Novos AirPods não causaram impacto no mercado de “audíveis”, mostra pesquisa Counterpoint Research

Que a Apple é líder absoluta do mercado de “audíveis” (“hearables”, alcunha usada para se referir aos fones de ouvido totalmente sem fio), disso ninguém duvida. Entretanto, poderia se esperar que a chegada da segunda geração dos AirPods contribuísse para alargar ainda mais a vantagem da Maçã no segmento — o que *não* aconteceu.

pesquisa mais recente da Counterpoint Research sobre o mercado de audíveis mostra que os fones sem fio da Apple continuam dominando o mercado, mas a chegada da sua geração não mexeu uma palha na fatia de mercado da Maçã. Ao contrário: o que garantiu a manutenção do share da Apple foi um nível de vendas acima do esperado da primeirageração de AirPods, enquanto o novo modelo teve um desempenho abaixo do esperado.

A firma expõe a seguinte análise sobre o desempenho da Maçã no mercado:

market share da Apple manteve-se no mesmo nível visto no último trimestre, sem registrar crescimento mesmo com o lançamento da segunda geração dos AirPods. Enquanto as vendas da primeira geração dos fones foram maiores do que o esperado por conta de várias promoções de queima de estoque no primeiro trimestre de 2019, o desempenho do novo modelo foi mais fraco do que o inicialmente esperado devido a uma recepção mista do mercado.

A Counterpoint reserva os números exatos de vendas para clientes pagantes, mas alguns gráficos e dados preliminares já dão uma boa noção de como anda o mercado de audíveis: no primeiro trimestre de 2019, foram vendidos 17,5 milhões de fones sem fio ao redor do mundo — um crescimento de 40% em relação ao último trimestre do ano passado.

Counterpoint Research sobre fones de ouvido sem fio no primeiro trimestre de 2019

Enquanto os AirPods continuam com larga vantagem sobre a concorrência, a Samsung vai escalando as tabelas com os seus Galaxy Buds, que assumiram o segundo lugar do segmento ao derrotar fortes concorrentes da Jabra e da Bose. A Counterpoint afirma que a sul-coreana deverá manter a posição graças à reação positiva do mercado e às promoções que dão os fones na compra de um dos modelos do Galaxy S10. [MacMagazine]

Bruce Springsteen une Califórnia a Nashville em novo disco

Primeiro álbum sem a E-Street Band desde 2005, ‘Western stars’ aposta em abundantes arranjos de cordas e já nasce um clássico
Sérgio Luz

O cantor e compositor Bruce Springsteen Foto: Divulgação

Quando lançou seu primeiro disco sem a lendária E-Street Band, o perturbador “Nebraska” (1982), Bruce Springsteen já era reverenciado como um dos grandes cronistas da vida americana de sua geração. Aquele álbum, no entanto, marcou uma virada na carreira do cantor e compositor de Nova Jersey, apresentando uma faceta até então desconhecida de seu público, com canções sombrias sobre personagens obscuros e sem qualquer perspectiva de redenção, talvez o tema mais recorrente de sua obra.

Primeiro trabalho de inéditas do artista desde “Wrecking ball” (2012), “Western stars” — lançado nesta sexta — é também sua primeira coleção de faixas solo em 14 anos, sucessora de “Devils & dust” (2005), que havia seguido ao soturno e híbrido “The ghost of Tom Joad” (1995), com sete canções solo e cinco acompanhadas por banda.

Ao contrário dos três LPs supracitados, “Western stars” não mergulha em desesperança, crítica social e escuridão, mas aposta numa melancolia solar calcada na sonoridade do sofisticado folk-rock californiano do início dos anos 1970 e no country pop moderno, num encontro repleto de frescor entre Laurel Canyon, onde floresceu uma cena musical que abrigou de Crosby, Stills & Nash a Jackson Browne, e Nashville, capital do country nos EUA.

Esse é o vagão sonoro que Springsteen usa para levar o ouvinte numa viagem pela vastidão do Oeste americano, atravessando paisagens ora desoladoras, ora acolhedoras, por onde trafegam narradores inquietos que buscam mudança, novos horizontes e transformações enquanto enfrentam seus próprios demônios, como em “Hitch hikin’”, “The wayfarer” e “Tucson train”, de versos como “Eu venho aqui procurando por uma nova vida / uma que eu não tenha que explicar / para aquela voz que me mantém acordado à noite.”

