Room with a View – Fucking Young! Online

Photographer Hector Clark se uniu a stylist Brittni Morrison para criar esta história e vídeo, exclusivo para Fucking Young! Online.

Hair & Make-up: Justin Henry
Videographer: Jake Coombes
Assistants: Trudi Treble & Hugo Kohler

Apple vai revelar três novos modelos de iPhone na terça-feira. Veja o que já se sabe sobre o lançamento

Esse é o dia mais importante do ano para a companhia, que tem metade de suas vendas com smartphones
Bloomberg

Novidade será apresentada pelo diretor da Apple, Tim Cook Foto: Brittany Hosea-Small / AFP

LOS ANGELES – O diretor executivo da Apple Tim Cook vai subir ao palco na próxima terça-feira (dia 10) para apresentar três novos modelos de iPhone. As novidades serão reveladas na sede da companhia na cidade de Cupertino, na Califórnia (EUA). Esse é o dia mais importante do ano para a Apple, já que os smartphones representam quase metade das vendas da empresa, além de impulsionar outras fontes de receita.

Os novos modelos serão versões “Pro” do iPhone XS e do iPhone XS Max, além de um substituto para o iPhone XR. A companhia também está preparando novos Apple Watches, seus relógios inteligentes.

Câmeras mais modernas

Os aparelhos terão três câmeras na parte de trás para fotografia com efeito de lente grande angular, mais resolução nas imagens, além de melhorias na gravação de vídeos. Também haverá dispositivos com inteligência artificial para correção automática de fotografias, além de edição de vídeo enquanto está sendo gravado.

Novidades nos carregadores sem fio

Aparelhos como AirPods e Apple Watches poderão ser carregados ao ser apoiados na parte de trás dos iPhones. O logo da Apple, que hoje fica localizado na parte superior do aparelho, passará a ficar no meio, para identificar o ponto onde o usuário deve apoiar os outros aparelhos para carregar a bateria. Trata-se de uma tecnologia inspirada na Samsung, importante para usuários da Apple, uma vez que a companhia acabou com seus carregadores multidispositivos.

Maior duração

Tem havido muita repercussão sobre os altos preços cobrados pela Apple para substituir aparelhos quebrados, mas a ideia é que esses novos smartphones apresentem menos esses problemas. A expectativa é que os lançamentos tenham vidro mais resistente e possam ficar debaixo d’água por várias horas.

Câmera nova para o substituto do iPhone XR

A Apple vai acrescentar uma segunda câmera na parte de trás do seu iPhone de menor custo, melhorando o modo retrato e zoom óptico. O aparelho também estará disponível em uma nova cor: verde. E terá um chipe A13 mais rápido, assim como os novos modelos de tecnologia de ponta.

Principais mudanças do Apple Watch vieram no ano passado

As atualizações deste ano do Apple Watch serão relacionadas ao software e à parte externa, com a companhia planejando novas versões em cerâmica e titânio, uma grande quantidade de novas pulseiras e o watchOS 6 atualizado com novos aplicativos, dispositivos da Siri e Apple Store. Também estão sendo trabalhadas funcionalidades para rastreamento do sono. Maiores novidades e umprocessador mais rápido devem chegar para o Apple Watch em 2020.

Selma Blair posa sem calcinha na frente do espelho: ‘Minimalismo’

A atriz Selma Blair posa seminua Foto: reprodução/ instagram

Selma Blair, estrela de filmes em Hollywood, vem enfrentando um tratamento contra a esclerose múltipla. Neste sábado, a atriz compartilhou com seus seguidores uma foto em que ela aparece seminua diante do espelho. “Retrato de uma lady”, legendou Selma, de 47 anos.

Depois da postagem, uma seguidora comentou, pedindo que a atriz vestisse as calças. Selma então respondeu, em tom de brincadeira: “Não tenho. Você acredita nisso? Minimalismo”.

