Zendaya e Gigi Haddid são armas de Tommy Hilfiger para se reinventar na moda

Em parceria com celebridades do momento, estilista se afasta do azul, vermelho e branco
Pedro Diniz

Tommy Hilfiger x Zendaya: an all-black cast of models bring message of inclusivity to Paris Fashion Week | London Evening Standard

PARIS​​ – Até a virada do século, a moda parecia girar em torno de seus próprios estetas. Logotipos pareciam falar mais sobre o nome por trás deles do que servir de retrato das tribos urbanas.

Ralph Lauren, Michael Kors, Marc Jacobs, fulano de tal. O final do século criou mais egos do que estilos. Nome forte dessa casta de medalhões, Tommy Hilfiger agora quer mudar todo esse sistema.

Desde que abriu mão da assinatura solitária e dividiu a tesoura com a modelo Gigi Haddid, há três anos, numa coleção que de tanto vender viraria outras três desfiladas fora do circuito americano, o estilista da juventude preppy nova-iorquina abriu as portas da moda para as redes sociais.

Não parece coincidência que isso aconteceu em paralelo ao surgimento da linha Adidas Yeezy, do rapper Kanye West, e da Blue Ivy, de Beyoncé. Um movimento coroado no mês passado, quando o grupo francês LVMH deu sinal verde para a criação da marca Fenty, da cantora Rihanna.

Hilfiger entendeu que a moda não caminha mais só por suas bolhas fashionistas e sagrou no mundo das roupas a ideia de trazer para dentro de casa, e da loja, nomes improváveis.

“Vivemos numa vila, só que global. As pessoas hoje, no mundo inteiro, são ecléticas, fanáticas por redes sociais e desejam experimentar. Por isso, é mais autêntico fazer uma celebridade criar ideias do que fazer apenas com que ela vista a sua marca”, afirma Hilfiger.

O piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton ganhou a pole position das araras masculinas do estilista, e, mais recentemente, a multiartista Zendaya, protagonista da série “Euphoria”, da HBO, tem uma linha completa de roupas estilo setentista para chamar de sua.

A garota com 57 milhões de seguidores no Instagram, que encabeça no canal de TV paga um retrato da adolescência decadente dos Estados Unidos, mergulhou em brilhos, listras e lurex para criar a explosão de cores apresentada na última semana de moda de Paris, em março, no palco do Teatro de Champs Elysées.

Ela traz elementos modernos de alfaiataria despojada, calças de boca larga e decotes profundos, mas as roupas conservam as estampas sinuosas e a mistura de padronagens comuns à estética lisérgica dos 1970.

Com uma performance de Grace Jones e várias modelos negras, gordas e magras, o desfile empurrou para o olimpo da costura a imagem de diversidade que os jovens querem ver a moda reproduzindo, como um contraste ao exército branco e sílfide das passarelas.

“Zendaya representa sua geração. É atriz, ativista, cantora, várias ao mesmo tempo. Ela traz uma personalidade inteira, e é isso que os jovens esperam ver. É curioso ver como as pessoas hoje, independentemente se fazem o estilo casual da Califórnia ou o fashionista de Nova York, vestem as mesmas marcas só que de formas diferentes. Precisamos traduzir esses novos olhares”, diz Hilfiger.

Por isso também o estilista furou a roda da moda e levou para outras praças seus desfiles fulgurosos que costumava fazer na semana demoda de Nova York. A contragosto da indústria local, fez apresentações em Los Angeles, Milão, Londres e Pequim.

Paris, “a capital da moda”, segundo Hilfiger, entrou no radar quando ele percebeu que era hora de mostrar mais do que as peças com o logo azul, vermelho e branco que enche as malas dos maníacos por “free shops” de aeroporto.

“Estou mais confiante sobre a marca que tenho. Antes tínhamos uma moda mais casual, e agora quero mostrar algo mais sofisticado, em corte e tecido, diferente do urbano esportivo que fazia antes. É um ponto de mudança na estratégia”, afirma.

