Ellen Allien | Boiler Room x Eristoff: Belgium – Day/Night

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Madison Blair Exclusively for Fashion Editorials with Jodi Lee

Clothes: Marlo by Marlo. Photography: Madison Blair. Hair: Bixie Colour. Model: Jodi Lee at Viviens Model Management.

Lena Dunham, de ‘Girls’, vai dirigir e produzir nova série da HBO

‘Industry’ vai abordar ‘o mundo cruel das finanças internacionais’, ela descreveu

Lena Dunham é roteirista, diretora e atriz

Lena Dunham, de 33 anos, está com um novo projeto a caminho. A criadora e atriz de Girls vai dirigir e produzir a série Industry, nova produção da HBO.

Em uma publicação no Instagram, ela disse que estava “muito animada” em anunciar a novidade.

“É tudo sobre o mundo cruel das finanças internacionais. Imagine O Lobo de Wall Street encontrando Melrose Place!”, disse ela ao citar o filme estrelado por Leonardo DiCaprio e a série televisiva norte-americana.

As filmagens, segundo Lena, vão ocorrer no País de Gales, no Reino Unido. De acordo com o site Deadline, Lena vai dirigir o primeiro episódio.

A série vai contar a história de um grupo de jovens que competem por um conjunto limitado de posições permanentes em um banco de Londres.

Porém, as fronteiras entre amizade, amor e inimigo logo se confundem quando as pessoas mergulham em uma empresa cuja cultura é definida tanto por sexo, drogas e ego como por acordos e dividendos.

‘X-Men: Fênix Negra’: Diretor Simon Kinberg assume responsabilidade por fracasso do filme

Nova produção teve a pior arrecadação da franquia nos primeiros dias de estreia

Jean Grey, vivida por Sophie Turner – ‘X-Men: Fênix Negra’ 

O recém-lançado X-Men: Fênix Negra teve a pior abertura da história da franquia em termos de lucro, e o diretor do filme assumiu a responsabilidade disso.

Em entrevista ao podcast The Business, Simon Kinberg disse que gostou do filme e teve “um tempo maravilhoso” produzindo-o. No entanto, o processo não foi fácil, uma vez que houve refilmagens e mudanças nas datas de lançamento.

Sobre o rendimento inicial de US$ 34 milhões no primeiro fim de semana em cartaz, Kinberg reconheceu que “o filme não se conectou com o público”.

“Eu estou aqui, estou dizendo que quando um filme não funciona, coloque a culpa em mim. Eu sou o roteirista e diretor, o filme não se conectou com o público, isso é comigo”, disse. Kinberg trabalhou como roteirista e produtor na franquia de filmes X-Men desde 2006 e Fênix Negra foi sua estreia como diretor.

Embora se especule sobre o que poderia ter acontecido se o filme tivesse mantido sua data inicial de estreia ou mais tempo nas divulgações, o diretor prefere não insistir no tema.

“Honestamente, não há como saber”, disse. “E acho que isso é o que pode deixar as pessoas loucas e mantê-las pensando sobre o fracasso de um filme anos depois. Se a lição que você aprendeu é que você teve a data errada ou não teve um bom marketing, isso não é uma lição”, afirmou Kinberg.

‘The Handmaids Tale’: Elisabeth Moss diz que lideraria movimentos de resistência como o da série

Elisabeth Moss em “The Handmaid’s Tale” – Divulgação

A terceira temporada de “The Handmaid’s Tale” já tá rolando lá na gringa, mas aqui os episódios só começam a ser exibidos no canal Paramount a partir deste sábado (15). Nesta sexta, em entrevista à revista Harper’s Bazaar, a atriz Elisabeth Moss comentou um pouco a respeito do novo ano da produção.

Segundo ela, interpretar alguém tão complexo quanto sua personagem, a sofrida June, é também uma forma de fortalecer um discurso de resistência frente ao sistema.

“Estava ansiosa para fazer algo com aquela personagem, para que fosse muito além de usar apenas um figurino vermelho. Essa é uma maneira muito bonita de fazer as coisas. Seria ótimo se todos nós pudéssemos liderar movimentos de resistência asim, mas sabemos que as coisas são muito difíceis”.

Moss também revelou que sua relação com os roteiristas se fortaleceu muito nos últimos tempos. Tanto que recentemente ela se viu sendo consultada antes que fossem feitas algumas alterações no futuro de June.

