Duo Linn for Grazia Bulgaria with Natalia Renken

Photographer: Duo Linn. Stylist: Melody Huang. Makeup Artist: Takanori Shimura. Hair stylist: Takuya Yamaguchi Stylist Assistant: Anne Chen. Model: Natalia Renken at Marilyn Agency New York.

Arquiteta e designer, Fernanda Marques apresenta a linha de cubas Infinit, desenhada por ela para a Roca

Arquiteta Fernanda Marques Foto: Drauzio Tuzzolo

Desenhar uma cuba para banheiros e lavabos não é dos projetos mais comuns no portfólio dos designers. Até porque envolve diversas limitações técnicas, nem sempre aparentes, mas que podem acabar por limitar sensivelmente o raio de ação do profissional. No caso da arquiteta Fernanda Marques, porém, o convite para criar uma linha delas para a espanhola Roca foi mais do que bem-vindo. “Gosto de desafios e o que poderia ser uma limitação acabou se revelando o maior trunfo do objeto”, conta ela, se referindo à determinação, por parte da marca produtora, de que ela trabalhasse como paredes cerâmicas externas muito finas na criação do objeto. “Isto posto, fomos buscar um desenho universal. Uma cuba leve, que pudesse ser usada no lavabo e em todos os demais banheiros da casa, de acordo com cada necessidade”, conta Fernanda, que acaba de lançar a linha de cubas Infinity, durante a última Expo Revestir, no mês passado, em São Paulo, de onde ela falou com exclusividade ao Casa. [Marc elo Lima]

Como surgiu o convite da Roca?
Minha relação com eles teve início em 2014 com o projeto Impressões, no qual fui convidada para efetuar uma intervenção em uma cuba da marca. De lá para cá nossas relações se estreitaram e recebi o convite para projetar o Roca Gallery, um novo conceito de show room ainda inédito no Brasil, onde os produtos são desvendados, mais do que apresentados, e que deve ficar pronto nos próximos anos. Isso tudo acabou me levando a me envolver cada vez mais com os produtos da marca, até que surgiu o convite.

Qual o maior desafio que você encontrou no projeto e sob quais aspectos ele inova?
Acredito que a escala, muito menor do que estou acostumada a trabalhar, foi o mais complicado. Depois, encontrar a proporção mais adequada, de maneira a manter a leveza que exercito em meus projetos. Neste sentido, a tecnologia ultraleve oferecida pela Roca foi fundamental. Ao mesmo tempo em que permite a construção de peças mais robustas, de bordas arredondadas, possibilita a obtenção de objetos mais leves, logo mais sustentáveis.

Como você trata do espaço banheiro em seus projetos de interiores, tanto em termos funcionais, quanto estéticos?
Sem dúvida com o mesmo rigor que imprimo ao tratamento das áreas sociais. Afinal, é preciso considerar que trata-se do espaço onde iniciamos e encerramos nosso dia. No mais, como em todos os ambientes e objetos que desenho, tento esticar ao máximo a linha tênue que se coloca entre funcionalidade e estética.

Modelo da linha Infinity de cubas de sobrepor, com superfície interna colorida, e previsao de chegada ao mercado para o segundo semestre Foto: Juan Guerra
Peça com duas cubas e saboneteira ao meio em formato de grelha Foto: Vivi Spaco

Aves de Rapina | Arlequina aparece com novo figurino em fotos do set

Foram divulgadas novas fotos do set de Aves de Rapina, que mostram um novo figurino para a Arlequina (via HH):

Margot Robbie on the “Birds of Prey ( and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn )” set in LA

Intitulado Birds of Prey (And The Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn), isto é, “Aves de Rapina e a Fantabulosa Emancipação de uma Arlequina”, em tradução livre, o filme tem roteiro assinado por Christina Hodson e direção de Cathy Yan.

Margot Robbie reprisa papel de Arlequina, Jurnee Smollett-Bell será a Canário Negro, Mary Elizabeth Winstead interpreta a Caçadora, Ella Jay Basco vive Cassandra Cain e Rosie Perez será Renee Montoya. Ewan McGregor, por sua vez, será o vilão Máscara Negra, sádico comandante do crime em Gotham. 

Nos quadrinhos, o grupo Aves de Rapina incluiu, ao longo dos anos, personagens como Batgirl, Hera Venenosa, Mulher-Gato e Katana. O filme chega aos cinemas em 7 de fevereiro de 2020.

