Kira A. for The Collector Magazine | June 2019

Kira A. for The Collector Magazine | June 2019. Shot by Masami Naruo. Styled by Sabrina Mellace.

Will Smith vai ao cinema escondido para ver ‘Aladdin’, mas acaba reconhecido pelo público

Ator interpreta o gênio da lâmpada no longa

Will Smith na première de “Aladdin” – Mario Anzuoni/Reuters

Will Smith, 50, resolveu ir com a família a um cinema na cidade de Calabasas, em Los Angeles (EUA), para ver a nova versão de “Aladdin”, longa no qual interpreta o gênio da lâmpada, capaz de realizar os desejos de quem o invoca. 

Acompanhado da mulher, Jada Pinkett Smith, e dos filhos Jaden e Willow, ele conseguiu despistar os fãs ao entrar na sala com todas as luzes já apagadas. No entanto, ao acabar a sessão, o ator logo foi reconhecido pelo público. 

Em vídeo divulgado pelo site TMZ, Will Smith aparece simpático, posando para selfies e conversando com os fãs.O ator revelou em entrevista que aceitou o papel do gênio por causa do filho Jaden, 20.  “Ele foi a primeira pessoa que eu vi entusiasmado por eu ser capaz de interpretar o gênio. Então foi o Jaden quem tomou a decisão”,  disse.

A adaptação do clássico da Disney, que acaba de estrear nos cinemas, traz cenas emocionantes já conhecidas pelo público, bem como músicas cujas as letras ainda estão na memória de crianças e adultos. Mas a história não é tão fiel ao longa lançado em 1992: os espectadores podem esperar por passagens extras e um final um pouco mais moderno, sem destoar do original, aposta que a Disney já reproduziu em filmes como “Dumbo”.

Na trama, Aladdin (Mena Massoud) conhece a princesa Jasmine (Naomi Scott) e se apaixona à primeira vista. A diferença de classes dos dois, no entanto, se torna um empecilho para o romance, e o jovem precisará da ajuda do gênio de Will Smithpara definir o futuro deles.

Crítica I Killing Eve – 2ª Temporada

Sucesso inesperado de 2018 retorna com excelente temporada mais romântica, sombria e tão carismática e afiada quanto o esperado
ARTHUR ELOI

Killing Eve/ BBC America/ Divulgação

A 2ª temporada de Killing Eve tem um peso nos ombros: atender as altas expectativas do público que espera ser surpreendido novamente. Esse é o primeiro grande obstáculo de séries de sucesso inesperado, e é um que já complicou muitas no passado – como, por exemplo, Mr. Robot, que perdeu o fôlego no ano dois e só foi conquistá-lo novamente no terceiro. Aqui, por outro lado, isso não parece ser o caso, já que o seriado de espionagem entende o que os fãs querem ver – e brinca com essas vontades no processo de realizá-las.

Mesmo tratando com uma temática tão batida quanto “espiãs em um letal jogo de gato-e-rato”, o programa funciona por sua excelente escrita, desenvolvimento de personagem e também uma certa sensualidade ao narrar como a detetive Eve Polastri (Sandra Oh) se torna obcecada pela serial killer Villanelle (Jodie Comer), sempre traçando paralelos entre perseguição e romance. No segundo ano essa sutileza se perde, e a paixão toma os holofotes após Eve esfaquear sua antagonista, mas isso servir apenas para aproximá-las.

Não há dúvidas que o relacionamento das duas sempre foi o principal de Killing Eve, e a série brilha sempre que Oh e Comer estão juntas na tela. As atrizes têm uma boa dinâmica que atende toda a complexidade e variação tonal estabelecida por Phobe Waller-Bridge, assim como fez em Fleabag, sua outra criação: em um piscar de olhos, as cenas passam pelo drama, violência e ironia, sempre de forma orgânica, consistente e quase hipnótica. Após a excelente recepção da temporada de estreia, o elenco está mais confortável do que nunca neste ritmo – e o programa passa a incorporar isso na variedade de arcos.

Enquanto o destaque fica na aproximação da protagonista com Villanelle, a jornada de Eve agora ganha um toque trágico ao se focar nas consequências de mergulhar nessa obsessão. A detetive passa a subir na carreira pelas suas ações, mas também vê o restante de sua vida – especialmente seu casamento com Niko (Owen McDonnell) – e sua própria sanidade afundando aos poucos. Igualar o herói com o vilão também é um clichê das tramas de espião, mas novamente o seriado sabe como dar personalidade ao conduzir o desenvolvimento de suas personagens com carinho, carisma e ótimos diálogos, resultando em uma leva de episódios mais sombria, mas sem perder o charme.

