Estilistas da geração millennial tomam as passarelas da SPFW

Novos nomes, destaques do evento, valorizam processos sustentáveis que engajam consumidores nas redes sociais
Maria Rita Alonso – O Estado de S.Paulo

Modelos no desfile da Another Place na São Paulo Fashion Week Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

Novos estilistas, donos de pequenas e micro marcas, ganharam as passarelas do São Paulo Fashion Week, no quarto dia de desfiles. É impressionante como a moda precisa do frescor de criadores como Ana Luisa Fernandes, da Aluf, para captar os movimentos emergentes de comportamento.

Sua apresentação trouxe vestidos leves de organza (que ressurgiu do nada nesta temporada), em tons claros e suaves. Todos com modelagens sofisticadas, construídas em materiais nobres. Peças pregueadas e plissadas, calças baggys e tops com babados elaborados foram destaques, ao lado da cartela de tons crus, com toques de verde e de dourado queimado. “A Aluf tem estilo, tem conceito e, importante, tem um produto desejável”, diz Ana Carvalho Pinto, cofundadora do e-commerce Shop2gether.

Enfim, as roupas são lindas, com design classudo. Mas o que impressiona mesmo é como o propósito, o discurso e toda a dinâmica de produção e lançamento de Ana Luisa seguem uma lógica própria. Integrante do projeto Estufa, a estilista faz parte de uma nova leva de nomes da moda da geração millennial que chega agora ao SPFW, ocupando o lugar de grandes marcas que abandonaram o evento (a última foi a Osklen). Todos eles adoram a filosofia do slow fashion, valorizam processos sustentáveis, utilizam matéria-prima nacional têm comunicação direta com o público pelas redes sociais. 

“No Projeto Estufa temos marcas que são verdadeiras antenas para a contemporaneidade, cuja a estética é impactada por seu modo de vida, a região onde habitam e sua comunidade. Seu trabalho condiz com a sua verdade”, analisa a jornalista Camila Yahn. Ela lembra que essa renovação já está acontecendo por todo lugar, no Japão, na China, nas semanas de moda de Nova York, Paris e Londres e, naturalmente aqui no Brasil também. 

Dessa turma promissora, o maior talento é o de Raffaela Caniello, da Neriage, estreante no line up da SPFW. Apoiada em inspirações do mundo filosófico e intelectual, a estilista de 24 anos exibiu peças com tecidos nervurados, preparados com tingimento especial (destaque para o vermelho-vivo da coleção), e impecavelmente plissados. Seu olhar criativo dessa vez se apoiou no balé de Pina Bausch para criar o storytelling da passarela baseado em movimento — algumas peças foram feitas para “dançar” no corpo. “Sempre quis ser escritora, por isso construo minha moda em capítulos. E gosto de pensar que a moda nacional está vivendo também um novo capítulo, com a nossa chegada”, diz Rafaella. 

Outro destaque do dia foi a Cacete.Co, com seu streetstyle meio esportivo, meio anos 90. Nessa coleção, inspirada no culto à tecnologia, Raphael Ribeiro e Tiago Carvalho, diretores criativos da marca, trouxeram malhas e golas altas, complementadas por óculos criados em parceria com a gigante Chilli Beans. Por sinal, a moda criada por novos nomes tem sido muito requisitada pela indústria através de colaborações. Fica uma pergunta levantada pelo jornalista Eduardo Viveiros em seu site Calma: Será que os novinhos podem trazer relevância de volta ao SPFW?

