Ajak Deng – Vogue Portugal April 2019 By Jamie Nelson

Shooting Star   —   Vogue Portugal April 2019   —   www.vogue.pt
Photography: Jamie Nelson Model: Ajak Deng Styling: DaVian Lain Hair: Elsa Canedo Make-Up: Anastasia Durasova Manicure: Julie Kandalec

Símbolo de Nova York, arquiteta Elizabeth Diller se diz frustrada com MIS-Rio

Arquiteta polonesa radicada nos EUA cria bolsa-vestido para a Prada em projeto da marca italiana com arquitetos
Pedro Diniz

Elizabeth Diller posa para o projeto Prada Invites. Ao seu lado está a peça que além de vestido também vira bolsa e segue os preceitos de funcionalidade seguido pela arquiteta do estúdio DS+R, responsável pelos projetos do High Line, em Nova York, e o MIS-Rio, no Rio de Janeiro Ungano&Agriodimas/Divulgação

NOVA YORK – Um dos mantras profissionais da arquiteta Elizabeth Diller, 64, segundo ela própria, é criar problemas. Mas não é culpa dela que a obra do Museu da Imagem do Som do Rio de Janeiro, um dos projetos de seu estúdio, esteja empacada desde 2016. “Eu sou muito otimista, mas, olha, já tive tantas previsões, tantas datas na cabeça… Toda vez que fazia uma previsão, puf, dava errado”, afirma, sentada em uma mesa para 20 pessoas na sala de reuniões de seu escritório, o Diller Scofidio + Renfro, com o rio Hudson às costas. Outro projeto do estúdio, o The Shed, começou a ser construído depois do MIS e já está aberto ao público. O galpão multiúso para atividades artísticas foi inaugurado em abril deste ano, no miolo do complexo Hudson Yards, em Nova York. Já o MIS, com obras iniciadas em 2010, deveria estar pronto para a Copa do Mundo, mas não tem previsão de abertura. Ainda faltam instalações e acabamentos, o que equivaleria a 30% do total da obra, e um novo edital foi anunciado pelo governo do Rio em março. 

De mãos atadas, Diller afirma que agora só vale contar com a sorte. “É um projeto sobre o qual não temos controle. Mesmo assim, é horrível quando vejo uma obra quase completa começar a não se parecer com o que pretendíamos.”

Umas das arquitetas mais importantes da atualidade, ela integra a lista de 2018 das cem pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. Os projetos de seu estúdio são conhecidos pelo impacto que causam na paisagem das metrópoles em que são inseridos. É assim com o parque High Line, sua criação mais famosa. Antes uma linha férrea decrépita no distrito de Meatpacking, em Nova York, a via elevada, após um projeto de Diller, transformou-se em modelo mundial de integração entre cidade e população.  A atração, aberta em 2009, é uma das mais visitadas de Manhattan —e também pedra fundamental da explosão de preços no entorno que, ao longo dos anos, inviabilizaria a permanência de parte dos antigos moradores. Agora, ela propõe soluções na moda. Criou um vestido-bolsa de náilon a convite da estilista Miuccia Prada.  Quis “sair da zona de conforto em prol do design eficiente”, afirma. Espécie de farda urbana multiúso, a peça foi apresentada no desfile de verão 2019, em Milão, no qual foram exibidos também criações de moda das arquitetas Kazuyo Sejima (Japão) e Cini Boeri (Itália). 

Vista da praia de Copacabana com o novo MIS-RJ, segundo desenho do projeto de Diller Scofidio + Renfro Divulgação/Divulgação

É a ideia de singularidade arquitetônica e funcionalidade movem Diller em sua busca por problemas. Quando começou a projetar a peça de moda para a Prada, sabia que queria brincar com o conceito de acessório que carrega e abraça pessoas, como faz em projetos para cidades. Ela ainda ensina arquitetura na Universidade Princeton. Diller via com ressalvas o náilon preto, uma matéria-prima básica do repertório de Miuccia Prada, mas percebeu nele o caráter de experimentação que persegue. Vários testes depois, Diller chegou à peça de arquitetura: um vestido que, como um origami, se transmuta em uma bolsa compacta. Nas lojas brasileiras, custaria ao menos R$ 40 mil. Não há, no entanto, previsão de lançamento por aqui. A lógica de uma estrutura se apropriar do corpo como um prédio toma conta do espaço público aproxima, segundo ela, o trabalho do arquiteto ao de um designer de moda.  Essa relação já é explorada pela Prada, que tem na lista de colaboradores nomes como Rem Koolhaas e os irmãos Ronan e Erwan Bouroullec. Com Diller, o trabalho se resume a praticidade.