Se o lado de Eve pode ser descrito como sombrio, então a parte de Villanelle é, no mínimo, decadente: a antagonista é colocada nas mais agressivas e humilhantes situações, como buscar refúgio na casa de um psicopata durante sua fuga do hospital após ser esfaqueada. Poderia ser apenas gratuito, mas a série sabe trabalhar isso com um alvo em mente: o espectador. A produção entende que o público tem um carinho especial pela vilã, que trata seu trabalho como assassina de forma habilidosa mas igualmente juvenil, tornando o ato de matar em algo “divertido”. Vê-la em cenas difíceis de assistir gera empatia, até mesmo dó da personagem, e é aí que ela comete alguma atrocidade para relembrar que, no fim das contas, ainda é um ser humano desprezível: nos primeiros episódios, por exemplo, Villanelle faz amizade com um garoto recém-órfão no hospital, e até mesmo se abre e acolhe o menino traumatizado – até que, em sua fuga, ela decide “ajudá-lo” e quebra seu pescoço, supostamente para poupá-lo do trauma de viver sem seus pais e com o rosto desfigurado. Situações como esta acontecem durante toda a temporada, o que é ótimo: nem todo vilão tem redenção e, como é o caso, alguns nem querem ter.

O romance ganha destaque no segundo ano, mas isso não significa que é a única coisa em jogo: o programa dá mais espaço para engordar sua magra mitologia. A primeira temporada é bem preta-e-branca ao alinhar seus protagonistas e antagonistas, mas isso já não é mais o caso aqui, e as coisas se borram bastante com Carolyn Marters – em uma excelente atuação de Fiona Shaw – escondendo sua relação com gente perigosa e, no processo, manipulando Eve para atender suas vontades. Aaron Peel (Henry Lloyd-Hughes), vilão cuja ameaça une Villanelle com Eve, também é uma boa adição ao combinar arrogância caricata de um inimigo de James Bond com as estranheza que o seriado pede.

Assim, Killing Eve volta maior mas sem perder o foco do que quer contar. Mesmo tendo mostrado confiança no ano um, ainda impressiona o controle de ritmo que a temporada tem para desenrolar sua trama de personagens tão complexas em oito episódios, sem filler algum mas também sem parecer corrido. Ajuda bastante que a qualidade do roteiro, fotografia, trilha sonora e, principalmente, atuações só continuaram a melhorar – tarefa muito complicada quando o precedente é de padrão tão alto. Pela segunda vez, Sandra Oh, Jodie Comer e as demais surpreendem ao demonstrar que contos de espiãs ainda tem muito a dizer – basta uma perspectiva inédita, produção afiada e um toque de ironia.

No Brasil, as duas temporadas de Killing Eve estão disponíveis no serviço de streaming Globoplay.

Funcionários do Snapchat podem estar espionando os usuários

Reportagem publicada pela Vice alega que funcionários se apropriaram de uma ferramenta interna para acessar dados pessoais de usuários

As publicaçõs efêmeras feitas por usuários do Snapchat podem ser vistas por funcionários da empresa por meio de ferramentas internas

Os funcionários do Snapchat usam ferramentas internas para espionar os usuários. A informação, noticiada pela Vice, contém a confirmação de dois ex-funcionários que alegaram que o abuso aconteceu várias vezes e foi feito por várias pessoas.

A ferramenta, chamada SnapLion, foi criada inicialmente para ajudar a empresa a cumprir as solicitações da lei, como se uma publicação feriu regras ou se era o caso da equipe da Snap chamar a polícia. Mas, de acordo com a reportagem, a ferramenta também era usada por várias equipes para acessar dados dos usuários para outras atividades.

Snap disse que proteger a privacidade do usuário é “primordial”. “Qualquer percepção de que os funcionários possam estar espionando nossa comunidade é altamente problemática e totalmente imprecisa”, disse um porta-voz da Snap em um comunicado enviado por e-mail na última sexta-feira.

A empresa disse ainda que mantém poucos dados de usuários armazenados e conta com políticas e controles para limitar o acesso interno aos dados que tem, incluindo dados de ferramentas projetadas para dar suporte às leis. “O acesso não autorizado de qualquer tipo é uma clara violação dos padrões de conduta comercial e, se detectado, resulta em demissão imediata”, disse a companhia.

