Christopher Ferguson for WWD April 2019 with Jess Pw

Photography: Christopher Ferguson at See Management. Stylist. Alex Badia. Makeup: Mark Edio at See Management. Hair: Linda Shalabi at See Management. Model: Jess Pw at The Society Management.

Feliz aniversário: a rainha Elizabeth II faz 93 anos no domingo de Páscoa

Monarca participou de evento na capela de São George, no Castelo de Windsor
AGÊNCIA – AP

Rainha Elizabeth acena para o público ao deixar a celebração de Páscoa na capela de São George, no castelo de Windsor Foto: Kristy Wigglesworth/Pool via REUTERS

A rainha está celebrando a Páscoa participando de um evento com outros membros da realeza sênior na capela de São Jorge, nos terrenos do castelo de Windsor, a oeste de Londres.

Ela foi acompanhada pelo príncipe William e sua esposa Kate, a duquesa de Cambridge, e o príncipe Harry, cuja esposa Meghan, a duquesa de Sussex, está esperando seu primeiro filho nas próximas semanas e não compareceu.

Harry e Meghan postaram uma saudação de aniversário para a rainha em sua página no Instagram: “Feliz Aniversário, Sua Majestade, senhora, vovó. Desejando-lhe o dia mais maravilhoso! Harry e Meghan”.

O aniversário da rainha é marcado este ano por um dia ensolarado incomum que deixou os grandes terrenos do castelo com o perfume de flores florescendo.

Domingo é a primeira de duas festas anuais de aniversário para a rainha. Ela marca seu aniversário oficial em junho com o desfile Trooping the Colour.

A tradição de dois aniversários data de mais de 250 anos, quando foi instituída pelo rei George II.

Elizabeth é a monarca reinante mais longa da história britânica. Ela ainda mantém um cronograma ativo, embora ela não viaje com a frequência que costumava fazer.

Seu marido de 97 anos, o príncipe Philip, aposentou-se de funções públicas e não compareceu ao evento.

Bilheteria EUA: A Maldição da Chorona, Shazam!, Superação: O Milagre da Fé, Capitã Marvel, Little

Filme arrecadou US$26 milhões no final de semana de estreia

O terror A Maldição da Chorona estreou no topo da bilheteria americana. Arrecadando US$26,5 milhões, o longa superou Shazam!, mas o desempenho não foi suficiente para salvar o pior final de semana de Páscoa em 15 anos.

Na sequência, ficaram Shazam! e Superação: O Milagre da Fé. Enquanto o longa estrelado por Zachary Levi fez US$ 17,3 milhões, o drama baseado em fatos teve bilheteria de US$ 11,1 milhões.

Capitã Marvel se mantém no Top 5, mesmo tendo estreado há quase dois meses. Na sua sétima semana em cartaz, o primeiro longa solo de uma heroína da Marvel fez US$ 11,1 milhões.

Fechando o ranking, a comédia Little fez US$ 8,4 milhões na sua segunda semana.

Apple dizia que tecnologia da Qualcomm não era boa; internamente, era “a melhor”

A briga entre Apple e Qualcomm ficou para trás. As empresas fizeram as pazes fora dos tribunais e acabaram, de uma hora para outra, com todas as disputas espalhadas pelo globo num acordo de licenciamento de tecnologias de seis anos (com possibilidade de estendê-lo por mais dois), bem como um acordo de fornecimento de chipsets válido por “vários anos”.

Ainda que tudo esteja resolvido, alguns desdobramos dessa briga continuam aparecendo. O The Washington Post teve acesso a alguns documentos selados (utilizados no processo) os quais revelam que a Apple falava uma coisa publicamente mas, internamente, outra.

Uma das táticas da Apple era minimizar a importância da tecnologia da Qualcomm para, justamente, conseguir pagar menos pela utilização da sua tecnologia. Memorandos internos, por outro lado, falavam justamente o contrário. Em um deles, o vice-presidente sênior de hardware da Apple, Johny Srouji, afirmou o seguinte sobre a tecnologia da Qualcomm: “Em termos de engenharia, eles têm sido os melhores”.

Os documentos mostram também que a Apple já planejava processar a Qualcomm em 2014, mas preferiu esperar até fim de 2016. O motivo? Um acordo no qual a Qualcomm repassaria bilhões de dólares para a Apple finalizava justamente no fim de 2016. A estratégia era ferir a Qualcomm financeiramente e colocar em risco o modelo de licenciamento dela, para no fim conseguir um acordo melhor.

Outro exemplo das táticas utilizadas pela Maçã: a empresa fechou contratos com Huawei e Ericsson para mostrar como a Qualcomm estava abusando nos seus preços, já que esse acordo da Apple com as rivais envolviam o dobro de patentes mas custava apenas uma fração. O problema é que a Apple fechou esses contratos com a Huawei e a Ericsson apenas com o intuito de “criar provas”, fazendo com que a Qualcomm parecesse mais cara (pelo menos esse foi o argumento usado pelo advogado da fabricante de chips e que não foi rebatido pela Apple).

