Trump permite que empresas dos EUA vendam produtos para Huawei

A decisão aconteceu após a reunião do G-20, em que Trump se encontrou com o presidente da China, Xi Jinping; em maio, o presidente dos EUA colocou a fabricante chinesa Huawei em uma lista de restrição de comércio

A Huawei é a maior fabricante mundial de equipamentos para redes de telecomunicações

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump voltou atrás e permitiu neste sábado, 29, que empresas norte-americanas vendam seus produtos à fabricante chinesa Huawei. A decisão aconteceu após a reunião do G-20, em que Trump se encontrou com o presidente da China, Xi Jinping.  Em maio, a Huawei foi colocada em uma lista de restrição comercial dos EUA que proíbe que companhias americanas comprem equipamentos de empresas que ameacem a “segurança nacional dos EUA” – há tempos a companhia chinesa é acusada de praticar espionagem pró-Pequim. 

Neste sábado, Trump afirmou que a proibição era injusta para os fornecedores dos EUA, que estavam irritados por não poderem vender componentes para a Huawei sem a aprovação do governo. No entanto, ele não especificou quais empresas norte-americanas poderiam retomar o fornecimento à Huawei. “Vamos trabalhar com a China a partir de onde paramos para ver se podemos fazer um acordo”, disse o presidente durante uma coletiva de imprensa. 

Entretanto, as falam de Trump não parecer resolver completamente a vida da Huawei, que é hoje a maior fabricante mundial de equipamentos para redes de telecomunicações. “É improvável que a aparente mudança de direção da Casa Branca dê à Huawei os produtos de que realmente precisa”, disse Richard Windsor, fundador da empresa de pesquisa Radio Free Mobile, em nota. “E mesmo que dê, é bem possível que danos graves já tenham sido causados ao negócio de smartphones da empresa”, disse ele.

Investidores se animam

Embora os analistas tenham dúvidas sobre o que isso significa para a Huawei, as ações dos fornecedores da empresa saltaram na Ásia nesta segunda-feira, 1, já que investidores viram os comentários de Trump como um sinal positivo para as vendas de smartphones.  As ações da Foxconn, a maior montadora de eletrônicos sob encomenda do mundo, e da fabricante de chips TSMC, subiram 3% e 4%, respectivamente.

No mês passado, a Huawei divulgou números que mostram o impacto do bloqueio dos EUA a seu negócio – a empresa apontou uma previsão de queda de US$ 30 bilhões na receita nos próximos dois anos e uma diminuição de 40% nas vendas de smartphones fora da China em 2019. A Huawei nega veemente as acusações de espionagem. / COM AGÊNCIAS REUTERS

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