Nos EUA, Uber lança novo modo com corridas ‘sem conversas’

Chamado de Comfort, nova modalidade do aplicativo permite também que você solicite um carro com espaço extra para as pernas e escolha a temperatura ao seu gosto; por enquanto, opção só está disponível em algumas cidades da América do Norte

As corridas do Uber Comfort serão de 20% a 40% mais caras que as viagens do Uber X

O Uber lançou nesta terça-feira, 9, um novo serviço para atender os usuários que gostam de um conforto a mais nas corridas. Chamada de Uber Comfort, a nova função do aplicativo permite que você solicite um espaço extra no carro, escolha a temperatura ao seu gosto e até peça para o motorista ficar em silêncio durante a viagem – afinal, quem nunca quis uma viagem quieta para ir para casa em paz depois de um dia cansativo no trabalho?

Por enquanto, essa opção está disponível apenas em algumas cidades dos Estados Unidos e no Canadá. Só poderão fazer viagens no Uber Comfort os motoristas que tiverem avaliação acima de 4,85 estrelas. Esse conforto extra terá um preço: as corridas do Uber Comfort serão de 20% a 40% mais caras que as viagens do Uber X, que é o serviço “médio” do Uber.

Um porta-voz do Uber disse ao site TechCrunch que os motoristas do aplicativo reagiram bem à ideia do pedido de silêncio nas corridas. “Os motoristas dizem que essas novas preferências eliminam as expectativas das pessoas e os ajudam a oferecer o melhor serviço disponível”, disse a fonte. No aplicativo, a função de silêncio é descrita como “preferência de conversa”.

A ideia não é nova. Um executivo da Lyft, rival do Uber nos EUA, disse no ano passado que a empresa já pensou em criar um função “sem conversa” para corridas. “É algo interessante. Já pensamos sobre isso”, declarou Taggart Matthiesen, chefe de produto para carros autônomos da Lyft, em entrevista ao The Verge. Algo como um “modo zen”, para evitar conversas indesejadas e sorrisos amarelos.

Saiba tudo sobre a Haus Laboratories, nova marca de beleza da Lady Gaga

A cantora e atriz venderá seus cosméticos a partir de setembro na plataforma da Amazon

Lady Gaga (Foto: Divulgação)

Lady Gaga acaba de anunciar mais detalhes da sua muito esperada marca de beleza, a Haus Laboratories. Inspirada nos primeiros anos da cantora como aspirante a artista em Lower Manhattan, quando usava maquiagem de farmácia para criar o que viria a ser sua marca registrada, a Haus oferecerá kits de gloss e lápis de boca, que serão vendidos a partir de setembro na Amazon, com grandes chances de chegar na plataforma brasileira também. 

“Quando eu era jovem, nunca me senti bonita. E, enquanto eu lutava para encontrar uma sensação de beleza interior e exterior, descobri o poder da maquiagem”, disse Lady Gaga, que sempre se posicionou como uma personificação de autenticidade e exclusividade, no seu Instagram. “Eu tenho uma plataforma no mundo. Deus me deu essa voz por uma razão, eu não sei porque, eu me pergunto essa pergunta o tempo todo, mas tenho certeza que não vou colocar uma marca de beleza que vai levar a insegurança e o medo para as pessoas . Isso é sobre libertação”, disse Lady Gaga em entrevista ao Business of Fashion.

Lady Gaga tem muitas ambições para a marca. Seu objetivo final em construir um império de cosméticos está claro pela sua escolha de suas parcerias: Haus Laboratories será a primeira marca de beleza a ser lançada exclusivamente pela Amazon. Mas a decisão não é sem riscos. Ainda que as vendas de cosméticos no site estejam em alta, ainda é preciso se consagrar com um status de destino para compras de produtos de beleza, como a Sephora, ou provar que é possível lançar uma marca de grande visibilidade nesses espaço. 

Daniel Jackson for WSJ Magazine with Kim Kardashian

Publication: WSJ. Magazine. Photography: Daniel Jackson. Styled by: George Cortina. Hair: Chris Appleton. Makeup: Mary Phillips. Model: Kim Kardashian.

