Por falta de inovação, consumidores estão mantendo seus iPhones por ainda mais tempo

Já há algum tempo, discute-se um problema sério que as fabricantes de smartphones têm enfrentado: a desaceleração do ciclo de troca de aparelhos por parte dos usuários. A Apple é uma das empresas que mais tem sofrido com o fenômeno — que foi, recentemente, posto em números pela Strategy Analytics.

A firma detectou que a idade média dos iPhones ativos no mundo hoje é de 18 meses, o maior tempo já registrado; comparativamente, a idade média dos smartphones Samsung é de 16,5 meses. Segundo a empresa, o tempo médio que os consumidores estão levando hoje para trocar seus smartphones é de 33 meses, e a tendência é que eles fiquem com seus aparelhos por ainda mais tempo ao longo dos próximos anos — tudo por conta de um único fator: falta de inovação.

De acordo com o vice-presidente sênior da Strategy Analytics, David Kerr, “operadores e marcas de dispositivos enfrentam uma inércia significativa por conta de uma percepção dos consumidores de que não há um bom custo/benefício em sucessivas gerações de aparelhos topo-de-linha”.

O analista comentou também que, ao buscar uma maior margem de lucro para suas operações de smartphones, as fabricantes (especialmente Apple e Samsung) jogaram os preços dos seus flagships lá para cima, com valores acima dos US$1.000. Segundo Kerr, o preço dos aparelhos 5G será um fator importantíssimo no sucesso ou fracasso da tecnologia, já que 1 em cada 4 consumidores destaca esse fator como determinante para sua próxima compra.

Ao menos um fator joga a favor da Apple e da Samsung: as duas marcas são as que possuem taxa de fidelidade mais alta entre as fabricantes de smartphones. Em ambos os casos, 70% dos seus consumidores afirmaram que pretendem continuar com a marca em suas próximas aquisições; no caso da LG e da Motorola, que vieram logo atrás, essa taxa ficou em pouco menos de 50%.

A pesquisa da Strategy Analytics separou dados por algumas categorias, como faixa etária, localização geográfica e etnia. Entre os achados mais interessantes, está o fato de que a Samsung é a marca preferida dos consumidores da chamada Geração X, entre 40 e 54 anos, mas fica atrás da Apple em quase 40 pontos percentuais na Geração Z, de pessoas entre 18 e 24 anos.

Além disso, apenas 7% dos usuários pesquisados afirmaram ter interesse em gastar US$1.000 ou mais em seus próximos smartphones — o que é algo que a Apple e as outras fabricantes devem levar em conta em sua próxima leva de aparelhos. Será? [MacMagazine]

VIA CULT OF MAC

‘Desmontando bonecas quebradas’: crítica

Peça fica em cartaz até domingo no Centro Cultural Justiça Federal
Patrick Pessoa

‘Desmontando bonecas quebradas’ Foto: Divulgação/ Daniel Dias da Silva

Bel Hooks, teórica e militante feminista negra, escreveu que “pessoas negras sempre vivem com a possibilidade de serem aterrorizadas pela branquitude”, fazendo a associação da branquitude com o terror. “Essa violência apavorante, no entanto, é na maior parte das vezes exercida de maneiras sutil”, complementa Grada Kilomba em seu livro “Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano”. O modo como essas duas pensadoras negras compreendem a violência é a espinha dorsal de “Desmontando bonecas quebradas”, perturbador experimento de teatro documentário.

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Sozinha em cena sob a direção de Ysmaille Ferreira, a performer e dramaturga Luciana Mitkiewicz combina documentos históricos (vídeos e canções), personagens ficcionais (baseadas nas vítimas reais), reflexões metateatrais (“o que pode o teatro contra tamanha violência?”) e depoimentos autobiográficos para discutir a interminável série de brutais feminicídios ocorridos em Ciudad Juarez, no México. De 1993 até hoje, dezenas de mulheres jovens e pobres, em geral de ascendência indígena e trabalhadoras das “maquiladoras” (fábricas comandadas pelo capital estrangeiro branco que pagam salários miseráveis) vêm sendo sequestradas, torturadas, estupradas e assassinadas. Em seguida, seus cadáveres são mutilados e quase sempre “desaparecidos”.