Essa mudança tem a ver, claro, com crises. Quando estourou a global, em 2008, o estilista percebeu que as pessoas não compravam mais como antes, dando mais valor a itens considerados “premium”, ou seja, mais caros, porém com durabilidade e estilo consistentes.

“Passaram a consumir ou o ‘top’, das grifes de luxo, ou o ‘low’, das varejistas de fast fashion. No meio, estávamos nós, Michael Kors, Coach e Tory Burch, as grifes ‘premium’ americanas de preço médio. Elevamos a qualidade do nosso produto e, por isso, tivemos os melhores anos no pós-crise”, diz o estilista. 

Os preços seguiram o upgrade. A coleção de Zendaya, por exemplo, chegou ao Brasil com preço nada modesto de R$ 730.

Ao mesmo tempo, surgiu o ingrediente novo dos países emergentes, como Índia, China e Brasil, que viraram coqueluche do mercado de moda a partir do interesse das classes médias locais.

No Brasil, a marca fechou uma joint-venture com o grupo Inbrands, proprietário, entre outras marcas, da Ellus e da Richards, que passou a expandir os tentáculos da marca nos guarda-roupas brasileiros.

O contrato de parceria se encerra no fim deste ano, e a marca tem a opção de continuar ou não com o parceiro local. Nenhum dos lados, porém, comenta o assunto.

Certo mesmo é que Tommy Hilfiger não desanima com o cenário de crise do país e bancou dois movimentos importantes na cena local de moda. O primeiro foi abrir a loja online da marca, com o mesmo design de todas as outras espalhadas pelo mundo. No mês passado, ele trouxe pela primeira vez a Tommy Jeans, uma linha de produtos urbanos com pinta dos anos 1990. 

A nova divisão da grife é repleta de moletons, calças, camisetas e acessórios de pegada vintage “street”, bem diferente do combo camiseta polo e camisa social ao qual a grife ainda é vinculada no imaginário brasileiro.

“Olho para o resto do mundo, para a força do mercado latino, e sempre penso, ‘porque ainda não somos grandes no Brasil? ’ É um país onde que quero concentrar esforços, porque, assim como a China, é um lugar de grandes oportunidades.” Quem sabe um desfile? “É possível, sim.”


Tommy Hilfiger, 68
Um dos magnatas da moda dos Estados Unidos ao lado de Ralph Lauren e Calvin Klein, o americano começou a carreira nos anos 1980. Abriu sua própria marca em 1985, conquistando estrelas do rock, como Mick Jagger, e do rap, como Snoop Dogg. A grife fundada por ele ficou associada ao estilo preppy, influenciado pelos uniformes das escolas de elite de Nova York. Em 2010, ele vendeu a marca por cerca de R$ 12 bilhões ao conglomerado PVH, mas mantém o cargo de diretor criativo da grife

Bella Thorne relata abusos sexuais em período em que foi estrela mirim da Disney

‘Fui molestada dos 6 aos 14 anos. Todos ao meu redor viram e não fizeram nada’, disse a atriz

Bella Thorne

RIO — Estrela da série “No ritmo” ( “Shake it up” ), que foi ao ar naDisney Channel entre 2010 e 2013, Bella Thorne fez uma forte revelação em entrevista ao programa “Build Series”: ela afirma ter sido abusada entre os 6 e os 14 anos, época em que foi atriz mirim da Disney .

“A transição (de ser estrela da Disney a atriz adulta, com liberdade) é definitivamente difícil. Mas é assim que funciona. (…) Eu não sei. Ter sido sexualmente molestada dos seis aos 14 anos, é uma circunstância difícil. Você está sendo abusada fisicamente o tempo tudo… É uma situação bem mais difícil do que ter paparazzi idiotas te seguindo desde que você tem 12 anos”, denunciou Bella.

Hoje com 21 anos, ela está lançando no mercado internacional o livro “The life of a wannabe mogul: Mental disarray” (algo como “A vida de um aspirante a magnata: desordem mental”), ainda sem tradução para o português. Na obra autobiográfica, ela relata as dificuldades de ser uma estrela mirim — incluindo os casos de abuso e a morte do pai num acidente de moto, quando ela tinha apenas 9 anos.

