No Reino Unido, quem tiver mais de 30 mil seguidores nas redes terá status de celebridade

Definição foi criada pela agência reguladora de publicidade do país

Órgão regulador de publicidade considera que ter 30 mil seguidores é o equivalente a ser uma celebridade  

No Reino Unido, pessoas que têm mais de 30 mil seguidores em redes sociais serão consideradas celebridades perante a lei. O anúncio foi feito na quinta, 4, pela Advertising Standards Authority (ASA), agência reguladora de publicidade do país. 

Pessoas que atingirem a marca terão que seguir as mesmas regras de publicidade aplicadas a personalidades conhecidas – entre elas está a proibição de anunciar remédios. 

A decisão por parte da ASA é o resultado de um caso com o perfil “ThisMamaLife”, que passou a fazer posts recomendando pílulas para dormir – a conta tinha 32 mil seguidores quando chamou a atenção dos reguladores. 

“Nós consideramos que ter mais de 30 mil seguidores indicava que ela [ThisMamaLife] possuía a atenção de um número significativo de pessoas.Considerando o quão popular ela era e o nível de atenção que ela tinha, nós consideramos que o ThisMamaLife era uma celebridade que encaixava nas regulações” escreveu a organização sobre o caso.  

A ASA determinou também que a empresa dona das pílulas, Sanofi UK, não contrate mais influenciadores digitais para promover seus produtos. 

“Camp” como modo de vida e veiculação de ideias

No Museu Metropolitano de Arte (MET), público pode conferir exposição com roupas que apresentam extravagância, exagero, obsessão pelo detalhe e luminosidade, características do estilo camp (Foto: BFA.com/Zach Hilty)

O modo de vida camp é guiado pelo exagero. Ou seja, seus adeptos gostam de viver de maneira extravagante, enfeitam-se com brilhos, muitas cores e estampas e experimentam situações até as últimas consequências.

O artista camp revela em sua proposta de viver luxuosa uma experiência contrária ao modo de vida da maioria da população do planeta. Exemplo disso são os Red Carpets dos festivais e prêmios de cinema mundo afora, que contrastam o luxo e a excentricidade camp com as dificuldades das pessoas nos dias de hoje.

Virou tendência se manifestar, nesses espaços, contra algo ou alguma situação utilizando-se de vestimentas e acessórios personalizados com frases de efeito. O Festival de Cannes é o principal entre eles. Por ter mais prestígio no mundo cinematográfico, tem se tornado não só um evento para a exibição de filmes, mas também um ambiente para discursos politizados e movimentos de minorias ou de protesto.

A professora Maíra Zimmermann, do curso de moda da FAAP, explica: “Podemos utilizar como exemplo o tapete vermelho de Cannes, que eu acho que talvez seja a maior representação do extravagante e da utilização da moda e da vestimenta para adquirir uma posição ou falar de algum assunto que incomoda a sociedade. A gente faz relação do camp também com o posicionamento político, o diálogo, o lugar de fala”.

A mais recente manifestação feminista ocorreu na edição de 2018, quando atrizes, diretoras, figurinistas, cantoras e modelos se uniram para combater a imposição do uso do sapato de salto alto nos tapetes vermelhos, ao subirem descalças a escadaria principal do festival de Cannes.

As mulheres podem usar qualquer tipo de calçado e vestuário para receber seus prêmios.

A moda que negava a politização da sociedade deu uma virada e se tornou veículo de conscientização política, como as coleções “Marc Jacobs Spring 2019”, “Christopher Kane Spring 2018”, “Balmain Spring 2019 Couture”, “Valentino Spring 2019 Couture”, que evocaram o clima de expectativa das eleições norte-americanas e mexeram com o mundo cibernético, provocando invasões em muitos países.

Onde nasce o estilo camp na história da moda

O ponto de partida mais sólido do surgimento do estilo camp parece ser o final do século XVII e o início do século XVIII, devido ao sentimento de artifício desse período. A professora de moda Maíra Zimmermann disse que um dos maiores representantes históricos de camp é Luís XIV. Tanto na construção de Versalhes, como enquanto o personagem Rei Sol, Luís XIV constrói uma espécie de estética do absurdo com a própria imagem, fazendo da luxúria o símbolo da realeza francesa.

