Atrás de EUA e Reino Unido, Brasil é terceiro país em prêmios em Cannes Lions 2019

by Fernando Scheller

Equipe da Akqa recebe Grand Prix, o segundo de 2019, em Cannes (Foto: Soraya Ursine/Estadão)

Com tantas categorias de premiação – são 28, no total – e com múltiplos Leões distribuídos em cada uma delas, o que representam os 85 prêmios que o Brasil trouxe para casa no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade de 2019? O Brasil é um destaque global da publicidade ou é mais um na multidão? Pelos dados de premiação por país divulgados pelo festival após o término do evento, pode-se dizer que, apesar da crise econômica, o Brasil ainda é um dos principais mercados de criatividade do mundo.

Com 85 Leões, o Brasil ficou na terceira posição em número de prêmios em Cannes Lions de 2019, atrás apenas da perpétua força dominante dos Estados Unidos – 313 prêmios, ou mais de um terço do total de Leões distribuídos (932) – e não muito distante do Reino Unido, que contabilizou 90 prêmios. No entanto, o Brasil ficou bem à frente de outros mercados europeus importantes, como a França (60 Leões) e a Alemanha (32). Entre esses dois países, ficou a Austrália (36 premiações).

A criação de países asiáticos de economia relevante também ficou bem atrás do total de prêmios brasileiros – o Japão levou 16 Leões para casa, enquanto a China totalizou apenas 9. Entre os países latino-americanos, após o Brasil, a Argentina é de longe a maior força criativa da região. Contabilizou 20 prêmios, o que também é uma resultado relevante, uma vez que o mercado argentino é bem menor do que o brasileiro.

‘Virada’. No desempenho brasileiro, uma tendência foi a redução da participação de empresas tradicionais – como a AlmapBBDO, campeã em títulos de Agência do Ano no festival. Neste ano, agências como David Brasil, Wieden+Kennedy e principal Akqa apareceram como forças emergentes da criatividade brasileira, angariando Leões de Ouro e dois Grand Prix (Grande Prêmio).

A Akqa levou os dois Grand Prix: um em Media Lions (que julga o melhor uso das diferentes mídias para a difusão de uma campanha) e outro para Entertainment Lions for Music (que escolhe o melhor trabalho global que inclui o uso de música). A primeira campanha foi realizada para o modelo AirMax, da Nike, e envolveu a cultura paulistana do grafite, enquanto o segundo transformou o lançamento do segundo álbum do rapper Baco Exu do Blues em um movimento contra o racismo institucionalizado no País (veja vídeo abaixo).

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