Viúva Negra | Possíveis primeiras fotos do set são reveladas

Longa tem previsão de lançamento para 2020
CAMILA SOUSA

Foram divulgadas as possíveis primeiras fotos do set de Viúva Negra, filme solo da personagem de Scarlett Johansson (via HH).

Anteriormente foi divulgado que o Treinador poderia ser o grande vilão do filme. Cate Shortland (Lore) dirige a produção, com roteiro de Jac Schaeffer.

O lançamento é previsto para 2020.

Solange Knowles For Numéro Berlin By Marcus Cooper

Solange Knowles For Numéro Berlin shot by Marcus Cooper and styled by Jessica Willis

Jhonattan Burjack for Moschino Fragance

Jhonattan Burjack for Moschino Fragance “TOM BOY”. Shot by Giampaolo Sgura.

Moda que desafia a barreira do gênero tem seu próprio selo na América Latina

Designers na Argentina, Brasil, Chile e México criam roupas sem limites tradicionais e refletem às transformações sociais
LUJÁN SCARPINELLI E MARÍA PAZ SALAS – AFP

Engenheira chilena Bernardita Danus e a sócia e designer Montserrat Gongora criaram a marca Omnia Foto: Claudio Reyes/ AFP

“O amor não tem sexo”, diz a estampa de uma camiseta da Omnia, uma marca de roupa “sem gênero” que duas jovens chilenas criaram no Instagram e cuja primeira coleção esgotou em minutos .

A tendência da roupa sem gênero, neutra ou unissex se destacou nos últimos anos nas passarelas de Milão a Nova York, apesar de suas origens remontarem a Coco Chanel na década de 1920 e até mesmo aos rebeldes “flappers”.

Essa corrente, de modelos soltos ou ajustada para se adaptar a qualquer silhueta, ganha impulso com seus próprios referentes na América Latina, num momento de efervescência feminista e reivindicação da diversidade sexual.

Designers na Argentina, Brasil, Chile e México, entre outros, apagam de suas criações os limites do tradicional para se aventurar em um estilo ligado às transformações sociais.

A tendência de roupas sem gênero conta com peças soltas ou que se ajustam a qualquer silhueta
A tendência de roupas sem gênero conta com peças soltas ou que se ajustam a qualquer silhueta Foto: Claudio Reyes/ AFP

“Foi importante para fazer uma marca que estava em contato com seus clientes, para lutar pelas coisas que eles também lutam. Nós sentimos que era a base da nossa marca”, diz a designer Monserrat Gongora, 23 anos, que criou Omnia (“tudo”, em latim) juntamente com Bernadette Danús, 22 anos, uma estudante de engenharia comercial.

As amigas tornaram-se sócias, aproveitaram os mais de 54 mil seguidores que Danús tem nas redes e projetam a expertise de Góndora para desafiar preconceitos.

Hoje elas estão se preparando para o segundo lançamento voltado para a geração pós-milênio, para a qual as fronteiras que dividem o masculino do feminino estão cada vez mais borradas.

Com sua proposta urbana, Mancandy, destacada pela Vogue no México, é também um expoente desse conceito que se consolida na região. As roupas projetadas por Andrés Jiménez, em sua maioria “superdimensionadas” ou muito grandes, representam mais do que tecidos cortados dessa ou daquela maneira.

“A mensagem principal é liberdade, liberdade de vestir o que você gosta, liberdade de ser quem você quer ser”, explica o designer, que busca o conforto de quem usa seus projetos “com seus corpos e com quem está dentro”.

Em anos de experiência, a marca – entre as transgressões que um lançamento de temporada registra no metrô da capital mexicana – passou de avant-garde para um reflexo da época.

Emiliano Blanco, da empresa argentina Kostume, prefere definir o conceito subjacente de “multigênero”, em vez de “semgênero”, em busca de um termo que ele considera mais inclusivo.

