Fotos Históricas – As atrizes Miriam Persia, Maria Helena Dias, Leila Diniz e +

As atrizes Miriam Persia, Maria Helena Dias, Leila Diniz, Liana Duval, Giedre e Glauce Maria na piscina do Tênis Clube de Marília, cidade onde ocorreu o II Festival de Cinema de Marília em 1967. Foto: Ywane Yamazaki/Estadão

Danai Gurira – PorterEdit April 26th, 2019 By Claire Rothstein

Standing Strong   —   PorterEdit April 26th, 2019   —   www.net-a-porter.com
Photography: Claire Rothstein  Model: Danai Gurira Styling: Tracy Taylor Hair: Larry Sims
 Make-Up: Kim Bower Manicure: Millie Machado
 Art Direction: Gemma Stark

Passarelas do SPFW viram palco para contadores de histórias

Estilistas sofisticam discurso baseando coleções em temas artísticos, filosóficos e intelectuais
Maria Rita Alonso – O Estado De S.Paulo

Coleção da Apartamento 03 está entre o natural e o artificial Foto: Andre Penner/AP

A arte de apresentar uma coleção em um desfile tem a ver com a habilidade de contar uma história por meio de roupas. Ontem, no penúltimo dia do São Paulo Fashion Week, a maioria das marcas soube como explorar muito bem o storytelling. A Cotton Project, por exemplo, fez uma viagem ao universo dos beatniks, que nos anos 50 pregavam um estilo de vida antimaterialista e sonhavam em fugir dos grandes centros rumo às montanhas. 

Priorizando o mise-en-scène, os estilistas Rafael Varandas e Acácio Mendes posicionaram a plateia em pé, ao redor de uma pedreira cenográfica. A coleção veio com um ar vintage, misturando terninhos de veludo, casacos xadrez, gorros e boinas a elementos esportivos da escalada. “No pós-guerra, uma época próspera, muita gente não conseguia se enquadrar e acabava vivendo à margen da sociedade”, conta Varandas.

Rei do storytelling de moda, Ronaldo Fraga apostou dessa vez numa coleção inspirada em Cândido Portinari. Em uma carta ao artista, o estilista diz como imagina Guerra e Paz, obra das mais famosas de Portinari, sendo pintada hoje – e é esse o exercício criativo que transfere para suas roupas. Os vestidos aparecem estampados com cenas em que retirantes nordestinos dão espaço a refugiados e sem-terra. Diferentemente da obra original, Fraga acredita que Guerra e Paz falaria agora da soja e não do café, assim como das florestas entregues ao agronegócio, das opressões que as minorias têm sofrido e de políticos-hienas.

Já no desfile da Apartamento 03, o estilista Luiz Cláudio explorou duas linhas opostas. A primeira com linho em uma alfaiataria chique com formas amplas e belos paletós, e também em vestidos plissados multicoloridos. A segunda leva veio artificial, com paetês gigantes translúcidas e telas com vidrilhos.

A explicação para a bifurcação criativa veio de uma constatação: as pessoas hoje estão obcecadas pela beleza perfeita, abusando do botox e se “plastificando”. Por isso, ele quis refletir sobre a beleza do natural, usando o linho que é um tecido que amassa e os plissados, numa alusão às rugas, versus a textura fake dos materiais sintéticos. 

É verdade que, às vezes, essas histórias podem soar banais. Mas é difícil imaginar dezenas de looks com modelagens complementares, estampas originais e cores coordenadas, sem que haja um tema, um ponto de referência. Mirar em um universo estético, ou até intelectual, é default para estilistas que conseguem imprimir seu estilo e passar uma mensagem na passarela.

Não à toa, até por trás da moda praia chique e minimalista da Haight, de Marcella Franklin, existe uma explicação filosófica. “Desenvolvemos a cartela de cores com referências extraídas das figuras na natureza como areias, argilas e terra. E trazemos diferentes tons de bege aquecidos pelos vermelhos, representando as camadas que constroem a figura humana na natureza.”

