Natura pode concluir em breve compra da Avon

O acordo pode ser anunciado a partir de sexta-feira, ou na próxima semana
Reuters, O Estado de S.Paulo

A Natura e a Avon não comentaram imediatamente sobre o assunto

Natura Cosméticos está perto de fechar um acordo para comprar a Avon Products, disse uma fonte com conhecimento do assunto nesta segunda-feira.

Segundo a fonte, o acordo pode ser anunciado a partir de sexta-feira, ou na próxima semana. Não ficou claro se a Natura pagaria um prêmio sobre os preços atuais do mercado ou não.

A Natura e a Avon, que tem um valor de mercado de 1,4 bilhão de dólares, não comentaram imediatamente sobre o assunto.

As discussões sobre o financiamento da proposta atrasaram o anúncio, acrescentou a fonte. Inicialmente, o UBS, que está assessorando a Natura no negócio, e o Morgan Stanley ofereceram o financiamento.

Mas a Natura recebeu ofertas de bancos locais como Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil, acrescentou a fonte. O Citigroup também pode se juntar ao financiamento, disse a fonte, embora os bancos brasileiros agora possam fornecer a maior parte.

Representantes dos bancos não comentaram o assunto de imediato.

Tomas de la Fuente for Vanitatis Style with Marta Ortiz

Photography: Tomás de la Fuente.  Styling: Carla Aguilar. Hair & Makeup: Manu Fernandez. Retouch: Emilio Machio. Model: Marta Ortiz.

Cannes tem abaixo-assinado contra Alain Delon, que disse ter estapeado mulheres

Americanas organizaram protesto contra entrega de homenagem ao ator no festival de cinema
Guilherme Genestreti

O ator Alain Delon, no palácio Élysée, em Paris – Iudovic Marin/AFP

CANNES – A grita do movimento feminista #MeToo ressoou em Cannes ainda antes de o festival de cinema começar. O motivo da celeuma foi o anúncio de que o ator francês Alain Delon será homenageado com uma Palma de Ouro honorária. 

Na véspera da abertura, a organização da mostra de cinema foi informada de que uma delegação de mulheres americanas organizou um abaixo-assinado contra a entrega do prêmio. Em conversa com a imprensa na véspera da abertura, nesta segunda (13), o diretor artístico do festival, Thierry Frémaux, reagiu.

“Nós não estamos dando o Nobel da Paz a ele”, disse, frisando a contribuição artística do ator. 

O motivo da controvérsia é que Delon afirmou que já estapeou mulheres com quem teve relações no passado. Ele também se opõe à adoção de crianças por casais do mesmo sexo e é entusiasta da plataforma política do direitista Jean-Marie Le Pen, seu amigo. 

“Ele é livre para ter as opiniões que quiser, ainda que eu não concorde com elas”, disse Frémaux, que alfinetou os Estados Unidos quando soube que o abaixo-assinado era encampado por americanas. Ele sugeriu, então, que se fizessem petições contra o aquecimento global naquele país, já que Donald Trump é cético quanto ao assunto. 

Aos 83 anos, Alain Delon é um dos rostos mais conhecidos do cinema europeu. Nos anos 1960 atuou em “O Leopardo” e “Rocco e Seus Irmãos”, as duas obras mais conhecidas do italiano Luchino Visconti, e em “O Samurai”, de Jean-Pierre Melville. Com o passar do tempo, ele seguiu a mesma tendência que sua conterrânea —e contemporânea— colega Brigitte Bardot e passou a adotar visões políticas cada vez mais à direita. 

Embora tenha sido palco, no ano passado, de uma marcha de mulheres no tapete vermelho e embora tenha assinado um acordo se comprometendo à paridade de gêneros, o Festival de Cannes é criticado por movimentos feministas, que questionam a pouca presença de diretoras mulheres na corrida pela Palma de Ouro. 

Dentre os os 21 concorrentes ao prêmio, que incluem Quentin Tarantino e o pernambucano Kleber Mendonça Filho, só quatro são diretoras mulheres. 

São elas a austríaca Jessica Hausner, pelo drama de ficção científica “Little Joe”, e as francesas Céline Sciamma, do filme de época “Portrait of a Lady on Fire”, e Justine Triet, da comédia “Sibyl”. Já a franco-senegalesa Mati Diop concorre pelo drama migratório “Atlantique”.

