‘Não sou contra as vacinas’, diz Jessica Biel após críticas nas redes sociais

Atriz explicou que defende o direito dos familiares tomarem decisões sobre a saúde dos próprios filhos

A atriz Jessica Biel e o ativista Robert F. Kennedy Jr. Foto: Instagram/@robertfkennedyjr

A atriz Jessica Biel se envolveu em uma polêmica na última terça-feira, 11, quando esteve em uma reunião com o ativista Robert F. Kennedy Jr., que é publicamente contra a vacinação. Após o americano compartilhar o encontro nas redes sociais, seguidores da atriz presumiram que ela também seja contra a vacinação e fizeram duras críticas.

Com uma declaração publicada no Instagram, a atriz disse que defende o direito dos familiares de tomarem suas próprias decisões quanto à saúde dos filhos. Ela cita o caso de um casal de amigos cujo filho não pode se vacinar por questões médicas, por isso rejeita o projeto de lei SB276, que limitaria as isenções médicas de vacinas sem a aprovação de um oficial de saúde pública do estado da Califórnia.

“Esta semana eu fui a Sacramento para conversar com legisladores na Califórnia sobre um projeto de lei proposto. Eu não sou contra as vacinas – eu apoio as crianças que recebem vacinas e também apoio o direito das famílias de tomarem decisões médicas sobre seus filhos junto com seus médicos. Minha preocupação com o [projeto de lei] SB276 é exclusivamente sobre isenções médicas. Meus amigos mais queridos têm um filho com uma condição médica que justifica uma isenção de vacinas e, se esse projeto for aprovado, isso afetaria muito a capacidade da família de cuidar de seu filho nesse estado. Por isso falei com legisladores e argumentei contra essa lei. Não porque eu não acredito em vacinas, mas porque acredito em dar aos médicos e às famílias que eles tratam a capacidade de decidir o que é melhor para seus pacientes e a capacidade de fornecer esse tratamento”, diz a nota publicada pela atriz no Instagram.

Jessica é mãe de Silas, de quatro anos, fruto de seu relacionamento com o cantor Justin Timberlake.

Carlos Teixeira for Harper’s Bazaar Vietnam with Antonina Ermolina

Photographer: Carlos Teixeira. Styling: Davor Jelusic. Makeup: Mariana Colmenares. Hair Stylist: Edgar Venancio. Production: in mood productions. Model: Antonina Ermolina at Just Models Lisbon.

Huawei faz pedido para registrar sistema próprio após bloqueio dos EUA

A empresa solicitou o registro na China em agosto do ano passado; documentos mostram que a Huawei quer usar o sistema em diversos aparelhos, que vão de smartphones a robôs
Por Agências – Reuters

A Huawei é a maior fabricante mundial de equipamentos para redes de telecomunicações

A fabricante chinesa Huawei pediu registro do seu sistema operacional próprio, chamado de Hongmeng, em pelo menos nove países e na Europa, segundo dados de um órgão da ONU. A movimentação é um sinal de que a empresa está com planos para sobreviver em seus principais mercados após ter negócios atingidos por sanções dos Estados Unidos.

A companhia, que é a maior fabricante mundial de equipamentos para redes de telecomunicações, entrou com o pedido de registro de marca Hongmeng em países como Camboja, Canadá, Coreia do Sul e Nova Zelândia, segundo dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Richard Yu, presidente-executivo da divisão de consumo da empresa, disse ao jornal alemão Die Welt em uma entrevista no início deste ano que a Huawei tem um sistema operacional de reserva, caso seja impedida de acessar softwares produzidos por empresas dos EUA. 

A empresa, que também é a segunda maior fabricante de smartphones do mundo, ainda não revelou detalhes do sistema operacional. Os pedidos de registro do Hongmeng mostram que a Huawei quer usar o sistema em aparelhos de diversos tipos, que vão de smartphones e notebooks a robôs e telas para carros.