Ele também não fala de um momento da moda, mas de uma mudança do outro lado, de acordo com sua experiência na marca local que criou com Camila Milessi na capital argentina em 2001: “Com o passar dos anos começamos a perceber de uma maneira muito clara: os clientes não estavam mais interessados na distinção de gênero em cabides, na época percebemos que não seria uma tendência, mas uma evolução do consumidor”.

A marca Omnia foi lançada pelo Instagram
A marca Omnia foi lançada pelo Instagram Foto: Claudio Reyes/ AFP

O grande mercado brasileiro também se aventura nas águas navegadas por Chanel, Kenzo ou Salvatore Ferragamo. Uma referência é a Pair em São Paulo, que desde a sua criação buscou a “democratização” da moda e reuniu um volume de peças que cruzam barreiras de gênero.

“As pessoas não se encaixam mais nos padrões finitos, somos infinitas e sentimos o desejo de transbordar nossa pessoa em nossas roupas”, diz a diretora, Carla de Lima Ribeiro.

Com desenhos minimalistas e cores básicas – a maioria branca, preta e cinza – a Pair surgiu da necessidade de atender a um público mais amplo que renegou o que foi estabelecido. “Eu considero a liberdade de expressão como o futuro da moda, roupas sem gênero são uma resposta para isso”, diz ele.

No mercado mundial, não apenas marcas de luxo usavam suas coleções unissex. Outros “fast fashion” e preços acessíveis, como a espanhola Zara e a sueca H & M, também ecoaram a mudança nos últimos anos.

Não sem controvérsia, essa expansão abriu o caminho para que essa moda alcançasse um público mais amplo. Mesmo a latino-americana, cujas manifestações adquiriram uma relevância crescente.

“Todas as marcas de roupas devem ser unissex”, diz Góngora, para quem o futuro da moda é aquele em que não há distinção entre um gênero ou outro. Algo que para ela, seu parceiro e muitos de seus colegas é algo quase óbvio.

Sonha com cozinha azul? Veja 10 projetos para se inspirar

Confira diferentes estilos de decoração que vão do tom mais claro ao mais vibrante
TEXTO MARIA CLARA VIEIRA | FOTOS DIVULGAÇÃO

Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: Thiago Travesso)

Você deve ter notado que, de uns tempos para cá, as cozinhas azuis estão com tudo! Nas redes sociais não faltam bons (e lindos) exemplos deste ambiente nos mais variados estilos – contemplando dos tons mais escuros aos mais claros. Selecionamos dez projetos bacanas com diferentes referências para você se inspirar. Confira a seguir:

1. Ar vintage 

Este projeto mescla com harmonia azul claro, branco e madeira. O uso de vidros nas portas dos armários traz leveza à cozinha e ajuda a localizar os itens com mais facilidade. 

O projeto é assinado pelo escritório DT Estudio (Foto: Evelyn Muller)
O projeto é assinado pelo escritório DT Estudio (Foto: Evelyn Muller)

2. Compacta 

Esta cozinha prova que é possível ter uma cozinha linda – e azul! – mesmo em ambientes pequenos. Aqui, a cor está apenas no móvel que emoldura a geladeirae o microondas, mas foi o suficiente para dar um toque especial ao décor.
 

O projeto é assinado pelo escritório DT Estudio (Foto: Evelyn Muller)
O projeto é assinado pelo escritório DT Estudio (Foto: Evelyn Muller)

3. Tudo azul 

Sem medo de apostar na cor, este projeto tem nada menos que todos os armários planejados em azul. Como o ambiente é amplo e bem iluminado, a composição ficou equilibrada. Prateleiras e mesa em tom de madeira completaram o décor.

O projeto é assinado pelo escritório ACF Arquitetura. (Foto: Mariana Orsi)
O projeto é assinado pelo escritório ACF Arquitetura. (Foto: Mariana Orsi)

4. Azul vibrante 

Nesta cozinha integrada com o living, o azul royal é a estrela: é impossível ignorá-lo. O uso da cor trouxe vida e intensidade ao ambiente, que foi completado com acabamentos em branco e cinza.