Desfile Handred – SPFW N47

Com trilha sonora ao vivo embalada pela cantora Virgínia Rodrigues, a Handred levou para a passarela uma ode ao sincretismo brasileiro e apresentou a coleção Rio Vermelho, em que modelagens e tecidos já clássicos da marca carioca, como os macacões e o linho, aparecem ao lado de bordados e estampas de búzios em peças genderless, sempre bem cortadas e com silhueta comfy. A label, ex-Novo Talento do Veste Rio, já tem lojas na capital fluminense e em São Paulo, e é aposta certa quando se quer estar cool e elegante em qualquer ocasião. O vestido chemise vermelho abriu o desfile e o terno xadrez com ombro quadrado. 

“O cinema é um lugar de poder, mas ainda somos minoria”, diz cineasta negra Milena Manfredini

Milena Manfredini organiza a Mostra de Cinema Narrativas Negras, que discute representatividade, racismo e políticas públicas para artistas pretos
David Barbosa

A antropóloga e cineasta Milena Manfredini organiza a Mostra de Cinema Narrativas Negras, que discute representatividade, racismo e políticas públicas para artistas negros Foto: Arte de Luiz Lopes sobre foto divulgação

“O cinema é um lugar de poder e, nós, apesar de sermos a maioria da população, ainda somos minoria neste espaço”. A fala é da antropóloga e cineasta Milena Manfredini, de 27 anos, organizadora da Mostra de Cinema Narrativas Negras, que acontece neste final de semana na  Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no Rio. Serão dois dias de debates sobre as perspectivas e dificuldades enfrentadas pelos cineastas negros no Brasil.

Em 2016, uma pesquisa da Agência Nacional de Cinema (Ancine) apontou que apenas 2,1% dos longa-metragens lançados comercialmente no país naquele ano foram dirigidos por homens negros. Nenhuma obra levou a assinatura de uma mulher negra. Por outro lado, 75,4% dos filmes foram dirigidos por homens brancos, e mulheres brancas assinaram a direção de 19,7% das obras.

Para Milena, a diferença gritante no número de produções cinematográficas assinadas por negros e brancos é um indicador do contraste racial no Brasil:

—  Essa lacuna ressona da nossa história. Sempre fomos colocados em último plano pela sociedade. Por mais que sejamos a maior parcela da população, ainda somos poucos nas universidades, na política e nas esferas de poder em geral. No cinema não é diferente. Ainda temos muito pouco acesso aos programas de financiamento e somos os mais atingidos pelas políticas de desmonte da cultura, que dificultam ainda mais a produção e a visibilidade da nossa arte. Para a mulher negra é ainda pior, já que precisamos enfrentar também o machismo em todas as esferas da vida social — explica.

Depois de participar de grandes festivais como cineasta, jurada e ouvinte, Milena sentiu a necessidade de criar um espaço para discutir a produção cinematográfica de pessoas negras. Em dezembro do ano passado, montou a primeira edição da Mostra de Cinema Narrativas Negras. A terceira edição do evento começa nesta sexta-feira, com a exibição de quatro curta-metragens, seguida por um debate com pesquisadoras da temática. No sábado, será a vez de a documentarista Éthel de Oliveira ministrar uma aula magna sobre o cinema negro. A cineasta assina o filme “Sementes”, que conta a história de mulheres negras que entraram para a política após a execução da vereadora Marielle Franco.

— A mostra tem o intuito de visibilizar iniciativas de realizadores negros e de promover a formação de novos cineastas a partir da nossa perspectiva. Em grandes festivais, a gente ainda tem muita dificuldade de exibir e discutir as nossas produções, porque até os espaços de formação, como cursos e oficinas, são protagonizados por pessoas brancas — reflete Milena.

Para ela, a restrição no acesso ao financiamento é um dos motivos para a baixa representatividade de homens e mulheres negras nos filmes nacionais. As representações deste grupo ainda se limitam a estereótipos, como o do marginal e o da empregada doméstica, que reproduzem as condições de subalternidade em que o negro está inserido na sociedade brasileira.

— Para nós, é urgente ver os nossos representados como protagonistas da trama, e não em papéis subalternos ou estereotipados, como sempre aconteceu. Poucas atrizes negras do cinema nacional fizeram papéis principais, mas quase todas já atuaram como empregadas domésticas, por exemplo. Além de pensar novos imaginários que podemos e devemos construir, a mostra também serve para refletirmos sobre a necessidade de políticas públicas voltadas ao crescimento do cinema negro. Uma forma de mudar este cenário seria a adoção de cotas para pessoas pretas nos editais de financiamento de projetos, porque precisamos que a negritude seja abordada sob outra perspectiva: a nossa — conclui.