Se os dedilhados de violão e os arranjos acústicos não são novidades na obra do Boss, o que “Western stars” traz de diferente são os abundantes arranjos de cordas, que dão unidade ao disco. Às vezes exagerada, a roupagem orquestral chega a flertar com o brega, mas transforma-se em acerto ao proporcionar familiaridade às canções já a partir da primeira audição, enriquecida por sintetizadores esparsos, backing vocals e delicadas linhas de pedal steel.

Essa opção estética atinge a sua glória na épica “Chasin’ wild horses”, na qual um homem arrependido por algo cometido no passado abandona casa e amigos sem se despedir para perseguir cavalos selvagens nas amplas pradarias do estado de Montana, numa paisagem tão cinematográfica que poderia ter sido tirada de uma sequência de um filme de John Ford.

Outros pontos altos são as baladas retrô “There goes my miracle”, “Hello, sunshine”, primeiro single do disco, e “Sundown”, que traz a melhor performance vocal do artista em todo o disco, com direito a vozes de apoio num radiofônico e contagiante “sha la la la”.

Aos 69 anos, o democrata Springsteen não seguiu em “Western stars” uma expectativa de criar um álbum que fosse um libelo contundente contra a administração ultraconservadora de Donald Trump. Mas ao contar as histórias de personagens desiludidos que não abandonam a violenta esperança de um recomeço, ele narra de maneira introspectiva — o contrário da forma explosiva que adotou em “Born to run” e “Born in the USA” — os anseios de toda uma geração que se vê perdida num país dividido e mergulhado numa crise de identidade.

Em meio a uma discografia abundante e celebrada, “Western stars” tem a façanha de já nascer como um clássico. E o maior mérito de seu autor — que acabou de sair de uma longa temporada com um espetáculo intimista e autobiográfico na Broadway e já planeja gravar ainda este ano um novo disco com a E-Street Band — é seguir produzindo uma obra relevante e atual mesmo prestes a entrar na sexta década de sua carreira, patamar que praticamente nenhum colega de sua geração conseguiu atingir ou manter.

Cotação: Ótimo.

Na Inglaterra, publicidade não pode mais reforçar estereótipos de gênero

Empresas tiveram seis meses para se adaptar às novas normas do setor.

Anúncio de empresas de suplementos exibido em estações de metrô de Londres — Foto: Reprodução

Passa a vigorar nesta sexta (14) no Reino Unido uma regra que determina que a publicidade não pode veicular imagens que reforçam estereótipos de gênero.

A norma vale para mídias transmitidas, como TV, assim como online e redes sociais.

A entidade que regulamenta a publicidade no Reino Unido, a Autoridade de Padrões de Anúncios (ASA, na sigla em inglês) fez uma pesquisa sobre os efeitos de propagandas.

Para o órgão, há evidências de que a publicidade com padrões limitados de como homens e mulheres devem se comportar podem restringir as escolhas, aspirações e oportunidades de crianças, jovens e adultos, e que isso tem efeitos na desigualdade de renda.

“Os gêneros em anúncios podem causar desigualdade em uma sociedade, com custos para todos”, disse, em um comunicado, Guy Parker, chefe da ASA.

“Descobrimos que algumas representações em anúncios podem, ao longo do tempo, limitar o potencial das pessoas”, afirmou ele.

Entidade vai fiscalizar denúncias

O setor de publicidade teve seis meses para se adaptar à regra.

A autoridade vai, agora, receber denúncias e avaliar cada peça publicitária para determinar se a nova regra foi desrespeitada.

O site da entidade lista algumas cenas que podem ser problemáticas:

  • Um vídeo que mostre um homem descansando enquanto a família se diverte, e a mulher é a única responsável pela organização da casa.
  • Um anúncio em que homens ou mulheres não conseguem realizar uma tarefa por causa de seu gênero (por exemplo, não conseguem trocar fraldas ou estacionar, respectivamente).
  • Se a peça publicitária mostrar uma pessoa que fracassou de alguma maneira, isso não pode estar relacionado, mesmo que de forma implícita, a alguma característica física.
  • Anúncios que enfatizarem contrastes entre as personalidades masculina e feminina devem ser cautelosos e evitar clichês.
  • A publicidade para mulheres que se tornaram mães recentemente não deve sugerir que a prioridade é manter a casa limpa ou uma aparência atraente.
  • Anúncios não devem diminuir homens por executar tarefas que são tradicionalmente feitas por mulheres.

