing nas redes sociais.

No Brasil, a falta de propagandas com modelos maiores inspirou Bianca Reis a criar a For All Types, de Curitiba. Ela acompanhava discussões de mulheres plus size na internet e notou que elas não se viam nas campanhas. 

“Quando a loja tinha [lingerie] no tamanho, elas não tinham como saber porque a modelo era sempre magra”, diz. Antes mesmo de lançar seus produtos, em 2015, sua página já era seguida por mais de mil pessoas, vindas de comunidades nas redes.

Nos últimos anos, essas marcas brasileiras relatam expansão. Patricia Galves diz que desde a criação os números foram positivos e neste ano projeta crescer 50%.

Se, por um lado, os preços são maiores do que os de peças de redes, por outro, a disputa por vendas é, de certa forma, menor, diz Bianca. 

“Os tamanhos que eu atendo as grandes marcas não atendem. Eu não tenho tamanho máximo. Muitas das minhas clientes são negligenciadas no mercado, então não tem concorrência”, afirma.

Marilene Veiga, dona da escola de costura Couture.Lab, com unidades em São Paulo e Porto Alegre, conta que há muitos alunos se especializando em lingerie. 

As modelagens utilizadas no país ainda são dos anos 1960 e não levam em consideração o fato de que as brasileiras têm corpos muito diferentes. Assim, nem sempre é fácil encontrar uma lingerie que sirva no mercado. Para quem quer costurar, há, então, um bom mercado potencial.

O trabalho com lingeries tem ainda como vantagem a necessidade de pouco espaço e a possibilidade de trabalhar, enquanto a empresa não cresce, com máquinas domésticas. 

“Não exige um ateliê gigante e o produto tem um valor agregado enorme”, diz Marilene. “Cada vez mais as pessoas valorizam a peça de uso íntimo. Antes a gente comprava calcinha bege, mas hoje não: as pessoas querem cor, renda.”

Se a produção aumentar, aponta Ana Paula Alves, professora de modelagem no Senac-SP, é preciso investir em maquinário específico ou terceirizar a produção. É preciso, porém, encontrar oficinas que tenham costureiras especializadas, o que, segundo Ingrid, é uma das dificuldades na área.

Encontrar bons fornecedores também é fundamental, pois as lingeries maiores demandam aros, ganchos e bojos em tamanhos nem sempre fáceis de achar. “É preciso estudar a peça para encontrar alternativas de material para suprir necessidades que houver”, diz Ana Paula.