Sem citar nomes, Bella seguiu com as denúncias na entrevista ao “Build Series”, dizendo ainda que as pessoas que trabalhavam com ela sabiam o que estava acontecendo:  “Todos pensavam que me conheciam e falavam sobre mim, mas não tinham ideia do tipo de maus tratos que eu estava lidando na época. Que todos ao meu redor viram o que estava acontecendo e não fizeram nada. Então, não sei, diga-me você o que é tão difícil. Porque isso para mim é muito mais difícil do que qualquer outra coisa que eu lido diariamente”.

Bella Thorne e Zendaya na época de ‘Shake it up’ (‘No ritmo’) Foto: Divulgação/Disney Channel

Não é a primeira vez que Bella fala sobre os episódios de abuso que sofreu. Numa entrevista ao “LA Times”, em outubro de 2018, ela disse que às vezes questiona se o seu comportamento está relacionado ao que aconteceu quando ela era uma criança.

“Eu costumava me ver como uma espécie de Marilyn Monroe”, disse ela. “Todos achavam que ela era esse sex symbol, sempre perfeita e linda, mas ela estava morrendo por dentro. Talvez eu seja desse jeito por ter sido molestada e estuprada quando era mais nova”.

Bella Thorne era a estrela de “Shake it up”, onde vivia a personagem CeCe Jones, ao lado de Zendaya . Ela também esteve em filmes como “Duff: você conhece, tem ou é” (2015), “Juntos e misturados” (2014) e “Sol da meia-noite” (2018), e lançou quatro livros e dois EPs musicais.

Gucci desembarca pela primeira vez na Place Vendôme, com coleção inédita de alta joalheria

A grife italiana acaba de abrir sua primeira loja no icônico endereço parisiense que é referência em alta-joalheria
MARIE CLAIRE

Peça de alta-joalheria da Gucci na nova loja da Place Vendôme (Foto: Divulgação)

Nova vizinhança na Place Vendôme. Durante a Semana de Moda de Alta-Costura de Paris, Gucci abriu as portas de sua primeira loja de alta-joalheria, na última terça-feira (2), na icônica praça parisiense que abriga as maiores produtores de joias do mundo. A inauguração marca a primeira coleção de alta-joalheria da grife que, sob comando do diretor criativo Alessandro Michele, se tornou uma das marcas de luxo mais lucrativas do mundo: o conglomerado de luxo francês Kering, ao qual a Gucci pertence, dobrou seus lucros desde 2017, com a grife italiana sendo uma das principais responsáveis pelo crescimento. Só a marca italiana viu um crescimento mundial de mais de 36% no ano passado. 

No deparatmento de bijú e joias finas, os números também são animadores. Segundo o Business of Fashion, a marca vem observando um crescimento significativo nas vendas de joalheria desde a chegada de Michele na grife, em 2015. Antes de lançar a coleção e loja na Place Vendôme, a marca já vinha fazendo vendas privadas de peças de alta-joalheria para clientes especiais. 

Peça de alta-joalheria da Gucci na nova loja da Place Vendôme (Foto: Divulgação)

“A joalheria tem sido uma de nossas categorias mais dinâmicas nos últimos quatro anos, pois Alessandro deu vida às bijuterias e joias finas”, diz o executivo-chefe da Gucci, Marco Bizzarri. “O lançamento de uma coleção de alta joalheria é, portanto, uma progressão natural em nossa narrativa.”

Uma narrativa que começa com grandes esforços: o espaço parisiense abrigará mais de 200 peças da nova coleção de joias especiais, batizada de Hortus Deliciarum. Feitas à mão em ateliês em Valenza e Milão com gemas que vão do rubi, passando por esmeraldas e diamantes até opalas, as joias vem com um preço à altura de sua exclusividade:, variando de 50 a 800 mil euros (aproximadamente, R$215 mil e R$3,45 milhões).