As novas regras não restringem

  • Mulheres fazendo compras ou homens fazendo reparos na casa.
  • Estilo de vida com glamour, atraente, saudável, a que as pessoas aspiram ou bem-sucedido.
  • Estereótipos de gênero exibidos para mostrar seus efeitos negativos.

Mudou a selfie no Photoshop? Inteligência artificial agora pode dedurar você

Algoritmo criado por Adobe e universidade americana tem impressionante taxa de acerto de detecção de imagens editadas

Inteligência artificial da Adobe descobre quando fotos foram alteradas no Photoshop 

Não é segredo para ninguém que programas de edição de imagem são constantemente usados nos dias de hoje, mas ser descoberto nem sempre é agradável. A Adobe, criadora do Photoshop, mais conhecido software do tipo, criou um algoritmo de inteligência artificial capaz de detectar quando fotos de rostos foram alterados pelo programa. 

A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade da Califórnia em Berkeley (UCB), consegue detectar edições em imagens usando a ferramenta Liquify, que é normalmente usada no Photoshop para alterar rostos e expressões faciais. Os criadores da pesquisa treinaram a rede neural com milhares de pares de fotos, uma contendo uma imagem alterada e outra sem edições.  

“Os efeitos podem ser delicados, o que faz desse caso um teste intrigante para detectar alterações tantos sútis quanto drásticas”, disse a Adobe. Depois de treinada, a inteligência articial tinha um índice de acerto de 99% quando confrontada com pares de fotos. A taxa de acerto de humanso foi de 53%. O algoritmo faz ainda sugestões de edição para restaurar a foto para seu estado original. 

A Adobe, porém, não pretende lançar comercialmente a ferramenta ainda. Os pesquisadores dizem que o algoritmo é apenas o primeiro passo para criar uma ferramenta complexa de identificação, que consegue apontar manipulações corporais. “Vivemos em um mundo onde está se tornando difícil confiar nas informações digitais que consumimos. Espero explorar mais essa área”, disse Richard Zhang, pesquisador da Adobe, ao site The Verge. 

Irina Shayk aparece pela primeira vez após separação de Bradley Cooper

Modelo esteve na passarela com Alessandra Ambrósio e Carol Trentini

O desfile LuisaViaRoma, organizado por Carine Roitfeld, levou Irina Shayk para as passarelas pela primeira vez após a separação de Bradley Cooper Foto: Vittorio Zunino Celotto / Getty Images for LuisaViaRoma

Vida que segue – e segue brilhando. Irina Shayk apareceu em público pela primeira vez após o anúncio da separação de Bradley Cooper . A modelo russa esteve num desfile em Florença, na Itália, cercada de outras tops, como as brasileiras Alessandra Ambrósio e Carol Trentini.

A mãe da pequena Lea de Seine foi selecionada pela editora de moda Carine Roitfeld para participar do evento da marca LuisaViaRoma. Irina fez duas entradas, uma com um vestido preto de couro e outra com um conjunto de saia e blazer.

A russa, de 33 anos, e o americano, de 44, ficaram juntos por 4 anos e tem uma filha de 2.

A russa fez duas entradas Foto: MIGUEL MEDINA / AFP

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Irina Shayk, Carol Trentini, Alessandra Ambrosio, Gigi Hadid – Getty Images for LuisaViaRoma

Carol Trentini desfilou com um look revelador Foto: MIGUEL MEDINA / AFP
Close na beleza de Carol Foto: Vittorio Zunino Celotto / Getty Images for LuisaViaRoma
Alessandra Ambrosio vestiu um blazer comportado Foto: Vittorio Zunino Celotto / Getty Images for LuisaViaRoma
Gigi Hadid também no casting Foto: MIGUEL MEDINA / AFP

Jeremy Choh Exclusively for Fashion Editorials with Emilli Cestari

Photography: Jeremy Choh. Stylist: Josie McManus. Hair: Anthony Nader. Makeup: Katie Angus using MAC. Model: Emilli Cestari at Priscillas Model.

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