“É mais do que vestir. Minha ideia não era criar algo terrivelmente feminino, mas abraçar um conceito de gênero ambíguo. O arquiteto, assim como o estilista, experimenta componentes genéricos para juntá-los e criar algo permanente”, afirma Diller. “Arquitetos podem pensar estruturalmente, em quatro dimensões e trabalhar os conceitos de escala, assim como fazem os estilistas. Mas sempre para além do modismo.” Aí reside a contradição sobre ela e a nova Nova York que ajuda a construir em espaços como o High Line, a expansão do Lincoln Center e na colaboração entre seu estúdio e o Rockwell Group na fundição do The Shed. 

Ao mesmo tempo em que cria espaços de convívio, ela demole parte do que era permanente na cidade.“Não sinto nostalgia da cidade antiga. O que mais faz falta para mim é a Nova York do início dos 1980, quando ela era um centro de criatividade, e não um de consumo, como se tornou hoje”, afirma. Quanto à mudança na paisagem promovida por suas construções, diz que o propósito é “desfamiliarizar” o espaço, tornar incomum a beleza, que “não é a clássica”. “Eu sempre me surpreendo como minha sensibilidade muda com o passar do tempo.” Mas, como preservar a história? “Essa é a parte mais difícil, porque se você preserva tudo, acaba matando a própria cidade, mas se uniformiza, também. Acho que barreiras geopolíticas estão fora de moda, mas devemos balancear o que nos distingue e, ao mesmo tempo, conectar-nos a outras cidades, em trocas de pensamento globais.” Mais importante, porém, seria manter a população integrada. “Nós, arquitetos, no entanto, não controlamos tudo. Ninguém esperava que as coisas saíssem do controle na área do High Line [com aluguéis exorbitantes]. Se eu soubesse o que viraria, teria investido”, brinca Diller, antes de assumir um tom sério. “Quando você pensa num projeto público, sempre há consequências que não podem ser mensuradas. Se fizéssemos tudo de novo, pensaríamos mais em políticas de moradia para as pessoas.” O jornalista viajou a convite da Prada

Converse Celebra o 50º aniversário do Pride em todo o mundo

2019 marca o 50º aniversário da Stonewall, uma luta rebelde pela igualdade que desde então se tornou um símbolo do incrível progresso social impulsionado por comunidades que podem mudar o rumo para as próximas gerações.

A Converse está empenhada em apoiar os movimentos para uma mudança social positiva e amplificar as vozes dos jovens à medida que progridem para construir o futuro em que acreditam. Este ano, como parte de sua coleção anual e após um lançamento online inicial, a Converse apresenta seu primeiro tênis inspirado pela bandeira trans.

A coleção tem como objetivo prestar respeito aos rebeldes e heróis que continuam a preparar o caminho e a celebrar quem somos todos como indivíduos. Com esse espírito, a Converse também está lançando um novo capítulo de sua campanha que amplifica as vozes de seis pessoas conectadas à comunidade LGBTQ +. Através de retratos poderosos e compartilhando suas próprias palavras de esperança para jovens LGBTQ + ao redor do Pride, a campanha tem como objetivo mostrar o poder de expressar o verdadeiro eu.

Os indivíduos apresentados são: Desmond Is Amazing, aristocrata e defensora LGBTQ +, Kristin Beck, SEAL da Marinha dos Estados Unidos e ativista trans, Alexis Sablone, pró-skatista (e companheiro de equipe CONS Skateboarding) e artista Felix, um defensor estudantil e entusiasta da natureza que se conectou pela primeira vez com a Converse através da OUT MetroWest, Ayishat Akanbi, estilista de moda com sede no Reino Unido, escritor e comentarista cultural, Fran Tirado, escritor e editor de Nova York.