Naomi Campbell – Luigi + Iango – Vogue Japan – June 2019

Vogue Japan com Naomi Campbell, photographed by Luigi + Iango and styled by Patti Wilson with hair by Luigi Murenu and makeup by Renee Garnes

Meghan Markle vai usar nascimento de bebê real como desculpa para não encontrar com Donald Trump, diz The Inquisitr

Antes de seu casamento com Harry, Markle chamou Trump de misógino e fez campanha para Hillary Clinton nas eleições de 2016

A atriz e duquesa Meghan Markle com o marido, o Príncipe Harry (Foto: Getty Images)

A atriz e duquesa Meghan Markle vai fazer uso do nascimento do filho dela e de seu período de licença maternidade como desculpa para não se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a passagem do líder norte-americano pelo Reino Unido, marcado para o mês de junho. A informação foi revelada por fontes próximas à ex-estrela hollywoodiana em entrevista ao site The Inquisitr.

Com a previsão de nascimento do bebê nas próximas semanas e a expectativa que Markle fique seis semanas em licença maternidade e afastada de suas funções oficiais, ela só retornaria ao trabalho no dia 8 de junho, junto com as celebrações do aniversário de 93 anos da Rainha Elizabeth 2ª. Enquanto isso, a visita de três dias de Trump à Inglaterra ocorreria entre os dias 3, 4 e 5 de junho.

“Fui informado que não há planos para encontros entre a Meghan com o presidente Trump”, disse a fonte ligada a à atriz e duquesa. Segundo o contato, a licença maternidade da artista será “bastante conveniente” para ela, opositora enfática das políticas de Trump. Antes de sua entrada na Família Real, Markle chegou a chamar Trump de misógino e chegou a fazer campanha para Hillary Clinton nas eleições vencidas por ele em 2016.

A mesma fonte do jornal explica que a ausência de Markle torna a presença de Harry quase obrigatória no encontro entre Trump e a Família Real. A ausência dos dois, sendo ele o caçula do Príncipe Charles e irmão do futuro monarca britânico, poderia soar como uma falta de gentilezas por parte do Reino Unido.

Boatos dão conta que Harry e Markle não puderam convidar Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, para o casamento deles em maio do ano passado porque não poderiam deixar Trump de fora caso Obama estivesse presente. Amigos pessoais dos Obama, o príncipe e atriz acabaram acatando as determinações de seus superiores e não chamaram para a cerimônia nenhum dos políticos.

Handred | São Paulo | N47

Por CAMILA GARCIA E PEDRO SALES

Handred (Foto: Alexandre Furcolin)

Com trilha sonora ao vivo embalada pela cantora Virgínia Rodrigues, a Handred levou para a passarela uma ode ao sincretismo brasileiro e apresentou a coleção Rio Vermelho, em que modelagens e tecidos já clássicos da marca carioca, como os macacões e o linho, aparecem ao lado de bordados e estampas de búzios em peças genderless, sempre bem cortadas e com silhueta comfy. A label, ex-Novo Talento do Veste Rio, já tem lojas na capital fluminense e em São Paulo, e é aposta certa quando se quer estar cool e elegante em qualquer ocasião. O vestido chemise vermelho abriu o desfile e o terno xadrez com ombro quadrado.


Slack perdeu US$ 140 milhões em 2018 e mira em valorização pós-estreia na Bolsa

Aplicativo de mensagem instantânea espera levantar US$ 10 bilhões com listagem na Bolsa de Valores de Nova York, nas próximas semanas
Por Agências – Reuters

Slack HQ in San Francisco

Slack, o aplicativo de mensagem instantânea para trabalho, perdeu US$ 140,7 milhões no ano passado.  A informação foi divulgada pela companhia nesta sexta-feira, 26, quando o Slack apresentou seus dados financeiros, uma exigência cumprida por empresas que serão listadas na Bolsa.

De acordo com os documentos, até o fim de janeiro o Slack tinha 10 milhões de usuários ativos diários, sendo que 88 mil usam serviços pagos na plataforma. Já a receita da companhia saltou 82% atingindo US$ 400,6 milhões em seu último ano fiscal ao passo que as perdas diminuíram para US$ 140,7 milhões, em comparação aos US$ 181 milhões no ano anterior.