Selma Blair no filme “Segundas intenções” Foto: divulgação

Selma, sucesso em filmes como “Segundas intenções” e “Legalmente loira”, está careca por causa do tratamento de quimioterapia. Ela recebeu o diagnóstico da doença em outubro do ano passado, e, desde então, vem dividindo com os fãs as várias fases do tratamento.

‘Coringa’ conquista Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza

Todd Phillips ganha o Leão de Ouro pela história do vilão ‘Coringa’; Roman Polanski leva o Grande Prêmio do Júri pelo drama ‘J’Accuse’.
Por Reuters

O diretor americano Todd Phillips recebe o Leão de Ouro por seu filme “Coringa”; ao lado, o ator Joaquin Phoenix, que interpreta o vilão — Foto: Alberto Pizzoli/ AFP

O drama sombrio “Coringa”, do diretorToddPhillips, sobre as origens do vilão, conquistou neste sábado o Leão de Ouro, principal prêmio do Festival de Cinema de Veneza.

Joaquin Phoenix, que recebeu elogios de críticos no festival, interpreta o inimigo de Batman em sua transformação de um solitário vulnerável a um vilão confiante.

O Grande Prêmio do Júri foi concedido a “J’Accuse”, do cineasta franco-polonês Roman Polanski, um thriller político cuja seleção para a competição gerou polêmica.

O ator italiano Luca Marinelli venceu o prêmio de Melhor Ator por sua interpretação de um pobre aspirante a escritor em “Martin Eden”, enquanto a francesa Ariane Ascaride venceu o prêmio na categoria feminina. Ascaride foi premiada por seu papel em “Gloria Mundi”, drama ambientado em Marselha, em que interpreta uma mãe desesperada para ajudar sua família, que passa por problemas financeiros.

Vilão de sucesso

No ano que Batman comemora 80 anos, é seu vilão que está na mira dos holofotes. O filme “Coringa”, estrelado por Joaquin Phoenix, só tem estreia prevista para outubro, mas sua exibição já arrancou elogios durante a 76ª edição do Festival de Cinema de Veneza.

O longa do diretor e produtor Todd Phillips foi aplaudido durante oito minutos consecutivos após sua apresentação no festival italiano. O filme traz a história do desajustado Arthur Fleck, que se transforma no vilão após ser humilhado a vida inteira. Fleck trabalha como palhaço durante o dia, e aprendiz de comediante à noite, sem sucesso.

“Coringa” ainda tem no elenco Zazie Beetz, Frances Conroy, Marc Maron, Bill Camp, Glenn Fleshler, Shea Whigham, Brett Cullen, Douglas Hodge e Josh Pais.

Yumna Al-Arashi for Telegraph Magazine with Cameron Russell

Photography: Yumna Al-Arashi. Styling: Rachael Wang. Hair: Yukiko Tajima. Makeup: Allie Smith. Casting: Megan McCluskie. Model: Cameron Russell.

A atriz Hunter Schafer revela seus sonhos para o futuro de Hollywood

Estrela de Euphoria, Hunter Schafer, discute sua relação com as redes sociais e a ascendência de artistas transgênero em Hollywood
JULIA HOBBS
VOGUE INTERNACIONAL

A atriz transgênero Hunter Schafer revela seus sonhos para o futuro de Hollywood

Hunter Schafer chegou brilhando em nossas telas na revolucionária série teen da HBO Euphoria, emocionando telespectadores pelo mundo inteiro com sua interpretação de Jules, uma mulher transgênero de 17 anos. “Ela está na escola navegando por escapadas sexuais com homens mais velhos mas em busca de algo menos tóxico”, explica Schafer. Com apenas 20 anos, a ascendência à fama como parte do retrato sem censura da vida dos jovens americanos modernos de Sam Levinson não foi nada menos que meteórica. “Eu sou realmente nova nesta indústria. Ainda estou meio que tentando aprender como tudo funciona, o sistema, mas digo, não posso dizer que já vi alguém encarnar um personagem como a minha em Euphoria”, ela acrescenta.