A coleção Pride da Converse nasceu de sua rede de funcionários LGBTQ + em 2015 e, desde então, evoluiu para uma celebração anual. A coleção deste ano traduz o significado, o impacto cultural e a bravura dos 50 Anos do PRIDE, através de um Chuck Taylor e Chuck 70 e uma cápsula de vestuário que é uma orgulhosa e orgulhosa afirmação da verdadeira auto-expressão através do design arrojado brilho glam. Em um aceno para o ano de 1969 – quando os motins de Stonewall ocorreram – há sugestões de design e elementos de descoberta apresentados em toda a coleção.

A coleção Converse Pride estará disponível na Europa a partir de 21 de maio na Converse.com e em alguns parceiros de varejo. Para conferir nossos esforços durante a Pride globalmente, siga os canais sociais Converse.com/pride e @converse.

Forever Young? Cher exige que seu corpo seja congelado e preservado após a morte, diz Radar Online

Aos 72 anos, artista adota estilo de vida saudável para parecer mais jovem


Os amigos ficaram “horrorizados” com o pedido selvagem da cantora

Há quem prefira ser enterrado, cremado, ou realmente não se importa com o destino após a morte. Porém, no caso de Cher, a cantora já sabe que quer ter seu corpo congelado e preservado depois de morrer.

De acordo com o Radar Online, uma fonte próxima à artista disse que “recentemente ela se tornou obcecada com criônica”, processo de preservação de humanos e animais em baixas temperaturas com a ideia de que a cura ou reanimação sejam possíveis no futuro.

“Ela acha que trabalhou tanto com os médicos e adotou um estilo de vida saudável para parecer décadas mais jovem do que ela, por que não continuar com isso quando ela se for?”, reportou o site.

Aos 72 anos, Cher reduziu sua agenda de compromissos e chegou até mesmo a cancelar alguns shows em 2017 após uma forte gripe. “Todo mundo está muito horrorizado e ri, dizendo que ela ainda tem alguns anos para decidir, mas ela está determinada”, complementou a fonte.

Louis Vuitton | Nova York | Cruise 2020

“Eu tive a sorte de pousar no TWA Flight Center no início dos anos 90”, discorreu Nicolas Guesquiere sobre a escolha da locação para a apresentação do Cruise 2020 da Louis Vuitton, que já viajou por Niterói, Palm Springs e Kyoto em anos passados para desfilar a meia-estação. Um aeroporto não podia ser mais apropriado para a marca, que começou fabricando baús de viagem no século 19. E há cidade mais indicada para representar esta troca de culturas e experiências vividas em tantas viagens do que Nova York?

A Grande Maçã foi transformada em sofisticadas estampas que mimetizam fachadas de prédios, enquanto cores ácidas representam o brilho das luzes do vai-e-vem de Uptown a Downtown. O diretor criativo mostrou ainda que sua obsessão pela década de 80, presente já há algumas coleções, segue – e mais forte do que nunca! Da beleza, com fortes referências ora à musa punk Nina Hagen, ora ao elenco original de “Dinasty”, aos volumes das mangas e das surpreendentes saias balonê, clássicos da década que surgem mais cool e desejáveis do que nunca.

O look Wall Street também tem sua vez e aparece em versão desconstruída e tomboy. Sim, NY está no coração da Louis Vuitton e também no nosso, assim como a coleção apresentada no santuário escondido desta cidade reapresentado pela maison francesa. Em meio a todo o exagero, coube ainda uma iniciativa sustentável: a folhagem usada na decoração será transformada em adubo.

‘É hora de desmembrar o Facebook’, diz Chris Hughes, cofundador da rede social

Chris Hughes foi colega de quarto de Mark Zuckerberg na Universidade Harvard, onde fundaram o Facebook em 2004; ele deixou a empresa em 2007
Por Agências – Reuters

Mark Zuckerberg e Chris Hughes

“É hora de desmembrar o Facebook”, disse o confundador da rede social Chris Hughes, em artigo publicado no jornal The New York Times nesta quinta-feira, 9. Hughes foi colega de quarto de Mark Zuckerberg na Universidade Harvard, onde fundaram o Facebook em 2004.