Serviço:

“Mostra de Cinema Narrativas Negras” 
Local: Escola de Cinema Darcy Ribeiro. 
Endereço: Rua da Alfândega, 5, Centro, Rio de Janeiro 
Entrada franca

Programação:

Sexta-feira, 26 de abril: Exibição dos curtas “Carolina”, de Jeferson De; “Liberdade”, de Vinícius Silva e Pedro Nishi; “Dia de Jerusa”, de Viviane Ferreira; “Elekô”, do Coletivo Mulheres de Pedra. Em seguida, debate com as professoras Iamara Viana, da PUC-Rio, e Simone Ricco, da UFF. Das 18h30 às 21h.

Sábado, 27 de abril: Masterclass ministrada por Éthel de Oliveira, com exibição dos flmes “Terceira Diáspora” e “Vinte de Novembro. Das 14h às 17h.

Minimizar o turismo LGBTQ+: por que isso não é inteligente

Adriana Moreira

Barcos durante a Parada para Igualdade no Rio Nervion, em frente ao Museu Guggenhein Bilbao, na Espanha  Foto: Vincent West/REUTERS

Nas décadas de 1970 e 1980, cartões-postais de mulheres deitadas de bruços em diversas praias do Brasil eram comuns. Os cartazes da Embratur da época também associavam o País a lindas mulheres seminuas, um estímulo ao turismo sexual. Felizmente, essa era passou. A Embratur suou muito para valorizar nossos atributos naturais e diversas cidades passaram a fazer campanha contra o turismo sexual – embora ele ainda seja uma realidade, especialmente no Nordeste. No ano passado, o governo brasileiro criou um código de conduta específico a respeito da prevenção ao turismo sexual.

Embora o turismo ainda não seja visto com a importância que mereceria no País, o setor, ainda bem, evoluiu em muitos sentidos nos últimos anos. Inclusive em relação ao público LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queers e outras identidades de gênero). Hotéis, restaurantes, pousadas e outros estabelecimentos perceberam que esse grupo de turistas gosta de viajar, indica novos clientes quando bem recebido e, principalmente: é rentável.

Nesta quinta-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro deu a seguinte declaração em um café da manhã com jornalistas: “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. Agora, não pode ficar conhecido como paraíso do mundo gay aqui dentro.” A fala foi publicada pela revista online Crusoé, e foi dita depois de uma pergunta a respeito do veto do Museu Americano de História Natural, de Nova York, para receber um evento em sua homenagem. Bolsonaro disse ainda que “o Brasil não pode ser um País do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias.”

O presidente já falou sobre a importância do turismo para o Brasil durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos. O Brasil há anos tenta aumentar o número de 6 milhões de turistas internacionais por ano, e depreciar o LGBT  não é uma decisão inteligente do ponto de vista econômico. Entenda por quê:

1- Público qualificado com gastos altos

Casal durante baile de gala para promoção dos direitos humanos no hotel Wynn Las Vegas Foto: Isaac Brekken/NYT

De acordo com a Câmara de Comércio e Turismo LGBT no Brasil, o  setor movimentou US$ 218,7 bilhões em 2018, segundo dados da pesquisa LGBT Travel Market, promovida pela Consultoria Out Now/WTM.

Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), o público LGBT corresponde a 10% dos viajantes do planeta. Só nos Estados Unidos estima-se que o setor movimente cerca de US$ 65 bilhões.

Em 2016, durante o Fórum de Turismo LGBT, foi divulgada uma pesquisa sobre o perfil do turista LGBT:

-Realizam em média quatro viagens por ano;

-45% deles viajam ao exterior todos os anos (a média nacional é de 9%)

-Têm gasto 30% maior em relação a outros viajantes”

Combater a visita da comunidade LGBTI+ ao Brasil, além de ser um grave ataque aos direitos universais, impediria a entrada de US$ 26,8 bilhões na economia brasileira (pesquisa OUT/WTM 2018)”, declarou a Câmara de Comércio em um comunicado divulgado na própria quinta-feira.

2- Tolerância ajuda na divulgação de um destino como marca

O Ministério do Turismo da Argentina (um dos destinos mais gay friendly do mundo), criou em 2016 uma campanha chamada Amor. focada em estimular esse público a viajar pelo país: nossos vizinhos recebem cerca de 450 mil turistas LGBT todos os anos. O país, aliás, é o que mais promove sua faceta gay friendly, segundo a OMT.