“Minha conexão com June como personagem é muito forte. Os colaboradores da série são muito bons em ouvir o que penso que deveríamos ou não fazer e confiam em mim. Isso é maravilhoso, porque nem sempre foi assim dessa forma”.

Série original do Hulu, “The Handmaid’s Tale” tem uma nova temporada motivada pela luta de June, resistindo ao regime distópico de Gilead. A missão dela agora é revidar contra tudo o que foi feito contra as aias. Entre encontros, traições e terror, essa série ainda tem muito a nos dizer.

Inspire-se nos homens mais cool do planeta e embarque na (revira)volta da moda

Inspire-se nos homens mais cool do planeta e embarque na (revira)volta da moda
POR ALEXANDRA FARAH (@ALEFARAH)

Museu de novidades (Ilustração: Victor Amirabile | Com imagens Getty Images; reprodução e divulgação)

A moda é uma indústria global de 3 trilhões de dólares que, desde sempre, fez com que a gente almejasse o próximo item em detrimento do antigo. E assim a moda cresceu e brilhou por décadas servindo como benchmark para todas as outras indústrias. Apesar de sua aparência frívola, a gigante não brinca nos negócios. E mesmo na maioria das vezes se inspirando em estilos do passado – agora voltou o estilo skate, agora voltou o jaquetão (exemplos reais das tendências atuais) –, a moda sempre privilegiou o novo ao velho. Mas agora, vejam só, tanto os dados econômicos como a estética dos homens mais cool do planeta apontam uma reviravolta.

O que dizem os últimos números? Que o mercado de vestuário de segunda mão crescerá para quase 1,5 vezes do tamanho da fast fashion. Isso mesmo, até 2028, o mercado de roupas de brechó valerá US$ 64 bilhões, contra US $ 44 bilhões do fast fashion. A mesma pesquisa realizada pela Thred Up 2019 Resale Report diz que o second hand é o segmento que mais cresce – e em ritmo acelerado. Esse dado diz muito sobre o momento atual do mundo e acabou se transformando em estética.

Já que produzir roupa com matérias-primas virgens é algo nada sustentável que gasta muito CO2, faz estragos no meio ambiente, a galera descolada decidiu que tomar um banho de loja já era. A geração de jovens consumidores conscientes, incluindo Ryan Gosling e Harry Styles, por exemplo, começaram, sem alardear, a usar roupas do passado, de fato, e não só na aparência. 

Aqui vão dicas do que comprar no brechó: jaquetas de camurça, suéter de gola rulê, calças folgadas de alfaiataria com cintura alta, camisetas de bandas favoritas, cintos de lona, calças e jaquetas de veludo cotelê, jaquetas bomber revestidas de pele de carneiro, já que voltaram a ser itens essenciais para o guarda-roupa contemporâneo. Como usá-las? Claro que aqui ninguém está sugerindo fazer um look brecholento, desbotado e mal-cuidado. Nada disso. A grande jogada é primeiro comprar roupas em ótimas condições e misturá-las com peças atuais. Uma camisa de linho deve ser usada com um paletó bem cortado.

A tática é fazer o look refletir um estilo único, difícil de imitar e que mostre que você é um homem fashion, chique e conectado com os valores e propósitos da atualidade. Moda é cartão de visitas, e isso nunca sai de moda. Use a seu favor.

Marilhea Peillard — Elle France June 14th, 2019 By Laurie Bartley

The Sweet Sea   —   Elle France June 14th, 2019   —   www.elle.fr
Photography: Laurie Bartley Model: Marilhea Peillard Styling: Jeanne Le Bault Hair: Nicolas Philippon Make-Up: Ayami Nishimura

Airbnb Aventuras: conheça o novo serviço de passeios da startup

Com preços a partir de US$ 79, serviço terá hospedagem e excursões; meta é levar turista para ‘experiências profundas e longe de grandes cidades’
Por Bruno Capelas – O Estado de S.Paulo

Excursão no Quênia é opção de passeio do Airbnb

Visitar uma cidade fantasma na Califórnia. Coletar, preparar e comer alimentos na Ilha de Galápagos. Caminhar ao lado de leões no Quênia. A partir desta quinta-feira, 13, estas são algumas das 200 opções de excursões que os usuários do Airbnb poderão contratar dentro da plataforma, em um novo serviço oferecido pela startup americana. Chamado de Aventuras, os pacotes incluem não só passeios e guias certificados pela plataforma, mas também a hospedagem. É a primeira vez que a empresa, fundada em 2008, oferece um produto integrado desta forma.