Nos quase 30 anos desse filme de terror, os verdadeiros autores dos crimes permanecem impunes, o Estado guarda um “silêncio sorridente” e as vítimas é que acabam sendo culpabilizadas por serem imprudentes (ou impudentes) demais. Ao citar crimes análogos ocorridos no Brasil e uma série de canções misóginas, a dramaturga nos lembra que “o México é aqui”.

Nas duas cenas que concentram o sumo da denúncia feita pelo trabalho, o espectador é confrontado com uma escolha impossível. Na primeira, tendo a projeção de suas fotos ao fundo, Lilia Alejandra, 13 anos, uma das meninas assassinadas, diz: “Era dia 14 de fevereiro de 2001, dia dos namorados, quando me sequestraram. Eu estava muito feliz naquele dia porque eu tinha feito quase 200 pesos depois de trabalhar por 16 horas. Fui encontrada morta 7 dias depois”. Na segunda, a dramaturgia imagina o que teria acontecido caso ela não tivesse sido assassinada. “Meu nome é Lilia Alejandra. Eu tenho 17 anos. Minha vida é a maquila, porque eu tive dois filhos. Eu ganho em média 80 pesos por dia, que equivalem a R$ 16. Quando eu volto para casa, dou banho nas crianças, faço o jantar, elas comem e vão dormir. No final do dia, minhas mãos doem”.

Ao contrapor essas duas imagens aterrorizantes, a desmontagem da ilusão ideológica operada por “Desmontando bonecas quebradas” revela que, sob a máscara desse terror aparentemente excepcional contra a mulher, habita um terror cotidiano e invisível apenas na medida em que é considerado normal ou inevitável: o terror do sistema capitalista de produção.

Ressoa a pergunta: por que, hoje, imaginar o fim do mundo é mais fácil do que imaginar o fim do capitalismo? 

Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco 241, Centro — 3261-2550. Sex a dom, às 19h. R$ 40. 50 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Até 25 de agosto.

Grife Supreme lança celular básico nos Estados Unidos

Coqueluche entre os jovens, empresa fez parceria com a fabricante BLU, de Miami, par alançar aparelho, que tem conexão 3G à internet e alguns (poucos) aplicativos

Aparelho vai ter duas cores: vermelho e preto

Uma das grifes em alta nos últimos anos, a americana Supreme costuma lançar produtos bem inusitados – como tijolos e jarras de leite com sua marca, bem como a tradicional camiseta branca e seu logo. O último produto da vez foi um celular simples (feature phone), feito em parceria com a fabricante BLU, de Miami. 

Para quem quiser ostentar a marca, no entanto, será preciso dar um passo atrás no mundo da tecnologia: o aparelho é um celular bem simples, com teclado, tela de 2,4 polegadas, modem 3G, uma câmera VGA e armazenamento de incríveis 128 MB. 

É uma versão adulterada do Zoey 2.4, celular da BLU que custa US$ 33 no mercado americano – o dispositivo da Supreme, no entanto, não teve seu preço divulgado ainda. Não é difícil imaginar, porém, que ele será bem mais caro só por carregar a marca da empresa. 

No entanto, também não poderá ser tão caro assim – afinal, é um celular simples, mas que pode servir para a balada, o jogo de futebol ou o bloquinho de carnaval. É para quem quiser ostentar, mas sem se preocupar demais se o aparelho quebrar ou for roubado.

Clientes da TIM poderão comprar celulares da Huawei com promoção

As cidades de Curitiba e Florianópolis receberão pela primeira vez um canal físico de vendas da fabricante chinesa
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

A fabricante chinesa Huawei já está presente em cinco estados do País

A fabricante chinesa Huawei segue sua expansão pelo Brasil. A empresa acaba de fechar uma parceria com a TIM para oferecer os celulares da marca aos usuários da operadora. Especialmente neste final de semana, o smartphone P30 Pro estará a venda em lojas físicas da TIM a partir de R$ 2,1 mil e o preço do P30 Lite pode chegar a R$ 300 – os valores dependem do plano do cliente. 