“Somos uma nação com a tradição de controlar monopólios, não importa a intenção dos líderes dessas empresas. O poder de Mark Zuckerberg é sem precedentes e anti-americano”, escreveu Hughes. “Faz 15 anos que fundei o Facebook em Harvard, e não trabalho na empresa há uma década. Mas tenho um sensação de raiva e responsabilidade”, disse Hughes.

O Facebook tem hoje mais de 2 bilhões de usuários ao redor do mundo. A empresa também é dona do WhatsApp, do Messenger e do Instagram – cada plataforma tem mais de 1 bilhão de usuários. 

Chris Hughes deixou o Facebook em 2007. Tempo depois, em uma postagem na rede social LinkedIn, ele disse que fez uma fortuna de quase US$ 500 milhões em seus três anos de trabalho na empresa. Hughes chegou a trabalhar como estrategista online para o ex-presidente Barack Obama durante a campanha presidencial de 2008. 

O Facebook não respondeu a pedidos de entrevista. 

O ano de 2018 foi difícil para o Facebook: a rede social conviveu com uma série de escândalos envolvendo a privacidade de seus usuários. Em abril do ano passado, uma reportagem conjunta dos jornais The Observer e The New York Times jogou luzes sobre a consultoria política Cambridge Analytica, que usou indevidamente dados de 87 milhões de usuários da rede social para campanhas como a de Donald Trump à presidência dos EUA em 2016. 

No artigo do The New York Times, Hughes disse que encontrou com Mark Zuckerberg pela última vez no verão de 2017, meses antes do escândalo Cambridge Analytica.

“O Mark é uma pessoa boa e gentil. Mas fico bravo que o foco em crescimento fez ele sacrificar a segurança e a civilidade por cliques”, disse Hughes. “E estou preocupado que Mark esteja rodeado por um time que reforça suas crenças, em vez de desafiá-las”. 

Hughes não é o único que defende a quebra do Facebook. Alguns legisladores pedem regulações federais de privacidade e ações antitruste para quebrar grandes empresas de tecnologia. Em março, a senadora Elizabeth Warren, pré-candidata dentro do partido democrata para a presidência dos EUA, lançou um plano para diminuir o tamanho e o poder das gigantes tecnológicas como Amazon, Google e Facebook. 

7 tendências de vestido para a noiva moderna

Procurando uma nova versão para o tradicional vestido branco? Vogue reúne 7 tendências não-convencionais para você se inspirar
JULIA HOBBS I VOGUE INTERNACIONAL

Christopher Kane, Alexa Chung e Tomo Koizumi (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)

Fato: Nem toda noiva sonha em se casar de branco, com renda ou metros de tule na frente de uma plateia de centenas de pessoas em uma praia. Muitas querem se casar sem o drama e junto com o sonho do casamento livre de problemas vem o vestido livre de problemas, que permite que você aproveite verdadeiramente o dia. De minissaias a camadas elegantes, vestidos longos de crochê ou criações inusitadas para festa, os vestidos de casamento modernos estão se tornando um investimento vitalício, e não um gasto único. Vogue seleciona opções alinhadas com as melhores tendências das passarelas de 2019. Confira.

1. O mini moderno
Visto em: Christopher Kane, Alexa Chung, Tomo Koizumi
Riscar a “cauda de quatro metros” da sua lista de vestidos de noiva arrasantes pode ser libertador, especialmente quando um mini oferece a mesma sensação dramática que um vestido de comprimento inteiro. A musa de um look assim? A estilista francesa Lolita Jacobs, que se casou com o diretor criativo, Jean-Baptiste Talbourdet-Napoleone, na prefeitura de St-Tropez, usando um vestido camisa (todo abotoado) e sapatilhas. Se procura minis com adornos, confira o desfile de inverno 2019/20 de Christopher Kane, em que rendas brancas remetem a um romance arrojado; ou conte com o novo queridinho fashion, Tomo Koizumi, para ter um curso intensivo em texturas com atitude (inspiradas em Emily Ratajkowski, cujo penteado com efeito molhado também será desejado pela noiva sem exageros). A coleção pre-fall de Alexa Chung também apresenta um vestido sem alça que é completamente atemporal, oferecendo um simples tecido canvas para fazer a festa com o véu/cabelo/maquiagem. Experimente deixar as pernas nuas e usar os saltos baixos e finos (famosos kitten heels) no verão ou acrescente meias-calças e escarpins em temperaturas baixíssimas.