A atriz transgênero Hunter Schafer revela seus sonhos para o futuro de Hollywood

Vogue encontrou com a atriz no Festival de Cinema de Veneza, onde ela participou de um debate que celebrou a estreia de mais um filme da série Women’s Tales, da Miu Miu, revelando, em suas próprias palavras, quais oportunidades existem na indústria para atores transgênero e como ela vem se esforçando por uma relação mais saudável com as redes sociais.

A atriz transgênero Hunter Schafer revela seus sonhos para o futuro de Hollywood

Sobre oportunidades para atores transgênero:
“Esta foi minha primeira vez atuando, em Euphoria, então estou bem interessada em simplesmente tentar de novo e ver no que vai dar. Não sei se haverá mais muitos papéis para mulheres transgênero que são para mim. Sinto que há um lugar em talvez eu poderei interpretar papéis cis, e isso é algo que venho pensando sobre e venho tomando consciência conforme vou me infiltrando na indústria. Estou muito entusiasmada com a atuação e quero fazer mais disso. Há tantas mulheres trans talentosas lá fora que tem palavras dentro de si mesmas que merecem ser parte do mundo do cinema, e somos muito capazes de atuar em qualquer papel. Então, sim, é algo que está na minha cabeça, e é estranho porque ainda parece um território novo para a indústria.”

A atriz transgênero Hunter Schafer revela seus sonhos para o futuro de Hollywood

Sobre como suas próprias experiências de vida impactaram Euphoria:
“O diretor/ criador de Euphoria, Sam Levinson, é absolutamente incrível. A HBO me deixou em Los Angeles por mais alguns dias só para que pudéssemos sentar num café, conversarmos todos juntos sobre nossas vidas e ver que tipo de quebra-cabeças poderíamos formar – ele essencialmente também se transpõe em todos os personagens, então é uma questão de entender como todos nós nos encaixamos juntos. Como um homem na indústria, é uma responsabilidade sua, quando você contrata talentos com experiências de vida com as quais você não tem como se identificar. Ele [Sam Levinson] é um colaborador incrível, e isso tornou ainda mais imersiva a minha experiência de me projetar na personagem de Jules também.

A atriz transgênero Hunter Schafer revela seus sonhos para o futuro de Hollywood

Sobre atrizes cis interpretando personagens transgênero nas telas:
“Em um mundo ideal, num vácuo, todo mundo deveria poder. O conceito de atuar poderia ser aplicado a todos. Mas levando em conta a estrutura do mundo atualmente e os tipos de hierarquias que existem, não acho justificável enquanto estas mesmas hierarquias tenham sido dissipadas ou equilibradas.

A atriz transgênero Hunter Schafer revela seus sonhos para o futuro de Hollywood

Sobre redes sociais:
“Penso nisso o tempo todo porque é um espaço tão surreal, e eu tive que me distanciar disso recentemente, pela minha cabeça. Mas é uma ferramenta, e ela é tão poderosa, dá para fazer muita coisa com ela. É uma questão de quanto e como fazemos isso em um espaço como o Instagram, que não acho que foi inventado para construir esse tipo de mundo, esse tipo de momento. É muito estranho como você pode estar passando por selfies e cachorrinhos, e então morte e violência e como tudo isso pode existir lado a lado, como internalizamos tudo, o que me faz questionar se o Instagram ou as redes sociais são o lugar certo para isso.”

Alexandre Herchcovitch: Moda, Hitchcock, motocross e fitness

Sob a direção do estilista, marca À La Garçonne desfila no Centro Cultural São Paulo
Sergio Amaral – O Estado de S. Paulo

Alexandre Herchcovitch  Foto: Eliaria Andrade/Estadão

Não está sendo fácil. Mas muita coisa é para melhor. Alexandre Herchcovitch, um dos mais importantes estilistas brasileiros, vê assim questões de trabalho e da vida nos dias de hoje. Estilista e diretor de novos negócios da marca À La Garçonne, do empresário Fábio Souza, ele mostra hoje à tarde, no Centro Cultural São Paulo, a coleção 02-2019 da grife.

