O lado insalubre da moderação do Facebook

Rede social tem um exército de terceirizados dedicado a aprovar ou não publicações; time é mal pago e rotina inclui temas como suicídio e pedofilia

O presidente executivo Mark Zuckerberg já compareceu ao Congresso e Senado dos Estados Unidos e também no Parlamento Europeu para prestar esclarecimentos sobre as práticas do Facebook 

Propagada pelo Facebook como solução para resolver problemas como discurso de ódio em sua rede social, a moderação de conteúdo tem causado forte impacto psicológico e social nos profissionais responsáveis por definir se o conteúdo de uma publicação no site é ou não apropriado. 

Segundo o site especializado em tecnologia The Verge, que publicou reportagem ontem sobre o tema, muitos trabalhadores terceirizados que moderam conteúdo para o Facebook têm sofrido com estresse pós-traumático e começaram a abraçar os pontos de vistas dos conteúdos que supervisionam – um ex-funcionário, por exemplo, disse que não acredita mais que o 11 de Setembro foi um ataque terrorista. 

Além disso, o ambiente de trabalho seria altamente estressante. Os empregados podem ser demitidos após cometerem meia dúzia de erros em uma semana. Há quem tenha medo de ex-colegas se vingarem após uma demissão – um deles diz levar uma arma para o trabalho todos os dias. Os horários de ida ao banheiro também são controlados e dois funcionários muçulmanos foram orientados a parar de rezar em seu período de “bem estar diário”, de nove minutos. 

É um contraste para os escritórios do Facebook, cheio de benefícios para os empregados. A diferença também se dá no salário: cada empregado terceirizado ganha cerca de US$ 15 por hora, ou só US$ 4 a mais que o salário mínimo no Arizona. Cerca de mil pessoas moderam conteúdo para o Facebook no Estado; no mundo, são cerca de 15 mil pessoas. A reportagem ainda destaca a responsabilidade desses profissionais em “filtrar” o que deve estar ou não na rede social – uma função que não combina com o salário baixo. 

Maconha e sexo. Segundo o The Verge, é comum que os moderadores fumem maconha durante o dia para compensar o estresse de lidar com temas como suicídio ou pedofilia. Um dos empregados contou ao site que já encontrou colegas fazendo sexo em uma área reservada para lactantes – ele descreveu a experiência como “ligação emocional causada pelo trauma diário”. 

A reportagem também descreve a experiência de uma funcionária em treinamento sofrendo um ataque de pânico depois de ver um vídeo com um homem morrendo. Ao procurar a ajuda de um conselheiro psicológico, ele disse a ela para não se preocupar. “Você consegue fazer o trabalho”, teria dito o consultor. 

Após a publicação da reportagem, o vice-presidente de operações do Facebook, Justin Osofsky, disse que a empresa “está comprometida em melhorar o apoio aos funcionários terceirizados. O executivo, porém, defendeu as parcerias. “Essas empresas têm competência e podem nos ajudar a fazer um trabalho com visão regional e conhecimento de idiomas”, disse. 

Joan Smalls e Gigi Hadid – Tom Ford S/S 2019

Tom Ford S/S 2019
Models: Gigi Hadid e Joan Smalls
Foto: Ferry van der Nat

Grace Hartzel e Altyn Simpson – Carolina Herrera S/S 2019

Carolina Herrera S/S 2019
Models: Grace Hartzel e Altyn Simpson
Foto: Theo Wenner

James McAvoy pede que artistas autografem sua camisa no Oscar

Ator pretende vender a peça para arrecadar fundos para caridade

James McAvoy com sua camisa assinada na cerimônia do Oscar em 2019. Foto: Instagram / @jamesmcavoyrealdeal

O ator James McAvoy pediu que diversos artistas autografassem a sua camisa durante a cerimônia do Oscar 2019, ocorrida na noite de domingo, 24. Entre os artistas que assinaram a camisa estão Samuel L. JacksonBrie LarsonAmy Adams e Charlize Theron.

Em seu Instagram, James explicou que encontrou uma caneta no chão e então teve a ideia de pedir as assinaturas aos colegas. 

Segundo McAvoy, a peça deve ser vendida para arrecadar fundos para uma instituição de caridade – apesar de ele ainda não ter definido qual, nem como. “Tenho que pensar num mecanismo e na destinação dos fundos arrecadados”, afirmou.

Cofundador do Twitter Evan Williams deixa conselho após 12 anos

Executivo estava no conselho da empresa desde 2007; ele não afirmou o motivo da saída, mas disse que focará em outros projetos

Evan Williams fundou o Twitter em 2007 ao lado de Jack Dorsey e Biz Stone

A rede social Twitter anunciou na última sexta-feira, 22, que o cofundador Evan Williams resolveu deixar o conselho da empresa, cargo que ocupa há 12 anos. O executivo não afirmou o motivo da saída, mas disse que focará em outros projetos. 

