Hiandra Martinez – WSJ. Magazine June/July 2019 By Dario Catellani

The Tide Is High   —   WSJ. Magazine June/July 2019   —   www.wsj.com
Photography: Dario Catellani Model: Hiandra Martinez Styling:  George Cortina  Hair: Bob Recine Make-Up: Dick Page

Décor do dia: cantinho colorido na sala de estar

Mesa de apoio usada para organizar plantas acrescenta charme ao espaço

Tons vibrantes, peças bem escolhidas e formas circulares fazem toda a diferença neste cantinho colorido criado na sala de estar. A mesa de apoio estilo Bauhaus se destaca no ambiente pela estrutura tubular. A peça acomoda a coleção de plantas em vasos, criando uma composição original graças à mistura de estilos. Perto dela, a luminária de piso traz um alegre tom de roxo, enquanto o regador azul, logo abaixo, acrescenta vida ao conjunto.

Versátil, a mesa de apoio pode ser usada de diferentes maneiras na decoração. No lugar dos vasos com cactos, veludo-roxo e outras espécies vegetais, é possível organizar coleções de livros e revistas, garrafas e outros objetos.

A parede de tijolinhos pintados de branco é uma outra boa sacada do décor. Ela funciona como uma base neutra para a chegada de objetos com um toque de humor, caso do pôster do filme Ilha dos Cachorros.

Não por acaso, a estética do diretor Wes Anderson marca presença sutil no ambiente. Repare no modo como os tons de rosa e amarelo, presentes também no sofá, nas almofadas e no tapete, dialogam entre si.

Lucro da Apple pode cair 26% se a China proibir o iPhone

Ganhos da criadora do iPhone podem receber forte impacto se a guerra comercial entre chineses e americanos continuar, dizem os bancos de investimento
Por Ryan Vlastelica – Bloomberg

Número de vendas do iPhone podem sofrer quedas com guerra comercial entre EUA e China

Os lucros da Apple podem cair 26% no ano fiscal de 2020 se a China proibir as vendas do iPhone, segundo o banco americano de investimentos Cowen, a mais recente empresa a pintar um quadro dramático sobre o risco que recai sobre a gigante de tecnologia, caso as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China se deteriorarem ainda mais.

Enquanto Wall Street se preocupa com as perspectivas de demanda chinesa para o iPhone há meses, a questão ganhou ares de urgência depois que o governo Donald Trump colocou a Huawei Technologies Co. na lista negra, aumentando a perspectiva de represálias. No início deste mês, a Wedbush chamou a proibição da Huawei de “momento Forte Sumter” (local onde foram travadas batalhas decisivas na Guerra Civil), com a Apple sendo a o exemplo ilustrativo da incerteza no comércio.

O analista da Cowen, Krish Sankar, escreveu que uma proibição ao iPhone representava um cenário de “caso extremo” de como a guerra comercial poderia se desenrolar, acrescentando que o resultado mais provável é que a Apple apresentaria um golpe “material, mas administrável” nos lucros.

“Os sistemas iPhone, iPad e Mac da Apple correm o risco de sofrer uma destruição da demanda devido a danos colaterais causados pela proibição de vendas à Huawei”, escreveu Sankar. A percepção de que a Huawei está sendo “injustamente punida” pode levar os consumidores chineses a “retaliar uma vez que o patriotismo os leva a dar apoio às marcas domésticas, enquanto produtos e serviços de empresas norte-americanas caem em descrédito”.

Essa visão foi repetida pelo Citi, que na terça-feira,28, cortou sua meta de preço das ações para US$ 205 de US$ 220, vendo “uma desaceleração da demanda pelo iPhone na China, enquanto os chineses mudam sua preferência de compra para marcas nacionais da China”. A participação de mercado de 12% da Apple no país pode ser “reduzida à metade”, escreveu o analista Jim Suva.

A Cowen não é a única empresa a calcular que os ganhos poderiam cair mais de 20% se as medidas de retaliação se intensificarem. O Morgan Stanley escreveu que os lucros podem cair cerca de 23% no pior cenário comercial, enquanto a Goldman Sachs estimou uma queda de 29% se a China proibir os produtos da Apple.

Tanto a China quanto o iPhone são vitais para a empresa de Cupertino, na Califórnia. De acordo com dados compilados pela Bloomberg, a Apple obteve quase 20% de sua receita de 2018 na China, enquanto o iPhone respondeu por mais de 60% de sua receita total em 2018.