Waymo testa Wi-Fi grátis para atrair usuários a corridas de carros autônomos

Empresa busca vantagens e benefícios para eliminar o medo de quem não vê um motorista no banco da frente
Por Agências – Reuters

Waymo é a divisão de carros autônomos da Alphabet, empresa controladora do Google

A Waymo, divisão de carros autônomos da Alphabet, holding que controla o Google, está testando uma série de benefícios para convencer usuários a andarem em seu serviço de táxis autônomos – isto é, sem motorista. Se for bem sucedida, a empresa pode ajudar a deficitária indústria de transportes por aplicativo começar a ganhar dinheiro. Entre as vantagens oferecidas ao usuário, estão redes de Wi-Fi gratuitas e streaming de música sem anúncios durante a viagem.

Os testes por enquanto são feitas na região metropolitana de Phoenix, onde centenas de carros de minivans da empresa levam passageiros pagantes desde dezembro. Além disso, há benefícios não digitais: todos os veículos têm uma cadeirinha de criança instalada e chegam ao usuário com a temperatura de 22º C – bastante convidativo para o calor desértico do Arizona.

A meta é convencer passageiros que o serviço da empresa, o Waymo One, é menos estressante que dirigir um carro ou usar um Uber – incluindo motoristas falantes e veículos que variam em tamanho e limpeza, algumas das principais reclamações dos usuários de apps de transporte. “Quando uso a Waymo, sei exatamente o que estou comprando”, diz Jordan Ranous, um analista financeiro de Phoenix que diz usar o serviço ao menos quatro vezes por semana.

Além de oferecer vantagens, a Waymo tem o desafio de mostrar que conectividade e bons serviços podem gerar lucros. Hoje, o valor de uma viagem em um carro autônomo do Waymo One é bastante similar ao Uber e ao Lyft, rival americano da empresa de Dara Khosrowshahi. A diferença é que a empresa não precisa repassar parte dos valores ao motorista.

Além disso, se provar que consegue ter qualidade maior que os rivais, a Waymo pode até começar a cobrar mais por seu serviço. Para analistas de investimento, o valor da divisão da Alphabet pode chegar a até US$ 100 bilhões. “Quem quiser vencer no mercado de transportes terá de ter soluções convenientes e boa experiência”, disse Mark Boyadjis, chefe de pesquisas da consultoria IHS Markit.

Ainda há trabalho escravo por trás de nossas roupas

FERNANDA SIMON

Fashion Revolution (Foto: Divulgação)

Em algumas palestras, eu começo perguntando qual a primeira palavra que vem à cabeça quando se pensa em moda. Em diferentes turmas, o resultado é quase o mesmo, as pessoas pensam em glamour, roupas, desfiles, compras e negócios.

Duas coisas sempre me espantam: a maneira como fomos nos distanciando do verdadeiro significado das nossas roupas, algo tão próximo de nós, e como ninguém nunca fala a palavra vida. Eu vejo vida por trás das roupas.

Costurar, bordar, cortar e tingir são trabalhos nobres, que exigem habilidades manuais, saberes tradicionais e minuciosos. Quando olhamos para a história da moda, vemos certos momentos em que os alfaiates eram extremamente valorizados, como pelo Rei Luís XV, conhecido como Rei Sol, criador do salto alto e da sazonalidade.

Assim como o artesanal mais fino da Alta-Costura (Haute-couture, termo protegido juridicamente para determinadas empresas que atendem certos padrões de costura). Mas em qual momento esse profissional passou a ser explorado?

A indústria têxtil foi um dos setores líderes durante a Revolução Industrial, com uma representativa força feminina de trabalho. Contudo, a chegada das máquinas às fábricas não levou à uma melhora na maneira como os trabalhadores eram tratados e valorizados.
Por volta de 1850, na Inglaterra, surgiu o termo sweatshop, fábricas têxteis ou de confecção caracterizadas por oferecerem trabalhos precários, jornadas exaustivas, baixos pagamentos e ambientes insalubres.