Por enquanto, os aparelhos da Huawei estarão disponíveis nas lojas da TIM apenas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Florianópolis. É a primeira vez que um canal físico da fabricante chinesa chega às duas cidades da região Sul – até então, os celulares da Huawei só estavam disponíveis em compras pela internet.

“A TIM é uma das maiores operadoras do Brasil. Queremos aumentar a capilaridade de lojas e também oferecer produtos de alta tecnologia para a base de usuários da TIM”, afirmou José Luiz do Nascimento, diretor de vendas da Huawei no Brasil, em entrevista exclusiva ao Estado. A parceria é uma forma de a fabricante chinesa atingir os usuários pós-pagos que costumam trocar de aparelhos por meio da promoção de seus planos. 

Quatro meses depois de voltar ao Brasil, a Huawei já está presente em cinco estados do País, por meio de quiosques próprios e do varejo. Estão disponíveis para venda dois modelos de smartphone da linha P30 e o relógio inteligente Huawei Watch GT Active

Amazon vende milhares de produtos irregulares, diz Wall Street Journal

Investigação do Wall Street Journal identificou mais de 4 mil produtos inseguros na plataforma

A Amazon removeu ou mudou a descrição de metade dos produtos problemáticos

A Amazon vende em sua plataforma milhares de produtos sem certificação de segurança. É o que revelou uma investigação do Wall Street Journal: a reportagem identificou mais de 4 mil produtos irregulares, incluindo brinquedos e medicamentos que eram vendidos sem os devidos avisos sobre os riscos de saúde a crianças. 

Além disso, foram encontrados produtos declarados como inseguros por agências federais, itens sem rótulos e até mercadorias banidas por reguladores. 

Em postagem em seu blog, a Amazon afirmou que exige que os produtos vendidos em sua plataforma estejam de acordo com “regulações e leis relevantes”. A empresa também afirma que usa ferramentas automatizadas para identificar produtos irregulares. 

De acordo com o Wall Street Journal, após a reportagem, a Amazon removeu ou mudou a descrição de metade dos produtos problemáticos. 

A investigação mostra a dificuldade da Amazon de fiscalizar os milhões de fornecedores que expõem produtos em sua plataforma. Legalmente, a Amazon não é responsável pelos itens de terceiros vendidos no marketplace. 

Um caso em junho de 2018 é exemplo disso: um veículo hoverboard comprado no site da Amazon explodiu e incendiou a casa de uma famíla, e a empresa não foi sofreu nenhum tipo de punição. “O papel da Amazon na transação era fornecer um mecanismo para facilitar a troca entre a parte interessada em vender o produto e o indivíduo que procurava comprá-lo”, escreveu o juiz responsável pelo caso. 

Eduardo Rezende for Vogue Brazil with Amanda Wellsh

Photography: Eduardo Rezende. Styling: Maria Von Sothen. Hair: Gianluca Mandelli. Makeup: Juliana Gonzalez. Model: Amanda Wellsh.

Acabou-se o que era doce: Android 10 é o nome do novo sistema

O Google anunciou que as novas versões do Android não terão mais nomes de doces

O Google também anunciou um novo logo para o Android

O Google quebrou uma tradição de anos: as versões do Android não terão mais nomes de doces. A empresa anunciou que o próximo sistema será chamado apenas de Android 10 – a nona versão do sistema era chamada de Android Pie (torta, na tradução do inglês). O Android também já teve nome de outras sobremesas como Oreo e Marshmallow. 

A mudança resolve um dilema: até então, a nova versão do Android era chamada de Android Q, sem um “doce designado”, e estava difícil imaginar qual nome de sobremesa com a letra Q nomearia o sistema – uma pena que o brasileiro quindim não é um doce globalizado. 