Tradução de Claudia Bozzo

Laura Harrier: “Na infância e adolescência, não via garotas como eu no cinema”

Liberdade, amor, arte e racismo. Em uma conversa exclusiva, a atriz de 29 anos e estrela do premiado filme de Spike Lee, Infiltrado na Klan, falou sobre sua criação feminista, o espanto que teve ao perceber que nem todas as mulheres defendiam a causa e o mergulho que fez na história do movimento negro norte-americano para compor sua mais recente personagem
ANA CLARA GARMENDIA, DE PARIS

Laura Harrier – Top, R$ 11.200, e calça, R$ 10.100, Louis Vuitton (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

Encontramos a atriz norte-americana Laura Harrier numa manhã gelada de quarta-feira de fevereiro, em Paris. Eram dez horas quando ela chegou ao hotel Le Bristol e pediu um cappuccino, antes da entrevista.

Aos 29 anos, Laura contou que demorou a entender que a liberdade feminina não era algo tão disseminado mesmo entre garotas de sua geração. Isso porque, na sua casa, as mulheres sempre tiveram voz, e ela só percebeu que havia sido criada por uma feminista quando se confrontou com mulheres que acreditam que não é preciso militar pelos direitos femininos. “Fui envolvida com o feminismo por causa da mulher que me criou, minha mãe. Sempre me identifiquei como feminista, sendo filha de uma. Para mim não era nada demais, até que começaram a me perguntar sobre isso e percebi que a maioria das pessoas não tinham essa educação familiar.” Não à toa, hoje Laura é uma das grandes apoiadoras do Time’s Up.

A liberdade com que foi criada delineou a atriz que ainda hoje se vê como uma simples garota de Illinois, nos Estados Unidos, onde nasceu e foi criada. “Tive uma infância muito normal e americana. Cresci numa cidade onde Clube dos Cinco, A Garota de Rosa Shocking e todos esses filmes americanos sobre high school se passam. Foi uma infância boa, suburbana, e ter a sorte de que os meus pais amavam viajar nos deu uma visão de mundo muito ampla. Acho que fui capaz de enxergar além da minha própria experiência individual.”

Laura Harrier – Parca, preço sob consulta, e vestido, R$ 17.700, Louis Vuitton (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

Uma liberdade que acabou levando o acaso a fazer de Laura (ela garante que não pretendia ser atriz) uma artista respeitada pelos papéis que encarna no cinema, como Liz Allan, em Homem-Aranha: De Volta ao Lar, e a ativista Patrice em Infiltrado na Klan, filme que ganhou Oscar de melhor roteiro em 2019.

Para este papel, fez uma ampla pesquisa com ativistas do movimento negro, em especial com fundadores do dos Panteras Negras, partido que lutava contra o raciscmo e a violência policial nos anos 60. “Sempre senti que minha visão de mundo era alinhada com movimentos como esse. Mas definitivamente aprendi muito nesse processo. Não aprendi na escola sobre Malcolm X ou os Panteras Negras. E acho que isso se deve à propaganda proliferada na época dos movimentos dizendo que eles eram violentos”, diz ela, que se define como birracial por ser filha de mãe branca e pai negro.

A mistura de força e delicadeza também rendeu a Laura o convite para ser uma das embaixadoras da Louis Vuitton, algo que a conecta com moda, assunto que lhe interessa pelo fato de a roupa ser uma expressão social, e não exatamente por seguir esta ou aquela tendência. “Amo o Nicolas[Ghesquière, diretor-criativo da linha feminina da maison francesa] e amo trabalhar com ele. É maravilhoso.”

Laura é reservada quando o assunto é amor. Por quatro anos namorou o músico Ian Longwell, mas virou alvo da mídia quando se envolveu com Kay Thompson, famoso jogador de basquete do time Golden State Warriors. A discrição de Laura quanto aos relacionamentos entra em acordo com seu discurso. A garota simples de Illinois não busca fama, toca sua vida com a liberdade de não ser invadida, rotulada.

Laura Harrier – Blazer, R$ 15.700, e vestido, R$ 15.700, Louis Vuitton (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

Parece que o que ela quer mesmo é fazer da sua arte, a atuação, o seu canal de passagem, a sua maior forma de comunicar ao mundo o que ela acredita ser primordial. “Contar histórias sobre a experiência humana, quero continuar fazendo isso. E fazer personagens com que as pessoas possam se identificar. Acho que muitas pessoas se identificam com a Patrice, e isso tem sido muito legal de ver. Ou como no Homem-Aranha. Meninas e mães falaram pra mim: ‘Nossa,  nunca pensei que fosse ver uma mulher como você em um filme como esse’. Eu mesma não tive isso na infância ou adolescência. Não via garotas como eu nos filmes”, finaliza.

