Remessas Internacionais cada vez mais baratas

A migração global é um fenômeno crescente. E, com ela, aumenta a necessidade de transferência de recursos de um país para outro. Cada vez mais pessoas mudam de residência em busca de melhores condições de vida. É comum que, ao conquistar uma qualidade de vida superior, passem a ajudar financeiramente quem ficou no país de origem. Em outros casos, os imigrantes simplesmente têm contas a serem pagas nos países em que moravam, tornando necessárias as transferências mensais.

Os custos de remessas internacionais de dinheiro para pessoas físicas costumam ser altos. A média global é acima de 10% do valor transferido e, em alguns casos, pode atingir 15%.

Em 2011, numa reunião do G20, Bill Gates afirmou: “Precisamos continuar reduzindo os custos transacionais das remessas internacionais, já que este pool de dinheiro tem impacto nos mais pobres. Se a taxa fosse reduzida pra 5%, isto já representaria uma economia de 15 bilhões de dólares.”

Foi de olho nesta dor que os israelenses Or Benoz, Guy Kashtan e Saar Yahalom fubdaram a Rewire, uma fintech que busca ser mais eficiente e barata na transferência de recursos que os cidadãos israelenses fazem para seus países de origem.

A empresa foi fundada em 2015 e ficou rapidamente conhecida no mercado israelense, um país com uma população menor do que a da Grande São Paulo.

Até então, o produto apresentava uma solução similar a de outras startups, como a Transferwise, a líder global em remessas internacionais. Porém um fato chamou a atenção dos fundadores: com o tempo, os usuários começaram a depositar dinheiro na wallet da Rewire e não faziam a transferência imediatamente. Deixavam o dinheiro parado lá por semanas. Com o passar do tempo, isso se tornou meses. E a Rewire entendeu que ela estava servindo como o banco do cliente, uma vez que ele não tinha uma conta corrente num banco tradicional. O passo seguinte estava claro: a Rewire deveria se tornar um mobile bank.

A startup acabou de captar U$17 milhões com fundos de Venture Capital, para se tornar um banco digital para estes desbancarizados e expandir sua atuação para outros países.

É mais uma fintech que vai ajudar a endereçar as necessidades financeiras de parte dos 2 bilhões de desbancarizados no mundo. [Guilherme Horn]

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