Eles foram para essas outras empresas e negociaram acordos muito baratos nos últimos dois anos para criar a evidência, vir aqui e dizer que esses caras são os mocinhos porque eles estão recebendo menos por suas patentes e nós somos os bandidos.

No fim das contas, o The Washington Post sugeriu que a Apple optou por fazer as pazes com a Qualcomm não apenas para conseguir utilizar modems 5G nos seus iPhones em 2020, mas porque enxergou que não conseguiria ter sucesso nos tribunais com seus argumentos.

VIA APPLEINSIDER

Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica

Linhas retas e uso de materiais naturais predominam no projeto
FOTOS VINICIUS ASSENCIO

Um terreno de 3 mil m² em Botucatu, interior de São Paulo, abriga uma casa ímpar, com vista privilegiada para a represa. O projeto criado pelo escritório AUÁ Arquitetos levou 18 meses para ficar pronto e foi todo pensado para que os proprietários pudessem desfrutar ao máximo da paisagem local.

A família, que ama receber, solicitou um lar amplo e com os ambientes sociais integrados. Eles também queriam que a represa fosse avistada de todo os lugares da casa. Para realizar estes sonhos, os arquitetos utilizaram grandes panos de vidro em todo o projeto.

Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)

Linhas retas, vãos e uso de materiais naturais inspiraram o desenho da construção. O posicionamento da área da piscina no terreno foi o ponto de partida, já que a casa se desenvolveu em volta dela.

Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)

Na decoração de interiores, a rusticidade toma conta, à pedido da família. Muita madeira, pedra e texturas brutas trazem uma desejável imperfeição e certa robustez aos espaços. O cenário perfeito para finais de semana e férias inesquecíveis!

Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)
Casa de campo tem vista para represa e decoração rústica  (Foto: FOTOS VINICIUS ASSENCIO)

Móveis e obras raras ocupam mansão do século 16 na Suíça

Casa da última edição da Nomad, a Chesa Planta exibe peças de design colecionável em decorações dramáticas
EDIÇÃO ADRIANA FRATTINI | FOTOS FILIPPO BAMBERGHI

Tapeçaria Small Square n. 7 (2015), de Taher Asad-Bakhtiari. Banco Palmyra (2018), de Roberto Sironi – ambos para a Carwan Gallery, de Beirute

A Chesa Planta, mensão no coração de St.Moritz, recebeu a última edição da Nomad, exposição itinerante de design colecionável feita junto a algumas das mais renomadas galerias do mundo. Em meio à neve dos Alpes suíços, os curadores Giorgio Pace e Nicolas Bellavance-Lecompte reuniram móveis, objetos e obras de arte de rara preciosidade.

Móveis e obras raras ocupam mansão do século 16 na Suíça (Foto: Filippo Bamberghi)

Da esq., para a dir., cadeira alta da série Mobili Nella Valle (1972), de Mario Ceroli. Cadeira infantil Crosby (1998), de Gaetano Pesce. Cadeiras (1906) de Ernesto Basile. Mesa Qua Marwoolus (2018), design Edizioni Luisa Delle Piane. Pendente Retratos Iluminados (2017), de artesãos de Sítios Novos, SE, e Estimontes, AL, sob orientação de Fernando e Humberto Campana. Cômoda (1957), design Gianfranco Frattini para Bernini; sobre ela, objetos da série Bisanzio (2018), e luminária WL01C, tudo design Andrea Branzi – todas as peças na Galleria Luisa Delle Piane, de Milão

Móveis e obras raras ocupam mansão do século 16 na Suíça (Foto: Filippo Bamberghi)

Da esq. para a dir., cesto para lenha SO-IL, do estúdio SO-IL. Luminária de piso Metrò (2017), design Piovenefabi. Mesa da coleção Barbar (2018), design Studio Anne Holtrop; sobre ela, cesto Egyptian, design Studio Mumbai, e luminária de mesa da coleção Barbar (2018), design Studio Anne Holtrop. Tapete Swiss Mask, de Christoph Hefti – tudo para a Maniera, de Bruxelas

Móveis e obras raras ocupam mansão do século 16 na Suíça (Foto: Filippo Bamberghi)

Mesa lateral Eternity (2012), de Mattia Bonetti. Poltrona Anita (2012), de Francis Sultana. Luminária de piso Masai (1999), design Garouste & Bonetti. Sofá Cylinder Brunette II (2017), de Mattia Bonetti. Mesa de centro Marronier (2015), de Maria Pergay – tudo na David Gill Gallery, de Londres

‘Nossa elite não é sofisticada’, diz estilista Reinaldo Lourenço

Estilista fala sobre sua nova coleção, inspirada no clima de Miami
Maria Rita Alonso – O Estado De S.Paulo

Estilista Reinaldo Lourenço fala sobre novidades que leva à SPFW Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Nunca diga nunca é uma máxima que se aplica perfeitamente bem à dinâmica da moda, na qual o que é brega hoje pode virar muito cool amanhã. Quem diria, por exemplo, que Reinaldo Lourenço, o estilista mais chique do Brasil, faria uma coleção toda inspirada em Miami? Pois ele fez e apresentará nesta segunda, 22, no Farol Santander, em seu desfile que marca a abertura da 47.ª edição do São Paulo Fashion Week – que vai até dia 26.