Na China, a Huawei solicitou o registro do Hongmeng em agosto do ano passado e recebeu aprovação no mês passado, de acordo com um documento no site da administração de propriedade intelectual do país.

Procurada, a empresa não comentou o assunto.

CINEMA I Estreias: MIB: Homens de Preto – Internacional, Dor e Glória, Eu Não Sou uma Bruxa, Obsessão, Fora de Série, A Lenda de Golem

‘Homens de Preto’, Almodóvar e Chloe Grace Moretz perseguida por Isabelle Huppert estreiam

MIB: Homens de Preto – Internacional. Reino Unido/EUA, 2019. Direção: F. Gary Gray. Com: Tessa Thompson, Chris Hemsworth e Emma Thompson. 115 min. 10 anos.

Dor e Glória
Dolor y Gloria. Espanha, 2019. Direção: Pedro Almodóvar. Com: Antonio Banderas, Penélope Cruz e Leonardo Sbaraglia. 113 min. 16 anos.
Um cineasta em crise reflete sobre as escolhas que fez ao longo da vida quando lembranças do passado aparecem em sua memória ou no dia a dia. Prêmio de melhor ator no Festival de Cannes. Do mesmo diretor de “Fale com Ela” (2002) e “A Pele que Habito” (2011).

Eu Não Sou uma Bruxa
I Am Not a Witch. Reino Unido/França/Alemanha/Zâmbia, 2017. Direção: Rungano Nyoni. Com: Maggie Mulubwa, Henry B.J. Phiri e Selita Zulu. 93 min. 12 anos.
Após um incidente corriqueiro em sua vila, uma menina de oito anos de Zâmbia é declarada bruxa. Ela então passa a dividir seu tempo entre um campo destinado a quem pratica feitiçaria e tarefas atribuídas a ela pelo governo local.

Fora de Série
Booksmart. EUA, 2019. Direção: Olivia Wilde. Com: Kaitlyn Dever, Beanie Feldstein e Lisa Kudrow. 102 min. 16 anos.
Na comédia, duas amigas que estão prestes a se formar concluem que exageraram nos estudos ao longo da vida acadêmica. Elas estão decidem ir a uma festa e se divertir pela primeira vez. Estreia da atriz Olivia Wilde na direção de um longa-metragem.

A Lenda de Golem
The Golem. Israel, 2018. Direção: Doron Paz e Yoav Paz. Com: Hani Furstenberg, Ishai Golan e Brynie Furstenberg. 94 min. 16 anos.
Inspirado no folclore judeu, o terror mostra uma mulher que cria um golem, criatura das trevas feita a partir de barro, para salvar sua vila de invasores.

MIB: Homens de Preto – Internacional
Men in Black: International. Reino Unido/EUA, 2019. Direção: F. Gary Gray. Com: Tessa Thompson, Chris Hemsworth e Emma Thompson. 115 min. 10 anos.
Novo filme inspirado nos quadrinhos de Lowell Cunningham, acompanha uma americana que, anos após testemunhar um acontecimento extraterrestre, consegue entrar para uma agência internacional que protege a Terra de ameaças interplanetárias. Em sua primeira missão, ela é enviada a Londres para trabalhar com um dos principais agentes da instituição.

Obsessão
Greta. EUA/Irlanda, 2018. Direção: Neil Jordan. Com: Isabelle Huppert, Chloe Grace Moretz e Maika Monroe. 98 min. 14 anos.
Quando encontra uma bolsa no metrô de Nova York, uma jovem decide ir até a casa da dona para devolvê-la. Lá, encontra uma mulher solitária, com quem cria uma forte ligação. Com o passar do tempo, porém, ela passa a persegui-la de forma doentia.