Laura Harrier – Camiseta, R$ 6.750, e calça, R$ 7.300, Louis Vuitton. Acessórios usados em todas as fotos, acervo pessoal (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

EDIÇÃO DE MODA: LARISSA LUCCHESE / BELEZA MAQUIAGEM: NAOKO SCINTU (THE WALLGROUP) / BELEZA CABELO: JENNIFER YEPEZ (THE WALL GROUP) / ASSISTENTE DE MODA: NANCY GARCEZ / PRODUÇÃO–EXECUTIVA: VANDECA ZIMMERMANN / TRATAMENTO DE IMAGEM: HELENA COLLINY / AGRADECIMENTO: LE BRISTOL PARIS

Bastidores da primeira Fenty Collection de Rihanna | Vogue

Um olhar íntimo no processo criativo de Rihanna. Veja como a superstar monta sua própria coleção Fenty.

“Primeiro eu conheci as grandes marcas, depois comecei a colaborar com elas, [mas] isso é completamente diferente ”, diz Rihanna à Vogue no lançamento da Fenty, sua nova marca de moda, em Paris. “Você tem que criar esse DNA e entender o que a marca representa.”

Para Jahleel Weaver, diretor de estilo da Fenty, trata-se de equilíbrio cultural. “Ela fez um ótimo trabalho em ter uma equipe bonita de diversidade. Isso é algo novo, é novo e está abrindo portas para tantas pessoas, como eu. E dizendo que você pode estar em qualquer lugar e fazer parte disso. ”

Directed by Lucas Flores Piran Additional Camera: Evan Rogers Editor: Sean Kiely, Savanna Fair Audio Mix: Dylan Nowik

Hillary Clinton e sua filha Chelsea abrirão produtora, diz Bloomberg

Ideia é focar programas feitos por e sobre mulheres, segundo agência

Hillary Clinton e sua filha Chelsea

Hillary Clinton, 71, e sua filha Chelsea, 39, estão criando uma produtora para realizar projetos para cinema e TV, afirmou nesta quinta-feira (30) a agência de notícias Bloomberg.

Segundo fontes próximas às discussões ouvidas pela agência, a ideia é focar histórias contadas por e sobre mulheres. 

A ex-senadora Hillary já havia se alistado para produzir uma série de TV com Steven Spielberg. “The Woman’s Hour” (A hora da mulher) é uma adaptação de um livro sobre ativistas pelo direito do voto feminino.

Com isso, as Clinton seguem os passos dos Obama. O ex-presidente Barack Obama e sua mulher Michelle criaram a produtora Higher Ground Productions e já assinaram um acordo com a Netlfix. Seus primeiros programas incluem uma adaptação do livro de Michael Lewis sobre burocracia federal e uma série dramática sobre o mundo da moda.

Hillary foi primeira-dama do estado de Arkansas, primeira-dama dos EUA, senadora por Nova York e secretária de Estado. Ela se candidatou à Presidência dos EUA duas vezes, perdendo a indicação democrata em 2008 para Obama e as eleições de 2016 contra Donald Trump. 

Uber fechou o primeiro trimestre do ano com prejuízo de US$ 1 bi

Aplicativo de transportes compartilhados teve aumento de 20% da receita e crescimento no número de usuários pelo mundo
Por Agências – Reuters

Uber relatou prejuízo de US$ 1 bilhão e aumento de 20% na receita em seu primeiro relatório trimestral como uma empresa pública, divulgado nessa quinta-feira, 29. As informações foram compatíveis com as previsões do mercado o que fez com que as ações fossem negociadas com alta de 3,64% às 18h30 (horário de Brasília).

De acordo com a empresa, a receita do período atingiu a marca de US$ 3,1 bilhões, mantendo a previsão do Uber para o trimestre encerrado em 31 de março. A empresa disse anteriormente que esperava uma receita entre US $ 3,04 bilhões e US $ 3,1 bilhões, enquanto sete analistas consultados esperam uma receita média de U $ 3,04 bilhões.

A companhia disse que seus usuários ativos mensais aumentaram para 93 milhões no mundo. Já o prejuízo líquido foi de US$ 1,01 bilhão no primeiro trimestre em comparação com lucro líquido de US$ 3,75 bilhões, um ano antes, quando os resultados foram ajudados pela venda das operações para Grab e Yandex.

O diretor financeiro da companhia, Nelson Chai, disse que o Uber começou a ver “preços menos agressivos” por parte dos rivais. Os resultados também indicam que a nova empresa pública conseguiu atingir suas próprias metas financeiras, o que provavelmente oferecerá alguma segurança aos investidores.

