Lady Gaga aposta em beleza clássica para o tapete vermelho do Oscar

Com coque colmeia e delineado prateado, a indicada ao premio de Melhor Atriz combinou make sóbria com o look preto McQueen

Oscar 2019 (Foto: Getty Images)

Uma das personagens mais esperadas da noite, Lady Gaga apareceu com produção reinventada da clássica Bonequinha de Luxo. A indicada – e favorita – ao prêmio de Melhor Atriz pelo filme Nasce Uma Estrela, cruzou o tapete vermelho com vestido preto de Alexander McQueen e beleza clássica. 

Nos cabelos, superplatinados, o hair stylist Frederic Aspiras construiu uma espécie de coque colmeia, prendendo os fios em faixas no topo da cabeça. Já no make, Sarah Tanno criou visual clássico combinando pele iluminada, sobrancelha bem delineada e delineador prateado. 

Oscar 2019 (Foto: FilmMagic)
Oscar 2019 (Foto: WireImage)

Troféu elegância: Glenn Close desfila vestido dourado no tapete vermelho do Oscar

A indicada ao Prêmio de Melhor Atriz em A Esposa desfilou no red carpet com vestido custom-made de Carolina Herrera by Wes Gordon

Glenn Close para o tapete vermelho do Oscar com vestido Carolina Herrera por Wes Gordon  (Foto: Getty Images)

Los Angeles recebe hoje a 91º Premiação do Oscar, e entre as celebridades e artistas que cruzam o tapete vermelho, Glenn Close concentrou os holofotes com vestido dourado personalizado criado pela Carolina Herrera by Wes Gordon. “Trabalhar com @glennclose nas últimas semanas foi a experiência mais incrível. Ela é brilhante em todos os sentidos da palavra. Com filmes como Fatal Attraction, The Big Chill, Dangerous Liaisons, 101 Dálmatas e agora The Wife, ela entretém e inspira o mundo há quase cinquenta anos. Parabéns pela sua indicação muito bem merecida hoje à noite, Glenn. Estou muito orgulhosa por ter trabalhado com você para criar este momento especial”, declarou o estilista em sua conta do Instagram.

Glenn Close com vestido custom-made de Carolina Herrera por Wes Gordon (Foto: Getty Images)

É a sétima indicação da atriz ao prêmio de Melhor Atriz, neste ano, com a produção A Esposa, do ator sueco Bjön Runge. Glenn é uma das favoritas a estatueta, disputada com Lady gaga por seu papel em nasce Uma Estrela. O vestido ainda ganhou charme extra com brinco em forma de cascata de diamantes da Cartier. Chique!

Glenn Close e Wes Gordon durante uma das provas do vestido custom-made da atriz para o Oscar (Foto: Reprodução Instagram @wesgordon )

Beleza no Oscar: acessórios de cabelo dominam as produções no red carpet

Tiaras e fivelas de todas as cores e shapes estão de volta com tudo, confira quais celebridades apostaram na tendência de beleza

Letitia Wright (Foto: Reprodução)

Não é só nas passarelas que os acessórios de cabelo, como fivelas e tiaras, tem feito sucesso. Muitas celebridades, modelos e artistas tem investido nas tendência de beleza para desfilar nos red carpets dessa temporada de premiações.

Neste domingo (24) no Oscar não foi diferente. A apresentadora do E!, Giuliana Rancic abriu o tapete vermelho com uma tiara preta discreta e a atriz Elsie Fisher apareceu com os fios retos e franja presa com um presilha brilhante. Confira outras produções bacanas para se inspirar.