Em menos de dez dias, volta ao mesmo espaço para desfilar a “linha” mais acessível da grife, a ALG, e tem planos ainda de exibir por lá, no ano que vem, uma retrospectiva de sua marca própria, a Herchcovitch; Alexandre, vendida em 2008 para o grupo InBrands.

Em entrevista ao Estado, ele reflete sobre o papel dos desfiles de hoje, fala de apropriação cultural e questões de gênero, do trabalho como estilista e pai de dois meninos, e da coleção, que tem entre suas inspirações Hitchcock, motocross e a moda das academias de ginástica.

Muito se fala do papel dos desfiles hoje em dia. Qual sua opinião sobre assunto?
Para À La Garçonne é bastante importante o desfile, pois é o ponto de partida comercial da coleção. 40% da coleção é vendida a partir do desfile e ver a roupa vestida e em movimento dá a completa noção de proporção, caimento e imagem. Esta experiência se completa quando a roupa é tocada e, principalmente, vestida na loja.

Está mais difícil criar hoje em dia com questões delicadas, como, por exemplo, apropriação cultural e identidade de gênero?
Sim! Tudo está mais restrito, não quero me apropriar de nada. Estamos aprendendo a entender o que se passa, o que podemos falar e não falar, como devemos chamar as pessoas, a infinidade de gêneros, o que é tudo maravilhoso. Estamos preparando as próximas gerações para que questionem menos as escolhas dos outros e recebam com muito respeito a todos. Tempos difíceis, porém tudo para melhor.

O CCSP é hoje um lugar bastante peculiar. O que lhe agrada nesse espaço?
Me atraem as diversas possibilidades de espaços, a facilidade com que aceitam nossas propostas e como recebem a moda com respeito e cuidado. Além de sua beleza arquitetônica.

Tem um projeto de exposição previsto para lá no ano que vem…
Sim. É uma retrospectiva de meu trabalho, já que tenho mais de 2.000 peças guardadas, a que ninguém tem acesso. Espero poder concretizar este sonho de ver tudo exposto.

Falando da sua antiga marca… Que fim levou a Herchcovitch; Alexandre?
Espero que não tenha chegado a um fim… Ela tem imaginário e histórico fortíssimos, muitas pessoas conhecem, é uma pena não ter continuidade. Tenho contato com algumas pessoas que trabalham na InBrands (o grupo que adquiriu a grife), mas não fico especulando. Há muito ainda a se fazer com a marca.

Tem vontade de ter uma marca própria novamente?
Não tenho planos de abrir uma marca nova. Hoje trabalho na À La Garçonne e na Vulcabrás, faço consultoria de produto para a Haco (etiquetas e soluções de branding) e para a NK Store, desenvolvendo colaborações e licenciamentos. Voltaria a trabalhar na marca Herchcovitch; Alexandre.

Você tem dado muitas palestras e viajado por todo o País… Que questões são trending topics atualmente?
Os assuntos recorrentes são sustentabilidade, reúso e ressignificação, além de fast-fashion, slow-fashion e moda sem gênero. Me pedem conselhos e sempre falo a mesma coisa: trabalhem para outras marcas antes de abrir a própria, pesquisem as diversas profissões na moda além da de estilista, e tenham certeza de sua aptidão antes de optar por moda.

Tem outros projeto paralelos?
Sempre… Cuidar dos filhos é um deles (rs). Não é simples nem fácil. Acabei de gravar uma participação em um reality e tenho dois programas sendo analisados para o próximo ano… Existe também a possibilidade da exposição no CCSP, vamos ver quando sai.