Atriz de ‘The Nightingale’, Aisling Franciosi defende filme com cenas de estupro que causaram revolta

Aisling Franciosi e a diretora de ‘The Nightingale’, Jennifer Kent, na Itália Foto: FILIPPO MONTEFORTE / STF

Protagonista de “The Nightingale”, filme que causou revolta e fez a plateia abandonar a exibição durante o Festival de Cinema de Sydney no início da semana, Aisling Franciosi defendeu a obra em suas redes sociais. Em meio a polêmica da reação do público australiano, a atriz diz que se sentiu “extremamente orgulhosa” da diretora Jennifer Kent e do trabalho realizado.

“Sempre ficarei extremamente orgulhosa de Jennifer Kent e deste filme. É de uma verdade e de uma honestidade inabaláveis”, tuitou a artista, que é conhecida também por estrelar “Game Of Thrones”.

No último domingo e na última segunda-feira, dezenas de pessoas abandonaram as sessões de “The Nightingale” no Festival de Cinema de Sydney, na Austrália, em protesto às cenas violentas de esturo e assassinato. Na história, Franciosi interpreta a protagonista irlandesa Clare, que suporta o peso das agressões sexuais no filme.

Ainda em associação às críticas que o filme vem recebendo, a atriz escreveu no Instagram, de acordo com o portal “ABC”, dos Estados Unidos: “Os padrões duais da indústria do cinema estão vivos e bem”.

A diretora Jennifer Kent, que também já assinou a direção de “Babadook”, relatou ter compreendido os motivos pelos quais parte do público abandonou a sua obra que, de acordo com críticos do Festival, “é mostra ‘uma das violências mais atrozes do cinema recente'”:

“Acredito que as pessoas que saem se lembram de situações angustiantes que aconteceram em suas vidas. Compreendo e defendo o direito delas de querer ir embora”, reforçou Kent.

A obra ainda não previsão de estreia no Brasil. Nos Estados Unidos, o filme chega aos cinemas dia 2 de agosto de 2019.

Assista ao trailer de “The Nightingale”:

‘Chernobyl’ quebra recorde digital de ‘Game of thrones’

GABRIELA ANTUNES

Cena de ‘Chernobyl’ (Foto: HBO)

Um sucesso crescente desde sua estreia na HBO americana, em 6 de maio, “Chernobyl” tem chamado a atenção também pelos seus números de audiência nos EUA. Os cinco episódios da série acumulam até o momento 8 milhões de espectadores. Mas uma característica dessa média se destaca: 52% do público assistiu ao drama através do HBO Go e outros serviços de streaming, o recorde de qualquer produção do canal nesse quesito. O recorde anterior era de “Game of thrones“, que nunca chegou a superar 46% de participação digital.

A audiência total de “Chernobyl” também impressiona e já ultrapassa a de “Sharp objects”, que teve 7,3 milhões, e encosta na de “True detective” e na da primeira temporada de “Big little lies”, que alcançaram 8,1 e 8,5, respectivamente. 

Vale ressaltar que, com a exceção de “Chernobyl, todas as séries citadas foram ao ar em noites de domingo, faixa mais nobre da HBO. Já o drama sobre o desastre nuclear foi exibido nas noites de segunda-feira, um dos dias considerados menos atraentes da grade do canal.

Morre o cineasta italiano Franco Zeffirelli

Ubiratan Brasil / Luiz Carlos Merten

O cineasta Franco Zeffirelli 

Franco Zeffirelli e Francesco Rosi foram assistentes de Luchino Visconti em Belíssima, de 1951. O cinéfilo lembra-se – Anna Magnani, querendo transformar a filha em atriz mirim, pergunta-se, diante do espelho, ‘O que é representar?’ E reflete, ela que foi uma das maiores atrizes do cinema – ‘Eu não conseguiria (representar).’ Rosi e Zeffirelli tornaram-se também diretores. Seguiram trajetórias diversas.

Rosi, com seu cinema documentado, virou um dos maiores, da Itália e do mundo. A ambição de Zeffirelli foi outra. Tornou-se shakespeariano profissional, ‘regista’ de ópera. Tinha uma queda pelo melodrama, e, como não era Visconti, desenvolveu uma obra menor. Tinha bom-gosto, sensibilidade, gostava das coisas bem feitas, mas foi-se diluindo cada vez mais.