As sweatshops rapidamente se espalharam pelo mundo, em cidades como Nova York, por exemplo, empregando principalmente mulheres, migrantes que vinham do campo e imigrantes. Claro que essa corrida por alta produção à custa do suor humano não poderia resultar em algo positivo. No dia 25 de março de 1911, um desastre marcou a história: um grande incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, em Nova York, causou a morte de mais de 100 mulheres.

O acidente foi o ponto inicial da organização das mulheres para a criação de sindicatos trabalhistas essenciais na luta e garantia de seus direitos e segurança.

Ainda assim, o modelo de produção “mais por menos” seguiu sendo adotado em diversas partes do mundo, e deslocado, principalmente, para países asiáticos onde as leis são mais precárias. Consequentemente, acidentes na indústria da moda continuam acontecendo, inclusive em fábricas de grandes marcas globais.

Queda do Rana Plaza, em Bangladesh (Foto: Reprodução/Instagram)

A tragédia do Rana Plaza, prédio que abrigava confecções e desabou em 2013 em Bangladesh, matando mais de mil pessoas e deixando outras 2 mil feridas, foi o estopim para o surgimento do movimento global Fashion Revolution.

Como contraponto ao cenário de exploração, o Fashion Revolution surgiu alinhado à uma crescente demanda por marcas e produtos mais transparentes, éticos e sustentáveis.
Com um trabalho intenso, a disseminação de sua mensagem principal, o questionamento e valorização de quem faz nossas roupas, se espalhou por mais de 100 países, ganhando força e destaque, inclusive no Brasil.

Este ano, no mesmo mês do Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo, dia 28 de janeiro, duas notícias nos provam que a revolução da moda ainda tem um longo caminho para atingir seu objetivo.
Em Carapicuíba, na Grande São Paulo, 33 bolivianos foram resgatados vivendo em condições precárias e costurando por R$ 1 a peça, e em Bangladesh mulheres trabalhavam 16 horas por dia em condições análogas à escravidão para costurar camisetas com frases de empoderamento feminino para uma campanha do grupo Spicy Girls com a organização Comic Relief.

A mudança só será efetiva quando for pensada de forma sistêmica. Por isso, na campanha de 2019 a Semana Fashion Revolution trabalhou em cima de três pilares fundamentais para transformações radicais na maneira como as roupas são pensadas, feitas e consumidas: ativações sociais para incentivar mudanças culturais, como comportamento de consumo e mudanças de hábitos; exigir que as marcas mostrem suas cadeias de fornecedores de maneira mais humana, contando histórias e mostrando como o trabalhador está sendo valorizado, para aproximar quem compra de quem faz; e, no âmbito público, em tempos de tantos retrocessos políticos, o engajamento se torna fundamental para entender como podemos incentivar melhorias e novas políticas públicas para proteger e valorizar o trabalhador do setor.

O caminho é longo e exige união dos atores. Mas o mais importante é entender que todos fazemos parte da solução e temos nela um papel fundamental. Eu sigo acreditando que o mundo está em evolução constante e que, mesmo com o clima de escuridão que estamos atravessando, há luz no fim do túnel. A moda é minha ferramenta de transformação. Espero que, através da roupa, indivíduos e comunidades sejam atingidas positivamente.

Conheçam a ação Fashion Experience:

Florence Welch na nova coleção Gucci High Jewelry Hortus Deliciarum

Movimentos suaves para deixar as jóias pegarem a luz. No curta-metragem de Laura Jane Coulson, Florence Welch é adornado na nova coleção Hortus Deliciarum da Gucci High Jewelry, de Alessandro Michele. Ela caminha entre os detalhes ornamentados da nova boutique Gucci Vendôme, que abriga as coleções de alta-joalheria.

Music: ‘Patricia’ Florence Welch / Emilie Haynie / Thomas Bartlett © Universal Music Publishing Group (p) Domino Publishing Company