App Store tem primeira queda em número de downloads desde (pelo menos) 2015

Que a App Store vai de vento em popa e continua sendo um dos grandes motores do (cada vez mais importante) setor “Serviços” da Apple, disso todo mundo sabe. Mas isso não significa que a aparentemente inabalável loja de aplicativos da Maçã é imune a leves tropeços de vez em quando.

De acordo com dados do Morgan Stanley publicados por Kif Leswing, da CNBC, a App Store registrou, no primeiro trimestre deste ano, a primeira queda no número total de downloads desde ao menos 2015 (que é o ano em que a empresa começou a registrar esses dados). Em comparação com o mesmo período de 2018, tivemos uma queda de 5% nos apps baixados ou comprados.

Apesar disso, a receita da loja continuou subindo e registrou um salto de 15% em relação ao primeiro trimestre do ano passado: foram US$3,7 bilhões gerados pela App Store no primeiro trimestre de 2019 — o que está dentro das expectativas gerais da indústria, mas um pouco abaixo das estimativas feitas pelo Morgan Stanley para os investidores.

Os números dão um alento para a Apple: como provado pela comparação dos dados acima, os consumidores estão gastando cada vez mais com cada download feito na App Store. De fato, o gasto médio por app subiu 21% numa comparação anual, e (como era de se esperar) o setor de jogos é um grande motor desse crescimento. Na China, especialmente, os gastos com os indefectíveis joguinhos do iPhone têm crescido em ritmo acelerado, dando boas margens para a Maçã.

Apesar disso, outros setores demandam atenção: o de entretenimento, por exemplo, está vendo uma desaceleração rápida do crescimento — especialmente por conta de serviços com pagamento mensal, como a Netflix, retirando as opções de assinatura dentro dos apps.

Talvez seja a hora de a Apple rever sua política de divisão de lucros?

VIA CULT OF MAC

Gigante da fast fashion, H&M lança coleção feita de resto de frutas e alga

Em busca de práticas de menor impacto ambiental, a empresa sueca faz da inovação uma importante aliada para estimular mudanças no mercado mundial da moda
Por Vanessa Barbosa

Coleção Conscious Exclusive: novos materiais de origem vegetal. (H&M/Divulgação)

São Paulo – A rede de fast-fashion H&M vai lançar no dia 11 de abril uma nova linha de roupas feitas com materiais ecológicos, que incluem tecidos fabricados a partir de folhas de abacaxi, cascas de laranja e algas.

Presente em mais de 69 mercados e com mais de 4800 lojas, a rede sueca faz da inovação uma importante aliada para estimular mudanças no setor. Segundo a revista Voguetrês materiais serão utilizados na confeição das peças: piñatex, fibra laranja e espuma BLOOM. E há muita inovação por trás deles.

Feito a partir da fibra de folhas de abacaxi, o tecido de piñatex atuará como alternativa para o uso de couro. A empresa fabricante dessa matéria-prima (Ananas Anam Ltd) explica em seu site que a fibra é geralmente queimada ou descartada depois que a fruta é colhida. Assim, seu reaproveitamento para fins fabris dá aos agricultores uma renda adicional, conferindo ao piñatex uma chancela de responsabilidade ambiental e social.

Produzida pela empresa italiana Orange Fiber, a fibra de laranja também é um subproduto da produção da fruta. Ela é sintetizada a partir das cascas de laranjas usadas na indústria de sucos e que seriam jogadas fora. Os tecidos são  formados por um fio de celulose semelhante à seda que pode se misturar com outros materiais, conferindo sensação suave e sedosa ao toque, descreve a empresa em seu site.

O terceiro material de origem sustentável, o BLOOM Foam,  é uma espuma feita de biomassa de algas, que aparecerá nos sapatos da nova coleção. Em geral, as solas convencionais são feitas de derivados de petróleo, tendo uma origem fóssil e poluente. De acordo com a BLOOM Foam, sapatos feitos com o seu material evitam que o equivalente a 225 garrafas plásticas de água retornem para o ambiente.

A nova coleção, batizada de H&M Conscious Exclusive, terá um preço mais elevado, entre 25 e 300 dólares, e trará desde calças de cintura alta e terninhos a vestidos e botas de vaqueiro de patchwork. Outros materiais utilizados na coleção incluem poliéster reciclado, algodão orgânico, linho orgânico, seda orgânica, plástico, vidro e prata reciclados.