“Como se trata de um sistema operacional global, é importante que esses nomes sejam claros e confiáveis para todos ao redor do mundo”, disse Sameer Samat, vice presidente de produtos para o Android, em publicação no blog da empresa. “Acreditamos que essa mudança ajuda a tornar os nomes mais simples e mais intuitivos para nossa comunidade global”. 

O Google também anunciou um novo logo do Android, para tornar a identidade visual mais “moderna e acessível”. 

Ainda não foi divulgada a data de lançamento do Android 10. 

K-Pop leva jovens norte-coreanos a desertar

Músicas e filmes sul-coreanos e ocidentais têm provocado desilusão com o regime norte-coreano
Simon Denyer e Min Joo-kim, THE WASHINGTON POST, O Estado de S.Paulo

A norte-coreana Ryu Hee-jin faz aulas de dança em Seul Foto: The Washington Post / Jean Chung

Quando menina, Ryu Hee-jin cantava canções patrióticas exaltando o caráter, a coragem e a bondade do então líder norte-coreano, Kim Jong-il. Aí ela ouviu música pop americana e sul-coreana.

“Quando você ouve música norte-coreana, não se emociona, mas quando ouve música americana ou sul-coreana você se arrepia. As letras são acessíveis, têm frescor. Ao ouvir essas músicas, a expressão facial das crianças simplesmente muda”, disse.

A música ocidental ajudou a abrir uma brecha na Cortina de Ferro. Jovens soviéticos ouviam gravações clandestinas dos Beatles. Em 1987, a juventude de Berlim Oriental se reunia junto ao Muro para ouvir David Bowie e sua emotiva interpretação de Heroes no lado ocidental da cidade dividida. 

Hoje, há evidências de que o pop sul-coreano está tendo um papel semelhante em solapar sutilmente a propaganda do regime da Coreia do Norte. Cada vez mais, desertores do Norte citam a música como um dos fatores que os desiludiram de seu governo, segundo Lee Kwang-baek, presidente do Grupo de Mídia pela Unificação (UMG), da Coreia do Sul. 

A tendência, alimentada pelo número cada vez maior de celulares da Coreia do Norte e pelo comércio fronteiriço com a China, provocou uma nova onda repressora de Pyongyang no ano passado, segundo reportagens do Daily NK, um serviço informativo operado por desertores e com forte penetração no Norte. A repressão seguiu-se à ameaça de Kim Jong-un de “esmagar a cultura burguesa reacionária”. 

Uma pesquisa da UMG com 200 desertores recentes, divulgada em junho, concluiu que mais de 90% deles tinham assistido a filmes, visto televisão e ouvido música do exterior na Coreia do Norte; três quartos conheciam alguém que havia sido punido por isso; e mais de 70% disseram que ficou mais perigoso acessar a mídia estrangeira desde que Kim Jong-un assumiu o poder, em 2011. 

Ryu é uma dos muitos desertores que dizem que o pop do Sul e a música popular ocidental abriram seus olhos, convencendo-os de que a Coreia do Norte não é o paraíso que supostamente deveria ser e suas melhores perspectivas estavam no exterior.

Em seu quarto em Pyongyang, a capital norte-coreana, Ryu às vezes passava a noite acordada vendo repetidamente o mesmo vídeo – escondida, por medo da polícia. “Éramos sempre ensinados que os americanos eram lobos e os sul-coreanos suas marionetes”, disse. “Mas quando vemos e ouvimos a arte ocidental, simplesmente temos de admirá-la.” Ela cita Celine Dion, o violinista britânico Nigel Kennedy e a banda irlandesa Westlife, assim como as bandas K-POP TVXQ, Girls Generation e T-Ara. 