Jacquemus, Helmut Lang e Jil Sander (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)
Jacquemus, Helmut Lang e Jil Sander (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)

2. O vestido em camadas
Visto em: Jacquemus, Helmut Lang, Jil Sander
Se você curte alfaiataria, o dia do seu casamento não precisa ser um momento para sair da zona de conforto. Uma túnica ou um vestido médio escultural funcionam particularmente bem com calças estilosas, como provam os looks branco total nas passarelas dos desfiles de inverno 2019/20 da Jacquemus, Helmut Lang e Jil Sander, verdadeiras lições sobre minimalismo moderno. Dica: escolha uma calça feita sob medida e que esbarre em flats de couro, bem luxuosas, ou saltos discretos (para ganhar alguns centímetros a mais).

Simone Rocha, Maria Nassir Zadeh e JW Anderson (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)
Simone Rocha, Maria Nassir Zadeh e JW Anderson (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)

3. O vestido médio descolado
Visto em: Simone Rocha, Maria Nassir Zadeh, JW Anderson
Há uma razão pela qual os vestidos de comprimentos médios são tão populares entre os convidados de casamento – eles funcionam em qualquer situação e sempre fazem bonito (veja o vestido com mangas bufantes de Simone Rocha). As noivas tomam nota. Na passarela, o vestido tubinho de Maryam Nassir Zadeh (arrematado por laços ultra simples) possui uma elegância caprichada e ao mesmo tempo descolada, enquanto o estilo inteligente de JW Anderson faz match inusitado com botas decoradas – ambos seriam opções brilhantes para as núpcias no centro da cidade.

Mugler e Oscar de la Renta (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)
Mugler e Oscar de la Renta (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)

4. Benefícios das franjas
Visto em: Mugler, Oscar de la Renta
Enquanto você está ocupada convencendo os amigos mais próximos sobre fazer uma celebração discreta, pode haver uma parte (grande) de você que ainda sonhe com uma entrada triunfal – simplesmente de forma mais moderna. Quando as plumas parecem um pouco ultrapassadas, as franjas possuem um apelo mais atemporal, que cairão perfeitamente em uma caminhada pelo corredor/praia/jardim. Ideal para os meses mais quentes ou locais ensolarados, o vestido de noiva com franjas é ótimo para quem não quer se incomodar com um véu. Inspire-se no look do desfile de inverno 2019/20 da Mugler – com um pouquinho de batom vermelho para dar aquele up.

Gabriela Hearst e Asai (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)
Gabriela Hearst e Asai (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)

5. O vestido de crochê
Visto em: Gabriela Hearst, Asai
O apelo realista de crochê não se perdeu na atriz Raquel Welch durante seu casamento em 1967 com o produtor Patrick Curtis – e sem querer usar a palavra “boêmio” para defini-lo, o delicado vestido de noiva de malha atrairá qualquer uma que tenha pensado em proferir o “Eu aceito” descalça, ou no máximo, com sandálias de couro com tiras. Os novos vestidos de crochê de Gabriela Hearst e Asai (que funcionam bem se você gosta de usar camadas de joias) revelam mais do que um só um pouquinho da pele e são sinônimo de liberdade. 

Alexander Wang, The Row e Ann Demeulemeester (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)
Alexander Wang, The Row e Ann Demeulemeester (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)

6. Silhuetas de camisetas
Visto em: Alexander Wang, The Row, Ann Demeulemeester
Talvez a melhor parte de escolher um visual de casamento é que você pode montá-lo, apenas com um pouquinho mais de pompa. É aí que entra a tendência para o vestido de noiva casual. O vestido justo de Alexander Wang é inspirado no tipo de camiseta que você normalmente usa quando sai para tomar um café, enquanto o decote redondo da The Row faz zero-dramas com um acabamento de alta-costura. O vestido com shape de colete da Ann Demeulemeester dá um passo além no quesito modernidade e, se ter um conforto elegante é o seu modus operandi, aqui está ele!