Saskia de Brauw & Karen Elson By Zoe Ghertner For Self Spring-Summer 2019

SELF SERVICE SPRING-SUMMER 2019 / INSTAGRAM
MODELS: KAREN ELSONSASKIA DE BRAUW
PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER / STYLIST: MARIE CHAIX
HAIR STYLIST: RUDI LEWIS / MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER
CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO / SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN

Model: Saskia de Brauw. Photographer: Zoe Ghertner. Stylist: Marie Chaix. Hair Stylist: Rudi Lewis. Makeup Artist: Thomas De Kluyver. Creative Director: Ezra Petronio. Set Designer: Spencer Vrooman
MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
Karen Elson by Zoe Ghertner for Self Service Spring-Summer 2019
KAREN ELSON BY ZOE GHERTNER FOR SELF SERVICE SPRING-SUMMER 2019
Model: Karen Elson. Photographer: Zoe Ghertner. Stylist: Marie Chaix. Hair Stylist: Rudi Lewis. Makeup Artist: Thomas De Kluyver. Creative Director: Ezra Petronio. Set Designer: Spencer Vrooman
MODEL: KAREN ELSON. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: KAREN ELSON. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: KAREN ELSON. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN
MODEL: KAREN ELSON. PHOTOGRAPHER: ZOE GHERTNER. STYLIST: MARIE CHAIX. HAIR STYLIST: RUDI LEWIS. MAKEUP ARTIST: THOMAS DE KLUYVER. CREATIVE DIRECTOR: EZRA PETRONIO. SET DESIGNER: SPENCER VROOMAN

Consumidores processam Apple por suposta venda de informações do iTunes

Apple acusada de vender dados de escuta dos clientes do iTunes

Apple, Apple, Apple: essa é para provar que até os paladinos da privacidade e da defesa do usuário também têm seus momentos, digamos, de fraqueza — segundo alguns dos seus próprios usuários, isto é. Basta ver essa história trazida pela Bloomberg.

De acordo com a agência, um grupo de clientes da Apple moveu uma ação coletiva contra a empresa alegando que suas informações pessoais relacionadas ao iTunes e ao Apple Musicforam vendidas a parceiras da Maçã sem o consentimento deles. Isso representa uma prática que, se comprovada verdadeira, não é revelada pela gigante de Cupertino — e que vai contra toda a imagem e as políticas da empresa, naturalmente.

Os consumidores em questão, dos estados americanos de Michigan e de Rhode Island, afirmam que a Apple comercializa dados de “centenas de milhares” de clientes; parceiros anônimos poderiam adquirir listas com usuários do iTunes que se encaixam em certos parâmetros, como grau de escolaridade ou padrão de compra de músicas. Os compradores desses dados, então, os cruzariam com outras informações fornecidas pela Maçã para criar perfis únicos dos consumidores e vendê-los a anunciantes.

Os documentos da acusação apontam para a campanha recente da Apple focada em privacidade, afirmando que a frase de efeito empregada pela Maçã — “o que acontece no seu iPhone fica no seu iPhone” — simplesmente não é verdadeira, já que a empresa estaria vendendo informações por debaixo dos panos. Não está claro que tipo de indício ou prova para essa acusação foi oferecido pela parte queixosa.

Caso fique comprovado que a Apple realmente vende informações pessoais relacionadas ao iTunes, a empresa pode estar em apuros: a prática é ilegal nos estados dos queixosos e em muitos outros estados americanos (bem como países). Os consumidores que moveram a ação pedem uma restituição de US$250 para cada cliente de Rhode Island afetado e US$5.000 para cada cliente de Michigan, com base nas leis de cada estado.

A ação está sendo movida na Corte do Distrito do Norte da Califórnia, e a Apple certamente acompanhará seus procedimentos bem de perto. Uma derrota nesse tipo de questão, afinal, poderia gerar uma avalanche de outras ações parecidas. [MacMagazine]

Vanessa Rozan torce para as sobrancelhas finas não voltarem a moda

Maquiadora do programa ‘Esquadrão da Moda’, do SBT, responde 40 perguntas em projeto da marca Melissa
GABRIELA MARÇAL – O ESTADO DE S.PAULO

Vanessa Rozan, maquiadora do programa ‘Esquadrão da Moda’, do SBT Foto: Divulgação/ Melissa

maquiadora Vanessa Rozan falou sobre maquiagem, beleza, estilo e sobre sua vida pessoal no primeiro episódio da série “40 anos, 40 perguntas”, da Melissa, divulgado nesta segunda, 27. Ao ser questionada sobre uma “não saudade dos anos 90”, a profissional citou algo bastante comum da época: “sobrancelhas finas! Que elas nunca mais voltem.”. 

Além de contar um pouco da história da maquiadora do programa Esquadrão da Moda, do SBT, o vídeo marca o relançamento da sandália Model, um dos sucessos da Melissa na década de 90. O calçado foi lançado em 1996 e teve a alemã Claudia Schiffer como garota-propaganda.

Assista ao vídeo na íntegra:

Neste ano, Melissa comemora 40 anos e está revisitando cinco peças que marcaram sua história e das consumidoras.