O jornalista se hospeda a convite do Festival de Cannes

Indústria da moda desacelera investimentos em sustentabilidade

Falta um esforço conjunto das grandes companhias do setor para diminuir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, que supera 1 bilhão de toneladas a cada ano

Indústria da moda deve fabricar 102 milhões de toneladas de roupas e calçados até 2030 (Foto: Reprodução/Facebook)

A indústria da moda deve movimentar US$ 3,3 trilhões até 2030. Caso o ritmo de crescimento seja mantido, serão fabricadas 102 milhões de toneladas de roupas calçados nesse período. A título de comparação, esse peso equivale a meio milhão de baleias azuis. 

Por se tratar de um setor extremamente poluente, acredita-se que a moda é capaz de acelerar as mudanças climáticas. Em 2015, o segmento gerou 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa, o que é mais do que todos os voos internacionais e transportes de carga marítimos juntos. Além disso, a moda também é responsável por um quinto da poluição global da água e um terço dos microplásticos nos oceanos, segundo a Fast Company.

Se nada mudar, o mundo deve viver uma grave catástrofe ambiental em 2040. Muitas regiões costeiras ficarão submersas, a comida será escassa e os recifes de corais serão extintos, de acordo com as previsões da ONU. E a moda terá um papel fundamental para que isso aconteça.

Nos últimos anos, a indústria da moda havia esboçado um esforço para diminuir impacto de suas atividades no planeta. Em 2019, contudo, esse movimento desacelerou. É essa a conclusão de um novo relatório produzido por três organizações: a Global Fashion Agenda, a Sustainable Apparel Coalition e a consultoria Boston Consulting Group.

Usando o índice Pulse Index, que leva em conta as metas de sustentabilidade das marcas de moda e a sua implementação, o relatório condlui que a indústria havia subido seis pontos no ano passado, mas avançou apenas quatro neste ano.

“A indústria ainda está se aprimorando no que se refere à sustentabilidade”, disse Morten Lehmann, diretor de sustentabilidade da Global Fashion Agenda e coautor do relatório. “O problema é que o ritmo de melhora está diminuindo. Enquanto isso, a indústria cresce entre 4% e 5% a cada ano“. Ou seja, as empresas de moda não estão mudando com a rapidez necessária para contrabalançar os impactos ambientais causados pelo seu crescimento.

No ano passado, a Adidas prometeu usar apenas plástico reciclado até 2024, enquanto a Nike garantiu que passará a utilizar apenasa energia renovável até o final deste ano. Mas a indústria de moda está longe de ser sustentável. O relatório constata que 40% de todas as empresas de moda nem sequer começaram a levar a sério a questão da sustentabilidade, estabelecendo metas ou repensando sua cadeia.

Entre as 60% restantes, boa parte das mudanças estão acontecendo nas empresas de pequeno e médio porte. Entre os maiores players do mercado, que faturam bilhões em receita todos os anos, o ritmo de melhora praticamente parou.

Soluções compartilhadas
Segundo Lehmann, a indústria só pode avançar se grandes empresas começarem a compartilhar soluções. “Existem desafios de infraestrutura que a indústria precisa enfrentar, como a construção de instalações de reciclagem de roupas e calçados, o desenvolvimento de novos materiais mais sustentáveis ​​e o uso de tecnologia para tornar a cadeia de fornecimento mais eficiente”, disse à Fast Company.

Já existem alguns esforços de colaboração aberta, mas geralmente entre marcas menores. A Allbirds, por exemplo, trabalhou com uma empresa petroquímica no Brasil para desenvolver espuma a partir de açúcar de origem sustentável, em vez de petróleo. A empresa desenvolve a fórmula desse novo material com código aberto, para que qualquer outra marca de tênis possa utilizá-lo. 

Mas esses são apenas pequenos passos. Para que o impacto sofra uma redução importante, as empresas precisam compartilhar ideias e implementar soluções de maneira muito mais ampla e rápida. Além disso, o governo e os tomadores de decisão precisam criar regras que obriguem as marcas a seguir regras mais rígidas, os investidores devem apoiar marcas dedicadas à causa e a mídia deve continuar a chamar a atenção para os problemas do setor.

O consumidor também tem um importante papel a desempenhar. Os dados sugerem que muitas marcas se preocupam com a sustentabilidade devido, em grande parte, à pressão do consumidor. O levantamentou mostrou que38% dos 3 mil consumidores pesquisados ​​em todo o mundo dizem que trocaram sua marca preferida por outra que adotava práticas ambientais ou sociais positivas. 

‘X-Men’: Fox divulga vídeo relembrando todos os filmes da saga

Produtora também publicou um novo trailer de ‘X-Men: Fênix Negra’ nesta segunda-feira, 13, considerada o ‘X-Men Day’

Pôster ‘X-Men: Fênix Negra’ (2019) / 20th Century Fox

Fox  divulgou nesta segunda-feira, 13, considerado o “X-Men Day”, um novo trailer do filme X-Men: Fênix Negra, em que faz uma retrospectiva de todos os filmes da saga que foram lançados desde 2000.

