Ugbad Abdi: conheça a new face que está dominando a temporada

Com 11 desfiles em sua primeira temporada, a new face já estreia chamando atenção dos fashionistas e editores de moda.

Ugbad Abdi na passarela de verão 2019 alta-costura da Valentino (Foto: Imaxtree)

Ugbad Abdi tem apenas 18 anos, está em sua primeira temporada, mas já pode dizer que começou com o pé direito. Depois de estrear no já histórico desfile de verão 2019 alta-costura da Valentino em um longo marrom que viralizou na internet, anew face vem chamando atenção em todas as passarelas que risca: até agora já foram 11 – entre eles Burberry, Fendi e Marc Jacobs, que ela abriu com uma ampla capa de onça.

Nascida na Somália, Ugbad e sua família se mudaram para o Quêniafugindo da guerra civil que assolava o país. Depois de um tempo vivendo em um campo de refugiados, os Abdi se mudaram para Nova York quando Ugbad tinha apenas 9 anos. 

Nas passarelas, a modelo – que sempre desfila de turbante ou com os cabelos cobertos devido a sua religião – vem chamando atenção: Edward Enninful, editor-chefe da Vogue britânica, já está de olho nela, segundo o site da publicação. Alguém duvida de que estamos vendo apenas o começo de uma brilhante carreira?

Marc Jacobs (Foto: ImaxTree)
Anna Sui – inverno 2019 (Foto: Imaxtree)
Matty Bovan – inverno 2019 (Foto: Imaxtree)
Victoria Beckham (Foto: ImaxTree)
Moncler Genius x Pierpaolo Piccioli (Foto: Divulgação)
Moncler Genius x Simone Rocha (Foto: Divulgação)
Roberto Cavalli – inverno 2019/20 (Foto: Imaxtree)
Fendi (Foto: ImaxTree)
Max Mara (Foto: ImaxTree)
Burberry (Foto: ImaxTree)
Simone Rocha (Foto: ImaxTree)

Honey Birdette London Calling Campaign

Descubra a nova campanha de tirar o fôlego, sedutora e sexualmente carregada da marca de lingerie australiana Honey Birdette… Intitulada London Calling, a campanha é estrelada pela bombshell holandesa Dioni Tabbers e a modelo francesa Charlie Dupont, da campanha Indecent Manor, de Honey Birdette. Traçando sua jornada para reunir e reacender seu caso de amor na capital britânica.

Ex-manicure, modelo brasileira Kerolyn Soares desfila para a Prada

Do Mato Grosso do Sul, a modelo de 23 anos fez sua estreia internacional na passarela da marca italiana. Veja mais brasileiras que desfilaram em Milão

Kerolyn Soares (Foto: ImaxTree)

Guarde bem esse nome: Kerolyn Soares. Do Mato Grosso do sul, a modelo de 23 anos fez sua estreia internacional no desfile da Prada, na quinta-feira (21.02), na temporada de inverno 2019/20 da semana de moda de Milão. Ela cruzou a passarela ao lado de nomes como Gigi Hadid e Cara Delevingne – que, apesar de já ser estrela, também estava estreando num desfile da marca italiana. 

Karolyn, que trabalha como modelo desde maio de 2018 e é agenciada pela OXYgen Models, vou sua vida mudar de um dia para o outro. De família de origem humilde, ela vendeu o computador, em 2016, para bancar uma passagem para São Paulo e tentar a carreira de modelo. Porém, sem dinheiro para se sustentar, ela voltou para sua cidade, Naviraí, e trabalhou dois anos como manicure para ajudar a família. Eis que, no ano passado, uma agência entrou em contato e, enfim, seu sonho se tornou realidade. 

Ela não foi a única brasileira estreante. Mariana Barcellos, de 16 anos, nascida em Vitória, no  Espírito Santo, também teve a oportunidade de exibir looks da Prada. Esta é a primeira temporada de moda na vida de Mariana, que até então nunca tinha desfilado para uma marca nacional, nem internacional. Ana Barbosa, mineira de 19 anos, foi mais uma modelo que riscou a passarela da grife italiana, com exclusividade. 