Gemma Chan (Foto: Getty Images)
Giuliana Rancic de tiara preta (Foto: Getty Images)
Elsie Fisher (Foto: Getty Images)
Danai Gurira (Foto: Getty Images)

Lady Gaga chega deslumbrante ao Oscar 2019

Indicada ao prêmio de Melhor Atriz e Canção Original pelo filme “Nasce Uma estrela”, Lady Gaga elegeu um vestido assinado por Alexander McQueen para a premiação que acontece na noite deste domingo (24.02)

Lady Gaga (Foto: FilmMagic)

O Oscar 2019 acontece na noite deste domingo (24.02), em Los Angeles, e uma das grandes estrelas da noite é Lady Gaga. Indicada em duas categorias pelo papel no filme “Nasce Uma estrela” – de Melhor Atriz pelo papel de Aly e Canção Original por Shallow – Gaga cruzou o red carpet deslumbrante a bordo de um vestido preto assinado por Alexander McQueen que marcou sua silhueta. Para completar, luvas pretas e joias poderosas da Tiffany&Co – avaliadas em nada mais, nada menos que 50 milhões de dólares. Uau!

A produção completa é uma homenagem à Holly Golighty, interpretada por Audrey Hepburn no filme Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo, em português). O colar, um Diamante de 128 quilates e 82 facetas, inclusive já foi usado por Audrey.

Lady Gaga e Audrey Hepburn no filme Breakfast at Tiffany’s (Foto: Getty Images e Reprodução)
Lady Gaga (Foto: Getty Images)
Lady Gaga (Foto: Getty Images)
Lady Gaga (Foto: Getty Images)

Indya Moore – Vogue Spain March 2019 By Paola Kudacki

Lights, Camera, ‘Pose’   —   Vogue Spain March 2019   —   www.vogue.es
Photography: Paola Kudacki Model: Indya Moore Styling: Juan Cebrian Hair: Lacy Redway Make-Up: Ralph Siciliano Manicure: Casey Herman

Menos sexy, Milão interpreta conservadorismo com passarela opaca

Cartela de cores fez par com versões de uma alfaiataria que remete à dos anos 1930 e 1940
Pedro Diniz

Desfile da Dolce & Gabbana na semana de moda de Milão – Marco Bertorello/AFP

MILÃO –Imersa numa escalada conservadora semelhante à brasileira desde a ascensão ao poder do partido Liga e de seu líder, o ministro Matteo Salvini, a Itália está menos sexy.

Já era esperada uma passarela fria nesta semana de moda de Milão, que acabou no domingo (24), afinal, é a edição inverno 2020 do circuito europeu de desfiles. Mas não que a temporada se resumisse a lã, seda e cashmere cortados em tom militarista.

Passeando pelos verdes musgo, oliva e lavado, pelos tons terrosos e pelo luto do preto, as grifes italianas cobriram a pele com casacos pesados de perfil utilitário, desses cheios de bolsos e zíperes para guardar tralhas colhidas durante o dia.

A cartela de cores opaca fez par com versões de uma alfaiataria que remete à dos anos 1930 e 1940, volumosa, cinza e combinada a acessórios igualmente grosseiros, brutos, e ainda assim belos, como os cintos e as bolsas da Bottega Veneta nas quais se via esculturas similares a balas.

Ponto em comum a quase todas as coleções, a palavra liberdade foi usada quase como uma sacada de ironia no momento de ebulição social no qual vozes divergentes não chegam a um consenso. Esse contraste era exposto com um jogo inteligente de pesos.

Na Salvatore Ferragamo, uma das mais importantes do segmento coureiro da Itália, as roupas libertavam o movimento, com fendas abertas na barra dos casacos e nas peças com cintura ajustável.

As formas rígidas da alfaiataria contrastavam com a base de couro das peças, tingidas com as cores terrosas desta estação e construídas com um patchwork de texturas. Novo diretor criativo da grife, o britânico Paul Andrew implementou o xadrez escocês ao portfólio clássico da marca reconhecida pelos acessórios arquitetônicos.

Tudo parece extremamente leve, uma sensação de fluidez proporcionada pelo uso da seda tingida com estampas coloridas que formam saias envelopadas e camisas, mas também vem coberto por abrigos pesados de cores sóbrias.

Esse apelo para as linhas geométricas também conduziu o inverno de Giorgio Armani, instituição da moda italiana que nesta temporada reduziu seu desfile a uma série de looks de corte assimétrico em preto e tons de marinho.

As famosas jaquetas na altura da cintura, popularizadas por ele, apareceram texturizadas, com detalhes metalizados e com o brilho do veludo molhado. Golas do tipo das usadas em quimonos, babados e calças de montaria conferiram um glamour etéreo à coleção matemática de Armani, um estilo conservador na forma, mas de conteúdo luxuoso.

