Moda democrática: Rodarte lança parceria com marca de roupas plus size

Os quatro itens – um vestido, uma blusa, uma saia e um macacão – serão lançados na loja da Universal Standard hoje, custando entre US$ 150 e US$ 240.

ARodarte uniu forças com a Universal Standard, marca fundada em 2015 por Alexandra Waldman e Polina Veksler, com a missão de fazer roupas em 42 tamanhos diferentes (a grade vai de de 00 a 40 na medida americana), em uma coleção-cápsula especial. 

Serão quatro itens – um vestido, uma blusa, uma saia e um macacão –, todos com perfume etéreo e romântico da grife das irmãs Kate e Laura Mulleavy, lançados hoje no e-commerce das marcas. 

A ideia da collab é criar peças com um viés fashionista, fugindo de clichês da moda plus size: “Queríamos envolver pessoas que não fizessem parte do movimento de inclusividade e diversidade em si, mas que se interessassem pela proposta. A Rodarte estava no topo da nossa lista”, contou Polina Veksler, em entrevista ao site da Vogue americana. As irmãs Mulleavy, por sua vez, não precisam de muito para se convencerem: Kate e Laura já eram fãs da marca. O resultado? Peças que traduzem o espírito Rodarte para looks bem comerciais e fáceis de usar.

Rodarte (Foto: Reprodução)
Rodarte e Universal Standard (Foto: Reprodução)
Rodarte (Foto: Reprodução)
Rodarte e Universal Standard (Foto: Reprodução)
Rodarte (Foto: Reprodução)
Rodarte e Universal Standard (Foto: Reprodução)
Rodarte (Foto: Reprodução)
Rodarte (Foto: Reprodução)
Rodarte (Foto: Reprodução)
Rodarte (Foto: Reprodução)

Apple assina compromisso para garantir igualdade salarial entre gêneros

A Apple segue sua caminhada (pública, ao menos) em busca de um ambiente corporativo mais igualitário e justo para todos e todas. Em seu mais recente passo nesse processo, a empresa se comprometeu a fiscalizar com ainda mais afinco a igualdade salarial entre homens e mulheres em sua folha de pagamento — e ela não está sozinha, como informou a CNBC.

O compromisso da Maçã faz parte da sua adesão ao movimento Equal Pay Pledge, iniciativa liderada pela cineasta e primeira-parceira do Estado da Califórnia, Jennifer Siebel Newsom. Junto à Apple, outras 12 empresas compõem o grupo que assinou o documento em sua primeira versão — entre elas, AirbnbAT&TAutodeskSalesforce e Square.

Dentre os termos do documento, as empresas se comprometem a realizar auditorias anuais que analisarão a folha de pagamento de todas as suas operações para identificar possíveis disparidades nos salários entre homens e mulheres. As companhias também precisam avaliar seus processos de contratações e promoções para detectar favorecimentos indevidos a homens em certos cargos.

Segundo Newsom, as leis da Califórnia referentes à igualdade salarial são as mais fortes dos Estados Unidos, mas ainda há trabalho a ser feito. A iniciativa tem o apoio de duas organizações importantes dos direitos das mulheres: a Time’s Up e a California Commission on the Status of Women and Girls (CCSWG).

A CEO interina do Time’s Up, Rebecca Goldman, aplaudiu a iniciativa, afirmando que “em todas as indústrias, as mulheres na força de trabalho ganham menos dinheiro que os homens, e as principais afetadas costumam ser mulheres não-brancas”. Ariela Gross, professora de Direito e História da Universidade do Sul da Califórnia, complementou:

Nós vemos que, quando as auditorias acontecem, nós descobrimos: “Oh, vejam, parece que há discrepâncias mesmo.” Há muito que nós podemos fazer para consertar isso.

Pesquisas indicam que, nos EUA, mulheres ganham em média 80% dos salários masculinos; na Califórnia, esse índice sobe para 89%. É um avanço, porém ainda não o ideal — por isso, a iniciativa é tão importante. Fica a torcida para que ela gere frutos rápidos e perceptíveis. [MacMagazine]

VIA APPLEINSIDER

Aos 53, Elizabeth Hurley ganha elogios por curvas esculturais em foto de biquíni

Atriz britânica que foi musa nos anos 90 atualmente integra o elenco da série The Royals

Elizabeth Hurley (Foto: reprodução/Instagram)

Modelo e atriz britânica que foi musa nos anos 1990, quando ganhou ainda mais fama por seu namoro com o ator britânico Hugh Grant, Elizabeth Hurley segue batendo um bolão – e, aos 53 anos, se orgulha disso.