O projeto é assinado pelo escritório Loft 7 (Foto: Vanilla)
O projeto é assinado pelo escritório Loft 7 (Foto: Vanilla)

5. Azul na integração 

Não bastasse a cozinha azul, aqui a cor também se estendeu para a sala de jantar, que é integrada à ilha central. Foi um boa maneira de dar unidade ao projeto e trazer personalidade à decoração. 

Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: Mariana Orsi)
Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: Mariana Orsi)
Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: divulgação)

6. Intensidade concentrada  

Esta cozinha é um bom exemplo de como a adoção de cor profunda na marcenaria funciona muito bem mesmo em ambientes de metragens reduzidas. Use sem moderação!

Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: Mariana Orsi)
Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: Mariana Orsi)

7. Até no teto

Não tem como ficar indiferente a essa decoração! Aqui, o azul extrapolou a marcenaria e tingiu tudo: teto, parede e bancada. É uma forma inusitada e bem-humorada de empregar a cor.

Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: Thiago Travesso)
Projeto do escritório Mandril Arquitetura (Foto: Thiago Travesso)

8. Azul no piso

Espaçosa, esta cozinha tem azul em toda a marcenaria, mas não só. A cor também está no piso! Repare no ladrilho usado: o jogo de estampas com azul, branco e preto traz bossa ao ambiente e complementa o projeto com leveza.

Projeto do escritório Très Arquitetura (Foto: Evelyn Muller)
Projeto do escritório Très Arquitetura (Foto: Evelyn Muller)

9. Pequenos detalhes 

Aqui, o azul do ladrilho tem o mesmo tom dos armários. Os puxadores pretos trazem um toque de modernidade. E note os detalhes: até a coifa sobre o fogão e a prateleira que virou horta de temperos juntos à janela são da mesma cor que a marcenaria.

Projeto do escritório Très Arquitetura (Foto: Evelyn Muller)
Projeto de Marina Linhares Interiores (Foto: Marco Antônio)

10. Clean

Integrada à sala de TV, esta cozinha tem marcenaria minimalista e sem puxadores, o que deixa toda a atenção voltada à cor vibrante.  A ilha que abriga o fogão se transforma no rack do living seguindo o mesmo tom.

Projeto de Quattrino Arquitetura (Foto: divulgação)
Projeto de Quattrino Arquitetura (Foto: divulgação)

Google tem mais terceirizados do que funcionários

Entre as diferenças estão os salários e os benefícios, inferiores para quem tem contrato de trabalho por tempo determinado

Google disse que vai pressionar para que empresas contratantes de terceirizados melhorem salarios e benefícios

Google tem mais funcionários terceirizados e temporários do que os contratados diretamente, algo nos moldes da CLT no Brasil – a informação foi divulgada nesta terça-feira, 27, pelo jornal The New York Times. Entre as diferenças está o salário e os benefícios recebidos pelos terceirizados, que costumam ser inferiores aos destinados aos funcionários da casa. De acordo com a reportagem, no quadro da empresa há 121 mil terceirizados contra 102 mil diretos. 

A reportagem surge em um momento de tensão interna entre os funcionários do Google. Desde o ano passado, eles têm aumentado o número de protestos relacionados a problemas no local de trabalho e o posicionamento da empresa em temas polêmicos como contratos militares e a criação de uma versão chinesa e mais restrita do buscador.

“Se alguém não está tendo uma boa experiência, nós fornecemos muitas maneiras de relatar reclamações ou expressar preocupações”, disse Eileen Naughton, vice-presidente de operações de pessoal, em um comunicado sem comentar o número de funcionários da companhia. “Nós investigamos, responsabilizamos os indivíduos e trabalhamos para acertar as coisas para qualquer pessoa impactada.”