Embora as roupas dessa temporada milanesa transmitam a ideia de reedição de décadas passadas, há um verniz novidadeiro na forma com a qual os looks são apresentados na passarela.

A Tod’s mostrou um styling bem conduzido ao arrematar seus conjuntos, opulentos e muitas vezes cortados como armaduras, com duplas de bolsas de diferentes tamanhos.

Também havia pequenas frasqueiras combinadas a microbolsas, modelos a tiracolo com acessórios de mão —ideias modernas em meio ao rigor estético da coleção.

Nenhuma marca, porém, embalou os contrastes de uma época de extremos como a Gucci. Muitas vezes difícil de assimilar dada a confusão de referências que um único look pode apresentar, a marca segue apostando no périplo do estilista Alessandro Michele em traduzir o comportamento da juventude em dias belicosos.

Os acessórios brutos, usados como armas, traduzem o tom armamentista das relações políticas e, ao mesmo tempo, denotam o espírito de proteção visto desde as passarelas de Londres.

Michele construiu looks com grossas camadas de tapeçaria, couro, patchworks, seda e cashmere para criar personagens surdos, mudos ou cegos de um olho —efeitos possibilitados pelos acessórios dourados que cobriam orelhas, bocas e olhos.

Suas roupas emulam as máscaras que cada um constrói para repelir o outro e estabelecer uma visão de mundo particular e individualista, sem escutar ou ver o que está na frente.

A julgar pelos desfiles desta temporada de inverno 2020, o futuro nas vitrines será um conto tão sombrio quanto o roteiro de romance tóxico criado pela Prada em seu desfile.

Serão prateleiras preenchidas por tons aguados, roupas pesadas e quase nenhuma fresta de pele aparente para tocar. É como se, agora, toda nudez pudesse ser mal interpretada.

A moda está cada vez mais colaborativa e comunitária graças às novas gerações

Como a atual geração de designers americanos está criando comunidades de incentivo, inspiração e solidariedade
LYNN YAEGER

No centro, Kerby Jean-Raymond, da Pyer Moss, com seu casting composto por modelos, atores e amigos, além de seu pai, Jean-Claude (de boné), e Dapper Dan (na extrema direita), no Weeksville Heritage Center, no Brooklyn, em Nova York (Foto: Stephen Shore)

Estava escuro. Uma chuva sombria caía enquanto o coro gospel se alinhava em frente a uma fileira de cabanas – relíquias de uma das primeiras comunidades negras livres do século 19 em Weeksville, no Brooklyn –, e Kerby Jean-Raymond, o designer da grife Pyer Moss, apresentava sua coleção do verão 2019. As roupas vistas numa passarela improvisada no museu Weeksville Heritage Center eram a representação literal de laços que se unem: Jean-Raymond, o vencedor do CFDA/VogueFashion Fund Award em 2018 (prêmio concedido aos mais brilhantes e promissores estilistas americanos), encomendou retratos do artista Derrick Adams que foram literalmente tecidos nas roupas – um jovem negro deu vida a uma camiseta branca, um pai e uma criança brilharam no vestido todo bordado. A noite foi uma homenagem a toda comunidade – não apenas aos amigos e familiares na plateia e na passarela, mas também a um parentesco ancestral. “Quero escrever uma nova narrativa”, explica Jean-Raymond.

O desfile da Pyer Moss foi poderoso e tocante e deu também um exemplo impressionante de como o mundo da moda está despertando (nunca é tarde demais…) para a necessidade e a alegria de compartilhar valores e propósitos. Uma solidariedade feroz define essa nova geração de jovens estilistas americanos, que contraria de maneira radical o estereótipo de uma indústria maliciosa e hipercompetitiva. Talvez o clima político tenha ajudado a transformar esse sentimento em resistência ou talvez seja apenas a nova maneira de fazer negócios – vender diretamente ao consumidor significa que os designers não precisam mais se digladiar por um espacinho nas grandes lojas. Também pode ser consequência da globalização… E por que não comemorar essa inclusão tão verdadeira nas passarelas, no Instagram e nas campanhas publicitárias?