O monarca conseguiu isolar sua corte em uma bolha de ignorância sobre o mundo ao redor e utilizava-se da moda para manipular a burguesia, como instrumento de dominação apenas por usar uma peruca maior do que as outras, por exemplo.

O estilo camp consolidou-se com a esposa de seu netoMaria Antonieta, conhecida como a autêntica imagem do modo camp de se comportar. Para Zimmermann, o camp do século XVII pode ser adequado ao contexto moderno e contemporâneo, onde mulheres usam calças e possuem um lugar maior de fala. Maíra cita o filme A favorita, do diretor grego Yorgos Lanthimos, que segundo a professora usa o exagero no figurino (criado pela estilista Sandy Powell).

Do estilo Barroco, o quadro Os músicos, de 1595, do pintor italiano Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610), pode ser considerado camp. Na França, o Palácio de Versalhes representa o Rococó camp — o ouro, o detalhe e o luxo são explorados em sua construção, mobiliário e decoração. Hoje uma das maiores referências do estilo camp e que está em exposição é um abajur feito com vitrais coloridos, da joalheria Tiffany’s.

Confira outra parte da reportagem em Camp, Notes on Fashion: o exagero na moda

Reportagem de Bruna Nóbrega, Camila Piva, Isabella Maria, Izabella Ricciardi e Mariana Garcia Menendez, da graduação em Jornalismo da FAAP

Foto cedida pelo The Metropolitan Museum of Art

Série japonesa ‘Não vou fazer hora extra, e ponto final!’ faz sucesso ao desafiar a cultura de trabalho excessivo no país

‘Não vou fazer hora extra, e ponto final!’ faz país discutir o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal
Ben Dooley E Eimi Yamamitsu / The New York Times

Kaeruko Akeno, escritora cujo romance inspirou a série ‘Não vou fazer hora extra, e ponto final!’ Foto: NORIKO HAYASHI / NYT

TÓQUIO – Recentemente, enquanto o mundo sintonizava o último episódio de “Game of Thrones”, o Japão se deleitava em seu próprio mundo televisivo de fantasia. Nele, uma mulher ousa deixar o trabalho às 18h em ponto. A determinação de Yui Higashiyama, uma gerente de projetos de trinta e poucos anos cuja maior vontade é sair do trabalho e seguir até seu bar preferido para um happy hour, abala o escritório fictício de web design onde trabalha.

Uma supervisora e colegas de trabalho bitolados tentam frustrar seus planos. Quando sua equipe enfrenta um prazo aparentemente impossível de cumprir no episódio 9, ela deixa de lado o compromisso resoluto de equilibrar trabalho com vida pessoal e dramaticamente declara: “Vou fazer hora extra!”

Higashiyama é a protagonista da série “Não vou fazer hora extra, e ponto final!” – um sucesso da televisão japonesa que conquistou o público em um país com uma ética de trabalho nacional perigosamente intensa e, por vezes, mortal.

O programa tem levado os profissionais a falar sobre suas dificuldades em encontrar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, mesmo quando as maiores empresas japonesas e as autoridades governamentais os incentivam cada vez mais a pegar leve. Os criadores da atração dizem conhecer bem o problema.

—  Eu acreditava que dar um tempo significava ser preguiçoso. Demorei muito tempo para aceitar o fato de que não há problema em não trabalhar nos fins de semana ou à noite durante a semana — diz Kaeruko Akeno, autora do romance de mesmo nome que inspirou a série de TV.

Histórias parecidas são deprimentemente comuns. Os trabalhadores japoneses estão entre os que trabalham o maior número de horas no mundo todo. Em 2017, mais de um quarto da população empregada em regime integral empenhou-se em média mais de 49 horas por semana, segundo um relatório do governo, efetivamente trabalhando em seis dos sete dias.

Em alguns casos extremos, tal dedicação ao ambiente de trabalho pode levar à morte. Em 2017, dados do governo mostraram que o trabalho excessivo custou 190 vidas – na forma de exaustão, ataques cardíacos, suicídios –, um número que tem se mantido mais ou menos constante na última década.

Os motivos pelos quais as pessoas se entregam tanto ao trabalho são complexos, afirmou Yoshie Komuro, executiva-chefe da Work Life Balance, empresa de consultoria que ajuda empregadores a reduzir as jornadas extras de funcionários.

