Kirsten Owen by Valentin B. Giacobetti for L’Express Styles September 2019

KIRSTEN OWEN COVERS L’EXPRESS STYLES SEPTEMBER 2019

L’EXPRESS STYLES MAGAZINE SEPTEMBER 2019
MODEL: KIRSTEN OWEN / PHOTOGRAPHER: VALENTIN B. GIACOBETTI
CREATIVE DIRECTOR: GERMAIN CHAUVEAU / STYLIST: ANYA ZIOUROVA
HAIR STYLIST: OLIVIER SCHAWALDER / MAKEUP ARTIST: SANDRINE CANO BOCK
CASTING DIRECTOR: ALEXANDRE JUNIOR CYPRIEN

KIRSTEN OWEN COVERS L’EXPRESS STYLES SEPTEMBER 2019

Em sequência de ‘O Conto da Aia’, Offred assombra Gilead

Em ‘The Testaments’, relato em primeira pessoa da Tia Lydia revela como juíza esclarecida se torna mulher cruel
Marina Della Valle

A escritora Margaret Atwood em evento de lançamento de ‘The Testaments’, em Londres DYLAN MARTINEZ/ Dylan Martinez/Reuters

As engrenagens do tempo e da história podem nos colocar em situações surpreendentes, e disso Margaret Atwood sabe bem. A autora canadense viu “O Conto da Aia”, seu livro mais conhecido, se transformar em fenômeno pop 30 anos depois de seu lançamento com o sucesso estrondoso da série que o transpôs para as telas em meio aos questionamentos trazidos pela vitória de Trump e movimentos como o #MeToo.

Na segunda-feira (9), meses antes de completar 80 anos, Atwood esteve no centro de um evento digno dos lançamentos dos grandes best-sellers, com filas de fãs vestidos a caráter ansiosos pela meia-noite, para finalmente botarem as mãos na continuação de “O Conto da Aia”, batizada de “The Testaments” (os testamentos), com lançamento no Brasil previsto para novembro, pela Rocco.

Nas filas, como hoje costuma acontecer em protestos, mulheres vestiam o uniforme vermelho das aias, personagens destinadas à escravidão reprodutiva na teocracia fundamentalista de Gilead, como Offred, protagonista de “O Conto da Aia”, interpretada por Elisabeth Moss na série da plataforma de streaming Hulu.

Atwood, porém, já dissera que não via uma continuação para a voz de Offred. Sua solução foi girar o holofote e trazer Gilead de volta em outras vozes. “The Testaments”, que se passa 15 anos depois dos acontecimentos de “O Conto da Aia”, leva ao leitor três “testemunhos”: o de duas garotas jovens, Agnes e Daisy, e o de uma velha conhecida dos leitores e fãs da série: Tia Lydia, supervisora cruel das aias, interpretada por Ann Dowd. Único escrito em primeira pessoa, o testemunho de Tia Lydia revela uma mulher cruel, inteligente, ardilosa e, porque não, engraçada.

No lançamento de “The Testaments”, Atwood declarou que quis abordar as maneiras como regimes como Gilead acabam. É nesse ponto que Tia Lydia é central à trama. Termina também por examinar quem possibilita que tais regimes floresçam e sigam em frente. É provável que a maioria dos leitores de “O Conto da Aia” e espectadores da série se identifiquem com Offred e sua ânsia por liberdade. Mas, se estivessem em Gilead, quem de fato seriam? Comandantes, tias, esposas?

Como uma juíza esclarecida, como foi Lydia em sua vida pregressa, se transforma na mulher cruel que faz parte das engrenagens de um sistema que mata e oprime outras mulheres? Esse é um dos motivos que faz do testemunho (memórias?) de Lydia o mais interessante dos três.

A relação entre a obra de Atwood e o roteiro do seriado –dinâmica que pode ser um tanto problemática, como bem sabem os fãs de “Game of Thrones”– se desenvolveu em uma espécie curiosa de simbiose entre autores. A série extrapola o livro, e a história de Offred vai além da contada por Atwood –a mulher confusa de destino incerto se transforma em membro importante da resistência a Gilead. “The Testaments” incorpora esse desenvolvimento, incluindo a segunda filha de Offred, Nicole, levada ainda bebê para o Canadá na série, transformada em símbolo tanto pela resistência quanto por Gilead no novo livro. Em contrapartida, de acordo com uma entrevista de Atwood, a autora convenceu a produção a não matar Tia Lydia, já então centro da continuação de “O Conto da Aia” que ainda escrevia.
Se Offred pouco aparece de fato em “The Testaments”, sua sombra é um pano de fundo para toda a trama, algo maior que assombra Gilead e fortalece o movimento Mayday, que opera rotas de fuga e vazamentos prejudiciais ao regime teocrático. Sabemos um pouco mais sobre seu destino, mas são os elementos já presentes no livro anterior e na série que amarram a nova trama, embora não caiba revelar aqui o que os leitores logo descobrirão com “The Testaments” em mãos.