Nova loja de alta-joalheria da Gucci, na Place Vendôme (Foto: Divulgação)

Michele, que fez da reinterpretação de estéticas de épocas passadas com um apelo barroco e rococó sua marca registrada na Gucci, continua com a mesma proposta na linha de alta joalheria. Colecionador de peças antigas, o designer reimagina a imagem de animais que vão de abelhas a leopardos em peças-statement como gargantilhas e aneis. 

Peça de alta-joalheria da Gucci na nova loja da Place Vendôme (Foto: Divulgação)

Vestido usado por Elizabeth Taylor no Oscar irá a leilão com mais de mil itens da atriz

Peça de chiffon azul claro foi criado por Edith Head e deve arrecadar valor entre 4 e 6 mil dólares
LISA RICHWINE – REUTERS

Elizabeth Taylor em “De Repente, No Último Verão”, em 1959. Foto: Reuters

Um vestido usado no Oscar de 1974 e mais de 1,2 mil outros itens da atriz Elizabeth Taylor, morta em 2011, serão leiloados no início de dezembro, anunciou a Julien’s Auctions nesta quarta-feira, 3.

O vestido de chiffon azul claro criado por Edith Head que Elizabeth usou no Oscar deve angariar entre 4 mil e 6 mil dólares, disse a casa de leilões em um comunicado.

Também estará à venda um cinto Cartier de ouro laminado e prata de lei que a estrela mandou gravar para a mãe. Darren Julien, presidente e executivo-chefe da Julien’s Auctions, disse acreditar que o cinto será vendido por mais de 40 mil dólares.

O leilão acontecerá entre 6 e 8 de dezembro em Beverly Hills, no Estado norte-americano da Califórnia. Os lances também podem ser feitos pelo site da empresa.

Entre as outras peças de roupa à venda estão uma capa de feltro de lã verde que a atriz usou no Palácio de Buckingham em 1970 e uma jaqueta do New York Yankees que ela vestiu em uma sessão de fotos da Vogue Paris. O leilão também contará com joias, perucas, belas-artes e itens domésticos.

Julien disse que também espera oferecer obras de arte que devem chegar à faixa dos 60 mil dólares. Elizabeth, que morreu em 2011 aos 79 anos, simbolizou a era de ouro do glamour de Hollywood com seu amor por diamantes, seus olhos violeta e sua vida amorosa tumultuada, que incluiu oito casamentos – dois deles com o ator galês Richard Burton. A atriz foi indicada a cinco Oscars ao longo de uma carreira de sete décadas, vencendo como melhor atriz por Disque Butterfield 8, de 1960, e Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, de 1966.

‘A Pequena Sereia’ terá Halle Bailey no papel de Ariel

Atriz de 19 anos fez clipe de Beyoncé e atua na série de comédia ‘Grown-ish’.

Halle Bailey — Foto: Divulgação

Halle Bailey será a Ariel do novo “A Pequena Sereia”. Segundo a revista “Variety”, a atriz foi escolhida para o papel na refilmagem com atores da animação clássica da Disney, lançada em 1989.

Ela comemorou a escalação com uma publicação no Twitter. “Sonho que se torna realidade”, escreveu no perfil de sua dupla de R&B, Chloe x Halle.

dream come true… 🧜🏽‍♀️🌊 pic.twitter.com/sndjYUS6wO— July 3, 2019

O diretor do filme será Rob Marshall (“Chicago” e “O retorno de Mary Poppins”). Melissa McCarthy deve interpretar a vilã Ursula, mas ainda não está confirmada. Jacob Tremblay (“O quarto de Jack”) será o peixinho Linguado.

Halle tem 19 anos e nasceu em Atlanta, nos Estados Unidos. Ela chamou atenção na comédia “As férias da minha vida”, aos seis anos.

Ela voltou a ter mais destaque na carreira ao atuar na série de comédia “Grown-ish” e em um dos clipes de Beyoncé para o álbum visual “Lemonade”, da música “All Night”.

Batek Architekten brinca com tons de cinza e materiais refinados em apartamento de Berlim

O cliente se aproximou da Batek Architekten para cumprir sua idéia de um novo lar em Berlim, que deveria ser “masculino, limpo, mas confortável”.