Ela explicou que, além das atitudes culturais relacionadas ao trabalho pesado, algumas organizações reduzem custos, confiando nas horas extras, e os funcionários aceitam as longas jornadas pelo pagamento extra e para agradar a seus superiores – geralmente, as promoções dependem mais do tempo gasto à mesa do que da produtividade propriamente dita.

O governo japonês tomou medidas para reduzir as longas horas e mudar as regras culturais que permeiam o universo laboral. Em abril, a tempo da estreia da atração na TV, uma nova lei entrou em vigor, limitando as horas extras a não mais do que 45 por mês e 360 por ano, exceto em ocasiões especiais. E o Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês promoveu um programa batizado de Sexta-Feira Premium, pedindo às empresas que liberem seus profissionais algumas horas mais cedo na última sexta-feira de cada mês.

Jogando contra

Na atração, a esclarecida executiva-chefe da empresa de Higashiyama encoraja os funcionários a ir embora na hora certa. O que impede seus colegas de fazê-lo são outros colaboradores e supervisores que simplesmente não conseguem se conter – um sentimento familiar a muitos fãs do programa.

“Em última análise, o sistema sempre depende de alguém que vá até o limite. O problema é o sistema de trabalho japonês, em que o excesso é a norma”, escreveu um fã no Twitter. A ideia de que o trabalho requer sacrifícios pessoais está profundamente enraizada na cultura japonesa e exacerbou muitos dos outros problemas sociais do país.

O fato de a protagonista ser uma mulher confere mais drama à série, em um país onde as mulheres – particularmente as mães – enfrentam discriminação no mercado de trabalho. As mulheres que querem ser bem-sucedidas no mundo corporativo japonês geralmente se sentem mais pressionadas para provar seu valor, ao mesmo tempo que precisam equilibrar as demandas familiares, um dilema enfrentado por uma das personagens da trama.

“Apenas ao dizer: ‘Não vou fazer hora extra’, a heroína da série está cometendo um ato de rebeldia”, escreveu Tomohiro Machiyama, conhecido crítico de cinema, no Twitter. Referindo-se a Higashiyama, ele disse: “Ela está claramente mostrando uma estratégia para os problemas hoje enfrentados pelo Japão, desde os baixos salários até as baixas taxas de natalidade.”

Terremoto interrompe exibição

No romance, a decisão de fazer hora extra leva à derrocada da protagonista: ela se torna viciada em trabalho, acaba em um hospital e perde um novo namorado, este com uma atitude decididamente mais relaxada quanto ao próprio emprego. Na série de TV, contudo, que foi ao ar em abril, Higashiyama está destinada a um final mais feliz, garantem os produtores.

Depois que um terremoto atingiu o noroeste da principal ilha do Japão (nenhuma destruição mais preocupante foi relatada), um anúncio emergencial interrompeu o fim da temporada. Não demorou para os fãs postarem no Twitter a piada de que o elenco tinha saído mais cedo aquele dia.

Akeno, que usa um pseudônimo para proteger a privacidade da família, baseou o romance em suas experiências pessoais na vida corporativa japonesa. Em seu primeiro emprego, ela atuou em um tipo de empresa que apelida de “empresa obscura”, uma expressão japonesa para ambientes organizacionais que exploram funcionários.

Quando Akeno se formou na faculdade, no início dos anos 2000, o Japão enfrentava uma recessão intensa e era difícil arrumar trabalho. Muitas pessoas de sua idade acabavam saltando de um emprego temporário para outro ou simplesmente desistindo do mercado de trabalho. Aqueles que atingiram a idade adulta na época “são inseguros quanto ao emprego. Temos medo de ser descartados, se não formos úteis às empresas”, revelou.

A situação mudou. Uma força de trabalho envelhecida e uma recente onda de crescimento econômico lento, porém relativamente estável, tornaram os profissionais mais valiosos. “Não vou fazer hora extra, e ponto final!” explora as mudanças na maneira de pensar o trabalho entre os millenials e seus contemporâneos japoneses.

Embora o governo e os profissionais mais jovens estejam fazendo pressão por jornadas mais curtas, os funcionários mais velhos, criados sob a crença de que o trabalho deve triunfar sobre tudo, parecem não se sentir confortáveis com a ideia de empenhar-se apenas 40 horas por semana.