Essa não é a primeira investida da empresa com materiais ecológicos. Em 2012, a marca lançou sua primeira coleção “verde”, onde todas as peças foram feitas com algodão orgânico, cânhamo (fibra da maconha) e poliéster reciclado. Outras oito surgiram desde então, incluindo a atual. 

 (H&M/Divulgação)

Um guarda-roupa indigesto para o Planeta
Como outras investidas da gigante da moda, a nona coleção busca confrontar um dos maiores problemas da indústria fashion: a geração de resíduos. De um lado, a produção de roupas demanda recursos naturais em níveis colossais, como água e energia, e de outro, gera montanhas de lixo.

De acordo com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a indústria da moda rápida contribui com aproximadamente 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa e consome mais energia do que as indústrias de aviação e transporte combinadas. Recursos que vão parar no lixo: 85% dos produtos têxteis acabam em aterros sanitários, segundo a ONU. Para agravar, o setor produz 20% de toda a água residual gerada por processos fabris, carregada de substâncias químicas nocivas utilizadas no tingimento. 

Todo esse ciclo de produção e descarte de roupas acontece no curto espaço de tempo imposto pela lógica do negócio de fast fashion, com varejistas que chegam a lançar mais de 12 coleções ao ano. Nesse contexto, materiais de origem ecológica e biodegradáveis como os da coleção da H&M aparecem como substitutos menos agressivos ao meio ambiente, tanto na sua origem quanto no descarte. Ainda que se trate de coleções limitadas, é um modelo que pode amplificar o debate sobre sustentabilidade na moda e inspirar a indústria como um todo a buscar soluções escaláveis.

De acordo com a H&M, 57% de todos os materiais usados ​​pelo grupo são orgânicos, reciclados ou de origem sustentável. Quando se considera apenas o algodão, 95% do insumo usado nas coleções da marca é reciclado ou de origem sustentável (produzido de forma orgânica ou com menor aplicação de defensivos agrícolas). A meta da marca é aumentar esse percentual a cada ano até alcançar 100% de materiais de origem sustentável até 2030. Agora, é esperar para ver se o resto do mercado da fast fashion segue o exemplo.

Richard Branson lança companhia ferroviária que promete fim dos carros nos EUA

Richard Branson || Créditos: Reprodução/Instagram

Considerado um dos empreendedores mais inovadores da atualidade, Richard Branson resolveu investir em uma indústria que fez algumas das maiores fortunas do começo do século passado: a ferroviária. Na última quinta-feira, o empresário britânico inaugurou a Virgin Trains USA, com a qual promete transformar o setor de transporte público dos Estados Unidos ao ponto de fazer com que os americanos vendam os carros que têm na garagem para embarcar em seus trens, conforme disse aos jornalistas.

E o que a Virgin Trains USA tem de tão especial assim que a diferencia da concorrência? De acordo com Branson, a empresa que a princípio vai operar exclusivamente na Flórida nasce apostando na ideia de que o segredo de qualquer bom negócio está na qualidade dos serviços prestados. “Há tempos que os americanos buscam qualidade nessa área”, ele explicou numa coletiva, antes de lembrar que a grande maioria das companhias ferroviárias dos EUA foi fundada há mais de cem anos.

E como não é homem de falar coisas da boca pra fora, Branson – cujo patrimônio pessoal é estimado em US$ 4,2 bilhões (R$ 16,2 bilhões) – fez questão de atender os passageiros presentes na viagem inaugural da Virgin Trains USA, que partiu de Miami com destino a uma cidade próxima de lá, servindo a todos eles chá e biscoitos. Em outras ocasiões, o bilionário chegou a se vestir de aeromoça para agradar clientes – nesse caso, os da Virgin Airlines, a aérea que o tornou famoso nos anos 1980. (Por Anderson Antunes)

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Abaixo, um post de Branson no Instagram sobre o mais novo negócio dele:

Décor do dia: concreto e muita luz natural na sala de estar

Decoração acolhedora privilegia design nacional
POR PAULA JACOB | FOTOS EDSON FERREIRA/DIVULGAÇÃO