Não por acaso, ela, que atualmente integra o elenco da série The Royals, surgiu toda plena esbanjando seu físico saradíssimo a bordo de um biquininho azul em seu Instagram nesta terça-feira (09.04) – e a postagem acertou em cheio o coração dos fãs.

“Pequena pausa para um banho de sol entre as meditações”, escreveu na legenda.

“Beleza além do tempo”, “todos os corpos são incríveis, mas o seu aos 53 é absolutamente impressionante”, “absolutamente maravilhosa”, “você está cada vez mais impressionate, Liz”, “linda e relaxada”, “eu não me canso das suas postagens”, “espetácular”, “fabulosa”, “sua beleza é inacreditável”, elogiaram freneticamente alguns de seus 1.2 milhões de seguidores.

Abaixo, relembre outros momentos em que a atriz botou o corpão pra jogo na web:

Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)
Elizabeth Hurley (Foto: divulgação / Gustavo Sarmento)

Rodrigo Santoro volta a se mostrar versátil em ‘O Tradutor’

Ator faz professor cubano encarregado de ser intérprete de vítimas de Tchernobil
Guilherme Genestreti

(Courtesy of Sundance Institute | photo by Gabriel Guerra Bianchini) Rodrigo Santoro appears in

A versatilidade de Rodrigo Santoro é bem contemplada no cinema brasileiro –da travesti de “Carandiru” ao adolescente de “Bicho de Sete Cabeças”. Mas sua participação em blockbusters internacionais pouco deu a chance para um espectro mais amplo de personagens. Aos 43 anos, ele vai reconquistando alguma versatilidade, como mostra “O Tradutor”, em cartaz, que o tem no papel de um intelectual atormentado, introspectivo. 2 8

“Queríamos alguém que exalasse vulnerabilidade emocional e física”, diz um dos diretores Rodrigo Barriuso, parecendo desconhecer o vilão gigante que o ator viveu em “300”. “Quando se pensa num professor de literatura russa, a imagem é muito clara, né? Não dá para ser um Jason Momoa.”

No filme, Santoro imprime mesmo alguma fragilidade. Ele interpreta Malin, acadêmico cubano recrutado pelo governo para servir de tradutor a crianças afetadas pelo acidente nuclear de Tchernobil que eram tratadas em Havana –na época da cortina de ferro, Fidel e a URSS mantinham uma relação próxima.

Relutante no começo, o professor vai se sensibilizando diante das tragédias daqueles jovens. A história é inspirada na vida do pai dos diretores, Rodrigo e Sebastián Barriuso, que ajudou os pacientes soviéticos enquanto testemunhava o declínio econômico de Cuba diante da queda do Muro de Berlim.

“Achei a história genial e comovente”, diz o ator, que também relutou em aceitar o papel. “Tinha emendado muitos trabalhos, perdido um amigo. Planejava uma viagem para surfar. Mas algo me sabotava. Era meu corpo reagindo e querendo esse papel.”

O fato de interpretar o pai dos diretores, entretanto, não foi nenhum fardo. “Não havia compromisso com a imagem dele. O personagem é inspirado, teve a mesma vida que ele.”

Mas os idiomas foram uma dificuldade. Santoro tinha não só que falar o espanhol com sotaque cubano, como tinha que mostrar desenvoltura no russo. Durante quatro semanas, estudou o idioma de Tolstói pelas manhãs, e o de Leonardo Padura pelas tardes. No set, dois instrutores ficavam na sua cola, ouvindo cada linha pronunciada.

As filmagens levaram o ator de volta a Havana. Na primeira vez tinha sido para viver Raúl Castro em “Che” (2008), de Steven Soderbergh.

“Tinha mudado para caramba”, conta. “Agora tinha internet e aquilo estava transformando a cultura das pessoas na minha frente.”

Um pouco dessas nuances ele crê estarem impressas no filme, ainda que ambientado em outra época. “É um lugar de muitas contradições, e no nosso retrato fugimos daquele estereótipo do sol, da rumba e tal.”

