Novas moradias britânicas não poderão ser aquecidas com gás

Governo quer reduzir uso de combustíveis fósseis e estuda alternativas para substituí-lo a partir de 2025

Casas e apartamentos britânicos não poderão mais usar gás a partir de 2025 (Foto: Reprodução)

Os sistemas de aquecimento de novas casas e apartamentos britânicos não poderão utilizar combustível fóssil a partir de 2025. Segundo o “Daily Mail”, o Comitê Consultivo para Mudanças Climáticas do governo recomendou que as novas residências não tenham conexão com a rede de gás. Isso deve tornar as novas moradias mais caras.

O chanceler Philip Hammond anunciou os novos padrões. Mas o governo não especificou exatamente o que substituirá a caldeira tradicional, gerando preocupações sobre quanto tempo os aquecedores de baixo carbono de alta tecnologia podem levar para aquecer uma sala e as implicações de custo para os contribuintes.

As bombas são geralmente combinadas com isolamento extra. No entanto, o custo total de incluir esses dois elementos em uma nova propriedade é atualmente estimado em cerca de 5.000 libras (cerca de R$ 25 mil) mais caro do que uma caldeira a gás.

Há ainda outros inconvenientes, como o equipamento ser barulhento, exigindo uma casa altamente isolada para ver quaisquer benefícios – além de serem menos eficientes no inverno e exigirem eletricidade. A utilização de usinas de calor locais, com um sistema de tubos isolados que retém calor de uma fonte central e os fornece aos edifícios, também é cogitada.

Outra opção é substituir o gás natural pelo hidrogênio – mas a instalação de uma gama de caldeiras para substituir as tradicionais também pode ter uma enorme implicação nos custos.

Mais uma medida é apostar no “gás verde” na Rede Nacional para substituir o Gás Natural do Mar do Norte. Criado a partir de material biodegradável, como alimentos e resíduos agrícolas, o gás verde – ou biometano – é purificado e bombeado para os canos para cozinhar e aquecer. Há vários defensores desse método, como o príncipe Charles.

Os veganos já estão se manifestando contra dizendo que esse tipo de energia é incompatível com o veganismo, devido ao uso de resíduos animais. A suposta fonte de energia verde tem um alto custo para os contribuintes e para o meio ambiente que ela deveria proteger, pois dependem de 216 milhões de libras por ano (cerca de R$1,1 bilhão) em subsídios financiados pelos cofres públicos. Até 2025, um padrão deverá ser estabelecido.

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