Com leis que garantem proteção e segurança e estabelecimentos orgulhosos de ostentar a bandeira do arco-íris, o país conquistou turistas satisfeitos: 94% dos viajantes LGBT  descreveram sua experiência no país como excelente (63%) ou muito boa (31%). Do total dos viajantes no país, 35% declararam também ter o Brasil no seu roteiro. Ou seja, uma boa oportunidade para pegar carona em um destino já consolidado.

São Francisco,  na Califórnia, acaba de anunciar uma nova campanha chamada Open For All (Aberto a Todos), reforçando que todos são bem-vindos na cidade, independentemente de gênero, cor, raça, origem, religião ou orientação sexual.

A Organização Mundial do Turismo, em relatório divulgado em 2016, cita diversos exemplos de outras campanhas bem sucedidas pelo globo. Entram aí Espanha, Irlanda e Reino Unido, por exemplo. Segundo o órgão, notícias sobre a aprovação de união civil para pessoas do mesmo sexo são distribuídas no mundo todo (ou seja, publicidade gratuita) e passam uma imagem de tolerância e respeito não apenas para esse público específico, mas também para que outros turistas se sintam bem-vindos.

Publicidade focada nesse público, segundo o estudo, é baseada em dados que comprovam que a imagem positiva gerada é maior do que a rejeição criada pela parcela intolerante da população. A campanha Open For All de São Francisco, por exemplo, tem como apoiadores marcas de renome como GAP, Banana Republic, Yelp e Marriott – a rede de hotéis, aliás, é considerada referência em hotelaria no treinamento de seus funcionários e receptividade ao público LGBT. Uma de suas campanhas, chamada #LoveTravels, estimula todos os visitantes a postarem expressões do amor em suas mais variadas formas.

Valência, na Espanha, é outra cidade a investir em publicidade específica para esse nicho de mercado. A partir de conversas com a comunidade LGBT, criou-se roteiros com dicas e atrações de interesse.

3- Eventos temáticos ajudam a movimentar o turismo na baixa temporada

Parada LGBT São Paulo
Parada do Orgulho LGBT de 2018 na Avenida Paulista, em São Paulo Foto: Werther Santana/Estadão

Em São Paulo, a Parada do Orgulho LGBT de 2018 reuniu mais de 3 milhões de pessoas e levou os hotéis na região do centro e Avenida Paulista a uma ocupação de 90% dos leitos – lembrando que, na capital paulista, os hotéis registram maior ocupação durante a semana. A parada é realizada sempre no domingo da emenda do feriado de Corpus Christi (este ano, está marcada para 23 de junho). O evento movimentou cerca de R$ 190 milhões na cidade.

Além de eventos específicos, há cidades que investem em nichos como forma de receber um público constante. Nos últimos anos, o mercado de casamentos e lua de mel voltado a pessoas do mesmo sexo vem registrando ótimos números. Um case de sucesso é Nova York: em 2011, o foi gerado um impacto de  US$ 200 milhões na economia da cidade ligados apenas a celebrações e casamentos LGBT.

Uma expectativa conservadora, segundo a própria cidade, aponta que cerca de 7 milhões de turistas que se declarem LGBTQ+ visitem Nova York anualmente, vindos do mundo todo.  Um impacto de US$ 7 bilhões na economia local.

LGBT Casamento
Lela McArthur (D) e Stephanie Figarelle, de Anchorage, Alasca, depois de se casarem no Empire State Building, em Nova York Foto: Andrew Burton/Reuters

4 – Há múltiplos públicos dentro do público LGBT

É errado acreditar que todo viajante LGBT tem o mesmo interesse. Afinal, o viajante LGBT não é nada além de um viajante normal: há quem esteja mais ligado em arte, em gastronomia, em atrações budget, em viagens românticas a dois, em festejar com os amigos, e há grandes diferenças de interesses geracionais também.

Assim, os millennials geram um grande impacto nesse setor também, já que eles buscam mais oportunidades de interagir em redes sociais, são usuários contumazes da economia compartilhada. No caso dos LGBT, eles são mais abertos à sua sexualidade e não gostam de “rótulos”: eles partem do pressuposto que a questão não deve ser um tópico. Todas as empresas, presumivelmente, deveriam ser LGBT friendy para esse público, segundo relatório da OMT.