De onde vem a fortuna das Kardashians?

Família Kardashian – Gerry Images/ BBC

A família Kardashian está de volta à TV americana com a 16ª temporada de seu reality show Keeping up with the Kardashians, voltando a colocar sob os holofotes as relações familiares e o marketing de suas inúmeras empreitadas de negócios —que cresceram junto com o programa de TV.

Kylie Jenner, que tinha apenas nove anos de idade quando o reality show começou, hoje é a mais jovem bilionária do mundo, aos 21 anos.

Com uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão (mais de R$ 3,8 bi) graças a sua empresa de cosméticos, segundo a revista Forbes, Kylie é de longe a mais rica do onipresente clã Kardashian, liderado pela matriarca Kris Jenner.

O modelo de negócios —que mescla as vidas pessoais e carreiras da família, com um altíssimo alcance online— se mostra bastante lucrativo. As irmãs Kardashian têm, juntas, 537 milhões de seguidores nas redes sociais, que se tornaram plataformas para elas exibirem suas marcas e ganharem milhões de dólares com a exploração da cultura pop.

Alexander McKelvie, professor de empreendedorismo da Universidade de Syracuse (EUA), também acredita que o reality show da família tenha seu roteiro cuidadosamente elaborado.

“Se você assiste ao programa, pensaria que tudo (o que acontece) é muito espontâneo”, explica. “Mas provavelmente tudo (o que acontece) é roteirizado, planejado e curado, para oferecer uma mensagem convincente e clara a respeito de o que os produtores e a família Kardashian querem ver relevado sobre si mesmos.”

COMO AS KARDASHIAN FIZERAM FORTUNA?

Na nova temporada, o reality show foca o “escândalo” envolvendo Khloe Kardashian, seu ex-parceiro Tristan Thompson e um suposto caso romântico ocorrido entre ele e Jordyn Woods, a melhor amiga de Kylie Jenner.

No programa, Khloe lamenta: “É um saco que isso tenha sido tão público. Não sou só um programa de TV. Tipo, isto é a minha vida”.

Quando a disputa amorosa veio à tona, o preço do kit de batom Jordy, parte de uma colaboração empresarial entre Kylie e Jordyn e vendido pela empresa de cosméticos de Kylie, teve seu preço reduzido em 50%, o que foi visto por alguns como uma revanche contra Jordyn.

As unidades do batom rapidamente esgotaram.

Em uma entrevista ao jornal americano The New York Times, Kylie Jenner diz que não sabia que o preço do produto havia sido reduzido, acrescentando que “nunca faria algo assim”. Mas o fato é que o escândalo foi convertido em vendas pela família.

“Basicamente, a vida inteira (da família) é exibida o tempo todo, e acho que isso as torna mais próximos de certos consumidores”, opina Alison Gaither, analista do mercado de beleza da empresa de pesquisas Mintel.

No primeiro episódio da nova temporada, o público também assiste a Khloe durante sessão de fotos publicitárias de sua empresa de jeans, a Kim e Kylie discutindo um projeto conjunto de perfumes e o marido de Kim, o rapper Kanye West, falando sobre seus próprios projetos.Enquanto isso, Kourtney Kardashian lançava seu próprio site de estilo de vida, chamado Poosh —de estilo semelhante ao Goop, da atriz Gwyneth Paltrow, mas com mais corpos à mostra.

Como de costume na família Kardashian, o Poosh foi anunciado pela conta de Instagram de Kourtney, assim como ocorreu com a coleção de jeans de Khloe no ano passado —e assim como a plataforma é central para o sucesso da empresa de cosméticos de Kylie.

“O que eles fazem de melhor é usar seus seguidores nas redes sociais para criar marcas que esses mesmos seguidores querem comprar, especialmente no caso de Kylie Jenner”, prossegue Gaither.

Quando Kylie lançou seus kits de batom, em novembro de 2015, já tinha uma linha direta para fazer publicidade deles a milhões de fãs, por meio de sua conta de Instagram. Com isso, ela reduz custos de marketing e ainda tem acesso à reação imediata sobre o que o público gostou ou não.