Valentino, Tom Ford e Philosophy di Lorenzo Serafini (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)
Valentino, Tom Ford e Philosophy di Lorenzo Serafini (Foto: Getty Images, GoRunway e Divulgação)

7. O modesto longo
Visto em: Valentino, Tom Ford, Philosophy di Lorenzo Serafini

É fácil entender por que Carolyn Bessette-Kennedy era fã do vestido longo. Esqueça as roupas de baixo, espartilhos, cintas e enfeites, e você terá uma nova silhueta de vestido de casamento luxuoso que consegue ser simples sem nenhum esforço. A fórmula manga comprida + gola alta que vimos na Valentino, Tom Ford e Philosophy di Lorenzo Serafini funciona o ano todo e dá um aspecto brilhante (relativamente) instantâneo. Além disso, não há necessidade de se arriscar no bronzeamento com spray de última hora.

Sivak + Partners cria apartamento inspirado na cor e clima do Mar Negro

Sivak + Partners foram contratados para projetar um interior de um pequeno apartamento localizado em Odessa, na Ucrânia.

“No início, quando apenas paredes de concreto estão ao redor, o olhar do homem atraiu a vista do mar das janelas. O mar está mudando, nevoeiro, nascer do sol, tempestade – o estado se refletiu na cor interior e humor. A vista da janela incitou a falta de sentido a gritar pelos elementos do interior. Portanto, o design foi feito calmo. O design moderno é sobre o minimalismo, que leva a atenção das pessoas para a vida real na era da sobrecarga da virtualidade. O apartamento tem um plano que todos os designers odeiam – algumas paredes são semicirculares, outras não estão em ângulos retos. Isso deu origem a nichos escondidos e armários. Por exemplo, o quadrado cinza atrás do sofá não é apenas um objeto de arte, mas também um guarda-roupa embutido para coisas raramente usadas. Um dos armários está atrás do espelho na entrada; apenas um círculo fosco indica sua existência. Todos os materiais tinham que ser de tal forma que fosse agradável tocá-los. Um exemplo é o material de cozinha FENIX NTM. Não é apenas agradável ao toque, mas também bem combinada com paredes de concreto. O orçamento de toda a construção era relativamente pequeno, cerca de US $ 700 por metro quadrado, então decidimos fazer tudo sob o pedido no mercado local. A falta de uso de marcas conhecidas de móveis, por um lado, permitiu economizar, por outro lado, para criar o interior da autoria de uma mão ”, diz Dmitriy Sivak, arquiteto e designer de interiores.

  • Location: Odessa, Ukraine
  • Date completed: 2018
  • Size: 540 square feet
  • Design: Sivak + Partners
  • Photos: Dmitriy Sivak
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Entrance
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Hall closet
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Kitchen area
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Dining table
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Study nook
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Living room area
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Bedroom area
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I/O 2019: Google Stadia tem boa experiência, mas conexão será calcanhar de Aquiles

Serviço de streaming de games da gigante de buscas precisará de conexão com pelo menos 25 Mbps para funcionar de forma apropriada
Por Bruno Capelas – Mountain View, EUA*

Stadia Controller, controle lançado pelo Google para ser usado com o Stadia, serviço de streaming de games da companhia

A partir de qualquer dispositivo, ter partidas de videogame com experiência digna de um console de última geração: essa é a proposta do Google Stadia, serviço de streaming de games da gigante de buscas, anunciado com entusiasmo em março e previsto para chegar ao mercado — americano, pelo menos — até o final de 2019. Nesta semana, durante o I/O, evento anual de desenvolvedores realizado pelo Google em sua sede, em Mountain View, o Estado pode experimentar o serviço em seus primeiros testes “públicos”. A primeira impressão foi boa: a sessão, realizada dentro do game Assassin’s Creed Odyssey, teve ótima experiência, mas a necessidade de uma conexão estável poderá ser um empecilho quando o serviço chegar ao Brasil. 