Vale destacar também as famílias LGBT que viajam com suas crianças e buscam o que todos os pais buscam quando saem em férias: sossego, diversão e tempo de qualidade com os filhos. Um estudo do Williams Institute nos Estados Unidos identificou que ao menos 37% das pessoas que se declaram LGBT criaram uma criança. Por outra perspectiva, seriam pelo menos 6 milhões de crianças com ao menos um genitor LGBT no país.

Assim, um estudo conduzido pela empresa de pesquisa e marketing CMI nos Estados Unidos apontou que, entre os LGBT com filhos 68% escolhe um destino que seja amigável para crianças enquanto 32% opta por um destino gay friendly.

LGBT São Francisco
Dolores Park, em São Francisco: frequentado pelo público LGBT e famílias Foto: Ramin Rahimian/Reuters

Vitorino Campos deixa a Animale

“Foram cinco anos de muito trabalho e aprendizado”, ele contou à Vogue Brasil.

Vitorino Campos (Foto: Divulgação)

É tempo de mudança na Animale: após cinco anos no comando criativo da marca, Vitorino Campos se despede da grife carioca. Claudia Jatahy, fundadora e vice-presidente de estilo da marca, que desde o ano passado vinha se dedicando à label de joias da Animale, volta a participar ativamente da parte de moda, comandando um time criativo com nomes como Luis Fiod e Beth Nabuco, que retornam à grife. Bel Yunes (a coordenadora de estilo da Animale, que já trabalhava ao lado de Vitorino), fica à frente das criações ao lado de Claudia nesse novo formato.

“Foram cinco anos de muito trabalho e aprendizado. Tive a oportunidade de trabalhar em todos os departamentos da empresa, o que me proporcionou uma bagagem e uma experiência supervaliosas. A Animale tem uma equipe ímpar, amei trabalhar com esta equipe e serei eternamente grato por tudo. São ciclos que se encerram e novos ciclos que se abrem”, diz Vitorino, que, até então vivendo no Rio, agora está de mudança para São Paulo.

Xavi Gordo for ELLE Spain with Toni Garrn

Photography: Xavi Gordo at 8 Artist Management. Stylist & Creative Direction: Inma Jiménez. Make up & Hair: Kley Kafe. Model: Toni Garrn.


Fim do ciclo do PlayStation 4 faz Sony prever queda no lucro anual

O resultado acontece após dois anos de lucros recordes; analistas esperam que a Sony lance um console de nova geração em 2020 para substituir o PlayStation 4
Por Agências – Reuters

A Sony descartou algumas metas de longo prazo

A Sony alertou que terá uma queda do lucro anual maior do que o esperado, e descartou algumas metas de longo prazo, num sinal de desaceleração da área de videogames da empresa diante do fim do ciclo do console PlayStation 4.

A desaceleração acontece após dois anos de lucros recordes. O resultado ressalta as preocupações de que o processo de recuperação da Sony esteja perdendo força – a empresa enfrentou anos de prejuízos com aparelhos eletrônicos, como televisores.

Analistas esperam que a Sony lance um console de nova geração em 2020 para substituir o PlayStation 4, mas a divisão pode enfrentar forte concorrência dos serviços de streaming de jogos anunciados recentemente por Google e Apple.

A empresa japonesa previu que até 2020 terá um lucro de US$ 7,25 bilhões, queda de 9,4% em relação ao ano anterior, e abaixo das expectativa de analistas. 

A Sony retirou metas de lucro anual, incluindo um lucro de US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão em sua divisão de games, citando “mudanças significativas no ambiente operacional”. 

Para 2020, a Sony espera que os custos para o desenvolvimento do novo console reduzam o lucro da divisão de jogos para US$ 2,6 bilhões ante os US$ 2,9 bilhões de um ano antes. As vendas do PS4 devem cair 10%, para 16 milhões de unidades.

O negócio de semicondutores, que inclui sensores de imagem, deverá ter lucro de US$ 1,4 bilhão, maior que o ano anterior. Os sensores de imagem da Sony, centrais para a recuperação da companhia, são usados por Apple e outros grandes fabricantes de smartphones.

A Sony permanece otimista em relação à demanda por sensores de imagem de grande porte e sistemas de câmeras com múltiplas lentes para smartphones.