“Vinte anos atrás, um empreendedor que quisesse receber o feedback de 20 consumidores talvez tivesse de convidá-los (à empresa), colocar um produto em suas mãos ou fazer uma pesquisa de mercado”, aponta Lewis Sheats, vice-reitor assistente de empreendedorismo da Universidade do Estado da Carolina do Norte.

“Com plataformas de redes sociais, é possível alcançar centenas de milhares de pessoas em segundos e receber um feedback a respeito de um conceito (de produto).”4

AS KARDASHIAN SEMPRE GANHARAM DINHEIRO? 

Alguns dos acordos comerciais feitos pela família em seus primórdios da fama, envolvendo em particular as irmãs mais velhas Kourtney, Kim e Khloe, tiveram seus percalços.

As irmãs eram a face pública da marca de maquiagem Khroma Beauty, por meio de um acordo de licenciamento. Mas, depois do lançamento em 2012, a linha teve de ser rapidamente removida das lojas, sob acusação de ter infringido direitos autorais.

A marca foi rebatizada de Kardashian Beauty, mas os problemas legais continuaram. Faz pouco tempo que a família conseguiu se desvencilhar do imbróglio.

Elas também lançaram o Kardashian Kard, um cartão de crédito pré-pago cujo público-alvo eram adolescentes e pais que queriam controlar seus gastos.

O cartão foi retirado do mercado depois que o ex-procurador-geral do Estado de Connecticut Richard Blumenthal se disse “profundamente incomodado” pelas altas taxas cobradas pelo cartão, “além de seu apelo [comercial] para jovens adultos sem conhecimentos financeiros”.

Até hoje, alguns acordos comerciais são alvo de controvérsia.

Kendall Jenner teve vida curta como rosto da Pepsi: um vídeo publicitário da empresa mostrava a modelo durante um protesto popular entregando uma lata do refrigerante para um policial. A campanha publicitária foi altamente criticada, sob acusação de ter banalizado a situação e tentado cooptar movimentos de direitos civis, como o Black Lives Matter.

O anúncio foi tirado do ar um dia depois de sua divulgação, e a Pepsi pediu desculpas aos consumidores e à própria Jenner, por “tê-la colocado nessa situação [constrangedora]”.

Kim Kardashian West, prestes a ter seu quarto filho, provocou a ira da agência governamental que regula medicamentos nos EUA depois de promover um remédio contra enjoos matinais.

A atriz britânica Jameela Jamil (do seriado “The Good Place”) tem sido uma constante crítica das Kardashians, acusando Kim especificamente de ser “uma influência tóxica e terrível em jovens garotas” depois de esta fazer publicidade de um pirulito que supostamente suprime o apetite, em 2018.

“Essa família me faz sentir desespero por conta da forma como reduzem as mulheres”, criticou Jamil.

O QUE VEM A SEGUIR?

O atual contrato televisivo da família vence no final deste ano, e ainda não se sabe se o reality show vai continuar depois disso.

A audiência do programa minguou na temporada passada, de 1,3 milhão de espectadores no primeiro episódio para 851 mil no último.

Se o programa chegar ao fim, será que a família terá o mesmo nível de sucesso comercial?

“Elas certamente não terão tanta [plataforma para] publicidade grátis”, diz Alexander McKelvie, de Syracuse.

“Mas elas têm sido bem-sucedidas em descobrir outras formas de continuar na mídia, criando falsos conflitos. Sejam eles induzidos ou não, eles levam à publicidade gratuita.”BBC NEWS BRASIL

Oprah Winfrey doará R$ 7,7 milhões para ajudar a revitalizar Porto Rico

Dinheiro será destinado para auxiliar famílias afetadas pelo furacão Maria e preservar o patrimônio artístico e cultural do país

Oprah Winfrey informou na segunda-feira, 8, que doará 2 milhões de dólares (o equivalente a R$ 7,7 milhões) para a revitalização da cultura, beleza natural e história de Porto Rico.

Metade do dinheiro foi para o programa de resgate e recuperação da Federação Hispânica, o Unidos, a fim de ajudar na implementação de soluções para os problemas causados pelo furacão Maria no país, em 2017. O projeto tem o objetivo de atender às necessidades imediatas e de longo prazo das famílias e comunidades de Porto Rico.