Assim como em “O Conto da Aia”, os homens de Gilead são personagens opacos em “The Testaments”. Sabemos mais sobre o funcionamento do regime, mas não muito sobre o que fazem os poderosos comandantes, topo da estrutura social da teocracia. Além de Lydia, temos os depoimentos de jovens que não presenciaram a criação de Gilead: Agnes cresceu dentro do regime, com fé em seus desígnios, até ir descobrindo aos poucos as podridões escondidas sob o tapete. Daisy segue para Gilead depois de crescer no Canadá.

Os leitores (e espectadores) sabem que as cores das vestes são muito importantes em Gilead: deixam à vista a posição de cada um naquela sociedade. Quando a capa de “The Testaments” foi revelada, trazendo uma aia com roupa verde, em vez do vermelho característico, surgiram várias teorias a respeito. Ao fim da leitura, a capa parece se referir à ideia mais associada ao verde: a esperança. Mas quanta? Como sempre, com Atwood nada é simples. Ainda bem.

THE TESTAMENTS *****
Preço 432 págs., R$ 52,90 (ebook)
Autor Margaret Atwood
Editora Penguin Random House

‘A Time Lost’: Millie Bobby Brown produzirá filme ao lado de sua irmã para a Netflix

Atriz de Stranger Things deve protagonizar filme desenvolvido ao lado da irmã

Atriz Millie Bobby Brown

Depois de fazer muito sucesso vivendo Eleven na série Stranger Things, Millie Bobby Brown, 15, terá um novo desafio na Netflix. A atriz assinará a produção de um novo filme da plataforma de streaming ao lado de ninguém menos que sua irmã, Paige Brown.

“A Time Lost” —”Um Tempo Perdido”, em tradução livre— terá produção executiva assinada pelas irmãs Brown. Além disso, a atriz será a protagonista do novo longa-metragem. As informações foram divulgadas pelo site Coming Soon.

O filme contará o drama de duas famílias de Long Island (Estados Unidos) que não se dão muito bem, até o momento em que a filha de uma delas será diagnosticada com câncer. O roteiro do longa-metragem foi assinado por Anna Klassen.

Lisa Nishimura, vice-presidente de filmes independentes da Netflix, disse ao Coming Soon que é uma honra para a empresa ter um talento como Millie Bobby Brown ao lado deles desde que ela começou sua carreira. 

“Millie é extremamente talentosa. Tivemos a sorte de tê-la em nossa família desde o início de sua carreira”, disse. “É uma verdadeira emoção testemunhar Millie trazer sua visão distinta para a tela, agora como escritora e produtora, ao lado de sua irmã”, completou.

Benjamin Lennox for THREE Cosmetics Brand Book with Othilia Simon

Photographer: Benjamin Lennox. Creative Director & Makeup Artist: Rie Omoto at See Management. Art directors: Morihiko Sekita and Masaaki Kuroyanagi. Stylist: Samuel François. Hair stylist. Tomohiro Ohashi Manicurist. Jini Lim at See Management. Producer: Sheri Chiu. Model: Othilia Simon.

Comercial do Apple Arcade mostra alguns jogos dos mais de 100 que serão lançados no serviço

O lançamento do Apple Arcade está se aproximando e, com ele, a empresa resolveu divulgar alguns dos jogos que farão parte da sua plataforma.

Narrado por um integrante da equipe do Apple Arcade, o vídeo traz uma prévia dos jogos Hot Lava, Earth Night, Skate City, Jennie LeClue, Lego Brawls e Sayonara Wild Hearts, além de rapidamente passar por outros títulos da Sega, da Konami e de outras desenvolvedoras.

O Apple Arcade custará R$9,90 por mês (ou US$5, nos Estados Unidos) e será lançado no dia 19 de setembro em diversos países. Vale notar que o valor serve para toda a família, caso você utilize o recurso Compartilhamento Familiar. No mais, você poderá testar o novo serviço de jogos exclusivos da Apple por até um mês antes de bater o martelo.

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CINEMA I Estreias: Abigail e a Cidade Proibida, Adeus à Noite, Legalidade, Rainha de Copas, Tsé, Vai que Cola 2 – O Começo

Abigail e a Cidade Proibida
Abigail. Rússia, 2019. Direção: Aleksandr Boguslavskiy. Com: Tinatin Dalakishvili, Eddie Marsan e Rinal Mukhametov. 110 min. 12 anos.
Uma cidade teve suas fronteiras fechadas sob o pretexto de proteger os cidadãos de uma terrível doença que se espalhava. Neste cenário, o pai de uma jovem é levado por supostamente ter sido contaminado. Anos depois, ela decide procurá-lo e descobre que têm poderes mágicos

Adeus à Noite
L’Adieu à La Nuit. França, 2018. Direção: André Téchiné. Com: Catherine Deneuve, Kacey Mottet Klein e Oulaya Amamra. 104 min. 12 anos.
Uma senhora que vive em uma rica fazenda na França se alegra ao saber que seu neto, que não vê há anos, veio visitá-la antes de fazer uma viagem ao Canadá. Porém, ela é tomada por desespero quando descobre que o jovem se tornou um radical islâmico e que a visita tem outras intenções. Selecionado para o Festival de Berlim de 2019.