Marcas americanas Urban Outfitters, Free People e Anthropologie anunciam serviço mensal de aluguel de roupas

Urban Outfitters, Free People e Anthropologie permitirão que clientes peguem peças emprestadas e as devolvam no fim do mês

Marcas terão assinatura de aluguel de roupas por R$ 350 mensais. Foto: Unsplash/@yoyoqua

As marcas Anthropologie, Free People e Urban Outfitters prometem revolucionar o mercado da moda e sustentabilidade com um serviço mensal de aluguel de roupas. A iniciativa é da empresa URBN, detentora das marcas.

Os clientes poderão pegar até seis peças emprestadas e devem devolvê-las ao final do mês. A assinatura mensal custará 88 dólares, cerca de R$ 350. Batizada de Nuuly, a empresa será lançada no verão do hemisfério norte, entre os meses de junho e setembro.

“Nuuly procura mudar ainda mais o comportamento de compra dos consumidores, oferecendo aos assinantes acesso a uma ampla variedade de moda a um custo substancialmente menor do que o varejo, resolvendo o paradoxo da busca pela moda ao lado do desejo de um estilo de vida mais sustentável”, diz o site oficial.


O programa do Google que diagnostica câncer de pulmão ‘com mais eficiência que médicos’

O câncer de pulmão mata mais de 1,8 milhão pessoas por ano, mais do que qualquer outro tipo de tumor
Por James Gallagher – BBC Brasil

A inteligência artificial poderia melhorar a detecção de câncer em 5% (Foto: Getty Images)

Será que a Inteligência Artificial (IA) pode ser mais eficiente do que médicos no diagnóstico de câncer de pulmão?

É o que sugere um estudo recente realizado por cientistas da Universidade Northwestern, em Illinois, nos Estados Unidos, em parceria com o Google, que esperam aumentar com esta tecnologia a eficácia do diagnóstico da doença.

A identificação de tumores em estágio inicial facilitaria o tratamento do câncer.

A equipe responsável pela pesquisa afirmou que a inteligência artificial terá um papel “enorme” no futuro da medicina, mas o software ainda não está pronto para uso clínico.

O estudo se concentrou no câncer de pulmão, que mata mais pessoas (1,8 milhão por ano) do que qualquer outro tipo de tumor.

É por isso que os EUA recomendam a realização de exames para identificar a doença a pacientes considerados de alto risco devido a um longo histórico de tabagismo.

No entanto, esses exames podem resultar em biópsias invasivas para pessoas que não têm câncer, além de não conseguirem detectar alguns tumores.Como foi o estudo?

O estudo utilizou inteligência artificial para determinar se a análise de tomografias computadorizadas poderia ser aprimorada.

O primeiro passo foi treinar o software por meio de 42.290 imagens de tomografias de pulmão de quase 15 mil pacientes.

Os pesquisadores não indicaram à inteligência artificial o que procurar, apenas quais pacientes tinham câncer e quais não.

Em seguida, o software foi testado contra uma equipe de seis radiologistas especializados na interpretação de tomografias.

O programa foi mais eficiente do que os radiologistas ao examinar uma única tomografia computadorizada, e foi tão eficaz quanto quando havia várias tomografias para serem interpretadas.

Os resultados, publicados na revista científica Nature Medicine, mostram que a inteligência artificial poderia aumentar a detecção do câncer em 5%, e ao mesmo tempo reduzir os falsos positivos (pessoas diagnosticadas erroneamente com câncer) em 11%.

“O próximo passo é aplicá-la a pacientes em um ensaio clínico”, afirmou Mozziyar Etemadi, da Universidade Northwestern, à BBC.

Segundo Etemadi, a inteligência artificial às vezes “sinaliza um nódulo pulmonar que, em todos os aspectos, parece benigno, mas o programa acredita que não é. E eles geralmente estão certos”.

“Uma área de pesquisa científica é descobrir por quê”, acrescentou.

Etemadi afirma que, se for realizado um trabalho conjunto entre a inteligência artificial e os médicos, o resultado seria ainda mais eficaz – e a IA poderia ter um grande papel na medicina.

Rebecca Campbell, do instituto de pesquisa Cancer Research, do Reino Unido, diz que é animador ver inovações tecnológicas que possam um dia ajudar a detectar câncer de pulmão em estágio inicial.

“Do mesmo modo que aprendemos com a experiência, esses algoritmos executam uma tarefa repetidamente, e cada vez ela é ajustada um pouco para melhorar a precisão”, diz ela.

“Detectar o câncer precocemente, quando é mais provável que o tratamento seja bem-sucedido, é uma das formas mais poderosas de melhorar a sobrevivência, e o desenvolvimento de uma tecnologia que não seja invasiva poderia ter um papel importante”, completa Campbell.

“Os próximos passos serão testar essa tecnologia ainda mais para ver se ela pode ser aplicada com precisão a um grande número de pessoas”.