A outra parte da doação será destinada ao Fundo Flamboyán para as Artes, a fim de proteger o acervo artístico, cultural e criativo da ilha.

“As necessidades de Porto Rico e de nossos compatriotas norte-americanos após os trágicos furacões ainda são muito reais, e os trabalhos que já foram feito por essas duas organizações e outras dentro e fora da ilha estão longe de terminar”, disse Oprah Winfrey em nota da Federação Hispânica.

Ateliê oferece terapias holísticas voltadas ao cuidado com as mulheres negras

Espaço Casa Vênus, criado pela teapeuta Laura Pitangui, foi inaugurado em setembro, na Glória
Eduardo Vanini

Laura Pitangui em seu espaço, na Glória Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Sente-se uma leveza no ar ao cruzar o portão de ferro azul da casa 7, na Rua General Delarte, na Glória. A partir dali, uma escada rodeada por arbustos conduz a visitante até o Ateliê Casa Vênus, onde a recepção se dá com uma placa de “Seja bem-vinda”, uma pintura com a palavra “axé” e um punhado de cristais, enquanto aromas de incensos e ervas completam a atmosfera zen. O uso do feminino no aviso tem um propósito: o foco do espaço criado pela terapeuta holística Laura Pitangui é nas mulheres negras.

É em Plaisir, na França, que essa história começa. Praticante de ioga desde os 12 anos, Laura seguiu pelo caminho da cultura milenar, fazendo cursos e completando sua formação com terapias manuais. Em 2015, aterrissou nos arredores de Paris para estágios em ventosaterapia (sim, isso mesmo, terapia com ventosas) e morou em um endereço considerado “gueto islâmico” pelos locais. A vivência nesse ambiente fez com que tivesse uma ideia.

— Convivia com mulheres muito tristes, que eram refugiadas e sofriam muita opressão. Aquilo me fez ter um “clique” de que deveria voltar para o Brasil e trabalhar justamente com o público que está na base da pirâmide e é oprimido desde sempre: as mulheres negras — diz ela, que abriu o espaço em setembro do ano passado.

Das andanças pelos mundo — Laura também estudou terapias manuais na Holanda — e por diferentes centros de formação, a terapeuta chegou a um método particular em que, como ela mesma diz, “mistura a p… toda”. Funciona assim: depois de uma longa conversa com a cliente, ela entende o que seria mais adequado naquele momento e lança mão de técnicas como ventosas, acupuntura, terapias com cristais ou reiki.

— Meu trabalho é muito intuitivo. Faço uma massagem não-convencional, que desenvolvi ao longo do tempo e que purifica, já que uso várias técnicas para equilibrar o espírito também — descreve.

O método já conquistou mulheres célebres. A vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado, era uma de suas clientes. A filósofa e escritora Djamila Ribeiro também é adepta.

— Laura nos trata como um todo, para além de só onde dói. Esse cuidado é muito raro nos dias de hoje, em que os espaços dedicados a essas terapias são muito tecnicistas — afirma Djamila. — Ela fica o tempo necessário com as clientes até que se sintam melhor.

Ancestralidade é lembrada na ambientação da casa Foto: Leo Martins / Agência O Globo
Ancestralidade é lembrada na ambientação da casa Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Segundo a terapeuta, boa parte dessa aproximação com as mulheres atendidas se baseia na sua própria trajetória.

— A vida toda as pessoas duvidaram de mim. Quando fui fazer prova de ioga, muitos professores questionavam a minha capacidade, diziam que o ioga não estava dentro de mim — recorda-se. — O racismo está em todos os lugares desde sempre. Ter essa experiência de ser oprimida ao longo de anos e não ser ouvida em espaços brancos me deu força para direcionar o meu trabalho para as mulheres negras. É como se eu dissesse: “estou aqui por vocês e entendo o seu sofrimento. Se consegui, você também consegue”.

Como o mote é democratizar as terapias, Laura também tratou de garantir que o atendimento seja, de fato, financeiramente acessível. As sessões, em média, custam R$ 170. Mas há opções a preços populares (a partir de R$ 70), em horários alternativos. Caso a pessoa não tenha condição de pagar, existe a possibilidade de troca por serviços. Já os pedidos de reiki e benzimento, com direito a folhas de arruda, são atendidos gratuitamente. Mulheres brancas e homens, é bom avisar, também são bem-vindos. Só precisam entender que as negras sempre terão prioridade na agenda.