Wanessa Bicalho, de 20 anos, já participou de 3 temporas de moda internacionais, mas desfilou pela primeira vez para Armani nesta edição. “Quando eu comecei a modelar, com 15 anos, nunca imaginei que eu desfilaria para a Armani em Milão. Eu saí de Francisco Morato, em São Paulo… Nunca pensei que poderia acontecer um dia, então foi mágico”, comenteou para a Vogue após a apresentação neste sábado (23.02). “Estou extremamente feliz!”

Além delas, mais uma brasileira representou muito bem o país na Itália: Linda Helena, também do Mato Grosso do Sul, desfiou para a Moschino, acumulando mais uma desfile para o seu currículo extenso. A modelo já cruzou a passarela de grandes nomes como Chanel, Saint Laurent, Hermès, Versace, entre outras. Brazilian power! 

Ana Barbosa (Foto: Divulgação)
Ana Barbosa e Karolyn Soares (Foto: ImaxTree)
Mariana Barcellos (Foto: Reprodução/ NowFashion)
Wanessa Bicalho (Foto: Divulgação)
Wanessa Bicalho (Foto: Divulgação)
Linda Helena (Foto: Reprodução/ Instagram)

Como na arquitetura

Designers apresentam seus móveis, que passam por um período de adaptação antes de serem produzidos e lançados
Marcelo Lima – O Estado De S.Paulo

A estante Dots. Foto: Fran Parente

Arquitetos de formação, os integrantes do F. Studio admitem dispensar ao desenho de mobiliário o mesmo rigor dedicado a seus projetos de arquitetura. Só que em escala menor. Sistemas estruturais, relações espaciais e permeabilidade visual são questões por eles abordadas, indistintamente, em todos as suas criações. “Cidade, edificação e mobiliário estão sempre interligados: mantendo as proporções, invertendo as escalas e adaptando os usos”, conforme afirma Fernando Fernandes, sócio do estúdio, desde de 2013, ao lado de Flavia Araujo e Felipe Vargas. “Nossa proposta é oferecer um design contemporâneo e acessível, adaptável aos mais diversos contextos. E para nós, isso significa olhar para frente, mas também para trás”, resume Flavia que, junto a seus colegas, apresenta as criações da marca aos leitores do Casa.

Do ponto de vista funcional, a quem se destina um móvel do F. Studio?
Flavia Araujo: Ao longo da nossa trajetória, percebemos que atingimos um público que busca um desenho atemporal, autoral, mas com personalidade. Ainda acrescentaria que, do ponto de vista técnico, nosso móvel também chama a atenção das pessoas por ser facilmente desparafusado, o que facilita o transporte. Por fim, acredito que o sistema de encaixe das madeiras nos ferros, que reforça a leveza das peças, acaba sendo outro atrativo.

Os materiais parecem ter fundamental importância na configuração de cada projeto. Como eles são escolhidos?
Fernando Fernandes: Sem dúvida. Observamos, sobretudo, a interação entre eles. O ferro sempre é utilizado como elemento estrutural, enquanto os demais, como a madeira, o vidro, o couro e o concreto, determinando superfícies e volumes. Recentemente, começamos também a garimpar madeiras de demolição no interior de Minas Gerais. Com ela temos desenvolvido peças mais leves, um pouco distante da ideia que normalmente se tem de um ‘móvel de demolição’.

Vocês possuem uma forma muito particular de, digamos, “observar” os móveis em ação, antes de encaminhá-los para a produção e para o mercado. Como isso se dá? 
Felipe Vargas: É verdade. Como nossa fabricação é própria, conseguimos ter acesso e controle total dos processos de produção. Além disso, dispomos de uma ‘casa-ateliê’, onde todas nossas peças são usadas no dia a dia, para que possamos aperfeiçoá-las ao máximo. Só a partir desse momento, consideramos que o móvel está pronto para ser produzido e comercializado. Mas isso não é tudo. Observá-los em todos os seus detalhes, também ajuda na concepção dos próximos produtos.