Participação

Os terceirizados e temporários têm engrossado essas manifestações. Em novembro do ano passado, quando funcionários do Google foram às ruas protestar sobre casos de exploração sexual dentro da companhia, os organizadores do protesto também pediram melhores condições de trabalho para todos que atuavam nos produtos Google.

Em março, mais de 900 funcionários do Google assinaram uma carta exigindo um tratamento melhor aos temporários citando problemas em contratos firmados com funcionários da equipe do Google Assistant.

Depois do protesto, o Google disse que vai exigir das empresas responsáveis pelos temporários que forneçam benefícios completos à sua equipe. Entre eles estão assistência médica, um salário mínimo de US$ 15 e licença parental paga. No entanto, isso entrará em vigor a partir do próximo ano.

Ellen DeGeneres diz ter sido vítima de abuso sexual pelo padrasto

Apresentadora ainda era adolescente quando marido da mãe teria cometido o crime

A apresentadora Ellen DeGeneres. Foto: Ryan Pfluger / The New York Times

A apresentadora Ellen DeGeneres revelou ter sido vítima de abuso sexual e compartilhou sua história para ajudar outras vítimas em um episódio de My Next Guest Need No Introduction, série em que o também apresentador David Letterman entrevista outras personalidades. A segunda temporada estreia nesta sexta-feira, 31, e a informação foi adiantada pelo TMZ.

Ellen conta que sofreu o abuso sexual pelo padrasto, um “homem muito mal” que casou com sua mãe quando a apresentadora ainda era adolescente. Certo dia, ele teria esperado a mãe sair de casa para cometer o crime, dizendo que precisava tocar nos seios de Ellen pois havia encontrado um nódulo nos da mãe.

À época, a apresentadora tinha entre 15 e 16 anos e diz que ainda se sente mal por não ter tido forças para confrontá-lo. “É uma história muito, muito horrível e a única razão para eu entrar em detalhes é porque quero que outras garotas jamais deixem alguém fazer isso”, disse.

Xavi Gordo for Vogue Mexico with Hannah Ferguson

Photography: Xavi Gordo at 8 Artist Management. Stylist: Vale Collado. Makeup & Hair: Paco Garrigues. Model: Hannah Ferguson.

Argentina reinicia debate no Congresso para legalizar o aborto

Esta é a primeira tentativa após a derrota sofrida em 2018, quando a descriminalização obteve aprovação histórica entre deputados, mas foi rejeitada no Senado
AFP

Ativistas do grupo feminista Femen também se engajaram nas manifestações pela aprovação do projeto de aborto legal na Argentina em frente à embaixada do país em Madri Foto: AFP/FEMEN / AFP

Um projeto para legalizar o aborto traz o assunto de volta ao centro do debate no Congresso da Argentina nesta terça-feira (28). Esta é a primeira tentativa após a derrota sofrida em 2018, quando a descriminalização obteve aprovação histórica entre deputados, mas foi rejeitada no Senado.

Uma maré de lenços verdes, símbolo da luta feminista a favor da legalização, estará nas ruas apoiando a apresentação do projeto que será levado para o debate parlamentar pelo oitavo ano consecutivo, com o apoio de 15 parlamentares. Organizações A favor do aborto legal buscam fazer da questão um dos grandes temas em debate nas eleições gerais de 27 de outubro.

– A nova apresentação não representa apenas o retorno da ofensiva para a reivindicação do direito ao aborto; estamos fazendo pressão sobre os partidos para garantir que cada candidato se pronuncie claramente – disse à AFP Victoria Tesoriero, líder da Campanha pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Livre.

Na Argentina, de acordo com a lei em vigor desde 1921, o aborto é permitido quando a vida da mulher está em perigo e quando a gestação é produto de um estupro, sem especificar as semanas de gestação. Mas muitos médicos e alguns governos provinciais estão relutantes em aplicar a lei e houve casos de meninas de 11 anos forçadas a continuar a gravidez. Estima-se que cem mulheres argentinas morrem todos os anos de abortos clandestinos.