Movimento. Cinema e velocidade inspiram looks da coleção 02-2019, de Herchcovitch Foto: Ze Takahashi

Você é pai de dois meninos, de 6 e 7 anos, ao lado do Fábio Souza, dono da marca. Como enxerga essa nova geração que vem aí?
Eles gostam de se vestir, gostam de roupas, brincam de boneca e de carrinho, um joga futebol, outro faz natação. Espero ter a clareza de educá-los para um mundo onde haja menos preconceito. Todos somos iguais e isso é o que pregamos em casa.

Conta um pouco da coleção que será desfilada hoje.
Temos como referências movimento, motociclismo, motocross, técnicas de alta-costura, final da década de 1950 e início da década de 1960, e a moda das academias, que está tomando um espaço importante nos guarda-roupas e no modo de consumir e vestir roupas. Tudo isso embasado em técnicas de reúso, reciclagem e ressignificação de peças vintage.

E os filmes de Hitchcock, Psicose e Os Pássaros? Como eles se desdobram na coleção?
Para mim terror e suspense em filmes são uma forma de escapar do noticiário da vida real. É divertido trabalhar com este imaginário riquíssimo de figuras irreais. Eles se desdobram por meio da elaboração de roupas à moda da década de 1960, do tipo de acabamento e volume desta época. Há inspiração nos figurinos destes filmes.

E as corridas e a velocidade?
Customizamos diversas roupas de motovelocidade que têm uma forma interessantíssima. Elas são feitas e modeladas para serem usadas quando o motociclista está sentado e não em pé, assim as dobras do corpo são reveladas na roupa sem mesmo estar vestida. A mistura de materiais elásticos que promovem movimentos contrastados com materiais rígidos de proteção são uma engenharia riquíssima a ser estudada por quem gosta de construção.

A moda esportiva e o streetwear eram coisas bastante em voga na moda nos últimos anos e hoje se fala muito no retorno a uma elegância mais tradicional. Como vê esse movimento?
O conforto promovido por estas roupas é o que nos atrai aqui na À La Garçonne. Estamos demais interessados nas roupas fitness e de academia. Elas se tornaram importantíssimas no guarda-roupa das pessoas que chegam a passar o dia com elas.

Sequential Prophet REV2 – All Playing, No Talking!

Sequential Prophet REV2

E a placa dizia: “Os sons do profeta estão tocando neste vídeo …. em estéreo” … então ouça, os sons … deste incrível ensaio com o talentoso Adam Berzowski! … muito melhor que o silêncio;)

Os sintetizadores Sequential Prophet Rev2 da Dave Smith Instruments são uma recriação do sintetizador analógico polifônico do Profeta ’08, com recursos expandidos e – no caso do Profeta Rev2 16-Voice – dobram a polifonia. As vozes podem ser empilhadas ou divididas para texturas complexas, enquanto os filtros Curtis ressonantes e passa-baixas familiares oferecem seu som clássico e arrojado e ousado. Outros recursos incluem efeitos atribuíveis por camada, uma matriz mod 4×2 estendida e sequenciador polifônico de passos.

Além das variantes de 8 e 16 vozes, o Prophet Rev2 está disponível nos formatos de teclado e módulo de mesa, com modelos de teclado com um teclado de 61 notas com ponderação semi-automática com velocidade e toque posterior.

Ganhe mais com o seu dinheiro com um pacote de sintetizador analógico polifônico exclusivo da Dave Smith Instruments Sequential Prophet Rev2 da Kraft Music. Essas ofertas de pacotes incluem os acessórios necessários para aproveitar ao máximo seu novo sintetizador – em casa, no palco ou no estúdio. Se você tiver alguma dúvida, entre em contato conosco. Nossos consultores especializados em vendas terão prazer em ajudar na escolha do pacote certo para você!