O Uber foi a maior de um grupo de startups do Vale do Silício que abriu seu capital neste ano contra o pano de fundo de um mercado global de ações, desencadeado por novas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A empresa também enfrenta maior regulamentação em vários países e luta com seus motoristas sobre os salários.

Microsoft vai lançar Game Pass, seu ‘Netflix dos games’, nos PCs

Xbox Game Pass nos computadores terá jogos de marcas como Bethesda, Sega, Devolver Digital e estúdios da própria Microsoft

Empresa deve dar mais detalhes sobre o projeto em sua apresentação na E3

Notícia boa para quem gosta de jogar no computador: a Microsoft anunciou nesta quinta-feira, 30, que vai levar o Game Pass, seu serviço de biblioteca de jogos (quase como uma Netflix dos games) para os PCs. Hoje disponível no Xbox, com assinatura de R$ 30 ao mês aqui no Brasil, o serviço “pra quem joga com mouse e teclado” deverá ter cerca de 100 títulos, incluindo produções de empresas como Bethesda, Sega, Devolver e os estúdios da própria Microsoft. 

Em comunicado publicado nesta quinta-feira, 30, a empresa prometeu divulgar mais detalhes sobre o serviço em sua apresentação na E3, no próximo dia 9 de junho. Já se sabe, porém, que além da biblioteca de jogos, os assinantes também receberão descontos de até 20% na compra de outros na Microsoft Store, a loja oficial de games da empresa. 

Boa parte dos títulos, vale dizer, já está disponível nos PCs por conta do Play Anywhere, iniciativa da Microsoft que permite que seus jogos exclusivos do Xbox também sejam lançados para computadores, na mesma data – quem compra o conteúdo em uma plataforma recebe o mesmo jogo de graça na outra.

Além disso, a empresa anunciou que vai oferecer games de seus estúdios  – como Halo ou Age of Empires – na loja Steam, adotando uma postura holística. “Os jogadores devem poder escolher onde compram seus jogos”, disse Phil Spencer, o líder da área de Xbox dentro da Microsoft. 

Você pode ser proibido de chamar o Uber se tiver nota baixa no app

Empresa disse que está testando nos Estados Unidos e no Canadá uma forma de punir usuários que não respeitam a regra da plataforma

Uber já bloqueia motoristas com avaliação abaixo da média

Pessoas que recebem muitas avaliações baixas no Uber podem ser bloqueadas de pedir um carro pelo aplicativo. A empresa anunciou na última quarta-feira, 29, que a punição, antes aplicada apenas a maus motoristas, também será usada em passageiros com classificação abaixo da média.

A novidade começará a ser aplicada primeiro para os usuários dos Estados Unidos e do Canadá – a nota de corte da classificação, porém, varia entre cada cidade, segundo informou um Uber à CNN Business.

Antes de ser bloqueado, o Uber garante que vai enviar várias notificações para que os passageiros tenham chances de melhorar o seu “desempenho” quando pegar a próxima carona. A empresa também envia sugestões do que fazer para melhorar a nota, como não jogar lixo no carro ou ser educado com o motorista.

A empresa não disse quantas chances serão dadas antes do bloqueio, mas confirmou que depois que o acesso for cortado, o usuário também não conseguirá pedir comida via Uber Eats ou alugar um patinete ou bicicleta elétrica via aplicativo da Jump.

“O respeito é uma via de mão dupla, assim como a responsabilidade. Embora esperemos que apenas um pequeno número de passageiros acabe sendo impactado por desativações baseadas em classificações, achamos que é a coisa certa a fazer”, escreveu Kate Parker, chefe de iniciativas e marca de segurança da companhia.

Momento da empresa

O anúncio acontece dias antes do Uber divulgar seu relatório de transparência de segurança. O texto vai incluir dados sobre agressões sexuais e outros incidentes de segurança por parte de motoristas em sua plataforma.

Antes de fazer a oferta pública ordinária de ações (IPO, na sigla em inglês), o Uber alertou que esse documento poderia ter um impacto negativo na reputação da empresa.

O relatório foi prometido há um ano, quando a CNN publicou que pelo menos 103 motoristas do Uber nos Estados Unidos foram acusados de agredir sexualmente ou abusar de seus passageiros nos últimos quatro anos.

Com os motoristas

A suspensão por nota baixa já acontece com motoristas. De acordo com o site Business Insider, motoristas cuja nota média for inferior a 4,6 podem ser expulsos da plataforma.

A empresa disse ainda que está lançando uma campanha para educar as pessoas sobre as diretrizes da comunidade do Uber, incluindo e-mails e mensagens dentro do aplicativo.