Zeffirelli morreu nesta sexta, 15, em Roma. Tinha 96 anos – quase centenário. Nasceu em 12 de fevereiro de 1923, em Florença, uma das cidades marco do Renascimento italiano. Recebeu educação esmerada. Foi cenógrafo, diretor de teatro e cinema. Gabava-se de ter sido íntimo de Visconti e Maria Callas, a suprema diva. Ganhou indicações para o Oscar (e importantes prêmios internacionais). Tentou a política, e foi senador pelo partido de centro-dioreita, de Silvio Berlusconi, Forza Italia. Da sua obra cinematográfica, não tão extensa – duas dezenas de títulos, incluindo as óperas filmadas -, merecem destaque:

A Megera Domada, de 1966

A primeiro Shakespeare a gente não esquece. Formatado para o casal Burton/Taylor, conta a história de Petrúquio, que se casa com a indomável Catarina. Indomável? Chamaram a atenção, na época, a suntuosidade cênica e a qualidade da interpretação. Liz, além do mais, está belíssima.

Romeu e Julieta, de 1968

Outro Shakespeare. O cinema já contara muitas vezes a história do casal de amantes, mas Zeffirelli ousou o que ninguém tinha feito – contratou atores bem jovens, Leonard Whiting e Olivia Hussey. Oscar de figurino e fotografia. A trilha de Nino Rota inclui a canção que virou hit (na voz de Johnny Mathis), A Time for Us.

Irmão Sol, Irmã Lua, de 1972

São Francisco de Assis, pelo olhar de Zeffirelli, impregnado pelo espírito hippie (e contestador) da época. Belíssimo visual, belíssima trilha de Riz Ortolani, com as canções de Donovan.

Jesus de Nazaré, de 1977

Zeffirelli testava o britânico Robert Powell para ser seu Judas quando descobriu que havia descoberto seu Cristo. Interessante paradoxo. O filme é bem mais complexo do que parece. É sobre o Verbo (divino).

Amor sem Fim, de 1981

Uma espécie de Romeu e Julieta em versão moderna. Brooke Shields e Martin Hewitt amam-se, mas… Talvez, se Zeffirelli trocasse Hewitt pelo jovem Tom Cruise, que também estava no elenco – num papel pequeno -, o filme saísse melhor.

La Traviata, de 1982

Talvez o mais famoso ‘filmópera’ de Zeffirelli. A ópera de Verdi, cantada divinamente por Teresa Stratas e Placido Domingos. Prêmios Bafta, o Oscar inglês, de figurinos e direção de arte.

Chá com Mussolini, de 1999

Zeffirelli, gay de carteirinha, e suas homenagem às ‘tias’. Inglesas excêntricas adotam garoto italiano, a quem querem transformar em lorde inglês, sob o fascismo. O filme tem algo (muito?) de autobiográfico, e que elenco – Joan Plowright, Judi Dench, Cher, Maggie Smith e Lily Tomlin.

Callas Forever, de 2002

O testamento de Zeffirelli, um filme que merece respeito. Fanny Ardant, como a decadente Callas – permanece uma grande atriz dramática, mas está perdendo a voz – é persuadida a dublar-se no palco. Só faz a mímica, simulando a própria performance. Não aguenta. Seu canto era visceral, tinha de vir da alma. Zeffirelli e sua defesa da arte autêntica. Um grande papel para Sardant.

Katelijne Verbruggen for Marie Claire Netherlands with Sanne De Roo

Photography: Katelijne Verbruggen. Styling: Anna Sokolowska. Hair & Makeup: Magdalena Loza at Ncl-representation. Model: Sanne De Roo at Future Faces. Clothes From Ss19 Collections By: Sonia Rykiel, Louis Vuitton, Sportmax, Tommy Hilfiger, Blumarine.