Akeno contou que essa cultura permeou outras partes da vida japonesa. Quando ela deixou o trabalho para se tornar uma escritora, viu-se trabalhando praticamente sem parar. Quando teve o segundo filho, ficou escrevendo até a hora de ser levada para a sala de parto.

Ela disse que só parou para tomar conta do bebê. Por fim, disse, o corpo parou de funcionar propriamente e demorou dois anos para que se recuperasse completamente. “O que é considerado honroso não é quanto você atinge, mas sim como você consegue ficar sem descansar”, observou.

Os produtores da atração têm as próprias histórias relacionadas ao trabalho. Kasumi Yao, a primeira pessoa a indicar a série para a emissora japonesa TBS, não tira férias há 12 anos, afirmou. Yao teve a ideia para o drama depois de encontrar o romance de Akeno em uma livraria e se apaixonar pelo título, que tem um tom desafiador e atraente para os japoneses.

Quando a TBS anunciou o título do programa, alguns comentadores on-line ficaram perplexos. “Eles diziam coisas como: ‘Ir para casa na hora certa não é normal? Se algo tão óbvio serviu de base para um drama, o Japão está com sérios problemas'”, lembrou Junko Arai, segundo produtor da série.

Quanto a Akeno, ela continua trabalhando muito. Como a heroína de seu romance, ela nunca teve a intenção de ficar no centro de uma guerra sobre horas de trabalho. Só queria trabalhar um pouco menos e aproveitar a vida um pouco mais. Mas, graças ao sucesso do livro, está tendo dificuldade em se distanciar das tarefas.

“Falo da minha experiência apenas porque sinto que preciso”, justificou. E concluiu: “Gostaria que alguém pudesse fazer isso por mim.”

Camp, Notes on Fashion: o exagero na moda

Exposição em Nova Iorque destaca vestuário, acessórios e modo de vida no estilo camp, considerado a estética do luxuoso extravagante, da ironia e do mundo queer

Vista da galeria da exposição – Imagem cedida pelo The Metropolitan Museum of Art (BFA.com/Zach Hilty)

Até 8 de setembro, Nova Iorque reúne a elite da moda no Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque (MET), na exposição Camp: Notes on Fashion, que explica a estética camp, sua origem e o contexto no qual surgiu.

Com patrocínio da Gucci e apoio da Condé Nast, a mostra reúne mais de 250 objetos de arte camp, desde pinturas e esculturas até vestuário e acessórios que vão do século XVII – com o retrato do irmão de Luís XIV, Filipe I, Duque de Orleans (1661-1701) –, passando pelo século XX, com o autorretrato de Andy Warhol (1928-1987), até os dias atuais – com os looks produzidos pelo estilista Alessandro Michele para a marca Gucci ou a criatura mágica, com a cabeça como dois flamingos, de Bertrand Guyon.

Os principais componentes da linguagem camp são paródia, pastiche, artificialismo, dramaticidade, humor, rebeldia, no universo do luxo, da cultura de massa e da cultura queer da Europa e América do final do século XIX e início do século XX.

A exposição é inspirada em ensaio com o mesmo nome da exposição, da escritora norte-americana Susan Sontag (1933-2004).

Na mostra Camp: Notes on Fashion, o visitante conhece roupas, sapatos, mobiliário, joias e acessórios da história da indumentária, o que se veste hoje e as aspirações e desejos da alta-costura internacional.

A ensaísta Sontag define camp, de acordo com o press release do museu nova-iorquino, como a estética que contém vários estilos mesclados ou justapostos e as características de paródia, pastiche, artifício dramaticidade, exagero e qualidades que fazem parte da linguagem da moda e da arte.

“Não tem como o camp ser comercial. A não ser numa festa camp ou na época de Carnaval e Parada Gay. Até mesmo sem ser um tema camp, a passarela está lá para mostrar uma ideia e gerar assunto jornalístico. Existem a moda conceitual e a moda usável. Essa é a dinâmica da moda, a não ser que seja a de um Armani, que segue propostas mais antagônicas e minimalistas. Não há certo ou errado na moda desde que haja direcionamento correto para aquilo que o público consome”, disse o professor de História da Moda da FAAP, João Braga, ocupante da 39.ª cadeira da Academia Brasileira de Moda e autor do livro História da moda no Brasil.