Outro serviço oferecido pela Casa Vênus são as aulas particulares de “afroioga”, termo cunhado por Laura para intensificar a presença de negros dentro da prática. Nos encontros também há um toque pessoal.

— São aulas bem ritualísticas, com velas, cristais e outros elementos que agrego na hora — diz. — Mas o mais importante é esse chamado para homens e mulheres negros vivenciarem uma prática ainda tão dominada por pessoas brancas.

Aula de ioga com Helbert (de camiseta branca) Foto: Divulgação
Aula de ioga com Helbert (de camiseta branca) Foto: Divulgação

Recentemente, o local passou a servir de endereço para aulas de ioga ministradas também pelo professor Helbert de Almeida, que costuma reforçar o caráter ancestral da técnica em conversas com seus alunos.

— Todo mundo pensa que o ioga começou na Índia, mas foi na África antiga, embora pouco se fale sobre isso. E quando há pretos juntos fazendo uma prática ancestral, isso se torna transformador e revelador — diz ele.

Enquanto vê a frequência aumentar a cada dia em seu espaço, Laura vivencia o prazer de acompanhar a evolução de cada pessoa, dentro do que classifica como um “processo de cura”. Num dos casos, uma mulher que sofria agressão psicológica por parte do companheiro conseguiu se desvencilhar de um quadro de depressão.

Uma das terapias aplicadas no local Foto: Divulgação
Uma das terapias aplicadas no local Foto: Divulgação

— Ela estava totalmente desestabilizada emocionalmente, com uma energia muito densa, que nem era dela. Então, fiz um trabalho de escuta profundo e, depois, parti para as terapias corporais. Aos poucos, ela foi se desprendendo dessas amarras — conta.

A terapeuta, entretanto, faz questão de frisar que não é ela quem proporciona essa cura:

— Sou apenas um portal de acesso. A partir do momento em que a pessoa escolhe se transformar, ela já está se autocurando.

Twitter reduziu o número de contas que você pode seguir por dia

A medida é um esforço para combater o spam na plataforma; agora é possível seguir no máximo 400 contas por dia

O Twitter é alvo de críticas por permitir manipulação política e disseminação de discurso de ódio na plataforma

Agora você só poder seguir 400 contas por dia no Twitter. A rede social anunciou nesta segunda-feira, 8, que reduziu o limite de vezes que usuários podem seguir perfis, em um esforço para combater o spam na plataforma. Até então, era possível seguir mil contas por dia. 

O Twitter disse que é um comportamento típico de spam e robôs seguir e deixar de seguir usuários inúmeras vezes. 

A rede social está fazendo uma limpeza em sua plataforma, após receber críticas por permitir manipulação política e disseminação de discurso de ódio. Com a faxina, o Twitter está diminuindo o número de usuários falsos da rede social, ficando apenas com os usuários de verdade. Em fevereiro, o Twitter perdeu 5 milhões de usuários ativos mensais no quarto trimestre de 2018. No período, cerca de 321 milhões de usuários frequentaram a rede social, enquanto no trimestre passado esse número era de 326 milhões.

Chloë Sevigny quer que você troque suas joias… Por flores!

Atriz usou corsages de flores naturais no lugar de pulseiras ou braceletes no casamento de Marc Jacobs.

Chloe Sevigny (Foto: BACKGRID)

Depois de Lady Gaga de diamante de valor inestimável e Kendall Jenner usando um deslumbrante colar de turmalinas e safiras da Tiffany & Co.Chlöe Sevigny quer que você troque suas joias por flores.

A atriz apostou em uma dupla de corsages de flores naturais (bromélias e aves do paraíso) para complementar seu look preto total para o casamento de Marc Jacobs, no último sábado (06.04) em Nova York, e deu um refresh no jogo de acessórios para eventos formais. “Chlöe pediu dois corsages e eu quis que eles fossem delicados, como duas joias”, contou Joshua Werber, florista baseado no Brooklyn que assinou as peças – e cujos arranjos de cabeça de flores naturais já enfeitaram looks de alta-costura em editoriais da Vogue americana, tornando-se uma sensação no Instagram. Delicadas e lindas – e uma próxima tendência?