Kitchen

“Na sala de estar a lareira serve como um chamariz, com seu manto branco contrastando com a lareira preta. Um banco cinza claro, com acabamento em cimento, para assentos ou itens ornamentais passa ao lado dele, para completar o conforto dado pelo mobiliário modernista clássico. Diferentes tons de cinza com leveza variável são usados ​​para todos os elementos arquitetônicos e estruturais em todo o apartamento, destacando perfeitamente os móveis e as obras de arte do proprietário. Dois roupeiros embutidos, com pegas lisas, lineares e integradas, oferecem uma solução de armazenamento minimalista com espaço suficiente para todo o apartamento. Na cozinha, a cor cinza escuro é complementada por uma bancada de terrazo e detalhes em latão, enquanto o guarda-roupa do quarto é colorido em um rosa quente vintage. Este tom pastel é continuado no corredor para o banheiro principal, contrastando com o ambiente do terraço e as delicadas molduras pretas das vidraças. A iluminação em toda a casa foi projetada pela PSLab, com luzes pendentes e arandelas de parede ressaltando o tom masculino ”, explica Batek Architekten.“In the living room the fireplace serves as an eye-catcher, with its white mantle contrasting against the black hearth. A light grey, cement-finished bench for seating or ornamental items runs alongside it, to complete the comfort given by the classic modernist furniture. Different shades of grey with varying lightness are used for all architectural and structural elements throughout the apartment, perfectly highlighting the owner’s furniture and artworks. Two built in wardrobes, with smooth, linear, integrated handles, offer a minimalist storage solution with enough space for the whole apartment. In the kitchen the dark grey colour is complemented by a terrazzo countertop and brass details, while the bedroom wardrobe is coloured in a warm vintage pink. This pastel shade is continued in the hallway to the master bathroom, contrasting with the terrazzo surroundings and the delicate black bezels of the glass panes. Lighting throughout the home was designed by PSLab, with pendant lights and wall sconces underscoring the masculine tone,” exlains Batek Architekten

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Living room
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Cement-finished bench
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Kitchen
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Terrazzo countertop
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Kitchen island
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Bedroom storage & bathroom
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Marcos Costa, expert em beleza, sugere dois looks completos para o inverno

Pele leve, pontos de iluminação e detalhes vibrantes são complementos perfeitos para o inverno

A mudança de estação também pode inspirar novidades no visual. É o que sugere o expert em beleza Marcos Costa que, ao lado do cabeleireiro Renato Campos, de São Paulo, fazem duas propostas distintas para atualizar o look – tanto no corte e na cor do cabelo, quanto na maquiagem.

De fios longos para curtíssimos

(Danilo Apoena/Divulgação)

corte pixie já ganhou o status de clássico. Não à toa, estrelas de Hollywood, como Anne Hathaway e Helen Mirren, já apostaram no estilo. A modelo Lidia Flores ostentava madeixas compridas, mas topou o desafio de um corte mais moderno, com fios bem desfiados. “Ele permite que a mulher vá para algo mais despojado, como na versão do ensaio, ou mais chique – penteando todos os fios com gel, por exemplo. É um curto versátil”, sugere Renato Campos.

(Danilo Apoena/Divulgação)

Make
Para o make, um mix cintilante de marrom com rosa deu dimensão ao olhar. “São tons que dialogam com todos os tipos de pele”, explica Marcos Costa. A boca recebeu uma camada de batom em cor uva com acabamento laqueado.

Ondas como protagonistas

 (Danilo Apoena/Divulgação)

Para valorizar o cabelo da modelo Larissa Sorrentino, Marcos e Renato investiram em um comprimento médio. “As mechas foram desfiadas para que os cachos tomassem mais forma”, diz Renato. Com volume realçado, o toque final ficou por conta das mechas em nuances de caramelo.

 (Danilo Apoena/Divulgação)

Make

Pensando no inverno brasileiro, que não alcança temperaturas tão baixas na maior parte dos estados, Marcos Costa aposta em uma pele leve com complementos glamurosos. “A pálpebra foi esfumada com sombra dourada brilhante e a boca recebeu um batom vermelho”, conta Marcos.