Isso porque, para funcionar bem, o Google Stadia precisará de conexões de pelo menos 25 Mbps (megabits por segundo) — algo que está acessível a poucos brasileiros. Com essa velocidade, é possível jogar partidas em alta definição (Full HD, 1080p), a 60 frames por segundo — taxa de frequência de quadros considerada de alta qualidade pela maioria dos jogadores. 

Para quem quiser jogar em altíssima definição (Ultra HD, 4K), a conexão precisará ser ainda mais rápida: na casa de 35 Mbps. Já quem tiver planos de banda larga mais lentos perderá qualidade — embora o Google garanta que o serviço não vá funcionar abaixo de alta definição (HD, 720p). 

A velocidade mínima para que o Stadia funcione ainda é um mistério — só será revelada no terceiro trimestre de 2019. “Quem tem conexões em torno de 3,5 Mpbs, por exemplo, provavelmente não vai conseguir usar o Stadia”, diz um porta-voz do Google ao Estado. “Será algo que divulgaremos, com certeza: não deixaremos as pessoas pagarem por algo que não terão certeza de que não conseguirão usar”. 

No entanto, não bastará apenas que a conexão seja veloz: ela precisará ter estabilidade em alta velocidade. Segundo um porta-voz do Google, uma conexão estável, mais lenta, terá uma experiência de jogo melhor que aquela que traga apenas picos de velocidade, mas também experimente alguns instantes sem tráfego. Estabilidade pode ser, de fato, um desafio: até mesmo no teste em um ambiente controlado, como o da conferência I/O, foi possível ver a qualidade dos gráficos cair em um momento em que a velocidade da conexão foi reduzido — nada, porém, que tenha comprometido a experiência real. Em São Paulo, em zonas de tráfego de internet mais congestionado, talvez não seja a mesma coisa. 

A favor do Google, porém, há um ponto importante: o conceito do Stadia é voltado para jogadores que desejam experimentar games, mas não necessariamente têm um console de última geração. É um público, a menos a princípio, menos exigente que os jogadores tradicionais, ultimamente bastante preocupados com a qualidade dos gráficos. Além disso, o Stadia está direcionado para partidas em laptops e smartphones, dispositivos que têm telas menores e onde a diferença de qualidade entre Full HD e 4K, por exemplo, é menos perceptível que numa televisão de 65 polegadas. 

No caso de desconexão, porém, um alento para os possíveis jogadores brasileiros: toda vez que a internet cair, o Stadia salva a partida automaticamente de onde o jogo parou. “Será como assistir um vídeo no YouTube: a transmissão é retomada no mesmo ponto”, explicou o porta-voz do Google. Além disso, claro, será possível salvar a partida em pontos determinados, dependendo da vontade do desenvolvedor do jogo. 

Controle

Além de testar o conceito em si, a reportagem do Estado também pode ter acesso ao Stadia Controller, joystick anunciado pelo Google em março e que poderá ser usado pelos jogadores na plataforma — o controle, porém, pode ser substituído por qualquer outro compatível com USB que o jogador tenha acesso no momento. 

Em um teste de 15 minutos, a experiência com o Stadia Controller foi bastante satisfatória. A princípio, ele lembra o Dual Shock, do Playstation 4, mas tem uma estrutura física mais robusta, o que dá segurança ao jogador. A única confusão fica por conta dos quatro botões centrais, usados tanto para acessar o menu quanto para iniciar a transmissão de uma partida diretamente para o YouTube. 

A ideia é boa, mas pode confundir jogadores experimentados (e acostumados com outros controles). É o único ponto fraco do dispositivo, que ainda não tem preço definido. O próprio modelo de negócios do Stadia, vale lembrar, também ainda não foi divulgado pelo Google — rumores dizem que ele será uma assinatura, tal como Netflix e Spotify, mas as novidades serão divulgadas apenas no segundo semestre. 

*O jornalista viajou a Mountain View (EUA) a convite do Google