“As Aventuras são experiências de múltiplos dias,  normalmente longe de grandes cidades. Nossa meta é tornar fácil ter uma experiência profunda, com preço acessível e que a maioria das pessoas não consegue achar no Google”, explica Joe Zadeh, vice-presidente da área de Experiências do Airbnb, em entrevista exclusiva ao Estado. Um dos primeiros engenheiros do Airbnb, Zadeh vê o novo serviço como uma extensão natural de algo que a empresa já fazia – as Experiências, serviços de passeios guiados criados pelos próprios usuários da plataforma, lançadas em novembro de 2016 e hoje presentes em mais de mil cidades no mundo.

Será uma experiência íntima: todas as excursões serão realizadas para pequenos grupos, com capacidade máxima de 12 pessoas. Os valores, promete o Airbnb, devem caber em todos os bolsos: há opções de excursões entre US$ 79, para uma viagem de uma noite, até mais de US$ 5 mil, por uma caminhada de 10 dias. Segundo a empresa, os pacotes são todos exclusivos do Airbnb ou realizados por pequenos operadores locais.

“Nós avaliamos todos os passeios oferecidos para saber se o anfitrião responsável tem de fato conhecimento sobre o assunto”, diz Zadeh. Além disso, a startup também vistoria se os passeios – muitos deles envolvendo turismo natural – têm níveis de segurança adequados. Assim como já acontece no serviço de hospedagem do Airbnb, os turistas também poderão deixar avaliações no sistema, que auxiliarão a empresa a manter um nível de qualidade no longo prazo.

Nesta fase inicial das Aventuras, a empresa pretende ainda oferecer um passeio específico em “edição limitada”: com duração de 12 semanas, a “Volta ao Mundo em 80 Dias” pretende recriar a jornada de Phileas Fogg, protagonista do livro homônimo do francês Jules Verne, nos dias modernos. A viagem parte de Londres no dia 1º de setembro de 2019 e é uma das Aventuras mais caras da plataforma: € 4,4 mil euros.

Airbnb anunciou novidade nesta quinta-feira
Airbnb anunciou novidade nesta quinta-feira

Escape

 Na visão do executivo do Airbnb, as aventuras são uma proposta de sua empresa para descentralizar o turismo global – que ele acredita estar “quebrado”. “Hoje, as pessoas gastam muito dinheiro para cumprir itens de uma lista de turismo, mas não entendem a cultura local”, diz ele. “As experiências podem ser um antídoto ao turismo de massas.”

Outro ponto importante é que apostar em turismo longe dos grandes centros pode diminuir os problemas para a empresa – em diversas cidades, nos EUA e na Europa, o Airbnb tem enfrentado reguladores e sido acusado de contribuir para aumento nos custos de aluguel para habitantes locais, bem como na gentrificação de bairros populares.

Oferecer pacotes de excursões também é um passo importante na trajetória do Airbnb para ter soluções completas de turismo – recentemente, a empresa contratou executivos para uma nova área de transportes. Especula-se que a divisão poderá cuidar de passagens aéreas, uma peça importante do quebra-cabeça de viagens hoje em dia. “Não tenho detalhes, mas estamos animados para cuidar de todas as partes de viagem. É um sinal do futuro para nós.”

Aprender a programar vira meio de acesso à classe média nos EUA

Projetos de ONGs ajudam jovens sem diploma a deixar pobreza; escala, porém, não basta para repor vagas perdidas pela indústria
Por Steve Lohr – The New York Times

Aprender código fez Brittney deixar de ser sem-teto e passar a ganhar US$ 50 mil por ano

A americana Brittney Ball estava vivendo num abrigo para pessoas em situação de rua com seu bebê quando soube de um programa de um ano que oferecia cursos de programação, formação profissional e estágio. Passados cinco anos, hoje ela é engenheira de software em Charlotte, na Carolina do Norte, ganhando mais de US$ 50 mil por ano. Mãe solteira de 30 anos, ela agora tem seguro-saúde, plano de aposentadoria e pretende passar suas próximas férias no México. “O programa realmente me deu um impulso”, diz ela.