CRÉDITOS
Criação e beleza: Marcos Costa
Cortes e cor: Renato Campos (Ajour Campinas)
Pós-produção: Fujocka

Empresas colocam executivos no chão de fábrica e faturam mais

Colocar os gestores em atividades operacionais torna a chefia mais empática e estimula a inovação. Aprenda a estruturar programas desse tipo
Por Erica Martin, da VOCÊ RH

Márcia Costa, vice-presidente de gente e gestão da C&A: com os executivos nas lojas, a proximidade com os vendedores aumenta  (Germano Lüders/VOCÊ RH)

Sentado numa banqueta na fábrica da Piticas, rede especializada em produzir peças de roupa voltadas para a cultura pop e ­geek, Felipe Rossetti testava a qualidade das camisetas que seriam vendidas nas 350 lojas da marca.

Sua função era simples, mas repetitiva: puxar o tecido de um lado para o outro. Depois de apenas 20 minutos fazendo isso, seus braços ficaram doloridos.

O cansaço levou Felipe, que é sócio-fundador da companhia, a perceber que existia um ponto de melhoria na operação: era preciso trocar a cadeira daquele setor. Com a mudança, a funcionária responsável pela função aumentou sua produtividade em 15%.

“Nosso escritório fica junto à fábrica, separado somente por uma parede, exatamente para ter o dinamismo de tomar decisões mais rápidas”, diz Felipe, que, assim como os outros líderes da companhia, gasta 30 minutos, toda semana, em uma das funções exercidas pelos funcionários do operacional.

O objetivo da Piticas é fazer com que os executivos sintam na pele o que a operação enfrenta no dia a dia.

Essa prática está ganhando força em diversas companhias, que, assim como a fabricante de roupas, querem estimular a liderança a entender as dores e delícias da operação.

Quando bem implementados, programas desse tipo geram bons frutos para as organizações. “Isso aumenta a confiança dos profissionais, porque eles enxergam mais abertura para se comunicar com os chefes e, dessa forma, passam a ter maior senso de dono e a entregar resultados melhores”, diz Anita Baggio, sócia da consultoria McKinsey & Company.

Combinando antes

Para a liderança colocar a mão na massa e conquistar aprendizados, é preciso que a cultura corporativa permita (e estimule) o relacionamento entre as diferentes hierarquias.

Se uma companhia tem uma estrutura cheia de barreiras, é mais difícil que a troca de experiências seja percebida como algo positivo pelos funcionários. Mas, mesmo em organizações mais flexíveis, é preciso cautela, pois a presença de executivos no operacional pode inibir as equipes.

Por isso, é importante comunicar aos funcionários sobre a ação e sua periodicidade, além de explicar que o propósito é ajudar a aperfeiçoar processos e implementar melhorias.

“Caso contrário, pode dar a sensação de que é para vigiar e inspecionar o trabalho”, explica Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil).

“Visitas planejadas podem até fazer com que o real ambiente seja maquiado, mas, se estamos falando de profissionais com certo nível de maturidade, a comunicação com antecedência funciona bem.”

Débora Barbosa, gerente de RH da Acesso: todo mês os gestores atendem os clientes no call center da fintech | Foto: Germano Lüders

É o que acontece na Acesso, fintech especializada em cartões pré-pagos. Ali há um calendário que é cumprido à risca: uma vez por mês, os 30 líderes da startup viajam da capital paulista até Jundiaí, no interior do estado, para viver a rotina da equipe de atendimento ao cliente.

Além de escutar as ligações para entender como os funcionários lidam com o público, os gestores assumem a linha telefônica e resolvem, eles mesmos, problemas dos consumidores.

E essas participações ativas geram insights de melhorias de processo. Em uma delas, por exemplo, o CEO da startup, David Holanda, descobriu que os atendentes não tinham acesso à internet e, por isso, não conseguiam ajudar o cliente a encontrar informações no site.

“Quando percebi o problema, liberamos o acesso a alguns portais imediatamente”, diz David.