Williams é o atual presidente-executivo da plataforma de publicação Medium, e fundou o Twitter em 2007 ao lado de Jack Dorsey e Biz Stone. Ele chegou a ser presidente executivo do Twitter entre 2008 e 2010. Apesar de tocar outros projetos em paralelo ao Twitter, Williams esteve no conselho da empresa desde 2007 até agora.

“Foram inacreditáveis 13 anos, e estou orgulhoso do que o Twitter conquistou durante o tempo que fiquei na companhia”, afirmou Williams em um comunicado enviado à Securities and Exchange Comission (SEC), autoridade regulatória para empresas listadas em bolsa nos EUA. “Continuarei a torcer pelo time enquanto focarei meu tempo em outros projetos”, disse ele. 

Evan Williams deixa oficialmente o cargo no conselho no fim de fevereiro. 

Receitas baixas no Apple News ainda geram frustração em editores

Um novo serviço de assinatura de notícias da Apple é aguardado e tem tudo para ser apresentado no dia 25 de março, segundo rumores. Enquanto ele não vem, editores e produtores de conteúdo devem se contentar com as receitas provenientes do Apple News— isso, é claro, se limitando ao ecossistema da Apple e esquecendo todas as outras possibilidades que o mundo virtual oferece.

Ainda que a disponibilidade do Apple News seja bem limitada (por enquanto o serviço está presente na Austrália, nos Estados Unidos e no Reino Unido — em breve ele chegará ao Canadá), parceiros da Apple nesses países não estão nada felizes com os resultados. O discurso não é novo: no ano passado, essa insatisfação já existia, mas como o público do News é de alta qualidade e estava crescendo a passos largos, a maioria dos editores estava na esperança de ver os números darem aquela melhorada. Nada feito.

A monetização do serviço continua sendo algo muito difícil, de acordo com sete editoras entrevistadas pela Digiday. A receita dos anúncios é prejudicada pelo desinteresse dos anunciantes e por taxas de preenchimento de anúncios que muitos descrevem como péssimas, mesmo depois de uma melhora modesta no início do ano. Uma das publicações informou que gerou menos de US$1.000 por mês, o que obviamente ajuda muito pouco a pagar as contas.

Vender diretamente o inventario de anúncios parece ser uma tarefa árdua por conta da limitação da plataforma no que diz respeito a segmentação de usuários (não é possível usar dados de terceiros ou endereços de IP para isso, por exemplo). Outra limitação é a impossibilidade de veicular publicidade programática — e como muitas acabam utilizando essa estratégia, a limitação é péssima.

Por conta disso, muitas editoras acabam colocando o inventário do Apple News como “prêmio” para campanhas maiores, uma espécie de “valor agregado” já que se trata de um público premium e que, invariavelmente, tem o seu valor para muitos anunciantes.

Uma das editoras entrevistadas informou que, até o início de 2019, a taxa de preenchimento do inventário remanescente da Apple News era inferior a 20%. Essa mesma fonte disse que esse número é tão baixo que torna a publicação no Apple News menos lucrativa do que formatos como AMP (do Google) ou mesmo Instant Articles (do Facebook, que muitos abandonaram justamente por problemas de monetização). Alguns editores até apresentaram taxas de preenchimento de quase 90% em um teste de implementação da DoubleClick (algo permitido na plataforma desde meados de 2018), mas essas fontes sugeriram que esses resultados estão longe de ser comuns.

O impressionante é que, mesmo limitado a três países, os números de audiência do Apple News não são ruins: o serviço tem hoje cerca de 90 milhões de usuários, de acordo com o The New York Times; segundo o Digiday, são quase 70 milhões de usuários únicos por mês e outros 20 milhões de usuários internacionais.

E isso se reflete na audiência desses editores em si: basicamente todos relataram um crescimento constante de público, com alguns casos gerando mais tráfego de referência do que o Facebook. Matérias selecionadas para serem mostradas no widget Top News (a curadoria da Apple) podem gerar enormes aumentos no tráfego, podendo até mesmo ser uma das histórias mais lidas que um editor pode compartilhar num mês.

Por que, então, financeiramente o Apple News não é um sucesso? Quem sabe seja a questão envolvendo privacidade (que bem ou mal, tem ligação com as limitações do serviço que falei acima). Um dos entrevistados disse: “Eu respeito a Apple e a crença deles em privacidade. Isso só torna incrivelmente desafiador vender lá [no News]”. A curadoria da Apple também é elogiada, descrita como de mente aberta a ideias para novos formatos e ao que deve ser destacado. “Eles são muito justos”, disse uma fonte.

Mas por conta da dificuldade monetária, alguns acabam usando Apple News como plataforma de impulsão para gerar downloads de podcasts, de atrair mais pessoas para o seu próprio site (que conta com um modelo de assinaturas) ou até mesmo de converter leitores em assinantes de newsletters.