Fachadas de edifícios art déco estão estampadas em saias-envelope, enquanto longos de seda magníficos ganham nuances em degradê, lembrando o pôr do sol. Peças de alfaiataria em puro linho e a camisaria chiquérrima de algodão contrastam com a sensualidade do couro e dos vestidos moldados por argolas de metal.

Poucos estilistas nacionais conseguem desdobrar um conceito criativo em linhas paralelas usando materiais tão diferentes e refinados e atraindo estilos tão diversos de clientes. É raro ver um ateliê capaz de produzir moda com esse nível de sofisticação (a equipe de costura está ali há anos).

Detalhista, agitado e exigente, Reinaldo recebeu o Estado nos momentos finais dos preparativos para o desfile. “A moda hoje é produto. Nos anos 1980 e 90, a gente tinha mais chance de mostrar o talento artístico. Hoje as pessoas querem uma roupa que elas possam usar”, diz ele, que desenhou 280 modelos para esta temporada, e colocará 50 deles na passarela.

Sempre afiado, ele analisou a relevância dos desfiles e o uso ostensivo de logos. “Nossa elite se preocupa muito com grifes”, dispara. Lembrou ainda das modelos famosas e de outras épocas, revirando registros fotográficos e looks dos desfiles passados, catalogados recentemente por um pesquisador. Guardadas em uma sala do ateliê repousam, enfim, preciosidades da moda nacional.

Entrevista com Reinaldo Lourenço

Seu desfile marca a abertura desta edição da SPFW. Desfiles ainda são relevantes?
São sim! E isso não mudará tão cedo. O desfile é o ponto de partida de uma coleção, é a possibilidade de exibir a roupa em movimento. Há 20 anos, dizem que a alta-costura vai acabar. E ela não acabou, só se renovou.

O que veremos de diferente amanhã no seu desfile?
O desfile será no Farol Santander, o antigo prédio do Banespa, que é lindo e tem tudo a ver com a coleção por ter uma arquitetura art déco. Vamos montar a passarela no hall, transformando o espaço no “Hotel Lourenço”. Serão 450 lugares estofados com sobras de tecidos de coleções passadas, em parceria com a Breton.

Sua nova coleção é inspirada em Miami. Como se deu o processo criativo?
Há 30 anos, não visitava Miami. Na verdade, tinha o maior preconceito. Mas, recentemente, fui até lá fazer um desfile e, quando olhei para a praia, senti uma energia tão leve. A luz de Miami é linda! Fui na Ocean Drive e fiquei desesperado, pensando: “Por que nunca vi isso com esses olhos?”.

A idade nos deixa menos preconceituosos?
Acho que me deixa mais aberto.

De que maneira esse encantamento pela cidade foi transferido para as roupas?
Como vou sempre a Paris e faço muita pesquisa de moda em antiquários famosos, decidi percorrer os brechós de Miami e descobri coisas maravilhosas, com uma outra estética. Lá tive várias ideias. Sempre gostei de degradê, por exemplo, e aí me deu vontade de usar esse recurso novamente, de investir nessa mistura meio mágica de cores.

A moda está fora de moda?
Não está em seu melhor momento. As pessoas não têm mais a preocupação de usar o que é moda, o que é tendência. Elas usam o que gostam. E o Brasil nunca foi fashion na essência da palavra. Nossa elite, em geral, não é sofisticada. Ela se preocupa muito com grifes.

Por que você não coloca logotipos nas bolsas que vende?
Não gosto, não consigo usar nada com logo estampado. Tenho vergonha. Existem outros jeitos de imprimir uma marca.

Uma roupa tem que ser pensada para ser especial. Já existe muita roupa no mundo, as pessoas não aguentam mais tanta roupa. A gente tem de fazer uma moda que realmente traga algo novo, que encante.

Seguindo a lógica de peças especiais e duráveis, você aposta na moda sustentável?
Sou a favor de ter menos e melhores, mesmo porque a pessoa fica com mais estilo. Usando mais a mesma peça, ela reforça a imagem pessoal. Eu, como consumidor, prefiro investir em uma peça de qualidade a ter 10 mil coisas no armário. O fast fashion é insustentável.

Quem são seus heróis na moda?
Gosto dos clássicos, tipo Chanel nos anos 1930, Saint Laurent nos anos 1970, Balenciaga e Dior nos anos 1950. Rei Kawakubo também admiro.

Você é um dos estilistas mais longevos do Brasil. Como se manter nesse mundo efêmero?
É preciso se informar. Eu viajo bastante, tenho um filho que mora fora e a curiosidade pelo novo está em mim. Ser jovem não significa ter um olhar jovem, isso vai da pessoa. A Marie Rucki, minha professora de estilismo, tem 80 anos e mantém um olhar muito jovem sobre tudo.

O que falta para o mercado de moda nacional evoluir?
Temos de melhorar nossa economia, diminuir essa taxa de desemprego assustadora. Os grandes mercados que consomem moda, como a China e a Índia, estão crescendo. No Brasil, só uma pequena elite pode consumir; isso é triste.