O banco Grid, outra criação do F. Studio Foto: Fran Parente
Os integrantes do F. Studio, a partir da esquerda: Fernando Fernandes, Flavia Araujo e Felipe Vargas. Foto: Fran Parente

Gillian Chionh Exclusively for Fashion Editorials with Dana Whitehead

Photographer: Gillian Chionh. Stylist & Producer: Liz Mitchell. Hair & Makeup: Kinga Markovic. Stylist Assistant: Jack Taylor. Model: Dana at Vivien’s Model Management.

Capitã Marvel deveria liderar equipe de heroínas da Marvel, diz Brie Larson

Atriz voltou a falar sobre projeto só com mulheres

Brie Larson como Capitã Marvel

Em entrevista ao Comic BookBrie Larson voltou a falar sobre um possível filme unindo as heroínas da Marvel. Segundo ela, a Capitã Marvel deveria ser a líder do grupo:

“Quero dizer, sinto que elas devem me eleger. Conversamos sobre isso, sobre como seria o nosso sistema democrático, e quem seria a líder – ou se deveria existir uma líder. Talvez todas possamos coexistir felizes e não precisamos ter uma líder específica. Mas se elas me nomeassem para isso, claro que eu gostaria”. Em agosto de 2018, Evangeline Lilly, que faz o papel da Vespa, também afirmou que Carol Danvers seria uma boa líder.

As conversas sobre um filme da Marvel apenas com heroínas existem desde 2017, quando Tessa Thompson disse que a conversa foi levada até Kevin Feige – saiba mais. De lá para cá não foram anunciadas muitas novidades e o projeto ainda não oficializado pelo estúdio.

Capitã Marvel chega aos cinemas em 7 de março. [Camila Sousa]

Mix industrial e moderno trazem personalidade à produtora musical

As arquitetas Adriana Oliveira e Rafaella Lanfranchi imprimem um clima descontraído à área administrativa desta produtora em Maringá
FOTOS RAPHAEL BRIEST

Na recepção, duas poltronas Daff e outras duas Linna, todas design Jader Almeida, na Márcia Silveira Ambientações 

Nesta produtora musical em Maringá, PR, a área administrativa pedia ares mais descontraídos para receber artistas como Bruno & Barretto, Conrado & Aleksandro, Julia & Rafaela e Vinicius Lobo.

Cadeiras e mesa Márcia Silveira Ambientações, com painel de madeira Incomóveis Ambientes Planejados

Ao entrarem em cena, Adriana Oliveira e Rafaella Lanfranchi, do Studio AR8, elaboraram um mix que une os estilos industrial e moderno para dar personalidade ao espaço de 223 m². “Parte dos elementos da construção ficam expostos, o que valoriza os ambientes”, explicam.

No lavabo, bancada Metalúrgica Continental e persiana Studio Roberta Matsunaga/Unilux

Em meio a tais escolhas, o tom de azul entrou pelas propriedades calmantes de corpo e mente, segundo as arquitetas. “Ele também transmite lealdade e confiança, valores que a empresa gosta de expressar aos artistas e clientes.” São estas sensações, aliás, que interessam nos projetos que Adriana e Rafaella assinam.

Adriana Oliveira e Rafaela Lanfranchi 2019 (Foto: Raphael Briest)
Em primeiro plano, poltrona Daff, design Jader Almeida, na Márcia Silveira Ambientações, e, ao fundo, banquetas Iron Márcia Silveira Ambientações e marcenaria Incomóveis Ambientes Planejados

“O importante é entender a história de vida das pessoas que vão ocupar esses espaços. É criar um lugar que estimule os sentidos de bem-estar constante, para que elas se sintam felizes, criativas e estimuladas a executar qualquer tarefa.”