Ele também destaca que o camp pode ser diluído na moda comercial, como nos excessos de maquiagens, nas diferentes cores de cabelo e na proposta do “agênero”.

A exposição traz, por exemplo, peças extravagantes como uma saia com aparência de carrossel, de Manish Ar, ou o adorno de cabeça na forma do flamingo, de Bertrand Guyon e Stephen Jones. Vê-se também um tênis de plataforma da marca Gucci cheio de brilho e com as cores do arco-íris e o livro com uma peça de teatro do escritor francês Molière (1622-1673)Le Fourberies de Scapin, em que o termo camp aparece como um verbo.

A jornalista especializada em moda, Lilian Pacce, define camp como a contradição existente no mundo de hoje: Camp não é necessariamente o exagero, mas uma ironia. É um pouco do exagero, um pouco da excentricidade. O camp passa por tudo isso. Muitas vezes o exagero está ligado ao escapismo. Em momentos de crise, a sociedade se volta para o exagero, tendo o camp como saída”, explica.

É possível entender o conceito observando 170 roupas da exposição. Cada peça de vestuário representa extravagância, exagero, obsessão pelo detalhe e luminosidade, como a roupa de organza de Koizumio Koizumi, a capa de arco-íris de Christopher Bailey, a capa em verde água da Gucci, o vestido rosa de penas da Balenciaga e o vestido de Viktor & Rolf’s com meme.

Traje de Alessandro Michele para Gucci (foto: Johnny Dufort, 2018)
Traje de Bertrand Guyon e acessório de cabeça de Stephen Jones para a casa de Schiaparelli (foto: Johnny Dufort, 2019)

A exposição Camp: Notes on Fashion revela uma estética também cumulativa, soma de rebeldia comportamental, rompimento com a arte clássica e a adoção de procedimentos e elementos do Barroco e do Rococó. O camp é um tipo de performance e é ligado à cultura queer. Arte camp é dandy.

Baile – MET Gala

O baile MET Gala precede a exposição Camp, Notes on Fashion e ocorre desde 1948, sendo promovido pelo Instituto de Figurino (Costume Institute Benefit) do The Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova Iorque, desde 1948. Recebe convidados da alta classe nova-iorquina, pessoas famosas e grandes designers de moda.

Ocorre sempre no primeiro domingo do mês de maio e os temas variam a cada ano. Em 2019, a festa adotou o mesmo tema da exposição: Camp, Notes on Fashion. Ocorreu no dia 6 de maio e teve como anfitriões Andrew Bolton, curador da mostra e também organizador do baile desde 1995, ao lado de Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue norte-americana, Alessandro Michele, diretor de criação da Gucci, Harry Styles (um dos três anfitriões do MET Gala) e Lady Gaga.

O propósito do baile ainda é arrecadar fundos para o Instituto de Figurino, que conserva tecidos, sejam eles avulsos ou da própria roupa. Essa conservação pode sair muito cara devido a inúmeros fatores que podem prejudicar a estrutura do têxtil. O evento financia exposições, publicações e aquisições.

O acervo do MET tem cinco séculos de moda e mais de 35 mil roupas e acessórios dos cinco continentes da Terra desde o século XV. O museu apresenta mais de 5 mil anos de arte de todo o mundo e existe desde 1870.

Vestido de Jeremy Scott para a Casa de Moschino (foto Johnny Dufort, 2019)
Traje de Jeremy Scott para Casa de Moschino (foto Johnny Dufort, 2019)

Confira no próximo post a continuação da reportagem: Camp como modo de vida e veiculação de ideias.

Reportagem de Bruna Nóbrega, Camila Piva, Isabella Maria, Izabella Ricciardi e Mariana Garcia Menendez, da graduação em Jornalismo da FAAP

Fonte desta reportagem
Site do MET:

https://www.metmuseum.org/
https://www.metmuseum.org/exhibitions/listings/2019/camp-notes-on-fashion
Imagens cedidas pelo The Metropolitan Museum of Art

Jeff Williams, que “substituirá” Jony Ive, tem perfil mais presente que Tim Cook — e poderá sucedê-lo

Jeff Williams sucessor de Jony Ive – Apple

Quando a bomba da saída de Jony Ive caiu sobre Cupertino, na última semana, a pergunta mais feita por pessoas ao redor do mundo foi: quem vai substituí-lo? Claro, a história oficial é que o lendário designer continuará prestando serviços para a Apple por meio do seu recém-fundado estúdio, mas, na prática, Ive está fora; é necessário que alguém sente na sua cadeira e ao menos dê os comandos que ele dava e pense coisas que ele pensava (embora não necessariamente da mesma forma).