No vídeo, há uma série de entrevistas feitas com atores que fizeram papéis marcantes nos filmes X-Men, como Hugh Jackman (Wolverine), Michael Fassbender (Magneto) e Sophie Turner (Jean Grey).

Por fim, são relembrados, em ordem, momentos de X-Men, X-Men 2, X-Men 3: O Confronto FInal, X-Men Origens: Wolverine, X-Men: Primeira Classe, Wolverine: Imortal, X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, X-Men: Apocalipse, Logan e, por fim, o anúncio de X-Men: Fênix Negra, que estreia no próximo dia 6 de junho no Brasil.

No segundo dia na Bolsa, ações do Uber caem 10,75% e valem US$ 37

A empresa de transporte compartilhado sofreu o impacto das negociações entre China e EUA, o que acarretou no pior dia de negociações

Ações do Uber voltam a cair em negociação da Nasdaq

Nesta segunda-feira, 13, segundo dia de negociações na Bolsa de Valores de Nova York, as ações do Uber desvalorizaram 10,75%.  Ao fim do pregão, cada ação da companhia valia US$ 37,10, contra os US$ 45 cotados para estreia, uma queda de 17,6% no valor do papel.

O mau desempenho do Uber acontece desde o primeiro dia de pregão. Na sexta-feira, 10, a empresa fechou o dia negociando o papel a US$ 41,57, um banho de água fria em analistas que antes estimavam que a empresa seria a protagonista de uma das maiores arrecadações em uma oferta publica inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Agora, a principal preocupação da companhia é que os resultados negativos sejam um reflexo da falta de confiança dos investidores em sua capacidade de gerar lucro – a própria companhia já tinha avisado que isso poderia acontecer.

Um agravante vem de antes: Por duas vezes em dois meses antes do IPO, o Uber reduziu suas expectativas de avaliação para atender às preocupações dos investidores com os crescentes prejuízos da empresa. O preço inicial das ações foi estabelecido a US$ 45 cada, sendo que a meta estava prevista para ser entre US$ 48 e US$ 55 cada papel. 

Outras empresas

O dia, porém, não foi ruim apenas para o Uber. As tensões comerciais entre China e Estados Unidos garantiram o pior dia de negociações da Nasdaq desde janeiro deste ano.

No efeito dominó, outras empresas de tecnologias que são negociadas nos Estados Unidos também foram impactadas. As ações da Lyft principal concorrente do Uber cairam 5,75%, a Alphabet, dona do Google, desvalorizou 2,77% e a Apple, criadora do iPhone, fechou o dia com perdas de 5,81%.

Slack abrirá venda de ações em 20 de junho

Próxima startup na fila da Bolsa, Slack teve prejuízo de US$ 39 milhões no último trimestre fiscal

Slack abrirá a venda de ações em 20 de junho 

O Slack, o aplicativo de mensagem instantânea para ambientes corporativos, determinou que fará a abertura de capital no proximo dia 20 de junho. A empresa também atualizou as informações financeiras públicas, uma exigência para companhiass que serão listadas na Bolsa. 

No trimestre encerrado em 30 de abril, o Slack teve receita entre US$ 133,8 e US$ 134,8 milhões, no mesmo período do ano passado essa cifra era de US$ 80,9 milhões. A empresa, porém, aumentou o prejuízo de 26,3 milhões para US$ 39 milhões. Em janeiro, a empresa havia divulgado que tinha 10 milhões de usuários. 

Em um vídeo para investidores, Stewart Butterfield, cofundador do Slack, disse que a mudança do e-mail para o Slack muda a forma como as pessoas se comunicam. “A mudança é inevitável. Acreditamos que todas as organizações mudarão para o Slack ou algo parecido”. 

O Slack é mais um nome de uma série de empresas de tecnologia a abrir o capital em 2019. O aplicativo de transporte compartilhado Lyft foi o primeiro, seguido da rede social Pinterest. No último dia 10, o Uber teve um início decepcionante na venda de ações. No segundo semestre, deve ocorrer a entrada do Airbnb na bolsa. 

O Slack escolheu entrar na Bolsa por meio de listagem direta, uma maneira mais barata de se tornar uma companhia de capital aberto. O processo exige menos bancos de investimento e, por isso, as taxas costumam ser mais baixas. O modelo já foi adotado este ano pelo Spotify. 