Preparar pessoas para trabalhar na área de tecnologia é algo visto como a grande esperança para o futuro dos empregos. Cidades e Estados dos EUA estão ensinando alunos de ensino fundamental e médio a criar softwares. “Aprenda a programar” é o novo mantra. Segundo especialistas, criar linhas de código e aplicá-los a negócios promete ser a nova forma de acesso à classe média, especialmente para pessoas sem grau universitário. Para isso, programas sem fins lucrativos como o que beneficiou Britney são decisivos. 

“Empregos em tecnologia podem ser vistos como os substitutos da manufatura”, disse Byron Auguste, diretor do Opportunity@Work, um grupo sem fins lucrativos que foca seus esforços em auxiliar a força de trabalho. No entanto, apesar das perspectivas promissoras, esses programas seguem se desenvolvendo em pequena escala. Expandi-los rapidamente traz muitas complicações. Orientar, treinar e aconselhar pessoas – frequentemente em situações de desvantagem social – não é um processo de produção em massa.  

“A ideia de que empregos tecnológicos vão criar uma classe média substancial em futuro próximo não é realista”, disse Hal Salzman, professor do Centro John J. Heldrich de Desenvolvimento de Força de Trabalho, da Universidade Rutgers. Uma pesquisa realizada pelo professor mostra um crescimento de 70% nos empregos de tecnologia da informação nos EUA nos últimos 15 anos. 

Em 2018, havia 4,7 milhões de pessoas no setor no país. Cerca de um quarto dos empregos em tecnologia são ocupados por trabalhadores sem grau universitário, segundo os pesquisadores.  Mas o total ainda está longe dos 12,8 milhões que trabalham diariamente em fábricas – e isso considerando as 1,5 milhões de vagas em manufatura fechadas nos 15 anos. 

Programas ainda têm longo percurso a percorrer

Financiados por fundações, corporações e governos estaduais e municipais, os cursos exploram uma ampla mudança que vem ocorrendo no mercado de trabalho. A maioria dos empregos em tecnologia não está mais na indústria tecnológica – mostrando uma crescente tendência que, segundo especialistas, promete criar bons empregos em campos como marketing, saúde e finanças. 

Mas as iniciativas centradas em tecnologia têm um longo caminho a percorrer para atingir um porcentual do mercado de trabalho que chegue perto do tamanho da manufatura. A YearUp, que deu o curso para Britney, ilustra a evolução e os limites do modelo. Fundada em Boston em 2000, a ONG começou formando técnicos de suporte a PCs. Foi se adaptando e criando cursos que incluem controle de qualidade, engenharia de software, segurança cibernética e análise de dados. Sozinha, a fundação tem 15,5 mil alunos – em 2019, tem 4,7 mil matriculados, na maioria pessoas de baixa renda entre os 18 e os 25 anos. 

Seu programa tem seis meses de treinamento e seis meses de estágio em empresas, com um pequeno salário. Mais de 70% dos formados conseguem um emprego ao final do ano, com salário anual entre US$ 34 mil e US$ 50 mil. “Em um ano, a pessoa já se afastou da linha de pobreza”, diz Gerald Chertavian, fundador da Year Up. 

A Year Up “incorpora as fórmulas que mais parecem funcionar”, disse David Fein, pesquisador da Pathways for Advancing Careers and Education, organização que avalia programas de treinamento e educação através dos anos. “O impacto para os que foram escolhidos é real.” No entanto, seu alcance ainda é bastante limitado – cada estudante tem um custo e o modelo depende de um bom relacionamento com empregadores. 

Isso porque seus programas envolvem aprendizado em empresas, unindo treinamento e necessidades dos que empregam. Tipicamente, essas instituições ensinam tanto qualificação técnica quanto práticas como trabalho em equipe, confiança para falar em público e economia doméstica. A fórmula é abrangente, o que exige mais tempo e dinheiro.

O modelo também requer uma mudança no modo de contratação das empresas. A exigência de grau universitário continua valendo em muitas companhias, mas nos últimos anos algumas derrubaram esse obstáculo para certas ocupações, respondendo a exigências do mercado de trabalho, a pressões pela diversidade e ao sucesso de programas como Year Up. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