Escola de programação Lambda School dá aula de graça, mas cobra comissão de salário no futuro

Nos EUA, Lambda School oferece aulas online gratuitas para quem quer aprender linguagem de programação, mas fica com percentual caso aluno arranje emprego na área; curso pode acabar custando até US$ 30 mil

Há quem critique a Lambda School por tratar seus alunos como se fossem startups

Na escola de programação americana Lambda School, é possível aprender código de computação de graça. Mas como diria o economista americano Milton Friedman, “não existe almoço grátis”: a conta dos cursos chega mais tarde. Quando os estudantes conseguem finalmente um emprego, uma fatia de seu salário vai para a escola – e o curso, que é gratuito, pode custar até US$ 30 mil, segundo reportagem publicada pela revista Wired nesta semana. 

De acordo com a reportagem, a Lambda School e seus alunos têm um objetivo em comum: a contratação em um emprego na área de programação – em que sobram bons salários e faltam profissionais capacitados. Segundo a Wired, a proposta já atraiu grandes investidores: em janeiro, a Lambda recebeu US$ 30 milhões de nomes como o Google, o ator Ashton Kutcher e a aceleradora Y Combinator, responsável por revelar o Airbnb.

O modelo proposto pela Lambda também pode ganhar escala rapidamente: como as aulas são oferecidas pela internet, em videoaulas e exercícios, o aluno só precisa de uma conexão Wi-Fi e um dispositivo em que possa digitar código para aprender. Em outubro do ano passado, a escola tinha 700 alunos. Agora, tem 2,7 mil – a meta é chegar ao final de 2019 com 4 mil estudantes. 

Defensores do modelo proposto pela escola argumentam que a Lambda permite um acesso mais amplo ao ensino. Quem comanda a empresa é o presidente executivo Austen Allred. Em sua conta no Twitter, ele frequentemente compartilha histórias de estudantes que saíram da situação de pobreza e ingressaram em empregos na área de programação. “Nós acabamos com as desculpas de que as pessoas não têm condições para aprender. Elas aprendem se quiserem aprender”, disse ele à revista Wired. Segundo o executivo, o projeto está dando tão certo que ele pretende se expandir para outras áreas, como enfermagem. 

Escola trata aluno como startup, dizem críticos

Mas há quem critique a Lambda School por tratar seus alunos como se fossem startups. Isto é: investir neles uma quantia inicial (no caso, o curso gratuito) e espera-se que o retorno seja multiplicado no futuro. Um aluno que ganha US$ 50 mil por ano, por exemplo, tem de pagar 17% de seus salários à empresa – aproximadamente US$ 708 por mês, o que é suficiente para pagar aluguel em uma cidade de tamanho médio nos Estados Unidos

A cobrança máxima que a escola pode fazer, por contrato, é de US$ 30 mil ou após 24 meses de pagamento – mas, para a maioria dos estudantes, isso acaba saindo mais caro que pagar US$ 10 mil num curso tradicional de imersão em programação. O retorno, porém, só acontece se a escola tiver sucesso ao educar os alunos: se o estudante não conseguir um emprego na área de tecnologia em cinco anos, ele não tem que pagar nada à Lambda School. 

Para muitos estudantes, isso não chega a ser um problema. A Wired destacou o caso de Chris Atoki, um jovem de 23 anos de Nova Jersey: depois de passar alguns meses na faculdade de Engenharia Elétrica, ele percebeu que não gostava da coisa. Acabou indo vender colchões enquanto fazia o curso da Lambda. Ao acabar o curso, conseguiu um novo emprego, com salário de US$ 95 mil por ano – o que lhe põe bem na marca para ter de pagar os US$ 30 mil à Lambda. Ele diz não se importar: “ganho três vezes mais agora do que vendendo colchões”, disse à revista. 

Além disso, como a maioria das escolas de programação, a Lambda não tem ainda um diploma aceito por autoridades de educação. Recentemente, a escola foi multada em US$ 75 mil pelos reguladores da Califórnia por ter um registro inválido – segundo Allred, culpa de mau aconselhamento jurídico. Ainda assim, o executivo defende seu modelo – que pode ser uma solução para a crise do débito estudantil nos Estados Unidos, que gira em torno de US$ 1,5 trilhão no país.