O problema é que, no fim das contas, sem dinheiro não é possível pagas as contas. E muitos dizem que os ganhos com as assinaturas do Apple News acabam não sendo tão bom quanto poderia ser se fosse possível vender todo o inventário de anúncios, mas ainda assim são bons. Dessa forma, quem sabe a resposta para esse problema não esteja justamente no novo serviço de assinaturas de notícias (revistas e jornais) da Apple.

VIA 9TO5MAC

MWC 2019: Qualcomm lança chips 5G para carros, PCs e banda larga doméstica

Qualcomm quer contornar a perda de clientes importantes e o aumento da competição

Qualcomm quer ir além do smartphone com novos chips 

A Qualcomm lançou nesta segunda-feira, 25, chips de rede 5G para uma variedade de aplicações além de smartphones – recentemente, a companhia perdeu a Apple como um cliente importante e viu aumentar os níveis de concorrência.

A Qualcomm, sediada em San Diego (EUA), é a maior fornecedora de chips de telefonia móvel do mundo e disse aos investidores que espera um grande impulso das redes 5G, que começarão a ser lançadas neste ano e que terão velocidades mais altas do que as atuais redes 4G. Os chips da Qualcomm fornecerão conectividade 5G em dispositivos como o smartphone Galaxy Fold, o telefone dobrável da Samsung.

A Qualcomm, porém, enfrenta desafios em seu negócio de chips para celulares: a Apple, por exemplo, selecionou apenas a Intel para conectar seus iPhones lançados no ano passado às redes de dados móveis. Além disso, MediaTek, Samsung e Huawei têm planos para fazer chips de 5G, com a Samsung e Huawei planejando usar os próprios chips em alguns modelos de seus telefones, o que afeta potenciais negócios para Qualcomm.

No Mobile World Congress, principal evento de telefonia móvel do mundo, que acontece até quinta, 28, na Espanha, a Qualcomm anunciou seus planos de colocar seus chips 5G em outros mercados além dos telefones. A Qualcomm informou que está trabalhando com a divisão móvel da varejista japonesa Rakuten para fornecer chips de 5G para equipamentos de rede que a empresa está lançando no Japão.

A Qualcomm também tem um novo chip para computadores pessoais que os conectaria a redes 5G, aproveitando os esforços anteriores da Qualcomm para atacar a rival Intel em seu mercado principal de processadores centrais. A Qualcomm também anunciou chips 5G para as estações sem fio fixas, que operadoras, como a americana Verizon, estão esperando que poderia tornar-se rápido o suficiente para substituir conexões de banda larga em casa que muitos consumidores nos EUA recebem de suas operadoras de cabo.

A Qualcomm também anunciou um novo conjunto de chips destinado a montadoras de automóveis nesta segunda. Os chips existentes da Qualcomm ajudam os carros a se conectarem à internet, mas espera-se que os chips 5G conectem os carros a outros veículos na estrada e a objetos como sinais de trânsito à medida que os veículos ganham novos níveis de navegação autônoma.

Lady Gaga celebra ao lado de Madonna em festa pós-Oscar

Cantoras acabam com rumores de conflito

Lady Gaga e Madonna encerraram as discussões sobre um possível conflito entre as duas com uma carinhosa foto publicada pela revista Time. A imagem foi capturada durante a festa pós-Oscar organizada por Madonna. 

Lady Gaga venceu o prêmio de melhor canção original por “Shallow” e fez uma performance da faixa ao lado de Bradley Cooper. [Julia Sabbaga]

MWC 2019: Clima ruim para investimento é obstáculo para o 5G na Europa, diz Ericsson

Segundo vice-presidente da companhia, atratividade preocupa mais do que segurança
Por Reuters – O Estado de S. Paulo

Para Ericsson, atratividade pode ser entrave para 5G na Europa  

A Europa corre o risco de ficar atrás de outras regiões na implementação de serviços de telefonia 5G por causa de regulamentações caras e baixo investimento e não por conta de preocupações de segurança das redes, disse Borje Ekholm, presidente-executivo da Ericsson.

Altas taxas cobradas para concessão do espectro 5G, incerteza regulatória e falta de investimento são preocupações mais importantes, disse Ekholm, se referindo à pressão dos EUA para impedir que fornecedores chineses de equipamentos participem de processos de instalação de novas redes.

“Isso tem muito mais a ver com a atratividade de investir em 5G”, disse Ekholm em entrevista coletiva no Mobile World Congress, principal evento de telefonia móvel que acontece até quinta, 28, em Barcelona, Espanha.

Ekholm não tomou posição sobre a pressão dos EUA para proibição da Huawei, líder do mercado de redes globais, devido à preocupação de que seus produtos possam ser usados por Pequim para espionagem.

“Cabe realmente aos países decidir como conduzir sua política de segurança nacional”, disse o executivo, acrescentando que isso preocupa os clientes: “É claro que a atual incerteza os afeta.”