No Brasil, venda de vestíveis sobe 51,6% no 1º trimestre, diz IDC

Segundo consultoria, setor de relógios inteligentes e fones de ouvido Bluetooth chegou à marca de 87,9 mil unidades vendidas no País

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O setor de dispositivos vestíveis – que compreende uma vasta gama de aparelhos, de relógios inteligentes a fones de ouvido Bluetooth – subiu 51,6% em vendas de unidades no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que apontam números divulgados pela consultoria IDC Brasil nesta segunda-feira, 8. Segundo o levantamento, o mercado chegou à marca de 87,9 mil unidades entre janeiro e março deste ano. 

Segundo Renato Meireles, analista de mercado em Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, a categoria está ganhando maior projeção no Brasil, com grandes fabricantes investindo no lançamento de produtos no mercado nacional e consumidores mais interessados em saber e ter um vestível. No ano passado, o mercado representou 241,3 mil unidades – em crescimento de 44,2% na comparação com 2017. “O mercado está ficando mais estruturado”, apontou Meirelles, em nota enviada à imprensa. 

Os dispositivos mais simples, basicamente voltados ao uso para fitness e saúde (contagem de passos, monitoramento de sono), estão cada vez mais dividindo o espaço com produtos mais robustos e com especificações melhores, que oferecem funções como capacidade de baixar aplicativos de terceiros, notificação e realização de chamadas, recursos mais aprimorados como controle de glicemia e batimento cardíaco, e GPS mais preciso.

Em 2018, as vendas de dispositivos básicos corresponderam a 110,4 mil unidades, com crescimento de 7,2% em relação a 2017, enquanto os equipamentos mais inteligentes chegaram a 130,9 mil unidades, um aumento de 103,3%. No primeiro trimestre de 2019, esse movimento se confirmou, com crescimento de 19,5% no número de dispositivos básicos, com 39,3 mil unidades vendidas, e de 93,7% na categoria superior, com 48,6 mil unidades. 

Para crescer, o mercado precisa reduzir custos de fabricação e importação – hoje, a vasta maioria desses aparelhos vem de fora do Brasil. No primeiro trimestre, o preço médio dos dispositivos básicos ficou na casa de R$ 1.069; já o de aparelhos mais robustos, como os relógios inteligentes, foi de R$ 2.156. “Com a consolidação mercado, a tendência é de uma gradual massificação”, aposta Meirelles. Para todo o ano de 2019, a projeção é de um crescimento de 91% nas vendas em relação a 2018, com um volume de vendas estimado em 461,7 mil unidades. 

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