Nascida numa família amante da música, Ryu tocava gayageum, instrumento coreano tradicional de cordas semelhante à cítara, numa escola de artes de Pyongyang. Após um período na equipe nacional de nado sincronizado, seguiu-se um emprego de garçonete no sul da Europa. Ali, ela passava as noites em clubes, dançando Gangnam Style com colegas de trabalho e amigos sul-coreanos. Em 2015, aos 23 anos, ela desertou para a Coreia do Sul. 

Ex-desertores da Coreia do Norte que vivem na Coreia do Sul compreenderam há muito o poder das notícias e da cultura estrangeira em contrabalançar a propaganda do regime. 

Projetos como ‘Pen Drives para a Liberdade’ contrabandeiam USB carregados com filmes de Hollywood e programas de TV americanos, assim como dramas sul-coreanos e vídeos de música. Voz da América, Radio Free Asia, Serviço Mundial da BBC e rádios dirigidas por desertores divulgam na Coreia do Norte programas em coreano – principalmente noticiários, mas também programas musicais. Mas montar empresas privadas pode ser o veículo de mudanças mais poderoso, com vídeos trazidos em massa por comerciantes que vão e voltam da China

Os riscos para espectadores e ouvintes são reais, com uma unidade especial da polícia e serviços de segurança conhecida como ‘Grupo 109’ que não dá trégua à repressão. Mesmo menores de idade, quando são pegos com material proibido, podem ser condenados a penas de 6 meses a 1 ano de treinamento ideológico num campo de reeducação – a menos que os pais possam comprar sua liberdade subornando funcionários. Pelo mesmo crime, adultos estão sujeitos a uma pena perpétua de trabalhos forçados ou, se se tratar de material mais secreto, até a execução. 

Não são apenas melodias e letras que podem ser consideradas perigosas, mas também as roupas e os penteados dos artistas. 

“Eu gostaria de tingir os cabelos e usar minissaia e jeans”, disse Kang Na-ra, de 22 anos. “Mas uma vez fui de jeans ao mercado e me mandaram tirar. Os jeans foram queimados na minha frente.”

Kang, que cantava numa escola secundária em Pyongyang, desertou em 2014 para poder se expressar livremente. Ela tentou cantar K-Pop, mas disse que os estilos são muito diferentes. Hoje, tem uma carreira de sucesso como apresentadora de TV e atriz, representando norte-coreanas em filmes sul-coreanos.

Han Song-ee tinha 10 anos quando assistiu a um vídeo da banda sul-coreana de garotas Baby V.O.X cantando em um “Concerto pela Unificação” em Pyongyang, em 2003, para uma plateia de figurões comicamente impassíveis. “No começo, fiquei chocada ao ver aquela banda de ‘vândalos capitalistas’, mas quando ouvi sua música, me senti totalmente envolvida”, disse.

Logo estava fisgada.

Ela e as amigas começaram a usar as calças coloridas popularizadas pela banda sul-coreana Girl’s Generation, mas apenas em seu bairro, não no centro da cidade. Han desertou em 2013 e hoje é uma conhecida blogueira em Seul, aparecendo também no rádio e televisão. 

Líderes norte-coreanos têm impulsos contraditórios quando se trata do Sul, adotando um discurso de reunificação coreana ao mesmo tempo em que desencorajam manifestações culturais do país vizinho em casa. 

No ano passado, Kim Jong-un assistiu a um show musical em Pyongyang com antigas divas da música, roqueiros e música pop sul-coreana, incluindo uma banda modernista feminina chamada Red Velvet. O concerto foi divulgado na íntegra na Coreia do Sul, mas apenas trechos foram mostrados nos noticiários do Norte.

Segundo uma mulher na casa dos 20 anos que desertou no ano passado, “Kim aplaudiu e aparentemente curtiu o show, mas os norte-coreanos só puderam assistir, escondidos, a cópias contrabandeadas, pois consumir música sul-coreana ainda é um crime que pode dar prisão. 

Após desertar, Ryu viu na TV sul-coreana um documentário mostrando que Kim Jong-il, pai do atual líder da Coreia do Norte, era fã do cinema e dos programas de TV sul-coreanos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