Ao demolir a antiga casa em um terreno na Vila Madalena, em São Paulo, Luiz Paulo Andrade sabia que queria um lar iluminado que prezasse pela conexão de espaços e pela onipresença do verde ao redor dos cômodos. Na sala de estar, coração do lar de uma família com quatro pessoas, essa lista de desejos resultou em uma decoração que privilegia o design nacional e arquitetura contemporânea. A estrutura de concreto aparenteenvelopa todo o ambiente, com piso de cimento para manter a paleta neutra de fundo. Como receber amigos é uma rotina para o casal com dois filhos pequenos, o ambiente precisava ter móveis confortáveis e uma liberdade de espaço para transitar. Dessa forma, o painel da TV ficou ao fundo, com prateleiras de concreto decoradas com quadros e objetos de memória afetiva. A madeira do rack aquece a paleta de cor, com profusão de cinzas e azuis. O mesmo serve para a mesa lateral em terracota. O tapete com desenho geométrico deixa a decoração mais jovem e atual.

Apartamento ganha amplitude e ambientes integrados após reforma

Imóvel de 167 m² tem vista para a avenida Paulista
FOTOS DENILSON MACHADO

Os proprietários deste apartamento no Conjunto Nacional, em São Paulo, desejavam espaços amplos para receber amigos e para expor suas obras de arte. Os sonhos do jovem casal ficaram nas mãos do arquiteto Marlon Gama, que conduziu uma reforma completa para reconfigurar a planta.

Com a mudança de posição das paredes, a cozinha e a lavanderia trocaram de lugar com as áreas sociais para aproveitar a vista privilegiada do alto da avenida Paulista. A pintura branca e o uso de boiseries têm o objetivo de evidenciar os quadros e faz com que eles sejam protagonistas da decoração. Os móveis escolhidos misturam com harmonia o moderno e o antigo.

Os 167 m² do imóvel se dividem em cozinha, área de serviço, living, sala de jantar, varanda, lavabo, duas suítes, home theater e closet. A ausência de paredes separando living e cozinha faz com que eles estejam integrados – a mudança de ambiente é marcada por pisos diferentes. A varanda ganhou jardins verticais e deu origem a um agradável canto de leitura.

O banheiro do casal é todo revestido com mármore marrom imperial e está integrado ao quarto por meio de vidro com persiana, o que aumenta a luminosidade e sensação de amplitude.

Balkrishna Doshi ganha primeira mostra individual fora da Ásia

Obra do arquiteto indiano vencedor do Pritzker 2018 poderá ser vista no Vitra Design Museum

O arquiteto Balkrishna Doshi terá a primeira exposição individual de seu trabalho fora da Ásia. A mostra “Balkrishna Doshi: Arquitetura para o Ser Humano” poderá ser visitada até o dia 8 de setembro de 2019 no Vitra Design Museum, na cidade alemã de Weil am Rhein.

Será a primeira retrospectiva sobre a obra completa de Doshi (nascido em 1927 em Pune, na Índia) fora da Ásia. O arquiteto e urbanista, que foi o primeiro indiano a receber o prestigiado Pritzker Prize, é um dos poucos pioneiros da arquitetura moderna no subcontinente.

Balkrishna Doshi ganha primeira mostra individual fora da Ásia (Foto: Divulgação)

O interesse mundial no indiano – que trabalhou com Le Corbusier e Louis Kahn e trouxe o modernismo para a Índia – aumentou desde que ele foi contemplado com o prêmio. No entanto, Mateo Kries, diretor do museu, faz questão de destacar que a exposição estava em planejamento desde 2017, segundo a Wallpaper.

Balkrishna Doshi ganha primeira mostra individual fora da Ásia (Foto: Divulgação)

Em mais de 60 anos de carreira, Doshi realizou uma variedade de projetos diferentes, sempre levando em conta as tradições locais e as condições culturais. A mostra reúne projetos significativos do período entre 1958 e 2014, desde o planejamento de cidades e assentamentos inteiros até faculdades e instituições culturais, além de prédios governamentais e administrativos, residências particulares e interiores.

Balkrishna Doshi ganha primeira mostra individual fora da Ásia (Foto: Divulgação)

Alguns exemplos são o Templo de Ompuri (Matar, 1998), a habitação para a Corporação de Seguro de Vida da Índia (Ahmedabad, 1973), o Instituto Indiano de Administração (Bangalore, 1977) e até uma pintura em miniatura do estúdio do arquiteto Sangath por Doshi, de 1980, que ilustram este texto.