Amazon lança máquinas que embalam pedidos e substituem funcionários

A automação do trabalho resultaria em um corte de mais de 1,3 mil funcionários da empresa
Por Agências – Reuters

A Amazon pretende instalar duas máquinas em dezenas de armazéns

A Amazon está implementando máquinas para automatizar um trabalho mantido por milhares de trabalhadores: encaixotar pedidos de clientes. Essas instalações normalmente empregam mais de duas mil pessoas – a automação do trabalho resultaria em um corte de mais de 1,3 mil funcionários da empresa. Com a mudança, a Amazon pretende gastar US$ 1 milhão por máquina, mais as despesas operacionais.

“Estamos testando essa nova tecnologia com o objetivo de aumentar a segurança, acelerar os prazos de entrega e adicionar eficiência em toda a nossa rede”, disse uma porta-voz da Amazon em comunicado. “Esperamos que a economia de eficiência seja reinvestida em novos serviços para os clientes, onde novos empregos continuarão a ser criados.”

A tecnologia escaneia mercadorias que chegam por uma esteira e as embala segundos depois em caixas personalizadas para cada item, disseram à agência de notícias Reuters duas pessoas envolvidas no projeto. A ideia da Amazon é instalar duas máquinas em dezenas de armazéns, removendo pelo menos 24 funções em cada local. 

A empresa espera recuperar os custos da automação em menos de dois anos. As mudanças não foram concluídas ainda porque a verificação da tecnologia antes de uma implementação importante pode levar muito tempo.

O plano mostra como a Amazon está tentando reduzir mão-de-obra e aumentar lucros, já que a automação da tarefa mais comum do armazém – que é pegar um item – ainda está fora do seu alcance. A Amazon é famosa por sua iniciativa de automatizar o maior número possível do seu negócio, seja no preço de mercadorias ou no transporte de itens em seus depósitos. Mas a empresa está em uma posição precária ao considerar a substituição de empregos que lhe renderam subsídios e boa vontade pública.

Suprema Corte dos EUA autoriza processo antitruste contra a Apple

Suprema Corte dos EUA diz que usuários podem processar Apple por monopólio com a App Store

Usuários de iPhone alegam que a empresa tem controle exclusivo de apps para o iPhone e que consumidores pagam preços inflados porque a Apple exige que todo software seja vendido ou comprado por meio da loja de aplicativos App Store

A Suprema Corte do Estados Unidos autorizou nesta segunda-feira, 13, que usuários de iPhone processem a Apple por práticas anticompetitivas. Os consumidores alegam que a empresa tem controle exclusivo de aplicativos para o iPhone e que os usuários pagam preços inflacionados porque a Apple exige que todo software seja vendido ou comprado por meio da loja de aplicativos App Store.

Com a decisão, a Suprema Corte rejeita o argumento da Apple de que os usuários do seu sistema operacional iOS não são seus consumidores de fato – a empresa diz que tecnicamente quem vende o serviço são os desenvolvedores. Esse era o ponto que travava a discussão: de acordo com uma regra norte-americana, os chamados “consumidores indiretos” não têm legitimidade para abrirem processos em casos antitruste

Na decisão de hoje, a Suprema Corte disse que essa lógica não se aplica para o caso da Apple. “Nós discordamos. Os consumidores adquiriram aplicativos diretamente da Apple, portanto são consumidores diretos”, disse o juiz Brett Kavanaugh, no documento. “Os usuários de iPhone não são consumidores do topo de uma cadeia de distribuição vertical que estão tentando processar os fabricantes do topo da cadeia”.  

As autoridades afirmam que o caso ainda está no começo e pode levar no mínimo um ano para ser concluído. A Suprema Corte esclarece que ainda não há uma decisão sobre se a Apple realmente tem um monopólio ilegal em sua loja de aplicativos. Se a empresa for de fato condenada, isso poderia significar uma perda considerável para a companhia, já que a App Store corresponde a uma grande fatia de seu negócio. 

O processo questiona o fato de a Apple ficar com 30% de todo aplicativo que negocia e com 25% das assinaturas vendidas em sua loja de aplicativos depois do primeiro ano de assinatura. É questionada também a regra da empresa de que todos os preços da App Store terminem em “99”, como US$ 1,99, US$ 2,99, e assim por diante.

Esse não é o único caso antitruste em que a Apple está envolvida. A União Europeia também está investigando a empresa após o Spotify registrar em março uma queixa na Comissão Europeia, acusando a Apple de prejudicar a concorrência ao controlar ao mesmo tempo o sistema operacional iOS, a loja de aplicativos App Store e o serviço de streaming Apple Music, que compete diretamente com o Spotify./ COM INFORMAÇÕES DE DOW JONES NEWSWIRES