Na verdade, ninguém ocupará o cargo que Ive ocupou (e ocupará até o fim do ano) em Cupertino, de CDO1, mas uma pessoa fará as funções de “sucessor espiritual” do designer: o COO2 Jeff Williams. Mas quem é Jeff Williams, afinal? O executivo é uma das figuras mais fortes da Apple, mas não tem a mesma presença pública de executivos como Phil Schiller ou Craig Federighi. Para explorar mais o perfil de Williams, Wall Street Journal foi a campo.

Segundo pessoas que trabalham com o COO, ele é mais “visível” no desenvolvimento de produtos do que o CEO3 Tim Cook e parece demonstrar mais interesse em opinar nos pormenores dos dispositivos — foi Williams, por exemplo, uma das mentes por trás da transição do Apple Watch de item fashion de luxo para acessório focado em saúde com conectividade celular. De fato, a biografia do executivo na Apple foi alterada recentemente para informar que ele “liderou o desenvolvimento do Apple Watch”; antes, ela dizia apenas que ele supervisionava a equipe do reloginho.

Claro que, ainda assim, Williams está longe de ser um designer ou, ainda mais, um designer como Ive. Uma das fontes ouvidas pelo WSJ afirmou que o executivo tem o talento de “ver onde a empresa está no momento, e não de onde ela deverá estar nos próximos anos” — reflexo direto da sua função de comandar as operações da Apple. Claro, Williams não desempenhará funções diretas de design, mas os dois principais nomes da empresa na área (Evans Hankey, vice-presidente de design industrial, e Alan Dye, vice-presidente de interfaces de design humanas) responderão a ele.

Talvez seja melhor ver o COO como uma figura apaziguadora que administrará o dia a dia do design da Apple, sem necessariamente influenciar nas decisões dessas equipes mas demonstrando um interesse nos detalhes dos produtos que não é característico de Cook. De fato, Williams é um dos mais cotados pela reportagem para assumir o papel de CEO, no futuro — o que parece ser um desafio cada vez mais formidável numa Apple sem Jobs e, agora, sem Ive. [MacMagazine]

VIA MACRUMORS

Jovem que acusou Kevin Spacey de abuso sexual retira denúncia

Período de prescrição do crime, que teria ocorrido em 2016, se encerraria nesta semana
EFE

O ator Kevin Spacey em audiência preliminar do julgamento no qual é acusado de agressão sexual. Foto: Steven Senne/AP Photo

Um jovem que acusava o ator Kevin Spacey de abuso sexual em 2016 retirou de maneira definitiva as acusações que constavam em um processo civil durante uma audiência do julgamento em um tribunal de Massachusetts, informaram nesta sexta-feira os meios de comunicação locais.

O advogado Mitchell Garabedian, que representa o ator, disse que o caso foi encerrado “de forma voluntária”, segundo o jornal The Boston Herald.

“É muito possível que a vítima e sua família tenham concluído que esta denúncia já não vale a pena”, disse o analista legal Greg Henning à emissora de televisão local WCVB em Nantucket (Massachusetts).

O jovem que tinha apresentado a acusação, filho da jornalista da WCVB Heather Unruh, denunciou que em julho de 2016 o ator, detentor de dois Oscar, colocou as mãos dentro de sua calça em um bar em Nantucket.

O suposto incidente ocorreu quando o acusador tinha 18 anos de idade e o período de prescrição do suposto crime vence nesta semana.

Spacey, de 59 anos e que em janeiro se declarou inocente das acusações, ainda encara um processo criminal por este mesmo caso, pelo qual deverá comparecer diante do tribunal na próxima segunda-feira.

Neste caso, os advogados da vítima e a promotoria continuam sua disputa em torno do telefone do acusador que, aparentemente, foi perdido.