Hamra / Collectif Encore

ArchDaily – Traduzido por Vinicius Libardoni

© Michel Bonvin

Arquitetos: Collectif Encore
Localização: Suécia
Arquiteta responsável: Anna Chavepayre
Construtor: Allan Wahlby
Cliente: Birgitta & Staffan Burling
Área: 130.0 m2
Ano do projeto: 2017
Fotografias: Michel Bonvin

Descrição enviada pela equipe de projeto. Como um dos quatro projetos selecionados para o Prêmio Kasper Salin de 2018, a Casa Hamra foi desenvolvida pelo Collectif Encore, um escritório francês coordenado pela arquiteta Anna Chavepayre. Organizado pela Swedish Architect’s Association, o Kasper Salin é considerado um dos mais importantes prêmios de arquitetura na Suécia. Esta é a primeira vez que um projeto de escala tão modesta fica entre os quatro finalistas do prêmio desde 1962.

Para o júri, “a Casa Studio Hamra possui uma expressão muito incomum e pessoal. Sua arquitetura é caracterizada por uma enorme diversidade de qualidades espaciais internas e externas. Diferentes fachadas podem ser abertas ou fechadas para que a casa possa ser acessada ou ampliada em diferentes orientações. Este anseio do projeto por múltiplas conexões e cenários específicos cria um conjunto de relações espaciais únicas, o que favorece uma enorme flexibilidade de usos que vai dos mais íntimos e individuais aos mais públicos e coletivos.

A fachada foi acabada de acordo com as estritas normas locais e o interior também possui o mesmo acabamento, os mesmos materiais e as mesmas cores. Em contraste com esta materialidade única, um volume de madeira foi concebido de forma a criar distintas relações visuais e funcionais entre os diferentes pavimentos dentro do edifício. Os detalhes foram concebidos com esmero e executados com perfeição. A dimensão tátil dos seus espaços é inspiradora, resultado de uma colaboração ativa entre arquitetos, construtores e clientes.”

O veredicto final do Prêmio Kasper Salin será entregue no próximo dia 19 de março, em Estocolmo, durante a cerimônia a ser realizada no Stockholm Concert Hall. O projeto foi condecorado anteriormente com o Grande Prêmio do Design Sueco, concedido em 2018 pela Sociedade Sueca de Artesanato e Design (Svensk Form).

O escritório

O Collectif Encore é um escritório de arquitetura e paisagismo voltado à projetos bastante simples e voltados para pessoas comuns. A filosofia do studio ficou mais conhecida durante a recentemente conferência realizada na Escola de Arquitetura de Versailles por Anna Chavepayre. A arquiteta afirma que “em uma era governada pela imagem, onde somente o que é simplificado e binário se torna visível, valorizamos a complexidade, as interações e conexões sociais, as transformações e modularidade.

Concebemos e desenvolvemos projetos que, acima de tudo, consideram as reais necessidades de seus usuários, mas também a riqueza e a diversidade que eles nos trazem (humana, ambiental, patrimonial, etc.) e o valor de tudo que é preexistente em seu contexto. Este conjunto de especificidades é aquilo que faz de cada projeto, único. A partir disso, desenvolvemos um trabalho cuidadoso e metódico nos permite encontrar as soluções mais inovadoras e adaptadas para cada caso específico. 

Nossa maior ambição é que a vida das pessoas seja mais importante que a própria arquitetura, que nossos projetos se tornem vivos e dinâmicos na vida das pessoas e não sejam apenas imagens que nos satisfazem, que eles se tornem mais interessantes a cada dia e ainda mais daqui a 10 anos!”

A arquiteta

Anna Chavepayre é uma arquiteta sueco-francesa preocupada em desenvolver uma arquitetura que reivindica o espaço como uma condição prévia para a liberdade do ser humano e que promova a diversidade, a evolução e inovação no campo expandido da arquitetura. Seus esforços em defesa de uma arquitetura resiliente se tornaram conhecidos através de suas participações regulares em várias conferências sobre inovação e pensamento prospectivo sobre projetos de habitação, assim como através de seu sólido histórico de ensino em algumas das principais universidades ao redor do mundo. Ela também já trabalhou em parceria com importantes figuras do mundo da arquitetura como Jean Nouvel (Paris) e Rem Koolhaas (OMA – Holanda).