Mas as ações não ficam restritas aos chefões. Fernando Axelrud, coordenador de marketing, ouviu uma consumidora reclamar que ainda não tinha recebido um cartão solicitado há mais de um mês.

Mesmo sem ter um cargo de alta gestão, ele não pensou duas vezes e tomou uma decisão. “Chamei um táxi e fui entregar o cartão pessoalmente. Mesmo sendo da média liderança, tenho esse senso de dono, que é algo que permeia toda a empresa”, diz Fernando.

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Isso pode ser explicado pelo fato de a Acesso ser uma empresa jovem, fundada em 2010, com uma cultura corporativa naturalmente pouco hierárquica e aberta ­para que os 120 empregados sugiram e implementem mudanças.

“O desenvolvimento de relações mais próximas faz com que a gente tenha uma comunicação mais efetiva e rápida, o que impacta diretamente na qualidade de atendimento ao cliente”, diz Débora Barbosa, gerente de recursos humanos da Acesso.

Fonte de inspiração

Se o chefe entender como as equipes se sentem, terá mais empatia para pensar em soluções que sejam boas não apenas para os resultados dos negócios mas também para as pessoas que trabalham na empresa.

“Essa proximidade com o funcionário é justamente para reconhecer talentos, não financeiramente, mas com palavras simples, como ‘obrigado’ ou ‘parabéns’, além de ajudar nas dificuldades do dia a dia”, diz Anita.

Isso, ao lado de um olhar inovador, transforma o líder em alguém mais empático e que inspira as equipes. E ser inspirador é fundamental para o engajamento.

De acordo com a pesquisa Pulso 2018, realizada pela McKinsey, essa é a característica de gestão que mais motiva os profissionais brasileiros.

Na C&A, que tem 14 000 funcionários, há cinco anos um grupo de cinco executivos coloca a barriga no balcão uma vez por mês em uma das 280 lojas da varejista espalhadas pelo país.

O projeto saiu do papel porque a empresa percebeu que era necessário entender melhor a relação dos funcionários com o trabalho, os clientes e os produtos. Entre os profissionais que fazem parte do grupo está Márcia Costa, vice-presidente de gente e gestão.

Quando ela vai às lojas, circula em todos os departamentos. “Recolho as roupas do vestiário, auxilio os clientes, por exemplo, mas sem intervir na rotina e no trabalho dos profissionais. Meu papel é ajudar”, afirma.

Márcia, assim como os demais executivos da empresa, consegue algo precioso quando vai trabalhar in loco: a confiança dos funcionários, que, ao notarem que os chefes estão atuando nas mesmas funções que eles, sentem liberdade para discutir diversos assuntos, desde questões mais pessoais até sugestões de inovações para a companhia.

“São conversas de igual para igual”, diz Márcia. Foi num desses bate-papos que ela ouviu dos funcionários de uma loja em São Paulo que as tomadas existentes no refeitório não eram suficientes para toda a equipe.

O assunto foi discutido com o gerente da loja e depois levado à direção da empresa, e a C&A decidiu aumentar o número de tomadas não só naquela unidade mas em todas as lojas que passarem por reformas.

Também foi por meio desse método que os executivos da varejista receberam uma sugestão de um vice-presidente: comercializar cosméticos nas lojas. Empolgados com a ideia, em março deste ano a colocaram em prática.

Ao todo, cinco lojas físicas já têm um espaço de beleza para venda de itens como perfumes, maquiagens, xampus e cremes de marcas nacionais e internacionais. “Nosso papel é pensar juntos em melhorias”, diz a VP. Exemplos como os da C&A e Acesso mostram que, quando as hierarquias se misturam, a empresa só tem a ganhar.

Daniela Rettore for Design Scene with Tayla Du Mont

Photography: Daniela Rettore. Styling: Benedetta Ceppi. Hair: Helena Vaz Pereire using Loreal Professional. Makeup: Antonia Rosa using Maqpro Paris. Retoucher: Kai Gut. Model: Tayla Du Mont at L’Agence Lisboa.