Gabriela Hearst, sentada ao lado de seus três filhos Jack, Mia e Olivia, no Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova York (Foto: Stephen Shore)

Esse abraçaço na inclusão, na definição mais ampla do que significa uma comunidade, estava por toda parte na última temporada de desfiles em Nova York, em setembro passado. Na Gypsy Sport, o estilista Rio Uribe (ganhador do prêmio CFDA/Vogue Fashion Fund em 2015) contou com a amiga Domonique Echeverria, uma curandeira espiritual de Los Angeles, para abrir seu desfile com um momento de silêncio, meditação e cântico. E, se o público vibrava com a entrada de Lourdes Leon, filha de Madonna, na passarela, Uribe não esboçava nenhuma empolgação no backstage – afinal de contas, Lourdes é apenas mais um membro de sua trupe. Na apresentação de Brandon Maxwell, o designer, que é tão entusiasmado com o estilo retrô quanto obcecado pelo tema pós-moderno da diversidade, fez sua entrada final de braços dados com a avó, de 81 anos.

Felizmente, os dias em que estilistas mantinham suas ideias sob sigilo absoluto foram substituídos por um fresquíssimo espírito colaborativo. Essas novas fraternidades – e sororidades – são compostas por outros jovens designers. “Compartilhamos informações, estagiários, modelos, eletricidade, tudo!”, conta o vencedor do CFDA/ Vogue Fashion Fund em 2017, Telfar Clemens, cuja tribo é praticamente como um coletivo. Já Jean-Raymond explica que os outros designers negros de quem é próximo funcionam como um grupo de apoio de extrema necessidade. “Conseguimos nos ajudar, compartilhar experiências”, diz ele. “Por muito tempo tivemos que criar nosso próprio universo paralelo.”

Brandon Maxwell (no centro, de suéter preto), rodeado por suas amigas modelos, com sua mãe, Pam Woolley (à esquerda, de vestido preto ao lado de Jessy Price, noivo de Maxwell), e sua avó Louise Johns (de terno vermelho), em Nova York (Foto: Stephen Shore)

Às vezes, um designer veterano também pode ser um irmão postiço. É o caso de Stuart Vevers, da Coach, que tanto encorajou Gabriela Hearst, criadora de looks maduros e refinados. Hearst cresceu no Uruguai, tornou-se cidadã dos Estados Unidos, em 2016, e tem um profundo amor por sua nova família americana. “Agora temos a responsabilidade de fazer muito mais: somos os embaixadores do verdadeiro espírito americano. Este é um país fundado por imigrantes.”

Maxwell completa. “É maior que política. O ódio descarado que estamos sentindo e vendo é tão aterrorizante quanto desolador. Você quer se apegar a alguém e não soltar a sua mão. O sonho americano é sobre tratar as pessoas gentilmente. Então, vou usar minha pequena plataforma para dizer: todos podem entrar e estar na moda.”

Edição de Moda: Alex Harrington
Set Design: Andy Harman,
Diretora de Movimento: Celia Rawlson Hall
Produção: Prodn Art + Commerce Ben Pogue

Mad Men | January Jones e Kiernan Shipka fazem reencontro da série

Atrizes foram mãe e filha na série sobre publicitários

January Jones e Kiernan Shipka protagonizaram um reencontro de Mad Men. As atrizes, que interpretaram mãe (Betty) e filha (Sally) no seriado, se encontraram durante filmagens da Netflix.

“As Drapers estão em Toronto filmando coisas da Netflix. Kiernan Shipka faz Let it Snow e January Jones faz Spinning Out”, escreveu o perfil americano do streaming.

Originalmente exibida entre 2007 e 2015, Mad Men teve 92 episódios divididos entre sete temporadas. No Brasil o seriado foi transmitido com o subtítulo Inventando Verdades pelo canal pago HBO e pela TV Cultura em rede aberta.