Divaldo – O Mensageiro da Paz
Brasil, 2019. Direção: Clovis Mello. Com: Bruno Garcia, Ghilherme Lobo e Laila Garin. 118 min. 12 anos.
Baseado em fatos reais, conta a história do líder espírita Divaldo Pereira Franco. A produção mostra as primeiras manifestações da mediunidade, aos quatro anos, e como o dom tornou o baiano um importante líder espiritual brasileiro.

O Fim da Viagem, o Começo de Tudo
Tabi No Owari Sekai No Hajimari. Japão/Uzbequistão/Catar, 2019. 120 min. 14 anos.
Uma apresentadora japonesa vai ao Usbequistão para filmar um novo episódio de seu programa de variedades. Tímida, ela é submetida a choques culturais que a forçam a desafiar sua personalidade para poder compreender a região em que está.​

Legalidade 
Brasil, 2019. Direção: Zeca Brito. Com: Cléo Pires, Leonardo Machado e Fernando Alves Pinto. 121 min. 14 anos.
Em meio ao movimento de Leonel Brizola para garantir a posse de João Goulart frente ao golpe militar, uma jornalista que acompanha de os acontecimentos políticos se envolve em um triângulo amoroso.

A Música do Tempo – Do Sonho do Império ao Império do Sonho
Brasil, 2019. Direção: João Velho. 97 min. Livre.
O documentário registra um dos últimos espetáculos de um grupo de música da Universidade Federal Fluminense (RJ) cujos integrantes se aproximam da aposentaria após 30 anos se apresentando juntos.

Marés
Brasil, 2018. Direção: João Paulo Procópio. Com: Lourinelson Vladmir, Julieta Zarza e Sérgio Sartório. 90 min. 16 anos.
Um fotógrafo que está se divorciando da mulher decide enfrentar o alcoolismo para não perder a guarda de sua amada filha.

Peterloo
Idem. Reino Unido, 2018. Direção: Mike Leigh. Com: Rory Kinnear, Maxine Peake e Neil Bell. 154 min. 14 anos.
Em 1819, a Inglaterra vê crescer o descontentamento de sua classe trabalhadora com as degradantes condições de vida que lhes era imposta após guerra com a França. Clamando por uma reforma política que lhes daria mais representatividade, os proletários organizam um grande protesto que seria violentamente reprimido. O acontecimento ficou conhecido como o Massacre de Manchester. Do mesmo diretor de “O Segredo de Vera Drake” (2004).

Quem Você Pensa que Sou 
Celle Que Vous Croyez. França/Bélgica, 2018. Direção: Safy Nebbou. Com: Juliette Binoche, François Civil e Nicole Garcia. 101 min. 12 anos.
Sentindo-se preterida pelo namorado mais jovem, uma mulher cria um perfil falso em uma rede social, na qual finge ter 24 anos. Por meio dessa interface, ela se apaixona por um amigo do companheiro e passa a se sentir jovem novamente. Selecionado para o Festival de Berlim de 2019

Rainha de Copas
Dronningen. Dinamarca, 2018. Direção: May El-Toukhy. Com: Trine Dyrholm, Gustav Lindh e Magnus Krepper. 127 min. 18 anos.
Acostumada a lidar com adolescentes, uma respeitada advogada tem de lidar com impasses pessoais e profissionais ao levar adiante um relacionamento amoroso com seu enteado, filho do primeiro casamento de seu marido. Prêmio do Público no Festival de Sundance de 2019.

Tsé 
Brasil, 2018. Direção: Fábio Kow. 84 min. 12 anos.
Documentário traça a jornada da avó de seu diretor, uma judia polonesa que, para fugir do Holocausto, migrou para o Brasil, pais em que viveu até sua morte. Recorrendo a gravações familiares, a narrativa é repleta de histórias de resistência, como quando ainda criança sua mãe a jogou de um trem que as levava a um campo de concentração.

Vai que Cola 2 – O Começo 
Brasil, 2019. Direção: César Rodrigues. Com: Samantha Schmutz, Marcus Majella e Cacau Protásio. 88 min. 12 anos.
Segundo filme derivado da série de TV (exibida no Multishow) mostra como uma feijoada organizada em um morro do Rio de Janeiro uniu pessoas e foi decisiva para o surgimento da pensão onde os personagens vivem juntos.