A empresa escolheu entrar na Bolsa por meio de uma listagem direta, uma maneira mais barata de se tornar uma companhia de capital aberto. O processo exige menos bancos de investimento e, por isso, as taxas costumam ser mais baixas. O modelo já foi adotado há uma no pela Spotify, sendo o Slack a segunda companhia a usar a estratégia.

Com a abertura de capital, a empresa espera uma valorização de mais de US$ 10 bilhões, informou a agência de notícias Reuters. Alguns dos primeiros investidores e funcionários venderam as ações por cerca de US $28, valorizando a companhia em cerca de US$ 17 bilhões, disseram especialistas na última quinta-feira, 25.

O Slack é o mais recente de uma série de empresas de tecnologia de alto perfil que querem ir a público este ano. O aplicativo de transporte compartilhado Lyft foi o primeiroseguido da rede social Pinterest. Entre as empresas que devem começar a negociar suas ações na Bolsa nas próxima semana estão o Uber e o Airbnb.

Madonna lança clipe de “Medellín” com Maluma

Canção fará parte do álbum Madame X
GABRIEL AVILA

Madonna lançou hoje, dia 24, o clipe de “Medellín”, seu novo single com participação de Maluma.

A canção fará parte do álbum Madame X, que terá participação de Anitta. O último disco de Madonna, Rebel Heart, foi lançado em 2015.

Ativistas reagem à decisão de Bolsonaro de vetar propaganda do Banco do Brasil que fala sobre diversidade

Educafro pretende apresentar uma denúncia contra iniciativa do presidente
Flávio Freire

Comercial do Banco do Brasil que fala sobre diversidade foi vetada pelo governo Bolsonaro Foto: Reprodução

Ativistas e entidades que defendem a chamada minoria reagiram fortemente à decisão do presidente Jair Bolsonaro de tirar do ar uma propaganda do Banco do Brasil que destaca a diversidade. Na peça, jovens negros, tatuados, trans e de diferentes estilos aparecem em cenas do cotidiano.

– A comunidade negra gastou um tempo imenso para despertar na sociedade o respeito à diversidade. Essa propaganda consolida uma conquista dos excluídos. A decisão dele (Bolsonaro) mostra o quanto ele é equivocado – disse frei David, à frente da Educafro, entidade que luta pela inclusão dos negros no mercado de trabalho e universidades públicas.

Segundo Frei Davi, a Educafro pretende entrar com uma denúncia na Organização das Nações Unidas (ONU) contra a decisão do governo federal de tirar a propaganda do ar.

Ao colunista Lauro Jardim, do GLOBO, Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, disse que Bolsonaro não gostou do resultado da campanha:

 — O presidente Bolsonaro e eu concordamos que o filme deveria ser recolhido. A saída do diretor é uma decisão de consenso, inclusive com aceitação do próprio.

Na propaganda, uma modelo trans também aparece rapidamente. Assim como os outros participantes do filme, não fala, apenas contracena com a câmera.

– É impossível entender a cabeça de um presidente que se incomoda com a liberdade alheia, com a diversidade. Há uma questão psicológica a ser estudada – ironiza o ativista gay Fernando Dantas, que trabalha em uma Organização Não Governamental (ONG) que dá abrigo a transexuais em situação de vulnerabilidade.

Um dos fundadores da Associação da Parada do Orgulho LGBT, Nelson Matias, disse que a iniciativa de Bolsonaro refroça o que ele chama de “intolerância institucional”.

– O que ele falava antes mesmo da campanha (eleitoral) está colocando em prática, infelizmente. Esse tipo de atitude reforça o discurso de ócio contra pessoas que lutam diariamente por sua sobrevivência – disse Matias.

Desfile Cacete Company – SPFW N47

Desfile Cacete Company – SPFW N47

Kiki Willems – Brett Lloyd – Document Journal – SS 2019

Kiki Willems é tema principal na Document Journal, photographed by Brett Lloyd and styled by Camille Bidault-Waddington with hair by Johnathan De Francesco and makeup by Karin Westerlund.