Shipka protagoniza atualmente O Mundo Sombrio de Sabrina, também na Netflix, e Jones esteve recentemente em The Last Man on Earth. [Camila Sousa]

‘Vinte minutos só para entrar no vestido’, diz Penélope Cruz sobre preparação para o Oscar

Atriz começou a se interessar por beleza e moda por causa da mãe, uma cabeleireira

Penélope Cruz em fotos da Lancôme Foto: Nico Bustos / Divulgação

Beleza para Penélope Cruz é assunto desde pequena, quando via sua mãe trabalhar num salão de beleza em Alcobendas, na Espanha.

“Muitas mulheres atendidas por ela eram superocupadas com os filhos e tentavam lidar com os problemas do dia a dia. As clientes saíam de lá se sentindo muito melhor consigo mesmas e com mais autoestima. Não há nada de superficial ou trivial nisso”, disse a atriz, de 44 anos, casada com Javier Bardem e mãe de Leonardo, de 8 anos, e Luna, de 5.

Há nove anos, quando assinou contrato com a Lancôme, que agora a coloca como rosto da linha de batons Drama Matte, o tema ficou ainda mais forte em sua vida. Mas sem neurose ou cobranças, garante a estrela.

“Nunca costumo passar mais de duas horas me preparando, exceto para grandes eventos, como o Festival de Cannes ou o Oscar, quando preciso de 20 minutos só para entrar no vestido”.

Estrela de várias premiações no início deste ano por seu papel como Donatella Versace na série “American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace”, Penélope conta que um dos grandes trunfos da personagem era a make bem elaborada.

“Interpretar Donatella realmente exigiu uma maquiagem excelente para ajudar na transformação física. Além das perucas e de uma pequena prótese que coloquei sob o lábio, o resto da metamorfose física da personagem veio puramente da arte da maquiagem. Foi realmente muito bem desenhada e executada”, diz ela.

Penélope Cruz como Donatella Versace Foto: Divulgação

O fato de estar sempre com muitos produtos no rosto na hora do trabalho faz com que a espanhola tenha hábitos de cuidados bastante regrados.

“Minha rotina é lavar bem a pele antes de ir dormir e novamente quando me levanto. Também faço uma miniesfoliação uma vez por semana. E mesmo que não esteja usando maquiagem, sempre uso hidratante. Se não estou trabalhando, passo um pouco de máscara para os cílios, um pouco de blush e um pouco de batom”.

‘Todos já sabem’

No dia 21 de fevereiro, estreiou no Brasil a mais recente parceria em cena de Penélope como marido, Javier Bardem: o longa “Todos já sabem”, dirigido pelo iraniano Asghar Farhadi, que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2018.

No filme, ela interpreta Laura, uma mãe de dois filhos que retorna a sua terra natal, perto de Madri, para o casamento da irmã.

Penélope Cruz no Globo de Ouro 2019 Foto: NBCU Photo Bank via Getty Images

“Com exceção da primeira parte do filme, minha personagem está constantemente em um estado de absoluto desengano. É ao mesmo tempo complicado e difícil de interpretar! E, no entanto, gostei muito do papel porque tive muito apoio dos meus colegas e Asghar Farhadi é um grande diretor. Mas vou ser sincera: no final eu estava ansiosa para a filmagem acabar”, conta.

No cinema desde 1992, quando estrelou “Jamón Jamón”, Penélope conta que tem, entre seus filmes favoritos, as comédias “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), de Billy Wilder; “Melhor é Impossível” (1997), de L. Brooks; e  “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988), de Pedro Almodóvar. Esse último diretor, aliás, um dos maiores parceiros da carreira da atriz, que está, inclusive, no elenco do filme “Dolor y gloria”, dirigido por ele e com estreia prevista na Espanha para março.

“Embora não seja completamente autobiográfico, o filme foi inspirado na vida de Pedro Almodóvar. Meu personagem é pequeno, mas muito especial: interpreto a mãe de Pedro quando ele era jovem”, diz ela. “Conheci a mãe dele. Nunca me esquecerei da conversa que tive com ela, quando me contou como ficou preocupada no dia em que ele anunciou que estava deixando o emprego numa empresa de telefonia para se dedicar ao cinema”. [O Globo]