O pai do acusador deverá comparecer na segunda-feira diante do tribunal para explicar esse desaparecimento, já que os advogados de Spacey sustentam que o telefone contém provas de sua inocência.

Em um comparecimento inesperado diante do tribunal em 3 de junho, Spacey defendeu sua inocência e seus advogados pediram ao juiz que exigisse uma cópia legista “completa e inalterada” dos dados do telefone do denunciante, já que conteria mensagens e fotografias que provariam sua inocência.

Além disso, a defesa considerou que a promotoria apresentou acusações contra o ator de forma prematura.

Segundo a denúncia do jovem, ele começou a falar de maneira amistosa com Spacey no bar no qual trabalhava e mentiu sobre sua idade ao assegurar que tinha 23 anos, ao invés de 18.

O jovem explicou à polícia que Spacey pagou para ele várias bebidas alcoólicas – a idade mínima para beber álcool no estado de Massachusetts é 21 anos -, e insistiu várias vezes para que fosse à sua casa até que, mais tarde, acariciou sua coxa e desabotoou suas calças, esfregando seu pênis durante cerca de três minutos.

O rapaz alega que não sabia o que fazer porque não queria ter problemas por ter bebido sem ter a idade permitida e publicou uma gravação de parte do suposto abuso sexual na rede social Snapchat.

Spacey pode ser condenado a uma pena de até dois anos de prisão se for declarado culpado.

Tugberk Acar for L’Officiel Turkey with Linda Helena

Photographer: Tugberk Acar. Styling: Tugce Bahcivangil. Hair: Yildirim Bozuyuk. Makeup: Hazal Ocal. Model: Linda Helena.

Celine Dion mostra demais em desfile de moda em Paris

Cantora de 51 anos enfrentou momento constrangedor ao usar vestido curtinho em evento

Celine Dion (Foto: Getty Images)

Celine Dion surpreendeu os paparazzi enquanto participava do Desfile de Moda de Alta Costura de Alexandre Vauthier em Paris na quarta-feira. A cantora de 51 anos acabou mostrando a sua calcinha enquanto posava em um mini-vestido branco com mangas volumosas.

A cantora é conhecida por ser fashionista e está sempre à frente e no centro em eventos de alta-costura. Ela tem sido vista em vários desfiles de designers aclamados durante toda a semana na Europa. Recentemente, a cantora encerrou sua residência em Las Vegas e tem se dedicado ao mundo da moda.

Celine Dion (Foto: Getty Images)

Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix recomenda pé no freio

PATRÍCIA KOGUT

Escritório da Netflix em Los Angeles (Foto: Reuters/Lucy Nicholson)

Sabe esse catálogo imenso e as coproduções milionárias da Netflix? Eles podem estar com os dias contados. De acordo com uma extensa reportagem do site Theinformation.com, a ordem na empresa agora é ter mais cuidado com os gastos.

A diretriz veio de Ted Sarandos, diretor de conteúdo, numa reunião com executivos. Uma das razões para esse esforço é tentar evitar o caixa negativo. A outra, prevenir futuros prejuízos. É que o mercado de streaming, em mutação, vai se transformar mais ainda num futuro próximo com a entrada de serviços, como o da Disney, da NBCUniversal e da WarnerMedia. Eles, até aqui, eram fornecedores da Netflix. Agora, passarão a oferecer suas próprias produções. A NBC, por exemplo, avisou que, ano que vem, “The office” vai sair da Netflix. Sarandos recomendou concentração das atenções em produtos que conquiste a audiência. Não basta ter programação que provoque um buzz nas redes ou traga prestígio, mas não conquiste um público amplo, aconselhou. Cada atração do catálogo deve valer a pena, disse ele, de acordo com uma fonte que estava na reunião.

Verdade que eles ainda gastam muito. Por exemplo, anunciaram que farão “The prom”, que terá direção de Ryan Murphy. Essas mega-atrações ajudam a manter a carteira de assinantes (149 milhões no mundo). Por outro lado, Sarandos citou “Operação fronteira”, com Ben Affleck, como exemplo de um filme caro demais (US$ 15 milhões) para o público que atraiu. É como diz a canção: o futuro começou. E ele não é necessariamente sorridente para a Netflix.