Apple vende menos iPhones, mas serviços têm receita recorde de US$ 11,5 bi

Com produtos como Apple Music e iCloud, setor é visto como responsável pelo futuro da empresa e levou-a a bater US$ 1 tri em valor de mercado novamente; para os próximos meses, empresa lançará cartão de crédito e rival para Netflix
Por Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Empresa arregimentou ‘caminhão de estrelas’ de Hollywood para seu serviço de streaming de vídeo

Em 2019, a Apple vive um momento de transição: enquanto vê as vendas do iPhone, seu principal produto na última década, desacelerarem, a companhia de Cupertino busca criar novos serviços para continuar agradando aos consumidores. Os resultados financeiros da empresa para o segundo trimestre do ano (e seu terceiro trimestre fiscal), revelados nesta terça-feira, 30, são reflexo disso. De um lado, a receita da empresa com seu principal produto caiu 13%. Do outro, o setor de serviços teve faturamento recorde, para a casa de US$ 11,5 bilhões. 

Para o mercado, a segunda notícia teve maior impacto que a primeira: após a revelação dos números, as ações da Apple eram negociadas com alta de cerca de 4,6% depois do fechamento do pregão da Nasdaq. Com a valorização, a empresa voltou a ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado – marca que havia alcançado em julho do ano passado. 

Ao todo, a receita da Apple ficou estável, com alta de 1%, para a casa de US$ 53,8 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano passado; já o lucro no 2º trimestre ficou em US$ 10,05 bilhões, em queda de 12,8%. Os resultados negativos importam menos que o faturamento de serviços porque mostram que a aposta de Tim Cook na diversificação tem, ao menos até aqui, dado certo. 

Além disso, a empresa alcançou uma base instalada de 1,4 bilhão de dispositivos – que podem justamente usufruir de serviços como o streaming de música Apple Music e o armazenamento na nuvem iCloud. “Para nós, a coisa mais importante foi que a base instalada do iPhone segue crescendo”, disse Cook, à agência de notícias Reuters

Há ainda muito espaço para crescimento do setor de serviços: em março, a Apple anunciou uma série de novas ofertas para seus clientes, incluindo um cartão de crédito em parceria com o banco Goldman Sachs, um serviço de assinatura de games e um rival para a Netflix, o Apple TV+. Os três estão previstos para chegar ao mercado até o final do ano e podem render dólares significativos à companhia – em especial, a plataforma de streaming de vídeo, que terá produções de nomes como Steven Spielberg e Oprah Winfrey. 

Além disso, é necessário ressaltar que a divisão de iPhones foi a única que teve quedas expressivas na receita neste segundo trimestre. Macs, iPads e vestíveis tiveram altas na receita – foi ainda a primeira vez que a divisão liderada pelo Apple Watch faturou mais que a do tablet da empresa, em um claro sinal dos tempos. 

Outro fator que trouxe bom humor dos investidores foi o desempenho no mercado chinês: a Apple teve queda de 4% nas receitas na região; já o setor de celulares teve desaceleração média de 6% no período, devido ao impacto da guerra comercial entre EUA e China. 

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